Turismo

Site coreano permite que você alugue um ‘oppa’ para passear pela Coreia

Se você é fã dos kdramas e é um kpopper apaixonado pela indústria de entretenimento coreana, com certeza já pensou em visitar a Coreia do Sul por pelo menos algumas semanas (ou morar lá), não é verdade?
A cultura coreana é realmente rica e o país todo é um verdadeiro ponto turístico, cada bairro possui um belo cantinho que deixa nossa curiosidade afoita para conhecer e tirar várias e várias fotos no local. Mas, além do passeio, e se eu te disser que você pode alugar um coreano por algumas horas para que ele seja seu guia turístico? E aí, que tal?

O serviço do Oh My Oppa que tem dado o que falar nas redes sociais. Oh My Oppa é um site que te indica pontos turísticos e as atividades que você pode fazer no local, tudo isso com um belo rapaz coreano ao seu lado, passeando contigo e explicando cada pedacinho de onde você resolveu conhecer.

O serviço não é apenas para estrangeiros, claro que um coreano pode alugar um oppa por um dia, mas o público alvo da empresa são os visitantes que vão conhecer a Coreia do Sul e se sentem muito sozinhos. Basta entrar no site e encontrar seu oppa favorito. Cada um é designado para um local (um que possua muita afinidade e conhecimento). O site ainda apresenta a rotina do passeio, deixando em aberto duas diferentes listas para que o cliente escolha.

Você pode, por exemplo, passear com o oppa Kihyun pela galeria da SM ENTERTAINMENT¸ ou dar uma volta de bicicleta pelo Rio Han com ele. Ou que tal visitar o mercado de Gwangjang e comer vários pratos, tradicionais da Coreia do Sul ao lado do William? Quem sabe ainda, aproveitar a noite em Gangnam, se divertir em fliperamas e ainda ter um jantar super-romântico com o Jake? No site há 8 oppas esperando para serem escolhidos, basta procurar o passeio e a companhia que mais te interesse.

Todos os passeios incluem uma bebida (café, chá gelado) ou um lanchinho. Caso você queira comprar mais alguma coisa, você precisa pagar do seu próprio bolso, mas seu oppa vai sempre te acompanhar.

Todos os oppas do site

Segundo o criador do Oh My Oppa, Sr. Lee, tudo começou em uma brincadeira, em uma conversa com os amigos em um barzinho, mas resolveram tentar, afinal tudo vale uma experiência. O serviço funcionou e atrai cada vez mais estrangeiros à procura de um oppa.

Quero alugar um oppa!

Antes de tudo, o site pede que crie um cadastro para colher informações pessoais, pois assim será possível prosseguir com o aluguel e receber o feedback do cliente. Em seguida, é preciso “reservar” o oppa no site, e só pode ser feito às quartas-feiras. Seleciona-se o rapaz escolhido e logo em seguida o dia e hora desejados. Após a escolha do encontro, o site redireciona para outra página: a de pagamento. Os preços variam de U$D60 a U$D70, aproximadamente 220/230 reais. O pagamento é feito via cartão de crédito internacional e logo um o comprovante do aluguel chega no e-mail. Pronto! Agora é só esperar a data do passeio.

Após o encontro é possível deixar uma “mensagem” ao oppa, fazendo com que a reputação dele aumente e que ele fique por mais tempo no site. Alguns dos rapazes estão disponíveis em 3 dias durante a semana, outros tem a agenda livre durante a semana toda.

Comentários dos usuários elogiando o Oppa escolhido.

Caso aconteça algum imprevisto no dia, o passeio pode ser cancelado, basta enviar um e-mail para a empresa, o processo de cancelamento e reembolso é iniciado.

Os oppas geralmente sabem um segundo idioma, mas Sr. Lee afirma que “por ser um serviço coreano, a maioria dos rapazes falam melhor em coreano”. Alguns oppas, porém, falam inglês, mandarim e até espanhol! A comunicação é importante pois os oppas são guias turísticos que vão apresentar os lugares, além de bater um papo amigável com a acompanhante.

Muito fofo, não? Para algumas pessoas pode parecer um absurdo a empresa lucrar em cima desse serviço, porém não é algo incomum. Nos Estados Unidos, por exemplo, há diversos aplicativos e sites de acompanhantes, existindo até acompanhante para o velório (já pensou?).

Oh My Oppa proporciona os sonhos das dorameiras e um divertido passeio com um simpático coreano. Afinal, não bastar estar na Coreia, é preciso conhece-la e nada melhor do que aprender mais sobre o país ao lado de uma ótima companhia, não é mesmo?

E aí, ficou com vontade de usar o serviço? Conta para gente aí nos comentários!

 

Por Isabela Marques
Fontes: Oh My Oppa e StraitsTimes
Não divulgue sem os devidos créditos.

Pontos mais visitados em Dezembro na Coréia do Sul

O mês de dezembro é um dos meses mais festivo do ano, o encerramento do ano traz os clássicos amigos secretos, reuniões com amigos, e as festas tradicionais. Além disso, é uma época que muitas pessoas tiram férias e tem a oportunidade de viajar para conhecer outros países.

E se você for uma dessas pessoas que irá para outro país neste fim de ano, ou em janeiro, e mais especificamente a Coreia do sul, nós da K-IN te indicamos os lugares mais visitados nesta época do ano.

Em dezembro na Coréia do Sul  acontecem diversos festivais de inverno, com isso muitos lugares acabam se tornando bons pontos turísticos para desfrutar o país, que está tão popular ultimamente.

No distrito de Boseong-gun, as luzes de Natal além de decorar lojas, casas e ruas, os campos de chás recebem um brilho especial.

Isto é devido ao crescimento maior das plantações, resultando nesta decoração natalina a outro nível. Então se você estiver em Boseong-gun, mais precisamente na Korean Culture Tea Park, por favor, não deixe de admirar as luzes tão especiais nos campos de chá.

Período: 16 de dezembro a 31 de Janeiro.

Korean Culture Tea Park – Fonte: Koronicles
Korean Culture Tea Park – Fonte: Koronicles

Agora se você está achando as luzes em Boseong-gun fantástica, ainda falta desembarcar no lindo jardim “The Garden of Morning Calm”, que só pelo nome tem algum lado mágico para você parar e admirar o quanto é belo. Situado em Gapyeong-gun, Gyeonggi-do, o jardim mágico dispõe de 33,000 m² com muitas luzes, que criam uma atmosfera mágica no parque. Para quem quiser curtir toda essa magia, o evento das luzes acontece até março de 2017.

Período: 2 de dezembro 2016 a 26 de março 2017.

The Garden of Morning Calm
The Garden of Morning Calm

Na Ásia, a maioria dos países celebram a virada do ano novo com festivais que celebram o nascer do sol, e na Coréia do Sul não é diferente. E esses festivais, conhecidos como “Sunrise Festivals”, acontecem em vários lugares do país sul coreano.

Você pode ir até Jeju-ido, que já é um dos lugares sul-coreanos mais conhecidos, mas precisamente em Seogwipo-si. No festival com nome de “Seongsan Sunrise Festival” nos dias 30 de dezembro a 1 de Janeiro de 2017, além de contemplar o nascer do sol, você poderá desfrutar de desfiles, danças típicas, fogos de artifícios e experimentar o delicioso tteokguk, a famosa sopa de bolinho de arroz, muito tradicional nessa época do ano.

Seongsan Sunrise Festival. Fonte: The Jeju Weekly.
Seongsan Sunrise Festival. Fonte: The Jeju Weekly.

O “Ganjeolgot Sunrise Festival”, localizado em Ulsan na costa sudeste sul coreana, é um dos mais populares para assistir o primeiro nascer do sol, reunindo tanto os sul-coreanos como os turistas. Na virada do dia 31 de dezembro de 2016 para 1 de Janeiro 2017 você poderá assistir a uma bela queima de fogos, comer o tteokguk e desfrutar de bosques de pinheiros e aldeias da região.

Ganjeolgot Sunrise Festival. Fonte: Korea Joongang Daily.
Ganjeolgot Sunrise Festival. Fonte: Korea Joongang Daily.

Ainda para os que querem desfrutar do festival nas praias sul-coreanas, uma boa opção é viajar para Gangneung-si, no “Gyeongpo Sunrise Festival”, na praia de Gyeongpo, uma das mais bonitas do país. Lá você poderá aproveitar além da beleza do nascer do sol no primeiro dia de 2017, os eventos regionais, com músicas e lógico a tradicional queima de fogos de artifícios.

Gyeongpo Sunrise Festival. Fonte: Korean Tourism Organization.
Gyeongpo Sunrise Festival. Fonte: Korean Tourism Organization.

Outra maravilha que acontece no país, e muito divertida, é o Festival de Pyeongchang, ou mais conhecido como “Pyeongchang Trout Festival”. Durante o fim do ano o festivel recebe diversos visitantes que poderão tentar a sorte ao fazer buracos no gelo para pescar, andar de trenó, e ter momentos memoráveis na cidade que será palco dos jogos de inverno 2018, Pyeongchang-gume.

Período: 23 de Dezembro 2016 a 30 de janeiro 2017

Pyeongchang Trout Festival. Fonte: Sweetravel Korea.
Pyeongchang Trout Festival. Fonte: Sweetravel Korea.

 

Pyeongchang Trout Festival. Fonte: Seorak Tour.
Pyeongchang Trout Festival. Fonte: Seorak Tour.

Bons esses são alguns dos lugares entre tantos, que você poderá aproveitar o último mês de 2016 com grande estilo na Coréia do sul. Mas o que importa é você conhecer, apreciar e ter boas experiências neste país. Aproveite!

Por Helô Oliveira
Fontes: 10mag e Visit Korea.
Não retirar sem devidos créditos.

[Crônicas da Coreia] Rio Han para os amigos e N Tower para os casais?

Para começar, gostaria de agradecer todo o feedback em nossas crônicas. É ótimo dividir essa experiência com quem compartilha do mesmo sonho. Se tiverem alguma dúvida ou algo que gostariam de saber, comentem para que possamos responder em nossas próximas vezes.

Quem não viu ainda, pode correr e conferir aqui minha primeira parte e aqui a parte da Naira.

Logo no primeiro dia na Coreia, já aproveitei para passear um pouco. Cheguei no aeroporto de Incheon por volta das 18h e no hostel por volta das 20h30, com muito custo, como você pode ter visto na primeira parte. Mesmo depois de praticamente 1 dia no avião, cheguei super animada e já queria sair vagando por lá. Fui jantar com um amigo em Hongdae. Hongdae é de longe o meu lugar favorito na Coreia, quiçá do mundo. Estava tão empolgada e lá era tão maravilhoso que nem senti o cansaço da viagem. Vou esperar para contar um pouco mais sobre esse bairro em uma próxima crônica.

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Em Hongdae

Cheguei em um domingo, véspera de feriado do conhecido “Memorial Day” (você pode ver mais sobre esta data aqui ) e as ruas estavam cheias de pessoas querendo se divertir e aproveitar a noite. Mesmo tarde, aproveitamos para estender o jantar e dar uma passada no Rio Han para beber umas cervejas, como nos dramas coreanos.

Durante esta viagem, voltei diversas vezes ao Rio Han, e em todas elas a paisagem nunca falhou em me impressionar. Caminhar às margens do Rio ou apenas sentar e relaxar traz uma paz inexplicável. Creio que os coreanos não sabem da sorte que têm em apenas ter acesso à esse lugar. Um lugar onde você pode fugir de madrugada pra ir lá refletir, entende?

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Apesar de ser 3h da manhã, haviam muitas pessoas praticando esportes, passeando com os cachorros, andando de bicicleta ou longboard, namorando, acampando com os amigos, etc. O mais engraçado é que não possui um “perfil” de frequentadores. Pessoas das mais variadas idades vão lá para esvaziar a mente e se divertir. Achei engraçado porque não havia polícia: “como pode um lugar tão movimentado de madrugada não ter segurança?” Depois entendi que era porque não precisava mesmo. A Coreia do Sul possui um dos menores índices de criminalidade do mundo e é considerada um dos lugares mais seguros para turistas.

A sensação de paz é tão gostosa e a Naira está aqui para concordar comigo, pois teve uma vez que dormimos na grama e não vimos o tempo passar (hahaha!)

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Ás vezes acontece de ter alguns cantores fazendo apresentações ali também, cheguei a ver aspirantes a rappers e algumas bandas undergrounds cantando ali durante a noite. Além disso, há algumas atrações como o show de luzes e um cruzeiro romântico, ideal para quem vai em casal (não foi o meu caso, estou só deixando claro LOL).

Para mim, esse sentimento de poder aproveitar a madrugada foi uma das coisas que mais me agradou no país. Não sei como é para vocês, mas sinto que “rendo” melhor de madrugada. Dá vontade de sair, de me exercitar, de fazer compras e senti que lá é bem possível, sem ter medo de ser assaltada. As lojas de conveniência ficam abertas 24h, e você também encontra alguns restaurantes e cafés abertos. O metrô fecha, mas os táxis não são tão caros e acabam sendo uma boa opção.

No meu segundo dia, já no feriado, tive a oportunidade de ir à N Tower, outro lugar maravilhoso em Seul. A N Tower, Namsan Tower ou Seul Tower como também é conhecida sempre acaba aparecendo em alguns dramas, creio que vocês já devem estar familiarizados com ela. O lugar já virou set de filmagem de dramas famosos como Boys Over Flowers e My Love From Stars e é onde tem aquelas árvores que os casais colocam cadeados simbolizando o amor entre eles.

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Apesar das mil cenas da N Tower em dramas, quando penso nela só lembro desse MV:

E eu estava tipo:

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Acabei indo antes de jantar e o lugar estava simplesmente LOTADO! Ficamos quase uma hora na fila para entrar, mas super valeu a pena. Tinha muitos turistas principalmente chineses e japoneses e bastante coreanos também. Vale uma observação: 98% casais e 1,98% famílias e 0,2% representando eu e meu amigo.

Se eu puder dar uma dica para quem for, seria definitivamente para não ir sozinho. Normalmente eu não ligo para fazer os passeios sozinha, mas creio que ficaria um pouco intimidada na N Tower. Só de entrar na bilheteria você já sente aquela atmosfera cena de drama romântico: a luz é baixa e até os bancos são em V, como se estivessem “quebrados” ao meio para que os casais fiquem mais juntos quando sentarem.

Lá o percurso é dividido, onde você paga mais conforme vai subindo e tem partes que você pode subir de elevador ou de escadas com centenas de degraus. Se o Rio Han tem a melhor vista quando se está no chão, a N Tower tem a melhor vista quando se está no alto.

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Além da vista maravilhosa, há também o museu de ursinhos, restaurantes, os “cadeados do amor” e o bondinho em que a Jan Di e o Goo Jun Pyo ficam presos em Boys Over Flowers. Também tem lojinhas com lembrancinhas de Seul.

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O lugar é tão lindo que não passa vergonha nem com as fotos do celular.

O ponto alto do passeio é o mirante 360º, bem no alto da torre. Você consegue ver Seul praticamente inteira e os arredores. As paredes são de vidro e no alto eles colocam alguns dos principais países e a distância em quilômetros de onde você está. É incrível, realmente indico todos irem.

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Conheça mais sobre o Rio Han e sobre a N Seoul Tower.

Acho que o título pode ser um pouco enganoso. Ambos os lugares são lindíssimos e não devem ser deixados de lado na programação da sua viagem. Vá e conheça tudo que puder!

Essa foi minha impressão de dois dos maiores pontos turísticos de Seul. Fique ligado em nossas redes e site, que vamos contar todas as nossas aventuras na Coreia, sem esconder nossas reais impressões sobre o país e seu povo.

Até a próxima!

Por Caroline Akioka.
Não retirar sem os devidos créditos.

[Crônicas da Coreia] A surpreendentemente calorosa recepção coreana

Os leitores que nos acompanham há um tempinho devem saber que duas de nossas colaboradoras foram à Coreia no começo do verão coreano (ou inverno brasileiro). Naira e eu fomos convidadas pelo Naver V Live App à assistir o showcase de comeback do EXO, com o álbum EX’ACT, em uma das mais maravilhosas experiências que já tivemos desde que começamos a nos envolver com o K-pop. E isso será assunto em um próximo capítulo.

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Pra quem não conhece ainda, me chamo Carol Akioka e tenho 23 anos, sendo 5 deles dedicados à KoreaIN Magazine. Trabalho como corretora de imóveis e cuido da revista nas horas vagas (ou seria ao contrário? haha!). Através dessa série Crônicas na Coreia, queremos passar um pouquinho das “aventuras” que tivemos nessa primeira viagem internacional da vida, ainda mais para um lugar tão sonhado por nós (e muitas vezes por vocês!).

Lembro que essa é apenas a minha opinião, de uma turista brasileira que passou duas semanas em terras coreanas, e que de forma alguma é a verdade absoluta. Pode significar que tive uma sorte incrível, então se tiverem dúvidas ou comentários, gostaria muito de ouvi-los.

Estaria tudo bem se fosse uma viagem planejada, porém soube da possibilidade da viagem num dia e no seguinte já estava embarcando sem saber direito onde ficar, o que fazer, onde comer. Para falar a verdade, mal sabia o que estava levando na mala, que tinha feito completamente de última hora.

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Mil malas, mas o que tem nelas?

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Uma dica importantíssima: Antes de comprar as passagens, verifique onde será sua conexão. A Coreia do Sul não exige visto de brasileiro até 90 dias com a finalidade de turismo. A princípio íamos viajar pela Korean Air, porém pouco antes de comprar vimos que as escalas dessa companhia são nos Estados Unidos. Para isso, íamos precisar de visto americano ou visto de trânsito, coisa que não tínhamos e que não iríamos conseguir em 1 dia. O responsável pela viagem foi super compreensivo e nos reservou outro voo, mas por não ter mais lugar disponível, eu e Naira fomos por companhias diferentes: eu pela Qatar Airways com escala no Qatar e ela pela Emirates com escala em Dubai. Ambos trajetos não exigem visto para brasileiros.

Outra dica: Vá confortável! O trajeto é mega longo e cansativo, quase 14 horas até o Qatar e mais 8 horas até a Coreia. Acho incrível que idols ainda cheguem animados quando vêm para shows aqui no Brasil.

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Imagem: Yes and Yes

Reservei o hostel enquanto esperava o embarque no avião. Simplesmente usei a mesma técnica que uso quando viajo nacionalmente: o mais barato e perto do metrô. Caímos em um tal de Kimchee Downtown Guesthouse, em Chungjeongno, na frente da estação. Apesar de escolhido às pressas (e do ótimo valor), aquele lugar tem algum tipo de “luz”, se me permitem assim dizer. As pessoas ali são ótimas! O ambiente é tão confortável que após 2 dias, já estava chamando de “casa”. O lugar era simples, mas aconchegante e com uma ampla área social.

kimchee

Lembro que um dia chegamos umas 4 horas da manhã e encontramos o pessoal cantando e dançando “Ai se eu te pego“, animadíssimos no hall. Outro dia que meu cartão foi bloqueado, fiquei quase uma hora no celular do gerente do hostel com o atendente do banco aqui no Brasil. Detalhe: quem me salvou e encontrou o número para ligar foi ele.
Este hotel tem um sistema legal, onde as pessoas podem ajudar na limpeza e na recepção e trocar por hospedagem. Vale a pena dependendo de quanto tempo você for ficar na Coreia.

Encontramos pessoas incríveis ali, coreanas e internacionais. Uma família filipina me chamou atenção. Duas irmãs e suas duas primas na faixa dos 14 anos viajaram com o pai e a avó até a Coreia para tentar encontrar o Seventeen. Elas tomavam banho cantando ‘Mansae‘ tudo errado… igual eu.

Uma das minhas companheiras de quarto era coreana e mora na Austrália há 2 anos. Voltou à Coreia para buscar uma documentação para tentar o visto permanente em seu novo país. Ela namora um chileno, que por um estranho motivo, a ensinou diversas palavras em português. Ela tinha o maior repertório de palavrões brasileiros que eu já vi em todos os anos de minha vida e acordava com Luan Santana no alarme. Graças à ela, encontrei um dos melhores lugares pra fazer compra em Seul.

Acontece que, apesar de adorar a Coreia e afins há quase 10 anos, minha fluência no idioma é praticamente ZERO, arriscando apenas no famoso “annyeonghaseyo” (e mesmo assim devo falar bem errado). E isso era assustador no início.

Cheguei no aeroporto sem ter ninguém para me receber. Ok que já era esperado, mas quando chega a hora, bate um certo desespero. Então estava eu ali, com praticamente 40kg de bagagem, tentando pegar o metrô.

Mais dicas: As cotações monetárias variam conforme o lugar que você vai. No aeroporto e em bancos, normalmente você paga mais taxa. Se puder, troque o mínimo necessário no aeroporto e depois procure casas de câmbio em Myeongdong ou Hongdae. Elas parecem suspeitas, mas lá é normal e dá tudo certo no fim.

Fiquei maravilhada com o transporte público coreano. O aeroporto já é integrado ao metrô, o que facilita bastante. Lá, você paga pelo trajeto, então você coloca onde está e para qual estação vai, que eles calculam o valor e emitem um cartão para você. ATENÇÃO: Você coloca o cartão na hora de entrar e na hora de sair da estação, então fique atento, porque quase joguei fora após passar a catraca.

Tem um cartão chamado T-Money, que você pode comprar por 2000~3000 won nas lojas de conveniência e pode carregar lá mesmo ou nas máquinas nas estações. Esse cartão pode ser utilizados nas lojas de conveniência, ônibus, metrô e táxis, ajuda muito ter e economiza tempo de comprar o passe toda vez que for se locomover de transporte público.

Coreanos estão sempre correndo olhando para seus celulares. Lêem webtoons, vêem dramas, assistem programas de variedades, respondem o kakao. Eu deveria estar com uma cara de desesperada no meio deles pra tentar não perder o ponto da baldeação. Arrastava duas malas no horário de pico, com o metrô cheio, mal sabendo pra onde ir. Um senhor pegou minha maior mala, subiu as escadas e a deixou lá em cima. Ele me ajudou, mas não tive tempo de agradecer.

Quando finalmente cheguei na estação certa, não estava conseguindo passar meu cartão. Um rapaz me ajudou a sair e ainda se ofereceu pra me ajudar com as malas até o hostel.

Na verdade as pessoas me ajudaram tanto naquele país, que se eu for citar todas as vezes, ficaremos aqui o dia inteiro, eu escrevendo e você lendo.

Me perdi no metrô e um ahjussi disse “follow me” e me levou até a saída certa, depois disso me recomendou alguns lugares que deveria visitar enquanto estivesse pelo país, com um inglês quebrado completamente adorável. Me senti verdadeiramente acolhida.

Raramente você vê alguém falando fluentemente inglês, então não tenha medo de arriscar no pouco de coreano que aprenderam em dramas e músicas, pode ser que te ajude. A frase “todo mundo fala inglês” não é verdadeira lá, da mesma forma que a expressão “coreanos são frios” também não é.

Coreanos são calorosos, à sua própria maneira. Não “brasileiramente” calorosos, mas “coreaneamente” calorosos, se posso assim dizer. Não são de abraçar, de beijar, de sorrir, de tocar. Porém, posso sentir verdadeiramente que gostam de ajudar. Eles não tentam falar seu idioma ou arriscar falando algo que não sabem como nós, no embromation. Eles falam devagar, no próprio idioma e com gestos. Não entendeu? Não tem problema, eles param o que estão fazendo pra te ajudar e te guiar. Passamos por isso na rua, no metrô, até na loja de conveniência pararam para me ensinar a fazer o tal do macarrão instantâneo no microondas e a desenrolar o kimbap triangular (não pensem que é fácil, o primeiro que tentei comer caiu no chão).

Esses dias passando pelo facebook, vi uma postagem de uma brasileira orgulhosa por ter dado uma de superior para cima de um gringo, que procurava o caminho do metrô no Rio de Janeiro. Esse tipo de coisa me faz pensar o quão ignorante podemos ser, sem saber nada por trás das necessidades daquela pessoa pedindo ajuda. Em minha primeira viagem ao exterior, pude perceber o tanto de pessoas boas que estão por aí, independente de esteriótipos e rótulos que colocamos nelas. Me surpreendi, e muito! É sempre bom saber que o copo ainda está meio cheio.

No próximo capítulo, a Naira vai contar tudo da visão dela, então esperem por isso!

Conte-nos suas experiências e dúvidas. E acompanhem conosco nas próximas semanas.

Por Caroline Akioka
Não retirar sem os devidos créditos.