A incrível participação da Coreia do Sul nas Olimpíadas Rio 2016

Hoje encerra a primeira olimpíada realizada na América do Sul. Local? Rio de Janeiro, na cidade maravilhosa. E que show olímpico, o país foi elogiado já com sua abertura e recebemos o mundo inteiro com aquela alegria e calor que só o brasileiro possui. Já estamos com saudades e esperamos que os sul-coreanos também sintam saudades desse período que passaram aqui.

A Coreia do Sul foi um show a parte, e a KoreaIN em seu compromisso de conectar culturas, mostra como foi a sua participação em nosso país.

 

Tudo começa com Judô

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A primeira medalha para a Coreia do Sul veio dessa competição, Jeong Bo-kyeong da categoria Peso ligeiro -48Kg, apenas não conseguiu vencer a argentina Paula Pareto. Apesar de tudo, Jeong queria o ouro, tanto que chegou a tingir os cabelos de loiros pensando no feito. Após a luta declarou: “Eu perdi dela (Pareto) no último mundial, e eu acho que eu baixei a um pouco a guarda nesse tempo também. Eu estava me sentindo muito melhor na final do que eu fiz no início do dia, e por isso eu esperava ganhar ouro.”

No peso médio-leve -66kg também teve prata, mas no masculino com o coreano An Baul. An é campeão mundial e era um favorito, mas foi atordoado por Fabio Basile, da Itália. E para fechar a participação da Coreia do Sul no judô, Gwak Dong-han ganhou o bronze no peso-médio -90Kg. “Eu treinei duro para ganhar a medalha de ouro, e depois de perder nas semifinais, eu não estava me sentindo tão bem comigo mesmo”, disse ele. “Estou me sentindo um pouco melhor agora. Eu estava em boa forma e eu percebi que as coisas iriam correr bem hoje. Não ia acontecer dessa forma.” Apesar de não ter ganhado o ouro acrescentou: “Eu sou grato por esta medalha de bronze”.

 

A invencibilidade do Tiro com Arco

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A fama já era conhecida e as medalhas esperadas. Não teve para ninguém nessa modalidade, o primeiro ouro para o país veio na competição masculina por equipes. Kim Woo-jin, Ku Bon-chan e Lee Seun-gyun já eram campeões mundiais e favoritos na prova, já chegaram atropelando nas primeiras fases e venceram os Estados Unidos na final. Foi o quinto título do país nessa modalidade, quarto das últimas cinco edições. Kim comentou que a conquista foi em grupo: “Estava esperando por este momento, para ganhar o ouro novamente, pelos últimos quatro anos. Confiamos um no outro e simplesmente aconteceu. Conversamos o tempo todo durante a prova e ganhamos essa medalha coletivamente”. Muito espírito olímpico não é?

Kim Woo-jin alias é responsável pelo primeiro recorde batido nas olimpíadas, na prova individual foram 700 pontos com 72 flechas na competição de tiro com arco, superando seu compatriota Im Dong-Hyun, das Olimpíadas de Londres. Quer mais? Bon-chan, seu colega de equipe, venceu a Prova Individual e comemorou com 2 medalhas de ouro no peito.

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As mulheres, que nunca perderam uma Olímpiada desde que competem na modalidade, não podiam fazer feio não é? E não fizeram! Choi Mi-sun, Chang Hye-jin e Ki Bo-bae venceram as russas e confirmaram que no Tiro com Arco elas permanecem no topo. E no individual teve dobradinha, Hyejin Chang superou sua compatriota, e favorita do ouro, Ki Bobae nas semifinais e disputou o ouro com a Alemanha, vencendo. Hyejin Chang, portanto, levou o ouro e Ki Bobae acabou ficando com o bronze. A campeã comentou: “Estou muito orgulhosa por conquistado mais um ouro para a República da Coreia. Pensei positivo durante toda a prova e tentei me manter confiante na final”.

Foram 5 medalhas para a Coreia do Sul no Tiro com Arco, sendo 4 douradas! Ou seja, a Coreia do Sul esteve em primeiro em todas as modalidades, hegemonicamente!

 

No Tiro Esportivo, a Coreia do Sul faz história

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Já podemos notar que é um país de atiradores, certo?  Nessa categoria a Coreia do Sul também tinha um favorito. E Jun Jong-Oh em sua prova preferida, pistola livre a 50 metros, não apenas ganhou a medalha dourada como se tornou o primeiro atirador a estar no topo do pódio em três edições consecutivas, em Pequim 2008, Londres 2012 e agora Rio 2016.

Também teve mais medalhas no Tiro Esportivo, mas dessa vez na categoria carabina deitado 50m, onde o sul-coreano Kim Jong-Hyun (não, não é do SHINee) conquistou a medalha de prata para a República da Coreia.

 

Ozo, ozo, ozo de virada é mais gostoso!

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narramos como Park Sang-Young não se contentou em perder, mas vale sempre lembrar. O sul-coreano estava perdendo de 10 a 14 pontos para o húngaro Géza Imre, mas surpreendeu por fazer uma série notável de cinco pontos e conquistou a vitória. Baixo no ranking mundial, ele contou como foi conseguir essa grande vitória: “Os Jogos Olímpicos são um dos maiores eventos esportivos do mundo inteiro e eu tentei dominar minhas fraquezas” e “Foi impressionante ganhar após ter estado em uma colocação baixa”.

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O esgrimista Kim Jung-Hwan também levou sua medalha para casa, na categoria sabre individual, ele derrotou Mojtaba Abedini do Irã, num ataque 15-8 na Arena Carioca. Kim já havia ganhado um ouro por equipes em Londres e queria provar seu valor no individual, para ele a medalha de bronze foi tão importante quanto a de ouro, declarou: “Eu fiz tudo isso por mim”.

 

No golfe, uma lição!

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E coreano sabe lá jogar golfe? Coreano eu não sei, mas Inbee Park provou que as coreanas sabem sim. A Coreia do Sul possui um domínio nos circuitos profissionais femininos de golfe, embora por tradição o mundo volte os olhos para americanos e europeus. A sul-coreana, que manteve a consistência durante toda a prova, e na última rodada garantiu cedo a vitória. Apesar de tudo, foi alvo de pressões para desistir dos Jogos Olímpicos, Inbee Park respondeu em ouro.

 

Aha, uhu, o Taekwondo é nosso!

O Taekwondo é modalidade olímpica recente e mais: COREANA. Era de se esperar que a Coreia do Sul ganhasse suas medalhas. Foram enviados 5 atletas para o Rio 2016 e todos voltaram com medalhas. As mulheres com ouro e homens com bronze.Y2016082005966-650

Oh Hye-ri que disputou a categoria -67kg, só confirmou outra hegemonia coreana, pois a Coreia do Sul não perde um pódio nessa modalidade desde que o esporte tornou-se olímpico em 2000, são 4 medalhas de ouro e uma de bronze na história. A campeã declara: “Eu gostaria de dizer que tudo foi perfeito hoje.” Kim So-hui  também faturou a medalha de ouro na categoria até 49 kg, num jogo duro contra a Tijana Bogdanović da Sérvia, que teve uma recuperação durante o jogo, mas por 1 ponto a coreana se garantiu em primeiro no pódio.

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As medalhas de bronze masculinas são de Kim Tae-hun (até 58kg), que conseguiu chegar as semifinais após a repescagem; Cha Dong-min (acima de 80kg) e Lee Dae-hoon (até 68kg), este último ganhando fãs brasileiras que ficaram apaixonadas não só pela sua luta, mas como sua beleza.

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Cenoura & bronze!

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Não é apenas com ouro que se premia vitórias. A dupla feminina de Badminton Jung Kyung-eun e Shin Seung-chan, num esporte dominado por asiáticos, ganharam na China e conquistaram o bronze. Medalhas também foram conquistadas no Levantamento de peso até 53kg com a coreana Yoon Jin-hee e na Luta Olímpica Greco-romana 75kg Masculino com Kim Hyeon-woo. Kim passou por uma controvérsia, que em sua primeira luta gerou uma derrota, onde alega ter feito um golpe de 4 pontos, mas tendo recebido apenas 2. O desafio foi negado, chegando a semifinal o sul-coreano venceu Croácia e trouxe o bronze para a República da Coreia.

 

Menções honrosas

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Brasília, DF, Brasil, 10/8/2016 Foto: Andre Borges/Agência Brasília Coreia do Sul e México jogam nesta quarta-feira (10), no Estádio Mané Garrincha, pelo grupo C do futebol masculino nas Olimpíadas 2016.
Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Brasília, DF, Brasil, 10/8/2016 Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Não podemos esquecer de mencionar o futebol coreano que surpreendeu nas Olímpiadas, apesar de ser eliminado por Honduras nas quartas de final. Seu crescimento foi há olhos vistos, empatando e ganhando de campeões. Pensar que essa é a próxima geração, teremos ai medalhas no futuro?

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As ginastas sul-coreana Lee Eun-ju e norte-coreana Hong Un-jon protagonizaram um momento cheio de espírito olímpico, onde tiraram uma selfie juntas, o ato se tornou um símbolo. “Eu a vi e pedi para tirar uma foto, queria ficar com uma recordação”, afirmou a ginasta ao canal sul-coreano KBS.

Também pudemos protagonizar momentos únicos, onde a população brasileira “adotava” a Coreia do Sul para torcer quando não era contra o Brasil em quadra, onde cantavam e torciam. Algumas pessoas ainda declararam para a KoreaIN: “Os coreanos são muito atenciosos, nos deram broches, bandeiras e balões.”

No Leme, a Coreia do Sul abriu as portas para os brasileiros, teve k-pop, apresentações diversas, comida, simulações na Casa Pyeongchang, que mostrava um pouco como seriam as Olímpiadas de Inverno no país do kimchi.

 

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Está não foi nem de longe a melhor participação da Coreia do Sul em termos numéricos, conquistando 21 medalhas (9 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze) e terminando em 8ª posição. Mas uma experiência pode ser medida apenas por números? Foi uma oportunidade enorme para nós amantes da cultura entrarmos em contato com a Coreia do Sul e mostrarmos a nossa cultura para os sul-coreanos. Esperamos que todos tenham se sentido bem-vindos e tenham ótimas memórias para recordar, porque em Pyeongchang 2018 queremos estar lá!

Lembrem-se, no próximo dia 07 terá a início as Paraolimpíadas, na Rio 2016. Vamos torcer muito pela Coreia e pelo Brasil.

 

Por Amanda Carolina
Fontes: Rio2016, Tabelas Google Rio 2016, Yonhap News, Korea Herald, Publico, Korea Times, DN, Terra
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