Cultura

18 de Maio: O Massacre de Gwangju e o Movimento Democrático Coreano

36 anos após o levante que pavimentou a democracia na Coreia, o país segue como uma das democracias mais consolidadas do mundo, mas as marcas dos protestos ainda continuam.
A Democracia no Brasil percorreu um longo caminho para chegar onde está atualmente e na Coreia do Sul não foi diferente. Com o fim da guerra civil nos anos 1950, o país passou por um regime ditatorial, que ao mesmo tempo rígido, foi o que trouxe as políticas de desenvolvimento que levaram o país para onde está hoje. Com o custo do sacrifício da população, que tinham poucos direitos trabalhistas, o país se desenvolveu no regime de Park Chung-Hee.

O ditador manteve o país com pulso firme, e é lembrado até hoje por sua disciplina em público. Mesmo após sua esposa ser assassinada na sua frente, Park continuou a discursar enquanto os seguranças prendiam o assassino. Park Chung-Hee é o pai da atual presidente sul-coreana Park Geun-Hye, que usou como exemplo o governo do pai, prometendo crescimento ao país.
Os anos 1980 foi marcado por um processo de democratização pelo mundo inteiro, com ditaduras chegando ao fim na América Latina e na Ásia. A Coréia do Sul seguiu a onda do processo democrático, e em Maio, na cidade de Gwangju, foi iniciado uma série de levantes que duraram pouco mais de uma semana, e ajudaram a pavimentar a democracia no país.

População protestando em Gwangju 

Em torno de 250 mil pessoas participaram do levante, que foi brutalmente reprimido pelo governo em gestão. O movimento é considerado o pivô da luta democrática no país. O descontentamento da população podem ser traçados desde o governo de Syngman Rhee, que sempre governou o país com mão firme, e desse momento em diante, o país viu golpes sucessivos no controle do governo.

Polícia indo em direção a manifestantes 

Protestante sendo arrastado por policial durante protesto 

O último, e que desencadeou uma instabilidade política no país, foi o assassinato de Park Chung-Hee. O governo que assumiu, se mostrou mais despótico e autoritário que o anterior, e os desejos de democracia entre a população se afloraram, principalmente entre a população mais jovem. Os protestos surgiram a partir da aplicação de lei marcial no país, pois com a morte de Park Chung-Hee, ativistas pro democracia tinham a esperança da instauração de um governo popular. Chun Doo-hwan, então presidente, aplicou a lei marcial, o que significava que aglomerações populares em lugares públicos e movimentações sem aprovação prévia do governo estavam completamente proibidas.
O Brasil viveu algo similar com os Atos Institucionais (conhecidos como AI) que cortavam direitos da população e aumentava o peso do governo sobre o povo. Na Coréia, Chun Doo-hwan prendeu seus adversários políticos, espalhando pelo país o temor e a repressão. A ditadura era apoiada pelos EUA (caso parecido com o Brasil), que tinha com preferência, governos autoritários e anti-comunistas, do que ditaduras, que estavam abertas a mudanças e livre associação com países inimigos no período de guerra fria.
A complacência dos EUA foi revelada com a liberação de documentos em que o governo americano aprovava o governo sul-coreano de usar forças militares para dissolver a rebelião popular, o que facilitou o massacre em Gwangju.

Os americanos sabiam do sentimento anti-americano entre os movimentos pró-democracia e preferiam manter um bom relacionamento com o governo sul-coreano, então não se pronunciaram sobre o que estava acontecendo dentro do país.

Manifestantes são atacados por bombas de efeito moral

Exército atacando manifestantes com bombas de efeito moral
Os protestos começaram de 18 de maio e seguram até o dia 27, mas a democracia não veio logo em seguida com a abertura do governo. 

No Brasil, a ditadura acabou em 1985, mas na Coréia, a luta continuou por mais 5 anos até que no início do anos 1990, Chun Doo-hwan saiu do cargo e abriu espaço para eleições.
O número de mortos não é exato, mas estima-e que mais de duas mil pessoas tenham morrido nos confrontos, por fontes não oficiais, enquanto fontes oficiais estimam que apenas 170 morreram.

Caixões de vítimas dos ataques promovidos pelo exército e polícia

 Mães de luto pela morte dos filhos 
O motivo dos protestos terem começado especificamente em Gwangju, na região de Jeolla (atualmente dividia em Jeolla do Norte e Jeolla do Sul), também se deve ao regionalismo. A população da região se sentia abandonada pelo governo central, e que tinha se favorecido muito pouco da industrialização no país. Até nos dias de hoje, Jeolla ainda não é uma das regiões mais ricas do país. A população tinha um sentimento de que desde o presidente Park Chung-Hee, a região de Gyeongsang foi a que mais se beneficiou com o rápido crescimento do país.
Em Gwangju, o dia 18 de maio ainda é lembrado em reconhecimento as vítimas dos protestos.
Em 2013, o grupo de k-pop SPEED, lançou a versão drama da música “That’s my Fault + It’s Over” que faz alusão aos acontecimentos e relembra as vítimas dos protestos.
Veja também o documentário “The Fight for Democracy” feito pela Pacific Century.
Por Caio Garcia
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Na Coreia é Dia das mães… e dos pais! Conheça 6 mães e pais famosos do KPOP

    No segundo domingo de maio, comemora-se em muitos países, assim como no Brasil, o dia das mães. A Coreia é um dos países que também não fica de fora em meio às celebrações da data.

    Maio, na Coreia, é um mês muito especial, no qual comemoram-se datas muito importantes como o dia do trabalho (dia 1º), o dia das crianças (dia 5) e, claro, o dia dos pais. Ao contrário do costume de vários países, inclusive o nosso, de comemorar o dia das mães e o dia dos pais separadamente, os coreanos celebram o dia de ambos numa data só. A tradição vem desde 1956, época em que o dia era marcado apenas como dia das mães, mas a partir de 1973 a data foi determinada pelo governo coreano como sendo dia tanto dos pais quanto das mães.
    Por ser um mês “dedicado à família”, o país se envolve numa série de atividades para homenagear e mostrar agradecimento a todos os pais da nação. Um destes é a confecção de cravos decorados e artesanais nas escolas, feita pelas crianças estudantes mais novas. Estes cravos geralmente são colocados no peito dos pais pelos filhos, como um presente, juntamente com uma carta de agradecimento escrita previamente. As cores dos cravos também tem um significado próprio: cravos vermelhos indicam que ambos os pais ainda estão vivos, cravos cor de rosa indicam que apenas um dos pais está vivo, enquanto cravos brancos significam que ambos os pais se foram. Já entre os estudantes um pouco mais velhos, é comum convidar os pais para uma cerimônia de dia dos pais, nas quais muitos estudantes se reúnem para cantar uma canção tema para eles. No caso dos adultos, que costumam passar um tempo mais longo longe dos pais, há uma reunião, geralmente com uma refeição, para comemorar o reencontro.

 

Cravo vermelho de dia dos pais
   Mamães e Papais famosos!
    Muitas pessoas do mundo do entretenimento também são pais e muitos tem o maior orgulho de seus filhos, enquanto outros já estão no aguardo para serem pais e mães de primeira viagem em breve. Conheça alguns dos famosos que não só homenageiam os próprios pais, mas que também recebem ou receberão homenagens.

1. Sunye (ex-Wonder Girls)

    Após deixar o Wonder Girls, Sunye decidiu manter o foco em sua atuação como missionária no Haiti e na formação da futura família com seu marido, o também missionário James Park. O resultado da união deu origem à dois filhos: o jovem Park Eun Yoo, nascido em Outubro de 2013, e a mais nova integrante da família, Ha Jin Elisha, que nasceu em Abril de 2016.
Sunye e Super Junior no backstage de um programa semanal, apoiando o comeback do Wonder Girls em 2015.

 

Filhos de Sunye, em postagem pessoal da mãe no Facebook
 2. Yoon Mi-Rae e Tiger JK
    O casal de rappers mais conhecido da Coreia também tem muito o que celebrar. Eles se casaram em 2007 e, logo em 2008, celebraram o nascimento de seu primeiro filho, o garoto Jordan Seo. Jordan que também já é muito famoso, como falamos aqui. Uma família de estrelas!
Yoon Mi-Rae, Tiger JK e seu filho Jordan

3. Eli (U-KISS)

    Em 2015, após revelar as notícias de que estava casado há mais de um ano e ter pego todos de surpresa, Eli também revelou, na mesma ocasião, que sua esposa estava grávida de 3 meses. E agora podemos sempre ficar felizes quando o papai Eli e sua esposa postam lindas fotos do bebê Minsoo!
Postagem de Eli no Instagram revelando seu casamento e a gravidez da esposa

4. Eugene e Shoo (ex-S.E.S)

    Conhecida nacionalmente por sua incomparável beleza e por ter feito parte do lendário grupo feminino S.E.S, Kim Eugene, casada com o ator Kim Tae Young, também teve um filho em 2015. A linda Ro Hee nasceu em abril daquele ano.
Eugene, Kim Tae Young e sua filha Ro Hee
A cantora não foi a única mãe no grupo, a integrante Shoo foi agraciada com 2 lindas gêmeas, a Rahui e a Rayul, além do seu rapazinho Im Yoo, que já é um artista. Shoo, em uma entrevista de 2015, falou sobre sua vida como mãe e artista, além das diferenças entre ser um ídolo em sua época de S.E.S e como é ser um ídolo agora. Você confere aqui.
Shoo com as gêmeas Rahui e Rayul.
Shoo e seu filho mais velho, Im Yoo, posando para a marca Lemontree,

5. Kahi (ex-After School)

Kahi foi a primeira integrante e também fundadora de um dos girlgroups de kpop mais marcantes da história, o AFTER SCHOOL. A cantora e dançarina profissional fez parte do grupo entre 2009 e 2012, quando se “graduou” e decidiu seguir carreira solo. Após alguns lançamentos, Kahi revelou que iria se casar e pouco tempo depois, estava grávida do lindo No-ah, que hoje já tem quase 2 aninhos. No aniversário de 1 ano de No-ah, Kahi disse que o pequeno era o maior tesouro da sua vida.

A família completa: Kahi, seu marido Yang Jun-mu, seu filho No-ah e sua cachorrinha. Claro, Kahi também é mamãe de cachorrinho. <3
     Independente do dia marcado no calendário, esta é uma data que deve ser sempre lembrada e comemorada, não só na Coreia e aqui, mas em todo mundo. A KoreaIN dá os parabéns e deseja a todos um ótimo dia das mães, tanto para os kpoppers, quanto para suas mamães!
Por Naira Nunes e Jô Mesquita
Fontes: Visit Korea, Korea.Net, The Korean Way, Soompi, Drama Fever, SBS
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LEAGUE OF LEGENDS: o e-Sport mais jogado do mundo

Sem dúvidas jogar é uma das coisas mais importantes para parte dos jovens coreanos. Podemos encontrar facilmente estudantes gastando seu tempo livre jogando em “PC Bangs” ou “Lan Houses”. Apesar da maioria dos adultos coreanos não aprovarem tal profissão, a Coréia do Sul é um lugar onde os jogadores profissionais de e-Sports são aclamados pelos fãs tanto quanto as maiores estrelas do futebol. O governo coreano também apoia esses jogos e tem até um departamento que rege o e-Sports, chamado Korea e-Sports Association (KeSPA).
Mas vamos focar em um dos games mais jogados na Coréia, e também no mundo: o League Of Legends!
No LOL os jogadores se tornam “invocadores“, que controlam campeões (personagens) da sua escolha (ou pré-selecionados, dependendo do modo de jogo). Os quais possuem habilidades exclusivas e lutam com seu time, formado por 5 jogadores, contra um time rival, também de 5 invocadores.

No modo mais conhecido do jogo, os invocadores lutam em Summoner’s Rifte tem como objetivo destruir o Nexus Inimigo, situado no lado oposto do mapa, na base do time adversário. (Ver imagem abaixo)


O nexus é protegido por várias torres e 3 inibidores, além das mini tropas que saem da base constantemente fazendo com que a partida seja ainda mais complexa e difícil de ser finalizada.

 
Rotas onde os jogadores disputam espaço e torres para chegar ao nexus

Na Rota inferior é comum os jogadores formarem “Duo”

Existe um evento feito para determinar qual é a melhor equipe do mundo de League Of Legends e alguns países fazem seus próprios campeonatos, a fim de enviar a melhor equipe para representá-los no grande evento mundial. Atualmente o título de melhor time está com a equipe coreana SK Telecom T1. O título foi adquirido em 2015, onde a equipe disputou na final com a, também coreana, KOO Tigers.

Público presente para assistir ao evento mundial de 2015

Faker, integrante da equipe coreana SK Telecom T1, é o jogador de LOL mais conhecido atualmente. Ele é considerado o melhor MID LANER – o campeão central que mais recebe experiência no jogo (entenda melhor o que é um Mid Laner aqui) – do mundo, devido a sua performance nos jogos.


Taça da equipe campeã de 2014

Se seu intuito é o reconhecimento, só há um caminho para um jogador profissional consegui-lo na Coréia: vitórias. Fãs coreanos mudam sua torcida facilmente para as equipes que estejam ganhando. Para a maior parte, a única coisa que define se uma equipe é popular ou não, é o desempenho.

Seja como for, a paixão pelo jogo e a vontade deles em ver equipes coreanas dominarem o mundo é o que acaba os unindo como fãs de e-Sports.

League of Legends está sempre se atualizando e se reinventando. O jogo pode ser baixado gratuitamente, apenas com compras opcionais dentro do jogo, para Microsoft Windows e Mac OS X através do site oficial.
Boa batalha, invocadores!

Por Gracyelle Lopes
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Conheça KIM CHI o novo sucesso das drag queens Made in Korea


Ultimamente o RuPaul’s Drag Race vem chamando a atenção da K-IN, não somente por suas lacradoras personagens, mas sim pelo fato de uma delas estar representando (e MUITO BEM) a Coréia do Sul no mundo das drag queens. UHUUL!
Por isso, a K-IN resolveu mostrar um pouco mais dessa pessoa maravilhosa que é a KIM CHI.
Nascida nos Estados Unidos e criada na Coréia do Sul, retornou ao seu país de origem há 8 anos e se estabeleceu em Chicago. Em 2012 começou a se montar e tornou-se residente da mesma festa que recebia Trixie Mattel e Pearl (antigas participantes do RuPaul’s Drag Race), chamada Nerverland

No mesmo ano acabou se tornando uma das hostess principais nas noites de Chicago. Kim foi convidada a se apresentar em inúmeros locais como Nova Iorque, Boston, Texas, Providence, Iowa, Cidade de Salt Lake, Milwaukee, Madison e Havaí. Aos 27 anos, foi uma das primeiras artistas a serem escolhidas para fazer parte do elenco da 8ª temporada do reality RuPaul’s Drag Race.



Para bons conhecedores, o nome artístico Kim Chi é inspirado do prato coreano kimchi, que consiste na acelga apimentada, o que acabou combinando com a personalidade da mesma. Grande parte dos looks da drag tem influência de animes, ela se vê como um híbrido cultural, com um conhecimento de estilo e moda conceitual. O resultado de tudo isso são as maquiagens e visuais incríveis que conquistam o público cada vez mais.

Confira uma lista com 10 curiosidades sobre Kim Chi:


1 – A diva assiste o reality desde a 1ª temporada, em 2009.

2 – Ela levou cerca de 40 a 50 looks para a competição.

3 – Kim já participou de um quadro chamado “Cooking with Drags”, onde cozinhava o famoso prato coreano Bi Bim Bap.



4 – Kim Chi faz aniversário no dia 8 de Agosto e é do signo de leão, o que já explica muita coisa!




5 – No episódio “Meet the Queens”, Kim disse que sua melhor amiga é Trixie Mattel. 




6 – Uma das drag queens que ela mais admira é a Porcelain.


7 – Ela se vestiu como drag queen pela primeira vez para ir à uma festa com Pearl, e o resto é história.
8 – Em uma entrevista para o “The Drag Enthusiast”, Kim Chi disse que: “ser drag significa conseguir me tornar quem eu quiser e criar um visual de conto de fadas, no que imediatamente já recebo uma resposta das pessoas”.
9 – Kim Chi já declarou que demora cerca de três horas para se arrumar, mas se precisar se apressar fica pronta em 20 MINUTOS. – ALOKA!



10- Um sonho para Kim é um dia se apresentar na Coréia, pois ela espera que o mercado de drag queens mude e que elas sejam mais aceitas.



A gente avisou que ela é uma pessoa maravilhosa! E você o que achou? Está na torcida por ela? Conte aqui nos comentários.

Kim Chi a K-IN está torcendo por você! 


Acompanhe a Kim Chi nas redes sociais!




Por: Giovanna Akioka
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Daehan Minguk Manse! A Formação do Estado Coreano Moderno

Neste mês é comemorado a resistência coreana ao governo japonês. Para entendermos a importância da data, precisamos nos contextualizar historicamente e então perceber que no dia primeiro de março e durante todo o mês, os coreanos festejam a liberdade

A História

Durante o início do século XX, o munda acabara de sair da primeira guerra mundial e o colonialismo assombrava povos de nações menos desenvolvidas com a agressiva expansão de nações europeias ao redor do globo. Mas não só nações europeias colonizaram outros países, o Japão também teve seu pedaço nesse período da história.

Enquanto a China sofria com invasões de diversas nações europeias que a forçavam a abrir para o comércio com nações industriais, o Japão permanecia ainda isolado, com pouco contato exterior e sob o domínio dos Xoguns. O país só mantinha laços comerciais com portugueses e com holandeses. O xogunato ainda era do clã Tokugawa, e o Japão ainda vivia sob tempos que a Europa já havia abandonado: O feudalismo.

Com a chegada de navios americanos aos portos japoneses, os forçando a abrir, não restou outra saída: ou negociavam com as nações ocidentais, ou tinham o mesmo destino que a China.

Com a abertura dos portos, em algumas décadas o Japão conseguiu se modernizar de forma tão rápida que isso impressionou até os ocidentais daquele tempo. E depois de longos séculos, o imperador voltava a ter poderes no país (antes o imperador era somente uma figura decorativa e quem realmente governava eram os xoguns).

Com a industrialização do país começou a surgir um problema: falta de recursos naturais. O arquipélago japonês, embora montanhoso e com vários vulcões, é pobre em recursos naturais. E é aqui que entra a Península Coreana na história.

Por anos, os japoneses tinham como intenção tomar a Coreia da esfera de influência chinesa, e em muitas vezes não conseguiu bons resultados. Nesse ponto, com a China enfraquecida e o Japão tecnologicamente avançado, a Coreia poderia finalmente ser anexada ao Império Japonês.

Tentativa japonesa de invasão ao forte de Busanjin

No final do século XIX o Japão fez o rei coreano assinar uma série de tratados, que traziam uma série de  desvantagens para o país e o submetiam a influência japonesa.

A Coreia (então auto-intitulada Joseon) se reorganiza numa tentativa de se fortalecer frente aos japoneses e se modernizar. Foi então que o país se tornou império. No entanto, isso não mudou muito as relações nipo-coreanas quando, em 1910, morre o imperador coreano Sunjong e os japoneses finalmente tomam controle do país.

Durante todo o processo gradual de anexação da Coreia pelo Japão, parte da população formou uma resistência para lutar contra a tirania do domínio japonês.

Jornal da época com a manchete ‘A Revolução Continua: A Coreia demanda o reconhecimento de Independência’

Seguindo os “Quatorze Pontos de Wilson”, a resistência coreana tentava mostrar à comunidade internacional que o país não pertencia ao Japão e que não se sentiam parte do Império Japonês, partindo do ponto de autodeterminação dos povos.

Em Primeiro de Março de 1919, o primeiro ato de resistência acontecem e ficou conhecido como “Movimento Samil” (삼일이동). O nome é em alusão a data 01/03 (em coreano 31), na qual aconteceram as manifestações. O ato foi a primeira demonstração de resistência em grande escala no país e foi marcado também pelo grito de “Vida Longa à Coreia!” (Daehan Minguk Manse!).

Adaptações para a TV

Esse período da história também inspirou o drama“Bridal Mask” (em coreano: 각시탈).

Poster de Divulgação de ‘Bridal Mask’

O drama se passa entre os anos de 1919, até o fim da segunda guerra em 1946, com a liberação da Coreia. Conta a historia de um oficial da policia, Lee Kang-to (Joo won) e seus conflitos familiares e pessoais, que o levam a se tornar em um herói e inspiração da resistência.

‘Lee Kang-to/Sato Hiroshi como ‘Bridal Mask’’

Lee Kang-to, um policial pró-Japão, teve uma infância pobre, morando nas favelas de Seul. Ele se vê no meio de um conflito familiar, pois seu irmão, que tinha feito parte da resistência, fora capturado e torturado até se tornar senil. Kang-to então resolve se unir aos algozes de seu irmão, numa tentativa de melhorar as condições de vida de sua família, mas a ação acabou sendo mal vista por todos em sua volta. Quando em sua ira para capturar o justiceiro “Bridal Mask”, ele acaba descobrindo de maneira dolorosa a identidade do herói local.

Com essa dor, Kang-to (agora sob o nome de Sato Hiroshi) decide assumir o lugar do justiceiro, e então vive uma vida dupla: de um lado demonstra apoiar a dominação japonesa e de outro ajuda a resistência a desmontar os japoneses dentro da Coreia.

A data

As demonstrações de resistência no mês de março foram de grande importância para a afirmação dos coreanos como povo e da Coreia como país. Durante todo o período japonês na península coreana, demonstrações contra o governo japonês eram fortemente reprimidas e atos como esse fundamentaram o nacionalismo coreano, que levou então à fundação de dois estados distintos após o fim da Segunda Guerra.

O dia ‘Primeiro de Março’ na Coreia do Sul é um feriado nacional, feito para lembrar aqueles que lutaram pela liberdade do país frente ao Japão. 

Por Caio Augusto
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As Mulheres na Sociedade Coreana: Um panorama socioeconômico

Dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, e antes de flores e doces, é um dia de reflexão sobre o papel da mulher no mundo atual.

A Coreia do Sul celebrou a data pela primeira vez em 1920, mas vários foram os impedimentos para celebrar o Dia da Mulher, só voltando a acontecer em 1985. O país tem o que festejar, sendo a primeira nação a reverter à preferência de filhos sobre as filhas, mas também tem muito a avançar na política de igualdade de gênero.

O genocídio devido ao gênero (gendercide em inglês) do bebê é algo comum em países como a Índia e a China, e foi recorrente na Coreia há duas décadas. Com a introdução da ultrassonografia pré-natal disponível em clínicas de aborto, as preferências culturais e econômicas por filhos homens eram evidentes. Mas esses percentuais foram revertidos e os níveis estão atualmente próximos da média mundial (105 meninos para 100 meninas). Essa mudança também se deve aogoverno sul-coreano que fez a campanha “Ame sua Filha”.

Outros pontos foram positivos para as mulheres coreanas, as taxas de matrículas por mulheres em universidade aumentou e eles elegeram a primeira presidente do país.

Park Geun-hye em seu discurso de posse, 2013.
Primeira presidente do sexo feminino na Coreia do Sul.
Apesar disso, a sociedade coreana é fortemente patriarcal, com os salários das mulheres, se comparados ao dos homens, entre os mais baixos da Ásia. E por conta de tais disparidades surgiram grupos como o Korean Women’s Association United (KWAU), que tem contribuído para a promulgação da Lei de Prevenção e Proteção do Tráfico Sexual, outros direitos das mulheres e políticas de gênero.

O grupo KWAU aponta que a administração da atual presidente Park Geun-Hye e seu programa “Happy Pension” não é o bastante para cobrir a aposentadoria, nem eliminar o problema do trabalho irregular ou de baixa renda que a maioria das mulheres estão submetidas. E ainda frisam: “As mulheres ainda não estão livres de perigos do assédio sexual, violência sexual, prostituição e violência doméstica”.
Pobreza
Taxa de participação das mulheres na economia da Coreia do Sul é de 49,7%, significativamente menor do que a média de 64% da OECD dos estados membros.

Coreia do Sul tem a maior diferença salarial entre os países da OCDE. 2,6 vezes maior que a média de 15% da OECD, com 38,9%.

Quer mais alguns dados? Entre os trabalhadores que recebem menos que o salário mínimo, 61,5% são mulheres. 61,8% das mulheres trabalhadoras são irregulares, superando os homens em 1,5 vezes. As mulheres não conseguem encontrar bons trabalhos, sendo colocadas em más condições de trabalho e/ou ambiente. Além disso, muitas não recebem benefícios sociais para protegê-las.
Violência
Estima-se que ocorrem na Coreia do Sul 200.000 casos de violência sexual, sendo apenas 10% relatado. A taxa de acusação não ultrapassou 41% e destes apenas 1,2% dos julgados foram condenados. Assustador não é? Nada muito diferente da violência física, dos 53,8% dos casos de maus-tratos, apenas 8,3% foram reportados as autoridades. Na Coreia ainda se vê a violência sexual como algo pessoal e as políticas de prevenção e proteção às vítimas não são bem aplicadas.
Negligência e Discriminação
Mães solteiras, idosas e mães de produção independente estão se tornando cada vez mais chefes da família, porém continuam a ter pequena taxa de emprego e muitas vezes empregos de baixa renda. Apenas 58,4% de famílias que tem mulheres como chefes estão empregadas, em comparação as 85,3% das famílias que possuem homens como chefes. Além de normalmente ganhar metade dos que os homens nessa posição ganham.
Mulheres imigrantes, com deficiência e LGBTs enfrentam a discriminação social e no emprego, e não costumam ter segurança e sustento seguro.
O que fazer pra mudar esse quadro? São vários os passos a serem dados, uma mudança política e social é necessária, dar oportunidade para trabalhos regulares, diminuir (e acabar) com a lacuna salarial, programas de educação sobre a violência sexual e punições efetivas, garantia de segurança para mulheres em grupos de minoria e inclusão social são alguns dos pontos apresentados pelo site International Women’s Day em seu “9 Projetos para Criar uma Sociedade sem Pobreza e Violência Contra a Mulher”.
Confira a lista completa aqui
  
*Os dados apresentados neste artigo são de 2013.
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Por Amanda Carolina
Fontes: International Women’s Day, The Christian Science Monitor
Imagens: International Women’s Day, Wikipédia

6 Mulheres norte-coreanas que nos inspiram

Este artigo é uma tradução do site Liberty in North Korea

Estamos celebrando o Dia Internacional da Mulher com seis histórias inspiradoras de mulheres norte-coreanas. Para uma vida melhor, estas mulheres perseveraram por incríveis privações e agora estão buscando seu total potencial em segurança e liberdade.

Ji Young viveu a maior parte de sua vida em fome constante, foi traficada, forçada a casar com um homem que não amava, e enviada à força de volta pra Coreia do Norte.

Sua força e resistência a ajudou a fazer uma nova vida. Ela é agora uma mulher livre na Coreia do Sul.





Hae Suntrabalhou ilegalmente como vendedora nos trens da Coreia do Norte. Por isto, ela foi para a prisão quatro vezes. Ela teve que trabalhar arduamente, sofreu graves espancamentos e testemunhou pessoas morrerem na prisão.

Cansada da maneira como o governo tratou seu povo, ela decidiu fugir. Hoje ela vive na Coreia do Sul e espera frequentar a universidade e se tornar uma intérprete da língua chinesa.


Na China, Ji Yeon foi vendida para um homem chinês que não permitia que ela entrasse em contato com sua família ou saísse de casa.

No fim, ela pode escapar e agora vive em segurança na Coreia do Sul onde está livre para perseguir seu sonho de ensinar estudantes da pré-escola.

 
Depois de fugir sozinha para a China, Ae Ra foi vendida e forçada a viver sob condições piores às quais ela tinha deixado.

Desejando uma vida melhor, ela tomou a decisão de escapar com seu filho e agora está em liberdade na Coreia do Sul.



Mi Hyunpercebeu que ela não poderia ser verdadeiramente livre na Coreia do Norte.Em sua área, as mulheres não eram autorizadas a usar shorts ou brincos. Ela também não podia assistir TV, fazer telefonemas para outros países, ou falar contra a injustiça que ela via ao seu redor.

Ela decidiu escapar e agora vive livremente na Coreia do Sul, onde procura melhorar através da educação.


Yong Joo (à direita) deixou a Coreia do Norte em busca de uma nova vida. Na Coreia do Sul, casou-se com outro desertor norte-coreano e recentemente recebeu seu diploma universitário em Literatura e Literatura Chinesa.

Atualmente ela trabalha para uma das maiores companhias da Coreia do Sul e está prosperando em sua nova liberdade.






Você pode contribuir para que histórias como essas sejam reais, o Liberty in North Korea ajuda refugiados norte-coreanos alcançarem a segurança e receberem o apoio que merece,  doações aqui.



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Texto original: Liberty in North Korea
Tradução: Amanda Carolina

Valentine’s Day! – Conheça algumas histórias de amor reais que vão te fazer suspirar

Sabe aquele casal perfeito com a história de amor perfeita que você vê nas novelas e no fundo morre de inveja? Muitas vezes, o nosso grande consolo é saber que tudo não passa de um bom roteiro, ótimos atores, muita maquiagem, figurinos, cenário, câmera e ação. Mas, será que a vida imita a arte ou a arte imita a vida?Assim como nos Estados Unidos, a Coreia do Sul celebra o Dia de São Valentim (Valentine’s Day) em 14 de fevereiro. Por isso, para comemorar essa data marcada por presentes, flores e muito romance, listamos abaixo algumas histórias de amor entre coreanos que parecem ter saído das telas de cinema:
1.    Brasileiro e coreana da Universidade de Hanyang

Quem não se lembra do casal que arrancou suspiros na internet há alguns meses? O brasileiro Matheus conheceu sua namorada na Universidade de Hanyang quando foi para a Coreia do Sul como estudante de intercâmbio. As fotos do casal no Brasil tornaram-se virais e provaram que relacionamentos à distância podem funcionar sim! Confira mais fotos aqui.

2.    Danbi Shin e Seok Li
Os artistas Danbi Shin, que mora em Nova York, e Seok Li, atualmente em Seul, são outro exemplo de que o amor é capaz de superar barreiras, até mesmo as geográficas. Para diminuir a diferença de fuso horário de 14 horas, o casal decidiu fotografar suas respectivas rotinas e unir as duas realidades. O resultado foi incrível e super romântico! Você pode encontrar as fotos aqui.
3.    Lee Hyori e Lee Sang Soon
Lee Hyori, uma das maiores divas do Kpop, enfrentou muitos aborrecimentos até conquistar o seu final feliz. Desde que o seu relacionamento com o guitarrista Lee Sang Soon foi anunciado, a mídia e os fãs bombardearam o casal com críticas, alegando que ele era “feio demais” para Hyori. Ela fez questão de esclarecer o motivo de ter escolhido Sang Soon: “Ele não é ganancioso, o mais importante para ele é sua própria felicidade. Ele vive com o que tem, seja muito ou pouco. […] Eu pensei: essa pessoa prioriza felicidade e realização em vez do dinheiro”.
Os dois artistas tornaram-se próximos quando gravaram um álbum para apoiar e ajudar animais abandonados. Após o casamento, em setembro de 2013, Hyori mudou-se para a Ilha Jeju e hoje vive feliz ao lado do marido e seus cinco cachorros, Soonshim, Mocha, Hope, Goo Ana e Suksam, e os dois gatos Mimi e Soon.

4.  Ji Sung e Lee Bo Young

Sabe quando você prepara todo um discurso para se declarar para a pessoa, mas o resultado não sai como esperado? Isso não foi problema para Ji Sung. O ator de Kill Me, Heal Me e a atriz de I Hear Your Voice se conheceram em 2004 no set de Save The Last Dance For Me, da SBS. Ji Sung se declarou para Lee e insistiu durante três meses, para que ela saísse com ele até que ela finalmente aceitou.
Segundo a atriz, seu futuro marido a perseguira durante o talk show Healing Camp. “Quando eu saí com meus amigos, Ji Sung disse que iria se juntar a nós. Naquele dia, ele escreveu um bilhete e colocou na minha bolsa. Estava escrito ‘Eu gosto de você’”. Ela o rejeitava porque não queria namorar um ator, mas ele havia prometido que desistiria da sua carreira por ela. “Eu fui enganada!”, ela brinca.
5. Song Seung Hun e Liu Yifei
Coreia e China podem até manter algumas rivalidades, mas nada disso se aplica quando o assunto é amor. O ator coreano Song Seung Hyun e a atriz chinesa Liu Yifei confirmaram o relacionamento durante uma entrevista em que Song Seung Hun afirmou: “Honestamente, eu não sou uma pessoa gananciosa, mas assim que eu a vi eu percebi que queria tê-la para mim”. O casal conversa em inglês e afirma não enfrentar qualquer barreira linguística.
6.    Jung Joon Ha e Nina Yagi
Já imaginou encontrar o amor da sua vida dentro de um avião, durante uma viagem? O comediante Jung Joon Ha pode até não ter sonhado com isso, mas foi exatamente assim que ele conheceu sua esposa. Encantado pela beleza da aeromoça japonesa Nina Yagi, Jung Joon Ha pediu seu e-mail e acabou casando-se com ela em maio de 2012. Em março de 2013, eles tiveram seu primeiro filho, Ro Ha.
7. Tablo e Kang Hye Jung

Já parou para pensar que, talvez, você já tenha encontrado sua alma gêmea (mais de uma vez, inclusive), mas não percebeu que aquele seria o grande amor da sua vida? O integrante do Epik High e a atriz de Miss Ripley trocaram olhares pela primeira vez em uma loja de celulares, mas o segundo encontro foi ainda mais estranho. “Eu ouvi o álbum dele 1 Minute 1 Second e percebi que eu me identificava. Nós nos conhecemos através de amigos em comum. Ele me achava uma pessoa rude”, conta Kang.

Na mesma entrevista, Tablo explicou: “Bong Tae Kyu me apresentou a ela. Quando ela chegou, eu estava com outros atores. Ela foi um pouco rude e fria quando me cumprimentou”. Sobre o primeiro encontro, o casal lembra: “Quando eu estava trabalhando na minha canção “Fly”, eu fui a uma loja de celulares para comprar um aparelho. A moça ao meu lado estava colocando um protetor de tela em seu celular”. A atriz saiu da loja depois de alguém fazer uma brincadeira sobre o fato de ela estar colocando protetor em sua tela. Seu futuro marido ficou surpreso ao descobrir, só depois de ela ter ido embora, que a moça era Kang Hye Jung; ele era um grande fã da atriz.

8. Jeon Ji Hyun e Choi Joon Hyuk
Enquanto uns encontram seu grande amor do outro lado do mundo, outros o encontram a alguns passos de distância. A atriz de My Love From Another Star conheceu seu futuro marido na casa ao lado. “Nós crescemos no mesmo bairro, então nós já nos conhecíamos. Nosso relacionamento começou após sermos apresentados oficialmente por um amigo”, a atriz contou à imprensa antes do seu casamento em 2012.
Choi trabalha em um banco e é filho do designer de moda Lee Jung Woo. “Uma noite, ele disse que nós iríamos a algum lugar, mas não disse onde. Ele pediu que eu trouxesse meu passaporte. Eu o segui e, no fim, estávamos no aeroporto. Nós pegamos o primeiro voo para o Japão. No Japão, ele me pediu em casamento”.
9. Hani e Junsu
Durante o programa Radio Star, a cantora do EXID Hani contou que a sua história de amor com Junsu começou graças ao famoso hacker/programador Lee Doo Hee. “Eu conheci o Lee Doo Hee através do Dream Team e o Junsu era amigo de muitas pessoas da área de games e computação.
Um dia, Lee Doo Hee viu o Junsu assistindo um vídeo meu, e disse a ele que me conhecia. Junsu pediu para o Doo Hee me dizer que ele era um grande fã meu. Por fim, nós começamos a nos falar depois de eu assistir ao seu musical. O Junsu é uma pessoa muito respeitável. Dentre todas as pessoas que eu conheço, ele é a que emite a energia mais brilhante”.
10. Oh In Se e Lee Soon-kyu
O começo do namoro sempre é marcado por momentos felizes, mas nem todas as histórias terminam bem. Em 1949, Oh In Se, com 17 anos na época, e Lee Soon-kyu, com 19, se casaram e estavam esperando seu primeiro filho. No entanto, apenas 7 meses após o casamento e antes mesmo da criança nascer, o casal foi separado pela guerra – ele é da Coreia do Norte e ela do Sul. Em outubro de 2015, 65 anos após a separação, eles se reencontraram pela primeira vez em um evento na Coreia do Norte organizado pela Cruz Vermelha.
Apenas dois dias depois, eles tiveram que se separar novamente e é provável que nunca mais irão se ver. Durante o breve momento que passaram juntos, eles afirmaram que não pararam de pensar um no outro. “Eu não consigo dizer quanta saudade eu senti. Eu chorei tanto pensando em nós dois que não há mais lágrimas em mim”, afirmou Lee, que hoje está com 85 anos. “Vamos nos encontrar novamente depois da vida”, despediu-se Oh In Se. Você pode conferir o relato completo do casal e de outras famílias aqui.
11. Kong Pil Choi e Soon Ja Choi

A história do sul-coreano Kong Pil Choi, de 73 anos, e da norte-coreana Soon Ja Choi, de 71, é parecida com a de Oh In Se e Lee Soon-kyu. A diferença é que o casal permanece unido até hoje e vive há 42 anos em Recife. Sete anos após o término da Guerra da Coreia, o casal se conheceu em uma igreja evangélica, em Seul, e começaram a namorar. Na época, ele tinha 20 anos e ela, 18. Após algumas conversas, descobriram que ambos haviam nascido e morado no mesmo bairro e na mesma rua, em Shenyang, na China, quando seus pais se refugiaram no país durante a invasão japonesa à Península, entre 1910 e 1945.

Em 1963, casaram-se, e após um ano tiveram o primeiro filho. Kong, que era jornalista, foi transferido ao Brasil para trabalhar como correspondente do Jung Ang Ilbo [Diário Central da Coreia]. Atualmente, ela é proprietária de um restaurante de culinária coreana na capital pernambucana e ele é maestro, médico oriental e membro do Conselho Consultivo de Unificação Nacional das Coreias. Saiba mais sobre a luta de Soon Ja Choi para fugir da Coreia do Norte e toda a trajetória do casal no Brasil, aqui.

 

12.  Kim Jo Kwang Soo e Kim Seung Hwan

Como diz a tag em prol dos direitos igualitários, #lovewins. E tem sido assim para o casal KwangSoo, um diretor de cinema sul-coreano, e seu marido SeungHwan, representante da Rainbow Factory. Ainda que a união deles, que aconteceu em 2013, tenha sido tristemente marcada por um intruso, que invadiu e jogou lixo na cerimônia, a maior marca foi para o país. Foi a primeira cerimônia de casamento homossexual da Coreia do Sul.
Desde então eles lutam pela legalização judicial da própria união e abertamente apoiam a legalização do casamento gay na Coreia do Sul. KwangSoo declarou ao Naver “Eu continuarei lutando pela legalização do casamento gay.”
Conheça mais da história do casal aqui.

 

 
Por Erika Nishida
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