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Crítica: A Rede (Geumul) – 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

 

Novo filme do cultuado diretor Kim Ki-duk expõe as armadilhas ideológicas de uma Coreia dividida.

Helder Novaes (escritos, pesquisador e editor, formado em Letras, Artes e Cinema) nos traz mais uma crítica, desta vez o filme escolhido foi A Rede (Geumul), exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que trouxe mais de 300 filmes de diversos países. O filme nos encaminha para a questão: o que acontece quando um pescador norte-coreano fica a deriva e acaba no país do Sul? Confira a crítica logo abaixo.

 

Em A Rede, exibido na 40ª Mostra de São Paulo, Kim Ki-duk muda seu estilo para contar uma história política, violenta e angustiante. Os fãs do aclamado e premiado diretor coreano (especialmente aqueles que ainda se lembram do poético Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera) certamente vão se surpreender com o estilo seco e objetivo de agora. Na trama, Nam Chul-woo é um pescador norte coreano que leva uma vida simples com sua mulher e filha. Até que um dia, por um descuido, sua rede fica presa ao motor do barco, que quebra e o deixa a deriva. O fluxo do rio, que separa as duas Coreias, acaba o levando para o Sul.

Resgatado do outro lado da fronteira, ele pede desesperadamente que o ajudem a consertar o barco e o deixem voltar para sua terra. Mas apreendido pela polícia sul-coreana ele passa por um intenso e brutal interrogatório que visa averiguar se é ou não é um espião tentando se infiltrar no lado capitalista e enviar informações ao seu país. Sem provas concretas que o incriminem, devolvê-lo ao Norte soa como derrota. Assim, sob a alegação de lutar contra a tirania, a ditadura e a lavagem cerebral que a população da Coreia do Norte recebe, tentam de todas as formas forçar a sua deserção, cerceando a livre escolha em nome de um teórico bem maior.

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O filme estabelece então uma espécie de jogo de espelhos, em que diferenças entre Sul e Norte cedem lugar a uma simetria de comportamentos e paranoias, uma vez que para o Sul é inconcebível um cidadão do Norte viver sob o regime ditatorial e não querer ficar na bem sucedida economia capitalista sul-coreana.

Com a “missão” de salvar e libertar o maior número de pessoas da tirania da ditadura norte-coreana, o lado Sul tenta de todas as formas obrigar Nam a desertar – e utilizando meios pouco democráticos de convencimento. A tentativa de cativar o pescador, mostrando-lhe a imponência e grandiosidade de Seul acaba sendo em vão. Se por um lado o camarada do norte fica impressionado com a riqueza capitalista, por outro lhe chama a atenção a pobreza em que outros vivem, o desperdício de alimentos e materiais.

Kim Ki-duk não toma partido, nem tenta levar o espectador a escolher um lado entre o norte e o sul, e por vezes procura mostrar que ambos os lados possuem mais em comum do que imaginam. Seu objetivo está em revelar o quanto o fervor ideológico é prejudicial, cega o bom senso e prejudica a vida de terceiros.

Apesar de algumas obviedades no enredo e um ou outro deslize, fatores que tornam o filme um pouco óbvio demais, A rede tem o seu valor, especialmente para aqueles que se interessam pelo tema político e a Coreia de modo geral.

 

Por Helder Novaes
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Geração Esquecida: o desemparo econômico da terceira idade

Não é apenas o Brasil que sofre com uma bolha previdenciária, com esse tema sendo tão debatido no nosso país é esperado que um país de primeiro mundo como a Coreia do Sul seja um exemplo, certo? Errado. Nós já tocamos no assunto quando falamos dos índices de depressão associado à pobreza entre os idosos aqui, mas apenas “cutucamos” o assunto, qual agora vamos explorar mais, a fim de entender quais os problemas que a Coreia do Sul também tem enfrentado.

Tudo se inicia com uma questão cultural, pregada a anos, de que os filhos devem cuidar dos pais idosos, mas essa cultura vem desaparecendo e o governo não acompanha as mudanças na mesma velocidade.

O sistema previdenciário nacional foi implantado em 1988 e apenas um terço das pessoas com mais de 65 anos possui alguma pensão do governo. Isso se reflete em uma taxa de mais de 45% da população idosa das grandes cidades vivendo na pobreza, se tornando ainda maior na zona rural. O nível de pobreza aliado com a quebra da estrutura social leva diversos idosos a não poderem até mesmo se alimentar.

O Pastor Choi Seong-Won distribuindo comida para idosos sul-coreanos.
O Pastor Choi Seong-Won distribuindo comida para idosos sul-coreanos.

A população que ajudou a reconstruir a economia do país após a Guerra da Coreia está sofrendo pelo mesmo motivo: economia. Com as exportações encolhendo e o PIB em baixo crescimento, a Coreia do Sul esta sofrendo os reflexos do recuo da economia global. A presidente Park Geun-hye que prometia a cada cidadão acima de 65 uma bolsa de ₩ 200.000 não cumpriu sua promessa, alegando que a economia não permitiria isso. Um problema que deve se agravar, visto que a população envelhece rapidamente.

Assim sendo, a Coreia do Sul está passando por um fenômeno, as pessoas da terceira idade estão procuram uma recolocação no mercado profissional para complementar as pensões escassas ou às vezes inexistentes. A média em que os homens sul-coreanos deixam de trabalhar é aos 71,1 anos, a segunda maior na OCDE, apenas atrás do México.

O que não é fácil para um jovem, se torna ainda mais hostil para os idosos. Para a presidente, uma geração que cresceu em estaleiros e siderúrgicas não está preparada para a era dos smarthphones e start-ups.

Desta maneira, em um país em que as empresas costumam dar preferencia para funcionários abaixo dos 50 anos, eles enfrentam um grande problema: o etarismo. Muitos idosos conseguem empregos de menor expressão como porteiros, vigias, pequenos cargos em empresas menores, entre outros. Alguns se aventuram em tentar abrir o próprio negócio, mas sem possuir a mesma saúde e força de outrora, há aqueles que acabam fracassando. “De acordo com a Statistics Korea, metade dos proprietários de pequenas empresas estão agora com mais de 50 anos de idade.” Isso gera, de acordo com o ministro das Finanças Choi Kyung-Hwan, uma concorrência predatória.

Em um artigo, a BBC denunciou o aumento no índice de prostituição entre idosas, que acabam tendo que recorrer ao modo de vida ilegal para sobreviver. O tema também é abordado no filme do diretor E J-Young, A Dama de Baco, qual recomendamos e fizemos crítica aqui.

Taxa de pobreza por faixa etária. Fonte: OECD, 2011.
Taxa de pobreza por faixa etária. Fonte: OECD, 2011.

De um país devastado pela Guerra para a quarta maior economia da Ásia em algumas décadas, a Coreia do Sul teve um grande salto no desenvolvimento, o que se tornou difícil de acompanhar.

A tecnologia acaba por ser uma grande barreira, porém a discriminação pela idade também faz com que empresas não desejem pessoas idosas para qualquer cargo, mesmo que passem por cursos de qualificação.

Medidas governamentais tentam mudar este quadro. Em 2014 foi aprovada a lei para garantir que nenhum trabalhador seja obrigado a se aposentar antes dos 60 anos. Foram montados centros especializados para a recolocação da terceira idade, criados pelo Ministério de Trabalho, que auxilia aqueles que estão procurando retornar ao mercado de trabalho. Há também em ação um plano de recolocação profissional, onde o governo subsidia até 70% para uma nova formação, com limite de ₩ 2.000.000 anuais.

Infelizmente, as prioridades da nova geração são outras e aqueles que alavancaram o país estão esquecidos, sejam pelos filhos e pelo governo. O que vale lembrar é que um dia a população atual irá envelhecer e pensar numa previdência de qualidade não é só cuidar dos antepassados ou do presente, mas do próprio futuro.

Por Amanda Soares
Fontes: Edition, KoreaPost, Times, BBC
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Sabe como funciona os programas musicais coreanos? Entenda aqui

Transmitidos semanalmente, os music shows da Coreia do Sul são programas musicais nos quais cantores solo e grupos vão para promover seus lançamentos recentes e, através de uma série de critérios, concorrer a um título e troféu simbólicos a cada transmissão. Muitos destes shows também contam com estrelas do Kpop como apresentadores, colocando-os ainda mais próximos dos fãs, além de conceder a oportunidade aos fãs que estão na Coreia de ver os seus artistas favoritos performandovsuas novas músicas ao vivo.

Cada uma das grandes redes de transmissão coreanas tem seu próprio music show, sendo eles, atualmente: Music Bank, Inkigayo, M Countdown, Show! Music Core, Show Champion e The Show.

Logo oficial do Music Bank.
Logo oficial do Music Bank.

O Music Bank vai ao ar todas as sextas feiras a partir das 17 horas e é um dos primeiros programas musicais que trabalha com o formato dos music shows. O programa faz parte da grade de programação da KBS e é transmitido desde 1998. Os critérios para vitória no incluem a quantidade vendas nos charts digitais (65%), vendas físicas de álbuns (5%), número de vezes transmitido apenas na KBS (20%) e escolha dos telespectadores (10%). Dentre os maiores ganhadores da história do programa estão nomes como Girl’s Generation, BIG BANG, TVXQ e PSY.

Lembrando que o Music Bank teve, inclusive, uma de suas edições especiais sediadas aqui no Brasil, durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, e que contou com a presença de SHINee, CNBlue, INFINITE, MBLAQ, B.A.P, Ailee e M.I.B.

Edição do Music Bank sediada no Rio de Janeiro, Brasil

 

Nova logo do Inkigayo
Nova logo do Inkigayo

No ar desde 1991 e transmitido oficialmente pela SBS no domingo a partir das 12h10 , o Inkigayo foi primeiramente transmitido sob o nome de SBS Popular Song, passando por algumas entradas e saídas da grade de programação da SBS até adotar o nome e formato que existe hoje. O programa leva em consideração na composição da sua nota de premiação as vendas digitais (55%), visualizações nos canais oficiais (35%), vendas físicas de álbuns (5%), notas dos telespectadores (5%) e votos ao vivo (este último se aplica apenas àqueles que foram nominados ao primeiro lugar e constitui 10% da nota final).

Mesmo sendo o mais antigo dos programas musicais a se manter no ar até a atualidade, o Inkigayo também teve seus problemas e controvérsias, a exemplo as recentes críticas ao programa após o banimento por tempo indeterminado do grupo BIG BANG, ocasionado pelo não comparecimento de todos os integrantes (G-Dragon e TOP faltaram por conta de uma gravação de MV) na transmissão e no recebimento do prêmio de primeira colocação enquanto promoviam a faixa LOSER.

Dentre os maiores ganhadores do programa estão o próprio BIG BANG e os veteranos g.o.d e Shinhwa.

Última performance e vitória de Big Bang no Inkigayo

 

Atual logo do M! Countdown
Atual logo do M! Countdown

O M!Countdown é produzido pela parceria entre CJ&M e Mnet, indo ao ar todas as quintas-feiras a partir das 18h. O programa tem como critério o julgamento de notas baseado em vendas digitais (50%), vendas físicas de albuns (15%), nota de mídias sociais (15%), nota de popularidade (10%), nota da transmissão (10%) e votação em tempo real na transmissão (10%).

O music show tem o formato de chart desde a sua primeira transmissão, no ano de 2004, e traz sempre dois candidatos ao primeiro lugar, a ser apurado no fim do programa. Trilhas sonoras não podem concorrer ao primeiro lugar do programa e qualquer artista que tenha ganho três vezes consecutivas (ato conhecido como Triple Crown) será retirado da disputa da semana que se seguir, mesmo que tenha números suficientes para ganhar. Os grupos que mais ganharam no formato de triple crown do M!Countdown foram os colegas de gravadora EXO e TVXQ, com quatro músicas cada.

https://www.youtube.com/watch?v=gZ6R7RMAps

EXO registrando um triple crown ao promover Growl

 

 

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Transmitido desde 2005 pela rede MBC, o Show! Music Core vai ao ar todos os sábados, a partir das 15h30 e, assim como o Inkigayo, teve uma série de outros nomes e mudanças no formato até se tornar o Music Core, sendo Live Music Camp; seu último nome antes do atual.

O programa utliza como aspectos de avaliação para determinar o ganhador da semana as vendas digitais somadas às vendas físicas (60%), pré voto docomitê dos telespectadores (15%), visualizações dos clipes (10%) e voto ao vivo (15%). Até o momento, EXO, Beast e Apink são os maiores ganhadores da premiação.

Entre as controvérsias, o Show! Music Core já foi bastante criticado por confusões em seu sistema de votação, como ocorreu no ano de 2013, quando Infinite, Lee Hi, Davichi e K.Will eram candidatos ao primeiro lugar. Devido a um erro na apuração, K.Will foi erroneamente anunciado como vencedor e, quando estava prestes a fazer seus agradecimentos, foi anunciado o erro e o cantor teve de devolver o troféu, que foi concedido ao grupo Infinite.

Momento do Show! Music Core no qual ocorre o erro entre K.Will e Infinite

 

Show Champion

Transmitido pela MBC Music, um divisão da MBC, o Show Champion entra no ar toda quarta feira, a partir das 19h e não tem um formato muito diferente do Show! Music Core. Após algumas idas e vindas e reorganizações no sistema de eleição do primeiro lugar, o sistema adotado agora para definir o Champion Song considera as vendas digitais e streaming (50%), votação online (15%, calculado pela MelOn), vendas físicas (20%, calculado pela Hanteo) e avaliação de experts musicais da MBC (15%).

Desde a sua primeira transmissão, no ano de 2012, os maiores vitoriosos do music show foram EXO, SHNee, 4Minute e CNBLUE.

 

 

The Show

Quase tão novo quanto o Show Champion, o The Show estreou no ano de 2011 e tem sua transmissão feita através da SBS MTV todas as terças, a partir das 20h. O programa traz um modo de votação um pouco mais aberto do que o dos outros shows: o The Show baseia 70% da sua decisão do vencedor em vendas digitais, sendo que 35% ficam por conta de votação via SNS, vendas digitais e físicas na Coreia e outros 35% ficam por conta dos mesmos aspectos, só que na China. Os outros 30% também são divididos entre Coreia e China, só que através dos SMS e Tudou.

Outro aspecto que é um diferencial do programa é uso constante de idols que também sejam fluentes em Chinês, já que boa parte da interação também se dá com os fãs chineses. Já entre os nomes que mais ganharam na história do The Show estão VIXX, GOT7 e Red Velvet.

Red Velvet conquistando a primeira vitória no The Show, com Ice Cream Cake

 

Os programas musicais sul coreanos se confundem com a própria origem e disseminação do Kpop, sendo uma alternativa não apenas para que os fãs da Coreia vejam seus ídolos de perto, mas também para aqueles que não estão tão perto e desejam ver seus grupos preferidos performarem. Estes programas também são de grande importância para os fandoms, pois é através deles que os grupos e cantores solo podem conquistar a sua primeira vitória e reconhecimento por seu trabalho duro.

 

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Ah! Nada mais emocionante que a tão sonhada 1st WIN

 

Mas e pra você, qual o seu music show preferido? Seu grupo favorto já conquistou um primeiro lugar? Se sim, parabéns, se não, não se preocupe, logo logo ele virá! Enquanto isso, nós da K-IN desejamos que vocês continuem acompanhando toda essa maravilha conosco!

 

Por Jô Mesquita
Fontes: Soompi, KBSAllkpopSBS, SeoulbeatsKpopstarz, Tumblr
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10 k-idols que conquistam o coração dos dorameiros

Não é incomum ver nossos queridinhos do K-pop dando as caras em filmes ou doramas, certo? A grande maioria, em tempos de trainee, recebe aulas de atuação para que anos mais tarde possa se dedicar as diversas áreas do entretenimento. Pensando nisso, criamos uma lista com alguns dos idols que vem conquistando o coração das fãs dorameiras:

Choi Seung Hyun

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Embora não seja novidade rappers aparecerem nas telonas, T.O.P é definitivamente um dos atores mais carismáticos entre os idols. Apesar de extremamente tímido e resguardado pessoalmente, suas interpretações singulares lhe renderam alguns prêmios notáveis no meio da atuação.

Im Yoona

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Yoona, do Girl’s Generation, não se destaca somente pela quantidade de comerciais que fez, mas também pela sua carreira sólida como atriz. Atualmente está no processo de filmagem de um novo drama chamado The K2, interpretando Go Ahn Na, filha de um candidato a presidência, que sofre de síndrome do pânico e vive seus dias acompanhada de um guarda-costas (Ji Chang Wook).

Bae Suzy

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Ela é considerada a ídola viva mais bonita do K-pop, mas é muito mais que um rostinho bonito. Sua primeira aparição nas telas foi no drama Dream High, em 2011 e desde então vem se dedicando não só ao Miss A, como a carreira de atriz. Ainda esse ano, Suzy estrelou ao lado de Kim Woo-bin o drama Uncontrollably Fond, da KBS2.

Do Kyung-soo

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Mais conhecido como o main vocal do EXO, D.O debutou como ator em 2014, no filme Cart, onde interpreta o papel de um estudante cuja mãe começa uma revolução após ser injustamente demitida de um supermercado. O ator tem sido muito aclamado pela mídia e recentemente surgiram rumores sobre sua saída do grupo para se dedicar à carreira de ator. Desejamos do fundo de nossos corações que isso não seja verdade! Mas que independente de sua escolha, seguiremos o apoiando individualmente.

(links para o rumor: https://www.youtube.com/watch?v=n4HUVtLtN5A  http://www.allkpop.com/article/2016/10/rumors-of-do-leaving-exo-resurface)

Choi Minho

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Minho, do SHINee, atuou pela primeira vez em 2010, em um especial da KBS2 intitulado Pianist. Com mais de dez personagens diferentes no currículo, um dos mais marcantes foi Kang Tae-joon, um ex-atleta medalhista que desiste da carreira após uma severa lesão (To The Beautiful You).

 

Lee Hong-ki

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Muito antes de debutar no F.T. Island, Hongki teve seu primeiro papel na televisão, aos 12 anos, na série Magic Kid Masuri. Entre dramas, filmes e musicais, ele é cada vez mais reconhecido pela sua entrega em cada papel.

Sandara Park

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Conhecida pelo seu trabalho no icônico 2NE1, Dara é uma das queridinhas de seu país, sendo porta-voz e modelo de diversas marcas. Embora tenha uma carreira sólida nas Filipinas, seu currículo como atriz na Coréia ainda é curto. Seu mais recente trabalho (e mais reconhecido) é Missing Korea, um drama envolvendo um concurso de misses entre as Coreias do Norte e do Sul.

Choi Jin-ri

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Sulli iniciou sua carreira de atriz aos 11 anos, pouco tempo após seu ingresso na S.M. Entertainment, no drama Ballad Of Seodong. Um de seus papéis mais interessantes foi o de Gu Jae-Hee, que se disfarça de menino para viver no mesmo internato que seu crush, um ex atleta olímpico (Choi Minho), no drama To The Beautiful You. Em agosto de 2015 a agência de Sulli soltou uma nota oficializando sua saída do grupo f(x) para se dedicar a carreira de atriz.

 

Yook Sung Jae

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Um ano após seu debut no BtoB, Sung Jae iniciou sua carreira como ator no drama da Mnet, Monstar. Desde então vem chamando atenção do público coreano e internacional, sendo nominado e ganhando diversos prêmios pela sua atuação.

 

Kim JaeJoong

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O integrante do JYJ (ex-DBSK) iniciou suas atividades como ator em Banjun Dramas da sua antiga empresa SM Entertainment, em 2005. JaeJoong estreou em dramas no Japão, com Sunao Ni Narenakute (2010) e na Coreia com Protect The Boss (2011), além de já ter atuado em diversos filmes.

Idol para ficarmos de olho!

Kim Taehyung

 

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Após mostrar suas habilidades de atuação nos últimos curtas do BTS, V foi convidado para o drama de época Hwarang: The Beginning, que contará a história da dinastia Silla.  Ao lado de grandes atores como Park Seo Joon e Go Ara, o drama tem previsão para ir ao ar ainda em dezembro deste ano.

E aí? Quem é o seu preferido? Quem mais deveria estar nessa lista? Conte nos comentários!

 

Por Vanessa Ferreira
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Korea Biz Week traz feira cultural e empresarial para o Rio de Janeiro

O Korea Biz Week aconteceu entre os dias 13 a 15 de outubro no Rio de Janeiro, a fim de estreitar o laço comercial entre Brasil e Coreia. O evento foi organizado pela KOTRA-RJ (Korea Trade-Investment Promotion Agency) e contou com diversos expositores, que se reuniram no Centro de Convenções SulAmérica para apresentar seus produtos para visitantes e empresários interessados.

Entre os stands que se destacavam estava o da Missha, empresa que já entrou no mercado brasileiro ao lançar um de seus produtos mais famosos, o M Perfect Cover BB Cream. Para os interessados sobre a marca, haviam maquiadores profissionais para embelezar as visitantes e mediadores apresentando outros produtos (ainda sem previsão de chegada ao Brasil) para quem quisesse testar por conta própria. Para aqueles que desejavam fechar negócio ou apenas conhecer mais das empresas coreanas, foi disponibilizado um setor para vídeo conferências

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Para aqueles que curtem cosméticos coreanos, o evento contou com a palestra da Thalita Carnevale e Raquel Pinheiro, moderadoras do grupo Cosméticos Asiáticos que já tem mais de 7 mil membros trocando experiências. A palestra aconteceu nos dias 13 e 15 e abriu espaço para perguntas daqueles que tinham dúvidas e se mostraram interessados pelo universo de Rotina de Pele e Maquiagem Coreana.

Raquel Pinheiro e Thalita Carnevale
Raquel Pinheiro e Thalita Carnevale

Para aqueles que queriam conhecer mais da culinária coreana havia um stand de K-Food, em que eram distribuídos kimbap e lamen, além de poder comprar alguns itens de fabricação coreana, como doces, salgadinhos e o famoso suco de uva, o BonBon.

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Evento para toda a família, havia até espaço infantil temático do personagem Pororo, com banquinhos para descansar e desenhos para colorir. Até mesmo a personagem Pucca andava pelo evento, posando para fotos com quem quisesse e dançando Cheer Up, do Twice, nas horas vagas.

A atração internacional do Korea Biz Week foi  Choi Jong Bin, que fechou os dois primeiros dias do evento com covers de músicas de K-pop, como Joah, do Jay Park (que inclusive é amigo do cantor). Animado com a empolgação do público, Choi Jong Bin cantou também músicas próprias, e chegou a ensinar parte do refrão para que todos cantassem junto. Apesar da estadia curta no país, ele agradeceu o carinho que recebeu dos brasileiros e disse que todos os artistas coreanos deveriam fazer shows no Brasil para sentirem a mesma vibração que ele recebeu. Pediu ainda para que as pessoas levantassem das cadeiras, pulassem e dançassem durante a última música, organizando uma verdadeira festa para os presentes.

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Nos três dias o palco principal recebeu apresentações de canto e dança de k-pop com solistas e grupos covers do Rio. O espaço teve até direito a uma apresentação de canto acapella improvisada de Ride me do Jay Park e à músicas tocando o dia inteiro quando não haviam atrações, dando a oportunidade para que, quem quisesse, subir no palco e dançar a vontade. No primeiro dia quem estava presente ainda pode aprender a dançar Solitary Goodbye, a versão coreana da música Sayonara Hitori, de Taemin, em um workshop. E no dia 14 ainda tiveram duas rodadas de random play dance, sendo a segunda no estilo do Weekly Idol, com as músicas 2 vezes mais rápidas do que o normal, desafiando os participantes que se atravessem a tentar dançar para conseguir comida coreana como prêmio.

O último dia trouxe ainda mais apresentações de canto, mas sem nenhum concurso, já que o objetivo era estimular que o Rio de Janeiro tivesse mais covers, e também um concurso de dança valendo prêmio em dinheiro para os três primeiros colocados. Os 8 solistas e grupos covers participantes performaram coreografias de artistas bem variados, como Kiss&Cry, Got7, Black Pink, CoCoSoRi, Ailee e Girls’ Generation. Dos dançarinos premiados, em 3º lugar ficou Matheus Ventura, com Into the New World, das Girls’ Generation; em 2º ficou Roat 9, com Paparazzi, também nas meninas do SNSD e em 1º lugar ficou o grupo especializado em Ailee, Aileeance, que se apresentou com I will show you.

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1º colocadas do grupo de Dança Cover, o grupo Aileeance
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Roat 9 faturou o 2º lugar dançando Paparazzi das SNSD

Nesse dia também teve apresentações de taekwondô e hapkidô, mostrando as várias habilidade marciais tradicional e convidando o público a conhecer mais no Instituto Nam Ho Lee.

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É fato que a Onda Hallyu não para de crescido no Brasil, e o Rio de Janeiro como um dos grandes centros urbanos do nosso país tem recebido cada vez mais eventos temáticos. Apesar disso, ainda há uma certa carência se comparado a outros polos como São Paulo, por isso é tão importante o apoio do público. Torcemos para que não apenas o Rio, mas outras cidades e estados se conectem cada vez mais com a Coreia do Sul.

Por Amanda Soares e Paula Bastos Araripe
Imagens: Paula Bastos Araripe

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[Festival do Rio] Crítica: A dama de Baco (Jug-yeo-ju-neun Yeo-ja)

Helder Novaes é escritor, pesquisador e editor, formado em Letras (USP), Artes (Senac) e Cinema (Escola São Paulo), nos traz mais uma crítica estruturada e historicamente ambientada, dessa vez sobre o filme “A Dama de Baco”, do diretor E J-Young, um drama corajoso que expõe graves problemas sociais da Coreia.

So-young é uma idosa que vende serviços sexuais a aposentados em um parque em Seul. Esse é o ponto de partida do filme, cujo título vem da tática utilizada para atrair os clientes: oferecer uma garrafa de Bacchus – bebida energética bastante popular na Coreia – é o código para convidar os interessados em um encontro rápido. Ela não é a única, mas para o desgosto de suas colegas de profissão, é a mais procurada pelos solitários velhinhos. Uma das maiores economias do mundo, a Coreia tem grandes dificuldades em lidar com o outro lado do seu desenvolvimento acelerado: uma imensa população de idosos vivendo na pobreza, com aposentadorias que mal cobrem os gastos mínimos de sobrevivência, abandonados pelos filhos bem sucedidos, e que passam seus últimos anos de vida sem perspectivas e mergulhados na solidão.

 

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Os dias de So-young (proposital trocadilho com “tão jovem”, em inglês) não andam muito tranquilos. Uma gonorreia atrapalha seus serviços, a polícia constantemente realiza batidas nos motéis contra a prostituição, e um insistente documentarista tenta de todas as formas convencê-la a participar de seu filme sobre as “damas de Baco” – aqui temos um recurso interessante de E J-young, especialmente pelas negativas de So-young ao jovem cineasta, argumentando que ninguém se interessa por esse tipo de história. E seus contratempos só aumentam depois que ela leva para casa um menino filipino, cuja mãe é presa após um confronto com o ex-parceiro, que não quer assumir o caso extraconjugal.

Ela encara o desafio como uma obrigação. Em sua casa o pequeno e assustado Min-ho convive com um vizinho de uma perna só e uma transexual, formando um temporário e inimaginável núcleo familiar. O garoto é para So-young um reencontro com o seu passado: de um relacionamento com um soldado negro norte-americano teve um filho que, por falta de recursos, entregou à adoção.

 

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Paralelamente, So-young vê seus melhores e mais recorrentes clientes começarem a rarear e aos poucos os problemas desses seus conhecidos começam a entrar em sua vida. De alguém capaz de proporcionar momentos de prazer ela é inesperadamente alçada à condição de anjo da morte. Ela reluta esse papel, mas sente-se de alguma forma compelida a ajudar os velhos amigos a terminar suas vidas de maneira menos deprimente.

A atuação excepcional da veterana atriz Youn Yuh-jung, com quem o diretor E J-young já havia trabalhado em outros filmes, é um dos pontos altos do impactante A dama de Baco, que aborda de maneira sóbria e cativante temas delicados da sociedade coreana contemporânea.

 

Texto colaborativo por Helder Novaes
Contato heldernovaes@gmail.com

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[Festival do Rio] Crítica: Você e os seus (Dangsinjasingwa dangsinui geot)

Hoje termina o Festival do Rio, que apresentou uma mostra de filmes de diversas parte do mundo, entre elas a Coreia do Sul. O escritor, pesquisador e editor Helder Novaes, formado em Letras (USP), Artes (Senac) e Cinema (Escola São Paulo), nos traz uma crítica clara e direta sobre o filme “Você e os Seus”, do diretor Hong Sang-soo.
O mais novo filme de Hong Sang-soo, exibido no Festival do Rio 2016, apresenta um inquietante romance disfuncional. Youngsoo é um pintor com problemas em seu relacionamento. Sua namorada, Minjung, tem fama de beber demais e andar com outros homens. Todos os seus amigos comentam. Youngsoo discorda, mas reconhece que ela gosta de beber e alega tentar controlar o quanto ela pode beber. Desse cenário um tanto quanto insólito se estabelece a tensão inicial da trama e, embora Youngsoo confie na namorada e no amor que sente por ela, a fofoca o coloca em dúvida. Após uma discussão, Minjung pede um tempo na relação. Fosse um filme qualquer teríamos uma sucessão mais ou menos previsível de fatos e eventos, mas o cinema de Sang-soo não opera dessa forma. Somos levados a um jogo em que a cada cena uma dúvida é lançada. Porque na prática o que se vê são diferentes versões de Minjung circulando pela cidade à procura de amor, ou a mesma Minjung se metamorfoseando em outras em busca de um companheiro ideal.
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“O álcool atua, portanto, como um elemento chave…”

Homens reconhecem Minjung, de bebedeiras passadas – é importante destacar que a bebida exerce sempre um papel importante nas histórias de Sang-soo, seja para aproximar as pessoas, expor seus pensamentos ou tumultuar as relações – e em resposta a cada reconhecimento ela nega sua identidade, confundindo-os ao mesmo tempo em que os instiga a querer conhecer a mulher que se parece exatamente com Minjung. O álcool atua, portanto, como um elemento chave ao embaralhar as percepções, de Minjung que se transforma em outras, dos homens que creem reconhecê-la, e do espectador que não já tem a certeza se pode confiar naquilo que lhe é apresentado.

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Figura recorrente nos principais festivais do mundo, Hong Sang-soo é um cineasta com um estilo único e bastante diferente do cinema contemporâneo, trabalhando à exaustão temas do cotidiano e brincando com as personagens como se fossem marionetes. Cenas longas, com diálogos prosaicos e sem cortes, extraindo o máximo de cada plano.

Embora não tenha a mesma força de outros trabalhos, Você e os outros é uma comédia bem construída, capaz de prender o interesse do espectador com suas ironias e paralelismos.

Texto colaborativo por Helder Novaes
Contato heldernovaes@gmail.com

Fonte de imagens:  Festival do Rio
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Aprecie o cinema coreano no Festival do Rio

Ontem iniciou o Festival do Rio 2016, um festival de cinema que vai durar de 6 a 16 de outubro, onde por dez dias o Rio de Janeiro será a capital mundial do cinema. O festival foi criado em 1999 e esse ano conta com 3 filmes coreanos na programação. As sessões serão transmitidas no Rio de Janeiro e em Niterói.

É uma ótima oportunidade para conhecer e debater sobre o mercado cinematográfico não apenas da Coreia do Sul como do mundo, além de encontrar outros cinéfilos e conhecer as novidades do audiovisual. Confira os filmes:

A dama de Baco

Direção: E J-yong
Exibição:
07/10 (sexta-feira) – 17:00 e 21:45 horas – Kinoplex São Luiz 2
08/10 (sábado) – 15:30 horas – Roxy 3
10/10 (segunda-feira) – 17:30 horas – Estação NET Ipanema 1
16/10 (domingo) – 13:10 horas – Reserva Cultural Niterói 2
Sinopse: “Youn So-young é uma das muitas senhoras coreanas que, para evitar a mendicância, passam as tardes no parque Jongmyo vendendo Baco, uma espécie de refrigerante energético de muito sucesso na Coreia do Sul. Apesar da idade avançada, Youn, bem como muitas outras senhoras, não oferece apenas a bebida, mas também serviços sexuais. Quando a mãe do pequeno Min-ho é presa, So-young assume os cuidados do menino. Ele, que só fala filipino, vai conhecer um mundo novo ao lado de sua ‘nova mãe’ e seus melhores amigos: uma vizinha transexual e um jovem de uma perna só. Festival de Berlim 2016.”

O túnel

Direção: Kim Seong-hun
Exibição:
07/10 (sexta-feira) – 21:20 horas – Reserva Cultural Niterói 2
10/10 (segunda-feira) – 21:45 horas – Kinoplex São Luiz 2
16/10 (domingo) – 18:50 horas – Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro
19/10 (quarta-feira) – 13:00 horas – Roxy 2
Sinopse: “Jung-su dirige para casa. No caminho, algo inacreditável acontece: um túnel despenca, deixando-o preso entre os escombros. O episódio gera um frenesi na mídia local, e um repórter consegue fazer uma entrevista com Jung-su por celular. Em poucos dias, uma série de erros primários no resgate colocam-no em uma situação ainda mais complicada, deixando-o sem comida, sem água e incomunicável. Os dias passam, as buscas não progridem e todos começam a perder as esperanças, enquanto sua família é forçada a tomar uma difícil decisão, sem saber se Jung-su está vivo ou morto. Festival de Locarno 2016.”

https://www.youtube.com/watch?v=4YyyVkkKT-s

Você e os seus

Direção: Hong Sang-soo
Exibição:
08/10 (sábado) – 14:50 horas – Roxy 2
10/10 (segunda-feira) – 16:00 horas – Museu da República
13/10 (quinta-feira) – 19:15 horas – Kinoplex São Luiz 2
Sinopse: “O pintor Young-soo está com problemas em sua vida pessoal. Sua mãe está doente e ele ficou sabendo que Minjung, sua namorada, saiu para beber na companhia de um homem desconhecido. Quando ele a confronta, ela diz que quer dar um tempo. No dia seguinte, ele volta a procurá-la, mas não a encontra. Ele cruza então com várias mulheres com algum tipo de semelhança com Minjung. E todas elas estão a caminho de encontros amorosos. Será que essas várias versões de Minjung estão buscando nos solteiros da região alguém para substituir Young-soo? Novo filme do diretor Hong Sang-soo. Toronto 2016.”

 

O festival também contará com palestras, workshops e seminários. Para conferir a programação completa acesse o site.

Sinopses e informações retiradas do site do festival.
Não retirar sem devidos créditos.