A Coreia do Sul elege um novo presidente: Moon Jae-in

O candidato, e logo presidente, Moon Jae-in do Partido Democrático Liberal da Coreia manteve uma liderança confortável sobre os rivais na contagem de votos.

Com já 75% dos votos contabilizados, Moon Jae-in já é declarado vencedor com 39,8%, seguido por Hong com 25,7% e Ahn 21,4%. Um grande número da população participaram da eleição movidos pela onda democrática observada desde os protestos contra a ex-presidente Park Geun-hye. Foram 33,8 milhões de pessoas, cerca de 77,2% da população, é o maior número desde 1997, quando o presidente Kim Dae-jung foi eleito.

O resultado final ainda será revisado na manhã dessa quarta-feira. Se não encontrar nada de errado com os resultados, a organização irá declarar Moon Jae-in como vencedor oficial. Com a declaração, o vencedor será declarado imediatamente como presidente, sem o luxo do período de transição.

Moon, de 64 anos, advogado dos direitos humanos e político, recebeu muito apoio devido suas promessas de ampla repressão à corrupção e injustiças arraigadas à sociedade coreana.

“Esta vitória esmagadora era esperada e é uma vitória do anseio”, disse Moon aos membros do partido antes mesmo de sair os resultados. “Seu suor e lágrimas nunca serão esquecidos por mim”.

Eleição em meio a tensão

As promessas do provável novo presidente se devem ao escândalo de corrupção da ex-presidente Park Geun-hye (Entenda mais no dossiê da KoreaIN). Além desse fator, há as tensões com a vizinha Coreia do Norte, o presidente eleito terá o desafio de lidar com a intensificação agressiva e novas ameaças sobre os testes nucleares. Também terá que resolver a política confusa adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao caso.

Eleito, Moon deve adotar uma medida mais diplomática no trato com o Norte. Nos debates presidenciais Moon afirmou acreditar que a diplomacia é a melhor saída para convencer os norte-coreanos a deixar os testes nucleares. Ele pretende adotar uma política de diálogo e colaborações econômicas.

 

Por Amanda Soares
Fontes: The Korea Times, G1, Abc News, CNN
Não retirar sem devidos créditos