Coreia do Norte suspende ações militares contra Coreia do Sul

(Crédito: KCNA/ AP)

As ameaças vinham ocorrendo desde o início de junho, mas a ofensiva foi retida após explosão do Escritório para Reuniões Diplomáticas em Kaesong



Na última terça-feira, o Líder Supremo [Presidente] norte-coreano anunciou a suspensão das ações militares contra a Coreia do Sul. Em reunião presidida pela principal personalidade política da Coreia do Norte, foi tomada a decisão de reter as ofensivas, de acordo com a Comissão Militar Central, após levar em consideração o que eles chamaram de “situação predominante”.

Ainda de acordo com a agência de comunicação estatal (KCNA), a assembleia também discutiu os documentos definindo medidas para “consolidar subsequentemente a guerra dissuasiva do país”, isto é, ameaças, mas não combate propriamente.

Em declaração publicada pela agência estatal oficial da Coreia do Norte (KCNA), tropas foram vistas desinstalando os sistemas de som na fronteira com a Zona Desmilitarizada (DMZ), colocadas para contra atacar com propagandas anti-Coreia do Sul e anunciando a grandeza de Pyongyang, após um aumento na tensão entre as Coreias, provocada pela ação de desertores, que enviavam propagandas contrárias ao regime totalitário de Kim Jong-un pela fronteira entre os países.



Os manifestantes jogaram panfletos com denúncias contra o programa nuclear e o descaso com os direitos humanos da Dinastia Kim.

O anúncio feito por Kim Jong-un contraria as declarações de sua irmã mais nova, Kim Yo-Jong. A vice-diretora do Comitê Central do Partidos dos Trabalhadores da Coreia (PTC) e principal responsável pelo Departamento de Propaganda e Informações, fez diversas ameaças ao longo do mês, entre elas, mandar tropas à DMZ e demolir o prédio em Kaesong, caso o governo sul-coreano não tomasse alguma providência em relação aos manifestantes. Como nada efetivamente foi feito, na última terça-feira (16) o Escritório para Reuniões Diplomáticas foi demolido.

Fontes: 1, 2
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