Mês: setembro 2016

[Setembro Amarelo] Ações desenvolvidas por empresas sul-coreanas para diminuir as taxas de suicídio

A Coreia do Sul é um dos países com a mais alta taxa de suicídio do mundo, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O incentivo secular para a competitividade social, problemas financeiros, o abandono dos idosos e a cultura de ver a morte com uma saída para uma vida difícil, são os principais fatores para o aumento gradativo das taxas de suicídio.

Em meio às taxas alarmantes de suicídios, diversas empresas apontam soluções para a redução dessas mortes. Listamos as 4 principais ações tomadas pelo governo e por empresas coreanas para frear a crescente dos suicídios.

Neste experimento, funcionários entram em caixões, que são fechados por um 'Anjo da Morte'
Neste experimento, funcionários entram em caixões, que são fechados por um ‘Anjo da Morte’

SEPULTADOS VIVOS

Uma empresa de recursos humanos submeteu seus funcionários a encenarem seus próprios funerais, como uma espécie de treinamento para conhecerem o sentimento que envolve a morte.
O tradicional velório coreano é encenado completamente. Vestidos em roupões brancos, escrevem suas cartas de despedida para os parantes, logo após sobem em seus caixões de madeira e deitam-se, abraçados em uma foto de si mesmos, envolvida por uma fita preta.

 

Os caixões são então fechados por um homem vestido de preto, representando o Anjo da Morte. Lá, os funcionários são incentivados a refletirem sobre o sentido de suas vidas, com a ajuda de psicólogos. Para estar neste lugar, eles são preparados com vídeos de pessoas que já enfrentam adversidades como câncer, doenças terminais, deficiências e que ainda assim seguem suas vidas com qualidade.

 

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CURSO DE BEM-MORRER

Uma associação para idosos passou a oferecer em 2014 o curso “Bem-Morrer”, com seis semanas de duração, buscando mostrar aos seus alunos como apreciar a vida através da preparação para a morte. As aulas de “bem-morrer” — uma brincadeira com a expressão “bem-estar” — reflete os esforços para combater a mais alta taxa de suicídio de idosos do mundo, num país onde a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) avalia que 37% da população terá mais de 65 anos até 2050.
“Os sul-coreanos tendem a pensar na morte como um modo rápido de acabar com as dificuldades” — diz Park Hoon, pesquisador do instituto de pesquisas sobre a vida e a morte da Universidade de Hallym em Chuncheon, perto de Seul. — “Mas a morte deveria ser vista como um lembrete de como a vida é preciosa e do porquê vale tanto a pena viver.” Esse é o objetivo do curso de “bem-morrer“, tentam ensinar seus alunos idosos a natureza positiva da morte.

PONTE DA VIDA: A CAMPANHA QUE REDUZIU OS SUICÍDIOS

A empresa Seguro Samsung é a idealizadora de uma das ações mais conhecidas e bem sucedidas para a redução das taxas de suicídio. A campanha publicitária teve início em dezembro de 2012, tendo por mote evitar que o governo coreano fechasse ou construísse muros na ponte Mapo, em Seul – uma das 27 que cruzam o Rio Han – na tentativa de evitar suicídios.

Antes conhecida por “Ponte Suicída”, agora leva o título de “Ponte da Vida”, devido a campanha, que conseguiu reduzir em 85% as taxas de suicídio naquele lugar, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O projeto levou um ano e meio para ser aplicado, rendendo aos executores o prêmio Cannes Lion, em 2013.
Toda a vez que alguém se aproximasse das laterais, um sensor ativava as luzes próximas a borda de segurança, que muitos usavam para subir e se jogar de lá. Em frente a barra de luzes aparecia ao longo da ponte 20 frases pensadas para a prevenção do suicídio como: “Os melhores momentos da sua vida ainda estão por vir”, “Como você gostaria ser lembrado?” e “Vá ver as pessoas de quem você sente saudade”.

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Entretida com as frases, as pessoas cruzavam a ponte, chegando seguras ao outro lado, sem executarem a tentativa de suicídio. Para acompanhar as frases, você encontra também uma estátua de um amigo reconfortando o outro, que é um dos grandes marcos da campanha.

 

APP CONTRA O SUICÍDIO JUVENIL

O Ministério da Educação da Coreia do Sul apresentou em 2015 um App para smartphones destinado a reduzir o suicídio entre os jovens, alertando os pais de crianças consideradas em perigo. O app era programado para deletar palavras “ligadas ao suicídio”, que surgissem nas redes sociais, serviços de mensagens ou em buscas na internet feitas pelo smartphone. Em caso de alerta, os pais recebiam uma mensagem no seu próprio celular, avisando sobre o conteúdo das informações.
“O suicídio dos jovens tornou-se num problema social cuja prevenção necessita de medidas sistemáticas e ambiciosas”, afirmou o ministério em comunicado.

O principal ponto para que as taxas de suicídio sejam reduzidas é transformar o estilo e a cultura do país, principalmente incentivando que as pessoas se importem com o bem-estar uns dos outros. De forma que entendam que a vida é muito além de ter notas altas, ter muito dinheiro ou deixar de ser o provedor da renda familiar. Cada ação dessa contribui para que o caminho certo seja tratado e precisam ser estimuladas.

 

Por Naira Nunes
Fonte: BBC; O Globo; Design Culture; SIC Notícias; EXAME.
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Coreia do Sul e Brasil indicados ao Emmy Awards Internacional

A principal premiação internacional para as produções televisivas, trazida pela Academia de Artes e Ciências da Televisão, já nos apresentou seus 40 finalistas. São 15 países, que concorrerão em 10 categorias. Os concorrentes foram impecavelmente selecionados, e teremos o prazer de torcer para Brasil e Coreia do Sul. As indicações reafirmam a capacidade, o talento e o valor dos trabalhos televisivos destes 2 países, que sempre se mostraram potências nesse tipo de produção.

Leia mais sobre a Ascensão dos Dramas coreanos aqui.

Separamos para vocês os selecionados, por categoria, entre Brasil e Coreia do Sul.

 

Melhor performance como ator

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Alexandre Nero em A Regra do Jogo: Brasil – TV Globo

Alexandre Nero interpreta Romero Rômulo, um ex-vereador que tem vida dupla, mas sabe bem camuflar a verdade. Para as pessoas ele se mostra um homem altruísta e corajoso, disposto a ajudar ex-detentos em busca de reintegração. Seus envolvimentos durante a trama criam os pontos de viradas necessários para irem desmascarando a personagem.

Melhor performance como atriz

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Grazi Massafera em Verdades Secretas: Brasil – TV Globo

Grazi interpreta a modelo Larissa, a mais antiga em sua agência, que é cegada de inveja pela ascensão da nova modelo, Angel. Em uma sequencia de acontecimentos, Larissa passa a se envolver com pessoas erradas e termina como uma usuária de drogas. Grazi surpreendeu o público com sua pontual atuação no papel da modelo drogada.

Melhor comédia

Zorra: Brasil – TV Globo TV

Melhor documentário

KBS Documentary Gong Gam: Mom & Clarinet: Coréia do Sul – Korean Broadcasting System / Upright Media – South Korea

Mom & Clarinet é um documentário humanitário sobre mães e seus filhos autistas, que lutam para encontrarem uma nova esperança através de um projeto musical de seis meses. A abordagem sensível do documentário já trouxe a ele diversos prêmios e indicações desde sua exibição, em outubro de 2015.

Melhor programa de entretenimento não roteirizado (non-scripted entertainment)

Adotada: Brasil – Formata Produções e Conteúdo

É um reality show brasileiro co-produzido e exibido pela MTV, apresentado pela modelo e produtora Maria Eugênia Suconic, em que a cada episódio ela é “adotada” por uma família diferente durante uma semana, tendo assim que conviver com os costumes, horários e ao cotidiano da casa.

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I Can See Your Voice: Coréia do Sul – CJ E&M

É um reality show com a premissa de levar ao palco um grupo de pessoas, dentre elas alguns sabem cantar e outros não. Os cantores profissionais convidados poderão julgar e escolher a pessoa que canta melhor. Se alguém que não souber cantar for o ganhador, ele receberá um prêmio de $5,000 dólares. Se o escolhido for alguém que cante bem, poderá fazer um dueto com algum cantor convidado e lança-lo para venda como Single Digital.

Melhor novela

A Regra do Jogo: Brasil – TV Globo

Verdades Secretas: Brasil – TV Globo

Melhor minissérie

Os Experientes: Brasil – Globo / O2 Filmes

A trama da série trata sobre envelhecer, mas tendo essa tempo da vida como um momento para se redescobrir, se reinventar e sobre começar a viver uma das melhores fases da vida. Retrata quatro histórias independentes, que se ligam por meio de seus personagens.

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Splash Splash Love: Coréia do Sul – Munhwa Broadcasting Corporation – South Korea

Conta em 10 episódios a história de Jang Dan Bi (Kim Seul-gi), uma estudante que está para prestar o vestibular, mas sentindo-se pressionada, acaba fugindo no dia da prova debaixo de chuva. Desesperada roga aos céus que pudesse desaparecer, e como mágica, ao “cair” numa poça de água no chão, Dan Bi é transportada para a era Joseon. O problema maior é que ela literalmente interrompe um ritual de chuva onde estavam presentes o Rei Lee Do (Yoon Doo-joon) e demais políticos e estudiosos da época.

 

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Por Naira Nunes
Fonte: KBS, Divaneandoo, Meio&Mensagem
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[Setembro Amarelo] Coreia do Sul e estatísticas que assustam

AVISO: Este texto é estatístico e um tanto técnico, que visa informar e conscientizar, porém pode gerar desconforto.

Neste mês de Setembro há uma intensa campanha contra o suicídio, que segundo a Organização Mundial da Saúde,  90% dos casos poderiam ser evitados.

E se tem algo que quando se menciona Coreia do Sul precisa ser falado, é suicídio. A Coreia é o segundo país onde mais pessoas tiram a própria vida, perdendo apenas a Guiana. E por que isso ocorre? Bem o suicídio está ligado à profunda depressão emocional e a qualidade de vida em sociedade. O alcoolismo, ansiedade e síndrome do pânico, são alguns dos sintomas que antevem uma parcela da população que está doente.

Apenas no país são cerca de 40 mortes por dia, se tornando a 4º causa mais comum de morte e a primeira entre pessoas de 10 a 39 anos, acima do câncer e dos acidentes de trânsito¹.

Taxas de suicídios por 100.000 pessoas. Fonte: OECD

O suicídio relacionado ao gênero

Em termos estatísticos os homens tem uma taxa de suicídio maior que a das mulheres, porém elas ganham em tentativas. Por meio de estudos concluiu-se que os homens utilizam métodos mais letais e portanto, tem uma taxa maior de conclusão. Além disso, as mortes femininas aumentaram nos últimos anos, 282% contra 244% dos homens². Os motivos podem estar relacionados com os problemas enfrentados pelas mulheres, já apontados numa matéria da KoreaIN.

Taxa de suicídio na Coreia do Sul por gênero e idade. Fonte: OMS, 2012.

O suicídio relacionado a idade

Uma das razões para a Coreia do Sul estar tão alta no ranking mundial de suicídios é pelo alto índice entre os idosos. Apesar do país ser desenvolvido, há uma grande taxa de pobreza entre os mais velhos. Isso ocorre devido ao sistema deficitário da previdência sul-coreana, a população tem que ser autossuficiente até o fim da vida. Assim muitos idosos acabam tirando a própria vida para não se tornar um fardo financeiro para a família, um vez que a cultura dos “filhos cuidarem dos pais” vem desaparecendo. Pessoas da zona rural tem a taxa de suicídio ainda mais elevadas, resultante do abandono.

Os mais jovens tradicionalmente cuidavam de seus pais idosos, mas essa estrutura social foi quebrada ao longo dos anos, deixando muitos idosos incapazes de se alimentar.
Os mais jovens tradicionalmente cuidavam de seus pais idosos, mas essa estrutura social foi quebrada ao longo dos anos, deixando muitos idosos incapazes de se alimentar.

Porém o grupo que lidera o ranking são os estudantes e universitários. Segundo o Instituto de Políticas para a Juventude, um em cada quatro estudantes tentou o suicídio pelo menos uma vez. O ambiente hiper-competitivo tem minado os jovens. Já mencionamos o documentário “Reach for the SKY”, em que mostra como uma grande parte da população em idade de estudo está sofrendo de depressão e são os pais as principais fontes de pressão para o sucesso do aluno. Pais exigentes, professores autoritários, longos cursinhos tem cobrado um preço alto da saúde dos jovens.

Muitos jovens se sentem pressionados para conseguirem boas notas.
Muitos jovens se sentem pressionados para conseguirem boas notas.

O suicídio relacionado ao status econômico

Outro fator que pode ser decisivo a causa da depressão e por fim o suicídio é o poder aquisitivo. Este está intimamente relacionado aos grupos mencionados anteriormente, levando em consideração que na Coreia do Sul o nível econômico está relacionado ao nível educacional do indivíduo. Muitos jovens, principalmente em época de vestibular, sofrem pressão social causando stress, sono inadequado, uso de álcool e cigarro; e quando associados ao baixo índice econômico se tornam quase uma bomba relógio.

Isso também afeta os idosos, devido o fator de dificuldade econômica. Cerca de 71,4% da população idosa é ignorante e 37,1% deles vivem em áreas rurais³. Assim sendo, eles são mais propensos a enfrentar problemas financeiros, o que pode levar a problemas de saúde e conflitos familiares.

Taxa de pobreza por faixa etária. Fonte: OECD, 2011.

Em épocas de crises financeiras, como a crise financeira asiática de 1997 e a recessão econômica de 1998, que gerou uma onda de desemprego, houve um aumentou da depressão clínica e suicídios no país.

Em 2014 o pai e avós do cantor LeeTeuk do Super Junior foram encontrados mortos, provavelmente devido a problemas financeiros e de saúde. Em nota o pai escreveu: “Vou levar os meus pais e ir para o céu junto, para vivermos bem. Eu sinto muito pelos meus filhos.”

O suicídio relacionado a mídia 

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A atriz Lee Eun-ju.

Muitas celebridades acabam por tirar a própria vida ao perder a fama ou receberem duras críticas. Há diversos casos conhecidos de suicídio entre celebridades, um dos casos mais conhecidos é da atriz Lee Eun-ju de TaegukgiThe Scarlet Letter. Em fevereiro de 2005, após se formar na Universidade de Dankook ela retornou ao seu apartamento, onde cortou os pulsos e se enforcou. Sua família disse que ela tinha crises de depressão e insônia, após ter realizado cenas de nudez no filme The Scarlet Letter.

Em uma nota escrita com sangue a atriz disse: “Mãe eu sinto muito e te amo”, e em outra mensagem separada escreveu: “Eu queria muito fazer isso. Mesmo que viva, eu não estou viva realmente. Eu não quero que ninguém se desaponte. É bom ter dinheiro… Eu queria ganhar dinheiro.” Sua morte casou comoção entre amigos e familiares, a cantora Bada cantou em seu velório a canção “You Were Born to be Loved“.

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A cantora U;Nee. Após sua morte sua mãe confirmou que ela sofria de depressão e tomava medicamentos.

Outros casos conhecidos foram do ex-presidente Roh Moo-hyun, da modelo Daul Kim, ambos em 2009, da artista U; Nee em 2007, a “atriz da nação” Choi Jin-sil em 2008 e seu ex-marido Cho Sung-min, em 2013. A participante de um reality show de namoro do canal SBS foi encontrada morta em pleno set, o que levou o cancelamento do programa em 2014. A participante, do também reality “Baby Kara”, Sojin chegou a ser levada ao hospital, mas a cantora não aguentou.

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Após a confirmação da Sojin, a DSP Media declarou: “Acabamos de ouvir essa triste notícia hoje. Faremos o que pudermos para ajudar a família“

E após a morte de celebridades, a Coreia do Sul tende a sofrer uma onda de suicídios. Em um estudo realizado com a cobertura da mídia há uma forte correlação de eventos catastróficos e morte de celebridades com o aumento das taxas de suicídio. Além disso, os métodos utilizados por celebridade suicidas tendem a ser repetidos. Após a morte da atriz Lee Eun-ju, mais pessoas se mataram por enforcamento.

A ideia do fracasso na sociedade coreana não é bem aceita e assim se torna uma grande vilã. Criticas na internet, perda de dinheiro, declínio profissional, não atingir a nota almejada no vestibular ou se sentir um fardo para a família, são exemplos que atingem diretamente a honra dos coreanos e assim afeta seu psicológico. Campanhas do governo tem sido implementadas para mudar o pensamento, afinal é importante que haja uma mudança social. Não é ruim falhar, pois estas coisas fazem parte da vida, ruim é julgar e mais ainda humilhar. Quebrar um paradigma cultural é necessário, para que então a Coreia do Sul não seja mais reconhecida como a “república do suicídio”.

¹ Dados do Escritório de Estatística de Seul
² Gender Differences in Suicidal Behavior in Korea. 2008
³ Socioeconomic Inequalities in Suicidal Ideation, Parasuicides, and Completed Suicides in South Korea. 2010

Por Amanda Soares
Fontes: OMS, Aljazeera, UOL, Korea Herald, Korea Exposé, CNN, BBC.
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[Setembro Amarelo] O problema oculto da Coréia: Desertores suicídas

O mês de setembro reserva para ele a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no mundo e suas formas de prevenção. A Coreia do Sul é um dos países com as mais altas taxas de suicídio do mundo. A KoreaIN se vê no dever de trazer para vocês uma série de informações sobre a prevenção do suicídio. Vamos falar sobre isso? Falar é a melhor solução!

Em todo o mundo, as pessoas fogem aos milhões de regimes tirânicos, mas quantas vezes elas encontram a vida melhor que estavam esperando? Na Coreia do Sul, as estatísticas indicam que um número surpreendente de desertores do Norte acabam tirando suas próprias vidas.

Você sempre ouve sobre os desertores celebridades. Eles escrevem best-sellers e aparecem na televisão. Eles podem ganhar dezenas de milhares de dólares por noite em uma palestra. Eles são eloquentes como eles contam suas histórias angustiantes de voos perigosos de extrema opressão.
Mas às vezes há um lado mais sombrio das histórias daqueles que fogem do seu país natal.
Na Coreia do Sul, as estatísticas revelam uma verdade. O Ministério da Unificação do país diz que ao longo dos últimos 10 anos, 6% a 7% de desertores que morreram se mataram. Mas nos últimos meses, tem havido um grande aumento – de acordo com o ministério, 14% das mortes entre os desertores este ano foram suicídios. Isso é muito maior do que entre a população em geral, e a Coreia do Sul de forma consistente tem a maior taxa de suicídio de todos os 34 países industrializados da OCDE.

 

North Korean defectors tell their harrowing stories on a South Korean TV show
North Korean defectors tell their harrowing stories on a South Korean TV show

 

Há uma série de fatores envolvidos. Uma delas é que a casa que eles deixaram está perto, mas inacessível. Outra é que a sua nova realidade econômica pode ser muito diferente da vida glamourizada retratada nas novelas sul-coreanas contrabandeadas para o Norte.

Kim Song-il está agora em sua sétima linha de negócio desde que ele desertou há 14 anos. Já foi motorista de ônibus, operário de construção e teve um restaurante. Agora começou seu próprio negócio vendendo pedaços de frango. Ele compra frangos inteiros e contratou alguns funcionários para cortá-los, empacotá-los e congela-los, para que possam ser vendidos – o preço das peças combinadas é maior do que o custo do frango inteiro.

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É uma luta. “Quando meus negócios anteriores falharam, eu tentei me matar três vezes”, diz ele. “Eu tinha que ficar me lembrando como eu arrisquei minha vida só para chegar aqui.

Parte de sua dificuldade, diz, é que ele era um oficial militar no Norte e foi usado para dar ordens. Receber ordens como um empregado no capitalismo não tem sido fácil.
Em 2014, foram 1.400 desertores. O fluxo vai todo por um caminho – Norte a Sul. Ou quase todos de um jeito. Quarenta e cinco anos de idade, Kim Ryen-hi deu uma conferência de imprensa em lágrimas recentemente e anunciou que ela quer ir para casa. Há quatro anos, ela chegou na Coreia do Sul através da China e da Tailândia, mas agora sente muita falta do Norte.
Liberdade, coisas materiais e outras atrações de qualquer tipo, eles não são tão importante para mim quanto a minha família e minha casa”, disse ela. “Eu quero voltar para a minha família preciosa, mesmo se eu for morrer de fome.

 

Kim Ryen-hi ainda está na Coreia do Sul, impossibilitada de volta para o Norte.
Kim Ryen-hi ainda está na Coreia do Sul, impossibilitada de volta para o Norte.

 

Ela é muito mais uma exceção – e há aqueles que têm sucesso no Sul. Lee Yung-hee é empresária. Ela desertou há 14 anos e agora dirige um movimentado restaurante – Max Tortilla – duas horas saída de Seul.
No Norte, ela nunca tinha ouvido falar deste clássico prato mexicano, mas quando chegou ao Sul inicialmente consegui um emprego como vendedora de kebabs – carne enrolada no palito – e pensou que a adição de arroz iria atender o gosto coreano ainda mais. O resultado, ela descobriu que era similar a um burrito, então entrou no “mercado de burritos” – com muito sucesso. Iniciativa e trabalho duro valeram a pena.
Quando cheguei aqui pela primeira vez o Sul parecia tão diferente”, diz ela. “Para ter sucesso, eu tive que aprender tudo do zero.

Lee Yung-hee (primeiro plano) abriu um restaurante de sucesso.
Lee Yung-hee (primeiro plano) abriu um restaurante de sucesso.

Desertores recebem um treinamento de três meses quando chegam, mas os críticos do sistema dizem que não é o suficiente para aprender novas habilidades. O governo responde que os próprios desertores não querem períodos prolongados de escolaridade.

Alguns grupos cristãos oferecem formação profissional e dizem que o melhor é a formação em habilidades simples, mas úteis, como fazer café para servir em Cafés.
Mas a falta de oportunidades, além de empregos humildes como este, é uma fonte de descontentamento.
De acordo com um levantamento, 50% descreveram seu status no Norte como de classe “superior” ou “média”, mas apenas 26% disseram que caíram nesta categoria no Sul. A grande maioria – 73% – descreveram seu novo status como classe baixa.
Andrei Lankov, um historiador da Universidade Kookmin em Seul, que também estudou em Pyongyang, diz que o problema é que as habilidades adquiridas no Norte são insuficientes para a economia sul-coreana moderna. Os médicos desertores, por exemplo, muitas vezes não conseguem empregos na medicina sul-coreana.

 

Médicos coreanos desertores encontram dificuldades para conseguir empregos na Coreia do Sul.
Médicos coreanos desertores encontram dificuldades para conseguir empregos na Coreia do Sul.

O problema oculto consiste em desesperados norte-coreanos que estão sós e à deriva na Coreia do Sul, oscilando à beira de tirar suas próprias vidas, e às vezes passando desse limite.

 

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Quinze anos atrás, Kim Cheol-woong foi um pianista de sucesso vivendo na Coreia do Norte – mas sua vida mudou de repente quando alguém o ouviu tocando uma canção de amor ocidental.
Os desertores Norte coreanos precisam receber a devida atenção dos governos que os acolhem, seja a Coreia do Sul, a China ou os EUA. A decisão de fugir de seu país de origem é causadora de traumas, que se não cuidados podem resultar nas altas taxas de suicídio que a Coreia do Sul tem enfrentado.

Tradução e adaptação: Naira Nunes
Fonte: BBC + Setembro Amarelo
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8 canais de Youtubers coreana para conhecer

Vamos colocar os Idols do K-pop de lado por um instante, e focar naqueles que estão crescendo cada vez mais através do YOUTUBE. Pessoas foram para a internet para expor opiniões, dicas, reviews, receitas e ideias por meio de vídeos. Pode até ser que a maioria deles tenham começado apenas por diversão, mas felizmente, acabou se tornando uma carreira. Alguns youtubers são pagos por patrocinadores, publicidades, escrevem livros, fazem blogs e até criaram marcas próprias.

A Coréia do Sul é o sexto país a ter mais acessos no site, com 12,103 milhões de habitantes. A verdade é que o Youtube é e será uma das grandes inovações nas mídias sociais, considerando que já fazem 9 anos que ele está no ar.

Está lista não está baseada em número de seguidores ou views, entretanto ela está separada por assuntos e categorias.

 

GOtoe (Comédia)

Sem brincadeira, mas este cara é um mago com os efeitos especiais. Ele faz vários mashups com K-pop e internacional, misturando com algumas danças malucas e personagens também. O youtuber mostra um humor estranho e ao mesmo tempo diferente, que é impossível não rir.

 

PONY (Maquiagem)

Modelo, youtuber e maquiadora de celebridades como CL, Hyemin Park é um dos principais canais coreanos sobre maquiagem. Além disso, PONY ainda fez uma colaboração juntamente com a marca de maquiagem Memebox chamada: Pony x Memebox Easy Shine Glam Eyeshadow Palette. O produto foi esgotado em 40 minutos!

 

Eugenie Kitchen (Receitas)

Eugenie mostra como é fácil cozinhar com os seus tutorais, ela faz cookies e bolos de arco-íris de comer com os olhos. Se um dia você quiser sair da mesmice da coxinha e levar algo diferente na festa, pode apostar no canal da youtuber que é de impressionar qualquer masterchef.

 

Waveya (Dança)

O K-pop fez com que muitos fãs se colocassem em frente às câmeras e mostrassem seus talentos. Foi o que aconteceu com o grupo de dança Waveya. As meninas são o time de cover número um da Coréia e arrasam desde 2NE1 até Beyoncé.

 

Banzz (Mukbang)

Pode parecer um pouco estrando e diferente está categoria de vídeo, mas é inacreditável a maneira como este menino come. Para quem não conhece, o Mukbang é a mistura das palavras coreanas MUK-JÁ (comer) e BANG-SONG (transmitir). Este tipo de vídeo mostra pessoas comuns se alimentando com enormes quantidades de comida, ENORMES mesmo. Olha só no vídeo abaixo:

 

Sungha Jung (Música)

Sungha Jung é um músico que faz um acústico maravilhoso. Também conhecido como o “Príncipe do violão”, o talento que ele tem nas cordas é de deixar boquiaberto, não é à toa que o garoto tem mais de 3 milhões de inscritos em seu canal.

 

Dream Teller (Review)

Sabe aquelas teorias em MV’s ou filmes que sempre aparece? Esse é o canal que você precisa assistir. O youtuber mostra e explica todas as teorias em cada vídeo ou filme de uma maneira bem profunda e de fácil entendimento. Lá você encontra desde Frozen até BTS. Segue lá que você nunca mais vai ficar sem saber o que se passa em cada vídeo.

https://www.youtube.com/watch?v=VuZAhtvp3nI

 

The World of Dave (Estrangeiro)

Dan é um garoto que se mudou para a Coréia fazem 6 anos, no canal ele fala a maior parte em coreano e algumas curiosidades que existem no local, brincadeiras, entrevistas com alguns amigos e o resultado final é super divertido.

 

BÔNUS

Eugene Lee Yang – Buzzfeed (Internacional)

Este bônus não é exatamente um canal, mas o Eugene é um dos apresentadores do Buzzfeed. Ele tem descendência coreana e se orgulha muito de falar disso. Muito conhecido, principalmente, pelo quadro “Try Guys” (por favor assistam, é extremamente engraçado) ele conta de situações diferentes desde nadar com tubarões até se vestir drag queen. Fora isso, ele também faz parte do elenco geral do Buzzfeed, aparecendo em diversos canais.

Por Giovanna Akioka
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[#EyesOnYou] Se encante com as garotas do Twice!

E aqui mais um #eyesonyou na K-IN! Dessa vez é um grupo de garotas super carismáticas e que vem conquistando cada vez mais o mundo do Kpop: TWICE! Formado em 2015 pela JYP Entertainment, Twice é um girlgroup composto pelas integrantes: Jihyo, Nayeon, Jungyeon, Momo, Sana, Mina, Dahyun, Charyoung e Tzuyu. Os fãs já tem nome: Once. O grupo surgiu através do reality show “Sixteen”, promovido pela JYP com suas próprias trainees, mas antes disso, uma parte das garotas já trabalhava para conquistar o seu lugar ao sol.

 

Pré-Debut

Antes de ser Twice, o grupo foi chamado de 6MIX, do qual apenas uma parte das garotas e outras trainees (Nayeon, Jihyo, Lena, Minyoung, Jeongyeon e Cecilia) faziam parte. O grupo chegou a comparecer a alguns eventos e promover. Posteriormente a integrante Cecilia saiu do grupo, mas os preparativos para o debut continuaram, só que com a saída de Lena, em 2014, o debut como grupo foi oficialmente cancelado e as garotas tiveram de aguardar pelo futuro e continuar o treinamento.

6MIX em desfile da Miss Gee Collection, na Seoul Fashion Week 2013

As integrantes, individualmente, também tiveram os seus focos antes do debut, como é caso da Jihyo, que entrou na JYP em 2005 e participou de uma série de comerciais, dentre eles para a marca de cosméticos Innisfree.

Já Nayeon foi uma das mais conhecidas do grande público na época de trainee. Sendo chamada por vezes de “nova Suzy”, a jovem também foi estrela de vários comerciais, MVs de outros artistas, desfiles e fez até mesmo uma pequena aparição no drama Dream High 2, no ano de 2012.

Jeongyeon também participou de MV’s de outros artistas, inclusive do clipe de “Girls Girls Girls”, dos companheiros de agência GOT7, juntamente a outras companheiras de grupo.

Sana veio diretamente do Japão para se juntar à JYP no ano de 2013, ela se interessou por Kpop observando outros artistas veteranos e veio para o time de debut 6MIX logo após a saída de Cecilia.

Momo também veio do Japão através de uma audição em 2012, para a qual ela e a irmã foram chamadas após um vídeo de dança, mas apenas Momo compareceu à audição. Ela teve como uma de suas grandes inspirações para se tornar idol a cantora japonesa Namie Amuro.

Apesar de ter nascido no Texas, Mina cresceu no Japão e estudou balé clássico durante 11 anos, antes de começar a fazer dança contemporânea. Ela foi chamada para a audição por um staff que a viu fazendo compras com a mãe.

Dahyun ficou conhecida já em 2011, com a viralização de um vídeo seu dançando na igreja, conhecido como “Dança da Águia”. Ela fez sua audição em 2012 e estava cotada para ser a substituta de Lena ,antes da decisão de cancelar o debut do grupo.

Dahyun e sua icônica Dança da Águia

 

Chaeyoung foi estudante de dança e também participou de MVs. Ela fez sua audição e entrou na JYP no ano de 2012.

Já Tzuyu veio de Taiwan e foi recrutada em 2012, após ser vista por um dos staffs no MUSE Performing Arts Workshop. Em 2013 se mudou oficialmente para a Coreia, já como parte do treinamento e no decorrer do tempo também participou de alguns MVs. Ela foi uma das participantes mais populares durante o “Sixteen”. Uma de suas maiores inspirações para se tornar idol foi a cantora taiwanesa Jolin Tsai.

Tzuyu cantando “Honey Trap”, de Jolin Tsai, no Sixteen

 

The Story Begins

Com grande sucesso e fim do Sixteen, o time estava formado: 9 garotas prontas para o debut que se seguiria nos próximos meses. O resultado não poderia ser outro: “Like OOH AHH” foi lançado em 19 de outubro e foi um sucesso absoluto, além de marcar muito bem a estreia das meninas, com milhões de downloads na Coreia e uma permanência nos charts e programas musicais por meses. O MV da música já conta com mais de 90 milhões de acessos no canal oficial do grupo.

O sucesso estrondoso também rendeu às garotas vários contratos publicitários e convites para inúmeros programas de TV e afins. Isto é que é um bom começo!

 

Page Two

Após o debut, a JYP anunciou o retorno das garotas com “Cheer Up” no dia 25 de abril deste ano. O retorno também foi um sucesso e garantiu a elas posições altas nos charts, com um completo all-kill em vendas digitais. O novo single também foi um sucesso de acessos, com 83 milhões de visualizações até o momento.

 

Perfil

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Nome: Park Ji Soo
Nome artístico: Jihyo
Aniversário: 01.02.1997
Posição: Líder e vocalista principal
Altura: 1,62 cm
Peso: 56 kg
Tipo Sanguíneo: O
Nacionalidade: coreana

tp_1Nayeon

Nome: Im Na Yeon
Nome artístico: Nayeon
Aniversário: 22.09.1995
Posição: Vocalista líder e face
Peso: 47 kg
Tipo Sanguíneo: A
Nacionalidade: coreana

 

tp_2JeongYeon

Nome: Yoo Jung Yeon
Nome artístico: Jungyeon
Aniversário: 01.11.1996
Posição: Vocalista e dançarina
Altura: 1,69 cm
Peso: 50 kg
Tipo Sanguíneo: O
Nacionalidade: coreana

tp_3Momo

Nome: Hirai Momo
Nome artístico: Momo
Aniversário: 09.11.1996
Posição: Dançarina principal, vocalista de apoio e rapper guia
Altura: 1,67 cm
Peso: 48 kg
Tipo Sanguíneo: (Momo não sabe seu tipo sanguíneo)
Nacionalidade: japonesa

tp_4Sana

Nome: Minatozaki Sana
Nome artístico: Sana
Aniversário: 29.12.1996
Posição: Vocalista e dançarina de apoio
Altura: 1,68 cm
Peso: 48 kg
Tipo Sanguíneo: B
Nacionalidade: japonesa

tp_6Mina

Nome: Myoui Mina
Nome artístico: Mina
Aniversário: 24.03.1997
Posição: Vocalista guia e dançarina líder
Altura: 1,63 cm
Peso: 46 kg
Tipo Sanguíneo: A
Nacionalidade: japonesa

tp_7Dahyun

Nome: Kim Da Hyun
Nome artístico: Dahyun
Aniversário: 28.05.1998
Posição: Rapper líder e vocalista de apoio
Altura: 1,65 cm
Peso: 48 kg
Tipo Sanguíneo: O
Nacionalidade: coreana

tp_8Chaeyoung

Nome: Son Chae Young
Nome artístico: Chaeyoung
Aniversário: 23.04.1999
Posição: Rapper principal, vocalista
Altura: 1,63 cm
Peso: 48 kg
Tipo Sanguíneo: B
Nacionalidade: coreana

tp_9Tzuyu

Nome: Zhou Tzuyu
Nome artístico: Tzuyu
Aniversário: 14.06.1999
Posição: Maknae, dançarina guia, vocalista guia e visual do grupo
Altura: 1,70 cm
Peso: 48 kg
Tipo Sanguíneo: A
Nacionalidade: taiwanesa

 

Mesmo com todo o sucesso, Twice mostra que ainda tem muito pela frente, então esperamos ainda mais surpresas no futuro dessas garotas porque, pelo visto, elas estão só começando!

E os Once brasileiros? Já querem as meninas por aqui? Então Cheer Up!

Twitter → Facebook → Instagram → YouTube

 

Por Jô Mesquita
Fontes: Twice.jype, Twice BrasilAllkpop, Tumblr
Não retirar sem devidos créditos

A profissionalização dos grupos de k-pop covers

Onde pode chegar um grupo cover de K-pop? Alguns grupos de amigos desejam apenas se divertir, dançar e/ou cantar suas músicas preferidas e apresentar para outros, também apaixonados. Mas quem nunca viu um cover e pensou: “Caramba! Parecem profissionais.” Ouso mais: “São melhores que os originais”. A questão é que alguns grupos covers se tornaram tão famosos que podem viver da dança ou até mesmo lançar seus próprios grupos. Pensando nisso a KoreaIN separou uma pequena lista de covers que venceram na vida!

St.319

Talvez um dos maiores e mais conhecidos grupos covers do mundo, o St.319 (abreviação para “Saint319”) é um grupo fundado em 2011, por Aiden e Zoie, no Vietnã. O grupo alcançou o sucesso rapidamente e o meio para propagação deste sucesso foi o seu canal no youtube, que já conta com mais de 600 mil inscritos. Além disso, o grupo coleciona diversas premiações, entre elas: “The Boys World Dance Cover Contest”“Twinkle World Dance Cover Contest” promovidos pela SM Entertainment e SNSD, “Sexy Free and Single (SUPER JUNIOR) Dance Contest” também da SM, WONDER GIRLS – Like This Flashmob World Festival”, SISTAR’s Facebook Dance Cover Contest” e uma das mais conhecidas, 2NE1 – I Am The Best World Dance Contest” da YG Entertainment. Incrível não é?

A realidade é que St.319, mesmo antes, já pareciam profissionais. Os clipes (sim, clipes) possuem alta qualidade, alguns com direito a storyline (a famosa “historinha”). Quatro desses clipes apareceram na lista de Top Cover Dance da Mnet.  E alguns dos seus vídeos ultrapassam as 29 milhões de visualizações.

Mas eles queriam mais e tiveram mais. Incorporaram outros gêneros como dança moderna e hip-hop, e começaram a fazer suas próprias coreografias. Sob o lema “Nós só acreditamos em um santo (referência ao Saint, no nome do grupo) que pode dançar”, eles promovem uma plataforma para atrair jovens à atividades ao ar livre, com o objetivo de difundir uma vida mais saudável e equilibrada.

O próximo passo parecia certo: promover suas próprias músicas. E assim eles lançaram sua primeira solista, MIN, nome artístico da bailarina Mi Nhô Nguyen. Ela debutou em 2013, com a música TÌM e seu primeiro álbum digital sob o selo, da agora, St.319 Entertainment. Agora o grupo conta com outros artistas: ERIK, ganhador do concurso “St.319’s Paradise Dance”, que debutou em janeiro desse ano; e possuem sua própria boyband,MONSTAR, grupo com 5 integrantes, incluindo o ERIK (o debut, bastante recente, apresenta os três membros).

Quer mais? Eles possuem o projeto MADEby319, onde fazem colaborações com outros artistas de fora do grupo e também possuem seu próprio canal no Vapp.

O que você ta esperando para “consumir” o canal deles no Youtube?

 

Waveya

Sensuais e polêmicas, quem não conhece Waveya? O grupo atualmente é formado pelas irmãs Ari e MiU, mas possui uma gama de ex-integrantes, tendo passado por diversas formações desde o começo do projeto. As garotas estouraram pegando onda no sucesso de Gangnam Style, onde fizeram um vídeo cover dançando o hit. O vídeo cover é um dos mais vistos do gênero no youtube, com mais de 161 milhões de visualizações.

Achou pouco? O sucesso foi tanto que elas foram convidadas para fazer o vídeo comercial do Festival de Música da Bélgica, onde performaram de um modo bastante inusitado (e sexy) a 9ª Sinfonia do compositor Antonín Leopold Dvorák. O festival queria comprovar que estilos de dança modernos poderiam se encaixar muito bem na música clássica.

O grupo é originário da Coreia do Sul e começou as atividades em 2006, tendo fundado seu canal no youtube apenas em 2011, que conta atualmente com quase 2 milhões de inscritos. Ari também tem produzido algumas coreografias próprias para o grupo e elas já se apresentaram em diversos países como: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Espanha, Polônia, Itália, Turquia, Alemanha e Suécia.

As irmãs e fundadoras do Waveya, Ari e MiU
As irmãs e fundadoras do Waveya, Ari e MiU

Ambas, Ari e MiU, já foram professoram de dança. Seus vídeos são bem simples, gravados num estúdio de dança e com poucos efeitos. As roupas provocantes e closes compõe o conjunto. Se ainda não conhece, saia dessa caverna e venha ver!

 

Black Queen

Após deixar o grupo cover “Love Cubic”, Jandi e JiHyun decidiram fundar seu próprio grupo cover, assim nasceu o Black Queen, em 2008. Seu primeiro cover foi da música Strong Baby, do Seungri e logo chamaram atenção, fazendo o grupo crescer. Novas integrantes se juntaram ao time, eram elas EunByul, Sunha e Ji Eun.

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Black Queen em uma das suas primeiras formações

Numa época em que essa cultura de kpop covers estava iniciando, elas se destacam pelas coreografias bem executadas. Em sua época de auge, o grupo fez covers como Abracadabra do Brown Eyed Girls e Change da HyunA, além de várias músicas internacionais. Assim como o Waveya, o grupo, também coreano, passou por diversas formações.

Com o grupo tendo certa popularidade, começaram a apresentar em eventos e festivais, mas tudo realmente mudou quando as integrantes (Jandi, JiHyun, Rani, JiYoung e Soli) assinaram com a agência “SunWoo Ent.”. Tudo estava pronto para elas debutarem, quando a Soli deixou o grupo, mesmo após ter gravado a música e o clipe de estréia: Good Girl.

Sunha foi adicionada no lugar de Soli e elas chegaram a fazer imagens para uma revista chinesa e dar entrevistas. Mas não estava fácil para as rainhas; Rani deixou o grupo alegando problemas de saúde e foi substituída por Yerim. Continuando na corda bamba, Sunha deixou o grupo de novo, deixando-as com 4 integrantes, que chegaram a fazer algumas performances, mas logo voltariam a ser cinco quando Areum se juntou. Deu um nó na cabeça?

Com 5 membros, elas chegaram a se apresentar na China. Mas o grupo ainda teve que enfrentar diversas mudanças de formação, e apesar de continuar se apresentando na China, ficou difícil filmar um clipe e promover novas músicas.

Atualmente Black Queen ainda performa em eventos, grava covers e possuem um canal novo no youtube. Muitos dos vídeos de seu antigo canal não foram perdidos graças aos fãs. Você pode acompanhar as atividades atuais do Black Queen pela sua página no facebook.

 

Bambino

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A girlgroup de K-pop Bambino começou como um “grupo cover agenciado”, lançando fotos em seu facebook oficial em 2014. Elas iniciaram performando em colégios e universidades e dançaram músicas como New Thang do Redfoo, Up&Down do EXID e Uptown Funk do Mark Ronson. O estilo sexy e provocante das integrantes era o ponto alto, logo elas começaram a se destacar. A integrante Eunsol era, inclusive, chamada de “segunda Hani”, devidos aos vídeos que viralizaram e ganharam milhões de visualizações.

Em meados de 2015 o grupo anunciou seu debut, com a música “Oppa, Oppa” pela JS Entertainment. Entretanto, o grupo ainda é conhecido por seus covers e fancans, que fazem muito sucesso pelas coreografias provocantes, algo que lhes renderam muitas críticas. Sua versão de dança em 360º fez muito sucesso, são mais de 8 milhões de visualizações.

 

High Hill

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Entre os grupos brasileiros que estão no caminho da profissionalização, não dá pra deixar de mencionar o High Hill. O grupo foi formado de modo insólito, as integrantes foram escolhidas para debutar um novo grupo de B-Pop de uma nova agência, a mesma do Champs, onde foram treinadas por alguns anos e se tornaram amigas.

A mistura é interessante, duas brasileiras, uma japonesa e uma chinesa, com os mesmo sonhos e mesmo gosto pelo pop coreano. Formado ppor Gih, Nozomi, Thami e Zhu, recentemente elas chamaram atenção ao participar do programa The X Factor Brasil, onde conseguir arrebatar todos os “sins” dos jurados. Com o programa ainda no ar, muitas surpresas podem acontecer!

Elas continuam a produzir covers, tanto de dança quanto canto e se apresentam em diversos eventos. O objetivo do grupo é “produzir músicas com um estilo único que possa unir a cultura brasileira com a música pop atual”.  Apoie e conheça mais sobre as garotas pelo seu canal do youtube e página do facebook.

Com tantos exemplos assim não tem como não se inspirar. Quem sabe a diversão vira uma profissão?

Por Amanda Soares
Fontes: Wikia, Hello Kpop, NY Daily News, Facebook oficial
Não retirar sem devidos créditos

A Coréia do Sul encerra paralimpíadas 2016 em 11º lugar

Os Jogos Paralímpicos 2016, realizados no Rio de Janeiro se encerrou no último domingo (18/09/16), e a Coréia do Sul obteve um resultado satisfatório, alcançando 35 medalhas no maior torneio esportivo mundial.

E para você que não acompanhou todos os resultados sul-coreano, nós da KIN trazemos para você os destaques deste evento que reuniu tantos talentos do mundo.

 

Águas de ouro

A natação nas paralimpíadas é uma modalidade que sofre algumas adaptações em suas regras, como a posição de largada, sendo dentro da água, ao lado do bloco de partida ou sentado. Assim como os atletas que possuem algum membro amputado, não podem usar as próteses.

Com todas essas modificações, a natação paralímpica foi a que mais rendeu ouros para a Coréia do Sul, sendo 04 (quatro) no total e destacando o atleta sul-coreano Jo Gi-seong, que conquistou o pódio três vezes nesta paralimpíada 2016.

 

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Figura 1 – Jo Gi Seong, que conquistou três medalhas na Natação.

Tiro Esportivo

O tiro esportivo é um esporte paralímpico muito democrático, uma vez que ele possui um sistema de classificação que permite que diversos atletas consigam competir tanto no individual como em grupo.

Esta modalidade foi uma que não cansou de ver os sul-coreanos subirem no pódio. Foram ao todo 7 medalhas para o país. Entre os que se destacaram nesta categoria foram os atletas, Kim Geu-soo e Lee Ju-hee que ganharam duas medalhas cada. Mostrando que o time da Coréia do Sul veio com grandes competidores nesta categoria.

Figura 2 - O tiro esportivo rendeu seis medalhas para Coréia do Sul.
Figura 2 – O tiro esportivo rendeu seis medalhas para Coréia do Sul.

 

Bolinha Veloz

A Coréia do Sul mostrou desenvoltura e garra no Tênis de Mesa, que é uma das modalidades paralímpica que mais rendeu medalha no torneio. Apesar dos chineses dominarem a modalidade e sendo a principal potência, os atletas sul-coreanos subiram no pódio 9 vezes. O mais interessante não foram só as medalhas individuais que se destacaram, como da mesa-tenista Seo Su-Yeon, que ficou com a prata do individual feminino (classe 1-2), mas as medalhas por equipe, foram no total 4, que  fizeram o grupo sul-coreano se tornar exemplo na modalidade de mesa.

Além destas modalidades que destacamos, a Coréia do Sul ganhou medalhas em outras categorias, como de Tiro com Arco, que renderam três medalhas aos coreanos. Na Bocha os atletas paralímpicos subiram 3 vezes no pódio. Já no Judô e Atletismo foram 4 e 3 medalhas no total. Com Ciclismo de Estrada, que fizeram eles subirem ao menos uma vez no pódio e fechando com a Maratona, levando a medalha de bronze na categoria masculina.

Assim, a Coréia do Sul encerra sua participação nas paralimpíadas 2016, terminando em 11° lugar. E vamos esperar mais um grande desempenho dos atletas paralímpicos na Japão 2020.

Veja abaixo nosso infográfico da Coréia do Sul nestas paralimpíadas.

 

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Por Helô Oliveira
Fonte: Rio 2016; Smsprio2016
Não retirar sem os devidos créditos