Paciente com COVID-19 vai à balada e contamina pessoas em Seul

Créditos: Yonhap

Segundo informações da agência de notícias Yonhap, um homem não identificado de 29 anos, testado positivo para COVID-19, circulou por bares e clubes do distrito de Itaewon, no centro de Seul, na última sexta-feira (2).

Este caso marca a volta da contaminação local do país, que registrou nas últimas 24 horas quatro resultados positivos para doença, sendo três deles de pessoas que vieram de fora da Coreia do Sul. 

As autoridades de saúde do país, cogitam que o número de casos volte a crescer nos próximos dias.

Identificamos cerca de 57 contatos, mas há uma possibilidade muito alta de que o número aumente.

Relata o vice-diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia, Kwon Jun-wook.

Se estima que ao menos 2.000 pessoas tiveram contato com o paciente, que passou pelos locais acompanhado de uma outra pessoa, também não identificada, que testou positivo para a doença.  

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O caso também foi bastante comentado nas redes sociais sul-coreanas pela hashtag #gayclub, após ter sido descoberto que um dos clubes, frequentado pelo homem na sexta feira, era voltado para o público LGBTQIA+. O que rendeu uma série de comentários preconceituosos tanto na imprensa coreana, quanto na internet, relacionando a volta da circulação do vírus a comunidade gay da Coreia. 

Ainda que o homem tenha afirmado ter passado por duas lojas de conveniência e cinco bares e clubes noturnos, na mesma noite, apenas a passagem do paciente pelo espaço que atende a comunidade LGBTQIA+, ganhou espaço nas manchetes dos jornais, nas redes sociais e na indignação da opinião pública. Como comentou o repórter do jornal The Korea Herald,  Hyunsu Yim, em seu perfil no twitter. 

#게이클럽 (Clube gay) está em alta no Twitter coreano depois que o jornal Kukmin Ilbo, afiliado a cristãos, decidiu publicar uma matéria sobre um paciente que festejava no fim de semana com a manchete “Um paciente de coronavírus foi a um clube gay de Itaewon“.

Após a matéria tendenciosa viralizar citando apenas a ida do contaminado ao clube gay, iniciou-se um grande debate entre os internautas, que não desperdiçaram a chance de reproduzir discursos de ódio contra a comunidade LGBTQIA+.

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