Entretenimento

O Kpop sofreu grandes mudanças. E foi no ano de 2010! Você lembra?

Há 7 anos, 4minute fazia seu segundo comeback, assim como 2NE1 que não apenas era seu segundo comeback como também era seu primeiro álbum. Taeyang e GaIn lançavam pela primeira vez seus álbuns solos.

Foi também nesse ano em que a Hyuna lançou seu primeiro single solo. Kara era uma das top girl groups do momento junto com Wonder Girls. SNSD ainda eram 9 integrantes em super atividade, tiveram vários comebacks durante o ano inteiro. Lee Hyori fazia história com o álbum H-logic. SISTAR começava a chamar atenção do público sendo que foi nesse ano que ganharam seu primeiro prêmio. BoA fazia seu comeback coreano, depois de passar muito tempo apenas focando em atividades no mercado japonês.
B2ST ainda era B2ST, que agora é Highlight. JYJ (JaeJoong, YooChun e JunSu) faziam seu retorno após a separação do grupo TVXQ. Foi nesse ano que a IU virou a queridinha da Coreia com sua famosa música que atinge 5 oitavas.

O ano de 2010 trouxe ótimos comebacks, músicas e singles inesquecíveis que ainda fazem parte do repertório de muita gente por aí. Muitos grupos que estavam em atividade e hoje não estão mais e tantos outros que ainda permaneciam juntos e que infelizmente neste ano se separam.

Sete anos se passaram e parece que tudo isso aconteceu ontem. O tempo passa rápido demais e para os idols mais ainda. Relembre com a K-IN as músicas que mais escutamos em 2010!

 

Hyuna – Change

 

 CNBLUE – I’m a loner

 

SNSD – Oh!

 

Kara – Lumpin

 

T-ara – I go crazy because of you

 

SNSD – Run Devil Run

 

After School – Bang!

 

Bi Rain – Hip Song

 

Lee Hyori – Chitty Chitty Bang

 

F(x) – NU ABO

 

Super Junior – BONAMANA

 

Wonder Girls – 2 Different Tears

 

MBLAQ – Y

 

SHINee – Lucifer

 

2NE1 – Can’t nobody

 

2PM – I’ll be back

 

JYJ – Ayyy Girl

 

Psy – Right now

 

IU – Good day

 

Conheça mais hinos de 2010 na playlist abaixo!

Curtiu? Conta pra gente seus hinos favoritos!

 

Por Lorena Tarabauka
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Cenas em K-dramas romantizam a violência e constam em cartilha sobre abuso

Ainda que a gente ame assistir a kdramas, precisamos ter em mente sempre que a cultura coreana é patriarcal e infelizmente ainda muito machista. Em 2016, a Coréia do Sul pontuou 0.649 no ranking de igualdade de gênero criado pela Human Development Reports e ficou em 116º lugar. As estatísticas variavam de 0 a 1, sendo 1 a mais alta, representando a completa igualdade de gênero. Na mesma tabela, o Brasil pontuou 0.687, alcançando o 79º lugar.

Não quer dizer que todos os coreanos sejam assim, mas os roteiristas precisam de um tempinho para esquentar e prolongar a trama, fazendo com que algumas cenas que são transmitidas com uma música romântica fofa na verdade devessem ser alvo de preocupação. Ao desejar um “oppa” em nossas vidas, não devemos nos espelhar nesses comportamentos.

Seguindo a cartilha do governo brasileiro publicada no Portal Brasil sobre violência contra a mulher, listamos os tipos de abuso previstos pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que foi criada em 2006, como forma de proteção das mulheres contra qualquer tipo de violência. Essa lei fez com que os agressores tivessem prisão preventiva decretada ou pudessem ser presos em flagrante caso cometam qualquer ato ali previsto. Antes dela, os agressores podiam ser punidos com penas alternativas, como pagamento de cesta básica ou pequenas multas. A mudança no Código Penal brasileiro aconteceu inspirada na história da cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de homicídio pelo marido, que praticou abusos domésticos durante cerca de 23 anos.

“Aquele momento de drama asiático que você não pode ficar brava com um personagem principal por muito tempo não importa o quanto ele fique babaca” – “My Name is Kim Sam Soon”

Não pense que estamos falando apenas de agressão física, pois esse é um conceito simples de entender. Porém, existem tipos de violência que podem passar despercebidos por um olhar menos atento. Um dos mais comuns é também o mais popular nos kdramas: a violência emocional.

Imagine a situação: a protagonista é um pouco atrapalhada e não é tão bem sucedida no trabalho, apesar de se esforçar muito. Por causa disso, o seu par romântico, que geralmente é rico e com cargo de importância, a despreza, a chama de feia, incompetente e vive ofendendo tudo o que ela faz. Pareceu comum em algum kdrama que você já assistiu? “Personal Taste“, “My Name is Kim Sam Soon” e “Playful Kiss” são alguns exemplos nos quais a protagonista frequentemente tem a honra e a autoestima feridas.

“Não vou chamar Han Ji-eun de pássaro, galinha, pote de arroz ou aspirador” Em “Full House”, após sofrer um golpe, a personagem precisa trabalhar de empregada na própria casa, que foi comprada por um ator famoso muito mimado. Ele dá vários apelidos para ela, que precisa fazer até um “contrato” para não ser chamada dessa forma.

Que tal agora aquele personagem lindo que chega no primeiro dia de não-relacionamento e diz “Você é minha”? Depois, ele fica nervoso quando a vê simplesmente conversando com um amigo. Ele pode ler mensagens do celular, impedir que a personagem faça o que tem vontade ou que saia de seu domínio. Esse tipo de controle e opressão também é uma forma de violência sorrateira.

Cena retirada de “Scarlet Heart Ryeo”: “Sem minha permissão, você não pode me deixar”. Ao menos, era um drama de época, e a protagonista lutava contra isso.

Outro tipo de violência bem comum nos dramas, e felizmente muito criticado, é o famoso “wrist grab” ou “agarrar o pulso. O que é isso? Sabe aquela cena em que a personagem quer ir embora e seu par romântico (ou não) a segura pelo pulso e a obriga ficar? Isso pode ser considerado abuso físico, tanto quanto sacudir, apertar os braços ou arremessar objetos. Nesta categoria, um beijo roubado ou prensar uma mulher contra a parede também é considerado um abuso se isso for feito contra sua vontade.

Cenas de “Tomorrow’s Cantabile” / “Nodame Cantabile”, uma clássica luta pelo amor de uma mulher.

Por vezes, conseguimos notar um tipo de violência pouco comentado, que é a patrimonial. Entram nessa categoria: controlar, guardar ou tirar dinheiro de uma mulher contra sua vontade e reter documentos pessoais.

Em “Twenty Again“, por exemplo, a personagem tem a vida toda controlada pelo marido. Nessa história, o abuso não é tratado de forma romantizada e serve de exemplo sobre as consequências do machismo: Ha No Ra fica grávida bem jovem e o marido a leva para morar na Alemanha. Por ter vergonha de ter um filho da adolescência, ele a impede de conversar com as pessoas e a obriga a conviver em um mundinho restrito a sua própria casa. Ela não tem nenhum dinheiro e não pode nem voltar para a Coréia quando algo urgente acontece. Já adulta, ela é humilhada por ele por não ser uma mulher estudada e acredita ser sua culpa que o marido tenha arrumado uma amante. Ha No Ra depende financeiramente dele e, quando tenta ingressar em uma faculdade, ele não quer pagar. Quando finalmente consegue ir para a faculdade por conta própria, sofre todo tipo de preconceito: “será que essa ‘tiazona’ não vai cuidar da casa?”. Felizmente, nessa história, tudo isso é feito de forma crítica e a protagonista vai se descobrindo e libertando por conta própria, sem depender da felicidade em um relacionamento.

Tentando não entrar em spoilers, na trama percebemos um desabrochar completo da personagem, que ao entrar na faculdade, amplia seu mundo, resgata seus sonhos e entende que pode ser feliz por si mesma. Ha No Ra até tem um interesse amoroso, mas ela prioriza a descoberta do amor próprio e, com isso, um relacionamento mais saudável vira uma consequência. Como a personagem tem seus 40 anos, o drama é um ótimo exemplo de que nunca é tarde para começar a viver e virar o jogo.

“A partir de agora, só quero pensar em caminhos que eu possa viver com minha própria força”

No restante da cartilha são consideradas violência também: tirar a liberdade de crença religiosa, fazer a mulher achar que está ficando louca (o chamado “Gaslighting“, uma forma de contar os fatos de forma distorcida para mudar a percepção deles e colocar a culpa na vítima), expor a vida íntima do casal, forçar atos sexuais desconfortáveis, quebrar objetos dela, impedir prevenção a gravidez ou obrigar o aborto.

O problema de tudo isso ser retratado coberto por uma história romântica é que as personagens ficam perdidamente apaixonadas por um homem que não as trata bem, e que às vezes nem se esforça para mudar seu comportamento, deixando a mudança por conta da mulher. A ideia às vezes transmitida pode ser a de que se houver paciência e amor, todo homem, por pior que seja seu comportamento, poderá ser mudado, mesmo que, no processo, a mulher tenha que enfrentar problemas sérios de autoestima, aos poucos inserida em um relacionamento abusivo, no qual sofre violência sem notar.

 

Algumas medidas tomadas pela Coréia do Sul

Difícil é comentar sobre violência nos dramas sem falar sobre o caso da atriz Choi Jin Shil, que cometeu suicídio em 2007 após sofrer abusos repetidos do marido, o jogador de baseball Jo Sung Min, com quem teve dois filhos. A relação não pode ser feita de forma direta, mas ela, que foi considerada uma das melhores atrizes de seu tempo, denunciou publicamente os abusos, mas foi processada por sua agência por não “manter a decência” e perdeu. A Suprema Corte declarou que a atriz falhou em manter “a honra social e moral”. Seu caso inspirou uma lei em 2008 para que os filhos pudessem herdar o sobrenome da mãe.

 

Mas afinal, existe alguma instituição que combate isso? Na Coréia do Sul, há 12 anos existe, por exemplo, o KIGEPE (Instituto Coreano pela Educação e Promoção de Igualdade de Gênero, em tradução livre), que tenta ajudar na prevenção da violência doméstica e sexual. Seu trabalho é treinar pessoas em empresas, como a Samsung, para qualificar mulheres.

Também foi criado em 2001 um ministério para tratar a igualdade de gênero, o MOGEF, mas esse também passou por diversas polêmicas, primeiro por possuir a palavra “mulher” em seu nome, passando a significar algo como “Departamento de Mulheres”. Segundo uma notícia de 2011 do jornal Hankyoreh, mulheres criticaram o trabalho do Ministério da Igualdade de Gênero e Família pela demora em agir pelo direito das mulheres e também por ser omisso na controvérsia com o Japão sobre a estátua dedicada às mulheres de conforto. Em frente ao consulado japonês em Busan, existe um monumento de uma garota coreana simbolizando aquelas que foram forçadas a viver em bordéis militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul considerou a escultura inapropriada.

Na mídia, o MOGEF tem sido responsável por fiscalizar, censurar e banir conteúdos por eles considerados impróprios, entre eles MVs e músicas, obrigando grupos de KPOP a repensarem suas letras. Muitos desses banimentos são alvos de polêmica e entre os critérios já utilizados estão exposição de violência, menção de marcas famosas e sexualização de letras.

Para tentar alertar à população sobre as questões de gênero na mídia, a revista IZE em conjunto com a Anistia Internacional Coreana, fez um resumo perfeito das dez atitudes clichês de kdrama que são consideradas violência.

1. Puxar com força
2. Gritar e xingar
3. Levantar e carregar com força
4. Empurrar contra uma parede
5. Conduzir de forma violenta
6. Arremessar ou destruir objetos
7. Aparecer em sua casa inesperadamente
8. Anunciar a relação sem consentimento
9. Abandonar nas ruas
10. Beijar à força

A lista é tão precisa que chega a arrepiar. Quantas vezes não vemos uma personagem ser abandonada no meio da rodovia porque o protagonista masculino ficou irritado? Que tal os anúncios públicos de “ela é minha noiva/namorada” que acontecem como clímax de um episódio?

No entanto, personagens fortes têm aparecido, acompanhando o avanço da sociedade. Deixo novamente como recomendação o kdrama “Twenty Again” e também “Oh My Venus”, que já foi muito elogiado por fãs por sua protagonista forte e independente.

Da próxima vez que assistir a um kdrama, fique atento para os sinais de “close errado” da história e se você se identificar com qualquer um desses comportamentos dentro do seu relacionamento, busque ajuda na Delegacia da Mulher mais próxima.

Confira também a matéria sobre o papel das mulheres na sociedade coreana.

 

Por Juliana Butolo
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Por que cada vez mais agências e artistas investem em conteúdo próprio?

Quem se tornou fã de Kpop nos últimos anos sabe que a disponibilidade de conteúdo off stage e reality shows envolvendo grande parte dos seus idols favoritos tem crescido vertiginosamente. Isso porque as mais variadas agências estão criando seus próprios meios de trazer visibilidade para seus grupos e solistas através de seus canais oficiais e próprios, produzindo uma quantidade enorme de fotos, vídeos e muitas outras coisas. Elas informam e trazem entretenimento para os mais variados tipos de fãs. Mas, afinal de contas, por que cada vez mais agências de entretenimento estão investindo em produção e divulgação de conteúdos próprios?

Muito desta onda também pode ser explicada pelo aumento de debuts nos últimos anos no mercado coreano. Quando existem mais grupos no mercado de entretenimento, cada vez mais gente disputará espaço em redes de TV, Rádio e em canais oficiais na internet. Como muitos já sabem, espaço e visibilidade na mídia mainstream coreana custa muito esforço por parte do manejamento das agências de entretenimento o que, por consequência, também significa muito dinheiro gasto.
As redes de TV, por exemplo, não possuem espaço suficiente em sua grade para reality shows envolvendo nem mesmo uma pequena parcela dos mais de 30 grupos que debutaram em 2016, que já chegam competindo com as dezenas de grupos e solistas famosos. E é neste ponto que entram os investimentos das agências coreanas: criando conteúdos próprios em canais próprios cortam-se boa parte dos gastos e esforços que seriam dedicados a conquistar mais espaço nos grandes canais midiáticos, e a internet se torna uma importante aliada nesta empreitada.

Um bom exemplo que pode ser citado é o da BigHit Entertainment que, após as audições que resultariam na formação do BTS, no pre-debut, já mantinha contato direto com os fãs através de seus canais oficiais, com conteúdos que consistiam desde vlogs mais pessoais a covers feitos pelos membros.

 

Um dos vídeos mais recente da série Bangtan Bomb, em um dos canais oficiais do BTS.

 

Outro exemplo que pode ser considerado é o da SM Entertainment. A agência, nos últimos meses, anda investindo em vídeos mais pessoais de seus artistas, como pequenos vlogs e programas de variedades mais simples. A YG Entertainment também já deu seus passos em relação ao assunto ao contratar personalidades do ramo do entretenimento televisivo para compor seu time, como Ahn Young Mi e Yoo Byung Jae.

 

Ahn Young Mi, comediante contratada pela YG Ent.

 

E não são apenas as agências de entretenimento que estão dando seus passos em relação a produções próprias, muitos artistas, de forma independente, também aproveitam o poder da internet para divulgar seu trabalho de forma mais confortável, como pro exemplo Hoya, do grupo INFINITE, que abriu um canal pessoal no YouTube, onde posta vídeos de dança e covers para os fãs.

 

Hoya fazendo um cover de Kiss Me, de Zion. T, em seu canal pessoal.

 

O V Live, site e aplicativo vinculado ao Naver e dedicado 100% à interação entre idols e fãs via vídeo, também é um dos adventos que surgiram da necessidade de mais espaço para estes conteúdos. A parceria entre o V e as agências de entretenimento permitem que streams, eventos e outros tipos de conteúdo estejam disponíveis sem a necessidade do apoio ou domínio da mídia televisa, por exemplo. A abertura disponibilizada já inclusive começa a ir além, investindo em conteúdos extras para fãs que aderirem à assinatura premium do aplicativo.

Num mercado tão competitivo como o do Kpop atual, é preciso ir além dos estilos de divulgação comuns e trazer os fãs cada vez mais para perto de si, e tanto as agências como muitos artistas coreanos independentes percebem a necessidade de construir a relação com seu público de maneira mais próxima e dedicada sem ter a necessidade ou dependência das grandes emissoras coreanas.
Mesmo que estes canais ainda tenham sim o seu enorme peso no que diz respeito à visibilidade e divulgação, é bom saber que a internet é uma alternativa para que os conteúdos se tornem mais próximos e frequentes, ainda mais em um gênero como o Kpop, que fez da internet sua casa, num espaço onde a distância física pesa muito e cada conteúdo relacionado aos nossos artistas favoritos faz toda a diferença.

 

Por Jô Mesquita
Fontes: Allkpop, YGEntertainment, SMTownV Live.
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Soyul do Crayon Pop revela estar grávida e espera dar a luz esta semana

A integrante do grupo feminino Crayon Pop, Soyul, e o ex-H.O.T, Moon Hee Jun estão esperando o primeiro bebê.

Hoje a gravadora do cantor, Koen Stars, revelou: “Moon Hee Joon e o primeiro bebê de Soyul devem nascer esta semana, pedimos desculpas por não informar isto mais cedo. Agradeceríamos se vocês pudessem dar encorajamento e bênçãos às duas pessoas.”

A gravadora da Soyul, a Chrome Entertainment, confirmou: “É verdade que Moon Hee Jun e Soyul serão pais. Ela deve ter o parto esta semana, no entanto, também foi recente que descobrimos sobre sua gravidez.”

Ambos haviam chocado o público com a notícia do noivado inesperado em novembro de 2016. Eles realizaram o casamento em fevereiro e devem ter seu primeiro filho apenas 3 meses após o casamento. A notícia da gravidez de Soyul tem gerado furor entre os fãs, já que evidentemente casou grávida e levando a acreditar que possivelmente seja o motivo do matrimônio.

Por Amanda Soares
Fonte: Allkpop, Soompi
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NYTimes: “O que é preciso para uma banda de K-pop explodir na América do Sul?”

 

Que BTS é um fenômeno mundial a gente já sabe, mas ser notícia no New York Times e ainda por cima se referindo a América Latina pode ser novidade. O texto a seguir foi traduzido e adaptado do artigo do colunista da Billboard, Jeff Benjamin, para o NY Times, em que ele explana o sucesso que o grupo fez na sua passagem pelo Chile. O mesmo panorama pode ser visto relacionado com percurso do grupo pelo Brasil.

 

A mania musical da Coreia do Sul varreu a maior parte do mundo em uma tempestade, mas o Chile representa uma conquista improvável.

Se você estivesse assistindo a TV chilena em certa manhã de uma sexta-feira do mês passado, você teria encontrado uma cena surpreendente: a interrupção de um noticiário em nome do pop coreano.

A repórter da Chilevisión estava dentro do Aeroporto Internacional de Santiago, tentando o seu melhor para obter um vislumbre do BTS – uma abreviação para o termo coreano Bangtan Sonyeondan, ou “bulletproof boy scouts” em inglês – uma das bandas de k-pop mais famosas dos últimos anos, com concertos esgotados nas datas 11 e 12 de março no Movistar Arena, assim como todas as outras datas de sua turnê. Ela não conseguiu um comentário do grupo, mas seu cameraman conseguiu um bom take deles enquanto sua enorme comitiva passava com hordas de fãs gritando e carregando cartazes. Ela também encontrou uma jovem com sorriso reluzente que parecia estar à beira das lágrimas. “Valeu a pena esperar?”, perguntou a repórter. “Valeu”, a menina respondeu com voz rouca e feliz. “Esperei a noite inteira.”

O K-pop tomou a maioria do mundo em sua tempestade, mas o Chile representa uma conquista recente e um tanto improvável. Nenhuma das estações de rádio tradicionais mostravam qualquer interesse em tocar k-pop. Até agora, as importações musicais da nação tenderam a influências latinas – como reggaeton e hip-hop – ou pop americano. Então, há as impressões ecléticas caseiras como Mon Laferte (conhecida por seu mix experimental de blues e rock eletrônico), Camila Moreno (uma cantora e compositora de pop alternativo) e Gepe (uma cantora folclórica chilena de New Age que mistura, entre outras influências, música dos anos 60 e 70 dos Andes com pop eletrônico).

Então BTS e seus pares foram forçados a esgueirar-se através da internet. Um importante ponto de entrada foi a Coca-Cola FM, a gigante plataforma de rádio on-line do refrigerante, que é amplamente desconhecida para o público americano e popular no Chile, com uma audiência diária estimada em 40 mil pessoas. Toda sexta-feira, a rede gere um programa de K-pop apresentado pelo DJ chileno Rodrigo Gallina. A mídia social também tem desempenhado um papel tremendo: o BTS tem mais de cinco milhões de seguidores no Twitter e, até à data deste artigo, o BTS passou 22 semanas na 1ª posição no chart Billboard’s Social 50, que classifica a atividade global on-line das fanpages ativas dos artistas e músicas semanais. Uma conta do twitter dedicada ao BTS Chile, dirigida por três fãs, publica regularmente traduções em espanhol de artigos e notícias sobre a banda e os próprios posts da banda em mídias sociais. Alguns fãs chilenos se sintonizam diretamente com o popular aplicativo Vapp da Coreia, onde os artistas fazem transmissões ao vivo e que fãs de qualquer lugar do mundo podem participar e fazer perguntas (o canal do BTS tem mais de 4,7 milhões de seguidores).

A popularidade online da banda se tornou tão sólida no Chile que os promotores de turnê nem sequer se preocuparam com um impulso na mídia tradicional. Os fãs aguardaram fora da bilheteria da arena para comprar ingressos, que variou de 38 a 212 dólares, por até uma semana de antecedência. Todos os 12.500 ingressos para o que era suposto ser apenas um show, esgotaram em um recorde de duas horas.A velocidade dessas vendas nos fez começar imediatamente os preparativos para um segundo show“, diz Gonzalo Garcia, o CEO e fundador da NoiX Productions, que se concentra estritamente em trazer artistas asiáticos para o Chile e outros países da América Latina. Eventualmente, a NoiX publicou oito dias de anúncios impressos no jornal diário La Tercera, simplesmente como um agradecimento aos fãs que compraram ingressos.

Backstreet Boys, One Direction e Jonas Brothers tocaram no Chile, mas as boybands coreanas são um fenómeno recente, tendo começado a visitar o país apenas a partir de 2012. Antes do seu desempenho no mês passado, a BTS fez um show no Chile em sua última turnê em agosto de 2015, mas os promotores reservaram apenas metade do Movistar Arena. Nos meses que se seguiram, porém, a popularidade do grupo subiu rapidamente no mundo do K-pop – o álbum “Wings” foi o álbum mais vendido da Coreia do Sul em 2016 – com fãs em todo o mundo aparentando se conectar com o som cada vez mais refinado e mensagens esperançosas. “Falamos sobre nossa própria confusão e desordem mental o mais honestamente possível na música e [como] cresce conosco à medida que envelhecemos“, diz o líder da banda, Rap Monster. “Acreditamos que os fãs chilenos tendem a se conectar a esses valores.“, acrescentou.

Os gerentes deslumbrados da banda lutam para encontrar métricas adequadas para capturar a extensão da BTS Mania no Chile. Há dinheiro, é claro; Garcia diz que a venda de ingressos da série de concertos de dois dias deste ano “ultrapassou a marca de 2 milhões de dólares”, e esse número nem sequer inclui a receita da enorme quantidade de mercadoria do BTS (como um light stick de 45 dólares ou um ventilador de mão com os rostos dos membros impressos nele por 9 dólares) vendidos na arena. Para a gravadora sul-coreana do BTS, a Big Hit Entertainment, o mais notável é o engajamento on-line, que parece monitorado muito de perto. “Nós cruzamos as estatísticas dos canais de mídias sociais para confirmar o nível de lealdade da fanbase no país”, diz Yandi Park, um gerente de negócios da Big Hit. “Nós esperávamos ter boas vendas de ingressos, porque os promotores também estavam confiantes… mas não esperavam a lotação em minutos”. Depois, há as expressões orgânicas de fervor de fãs: em parques e locais públicos em todo o Chile, milhares de fãs começaram a se reunir com frequência para aprenderem juntos danças de K-pop.

Talvez a métrica mais impressionante, porém, também a mais alarmante, seja dos proprietários do Movistar Arena que disseram a Garcia que o público gritava sozinho durante os shows do BTS deste ano – ou seja, nos momentos em que a banda não estava sequer atuando – e atingiu o volume de 127 decibéis, bem além do nível de ruído em que a perda auditiva permanente se torna uma séria preocupação. O promotor relata orgulhoso como o mais alto já gravado na arena. “O público grita sozinho”, Garcia repete, uma nota de temor rastejando em sua voz. “Foi uma loucura.”

Tradução por Amanda Carolina
Artigo original: NY Times
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[Entrevista]”Os membros do BTS possuem charmes únicos.” – Diz SungDeuk, coreógrafo do grupo

O BTS veio ao Brasil pela terceira vez para realizar dois shows nos dias 19 e 20 de março, reunindo mais de 14 mil pessoas no Citibank Hall em São Paulo. O Bangtan passa por uma onda de sucesso na Coreia e no mundo, alcançando ótimos resultados de vendas internacionais e promove sua turnê mundial intitulada “The Wings Tour”. Uma das características dos ídolos sul coreanos é a coreografia sincronizada e de alto nível de dificuldade, que conquista dançarinos e covers continente afora.

A KoreaIN teve a oportunidade de conversar com Son Sung Deuk, responsável pelas danças do grupo. A conferência aconteceu no Café Together, localizado no Bom Retiro, onde logo após um café, fomos recebidos pela presença do diretor de performance da Big Hit e coreógrafo do Bangtan Boys. Ele, sempre muito simpático, respondeu às perguntas da imprensa com bom humor e sinceridade, onde abordou tópicos sobre carreira, a paixão pela dança, e claro, o próprio BTS.

P – Qual foi a primeira coreografia que você desenvolveu e para quem foi?
SSD – Há algum tempo na Coreia, houve um “survival show” onde através de um campeonato, sairia um campeão. Um dos meus primeiros trabalhos foi fazer a coreografia de um grupo participante, chamado “Hakdong Club”.

P – Como é sua rotina de estudos quando você não está trabalhando em uma coreografia?
SSD – Eu tento descansar o máximo possível e tento viajar bastante. Como meu trabalho gasta muita energia, eu tento recarrega-la descansando, viajando e fazendo workshops.

K-IN – O que você toma de inspiração para suas coreografias?
SSD – Eu tento me inspirar nas coisas do cotidiano. Tento também expressar ao máximo o significado da música, por isso me concentro bastante na letra. Vou pensando nas imagens.

P- Quanto tempo você demora para criar as coreografias e quanto tempo os artistas demoram para conseguir memoriza-la?
SSD – Se é algo bem rápido, a curto prazo, é uma média de 2 à 3 dias. Se é algo mais trabalhoso, é de 1 à 2 meses. Dependendo do nível de dificuldade da coreografia, o tempo para criação varia. Antigamente os artistas demoravam mais para “pegar” os passos, mas agora eles são muito bons e demoram bem menos. Para memorizar todos os movimentos, demoram apenas alguns dias. Atualmente demoram menos de 1 mês para conseguir realizar as danças sem nenhum erro.

 

 

P- No BTS, os meninos, especialmente na dance line (J-Hope, Jungkook e Jimin), têm estilos de dança muito diferentes. Como você lida com essas diferenças. Você tem que aproveitar tudo que os meninos têm a oferecer nestes diferentes estilos?
SSD – Não apenas a dance line, mas todos os membros do grupo possuem charmes individuais únicos. Quando eu crio uma coreografia, penso em cada um deles para que fique algo melhor em conjunto. Algo que encaixe com cada um dos integrantes.

P – Você já assistiu algum cover das coreografias que você já criou?
SSD – Sim! Eu vejo bastante! Sempre tento procurar no youtube os covers dessas coreografias. Pelo que eu sei, há muitos covers ao redor do mundo, bem mais do que eu imaginava. Algumas pessoas são muito boas. As roupas, os movimentos das câmeras, tudo tem uma qualidade muito grande. Eu fico muito agradecido por isso.

P – O trabalho dos coreógrafos coreanos está se tornando cada vez mais conhecido com o público e os fãs acabam acompanhando para conhecer melhor o trabalho dos artistas. Quais os principais desafios que você vê nessa profissão?
SSD – As performances apresentadas pelos artistas estão ficando cada vez mais importantes, então as pessoas que gostam de dança estão se aproximando mais do meu trabalho. O maior desafio é deixar o artista mais brilhante durante uma apresentação. Temos sempre que estar usando a criatividade para criar uma coisa nova, mostrar algo diferente.

K-IN- Você acha que para dançar é necessário talento inato ou esforço contínuo? Qual é mais importante?
SSD – Acredito que o talento é necessário. Você não consegue ser um bom dançarino apenas com as práticas. Treinando muito, você consegue dançar bem, porém existe um limite. Para ultrapassar esse limite, é preciso talento.

P- Você se diverte dando workshops? O que te motivou a começar com essa prática?
SSD – Fazendo workshops, tenho muitas sensações. Para eu me recarregar para meu trabalho, preciso viajar muito e descansar bastante. Através dos workshops, tenho a oportunidade de encontrar muitas pessoas diferentes e recebo muita energia delas. Recebo convite de diferentes lugares no mundo, mas infelizmente não consigo aceitar todos. Tento ir onde posso para compartilhar esses momentos.

P- Quais dançarinos você admira e tem como inspiração?
SSD – Eu gosto muito de todos os coreógrafos ao redor do mundo que fazem um trabalho incrível. Gosto de todos, mas especialmente Michael Jackson. Sempre que faço uma coreografia, tenho na cabeça os movimentos dele.

Sung Deuk ministrou 5 workshops de dança em São Paulo e todas as classes com inscrições esgotadas. Com talento de sobra, mostra que o sucesso do BTS é uma soma de diversas características marcantes, sendo as coreografias um ponto chave para uma performance incrível.

Por Caroline Akioka
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Por onde andam? O que fazem ex-integrantes de boygroups do K-pop – Parte 2

Cedo ou tarde os idols, muitos que ficaram famosos pelos seus grupos, partem para seguir sua carreira e seus desejos por conta própria, seja porque o grupo acabou, seja por ter saído do grupo.

Por esse motivo, sempre é bom, principalmente para os fãs do cantor ou do grupo, saber o que eles andam fazendo depois dessa saída. Alguns podem ter voltado a vida anônima e aos estudos, outros podem ter continuado na carreira do entretenimento de alguma forma, e em qualquer caso merecendo apoio por suas decisões.
A K-IN já mostrou alguns dos destinos de idols famosos e agora daremos continuidade para falar especificamente de alguns ex-integrantes de boygroups, tanto de grupos que deram disband quanto de membros que saíram de grupos ainda ativos.

 

U-KISS

Segunda formação do grupo UKISS com: Eli, DongHo, Alexander, Kiseop, Kibum, SooHyun e Kevin (esquerda para direita).

Conhecidos pela longevidade – com 9 anos de carreira – o U-KISS já passou por algumas mudanças em sua formação. Dos 6 integrantes da formação do debut, apenas 2 continuam no atual quinteto. Cada um dos ex-integrantes teve um motivo para sua saída, e também seguiram seus próprios desejos nas carreiras pessoais.
Dongho, um dos integrantes originais, saiu do U-KISS em 2013. Na época ele anunciou também que não seguiria a carreira de idol, mas manteve o gosto pela música, já que passou a atuar como DJ sob o nome DJ Rushin’ Justin, chegando até a ser convidado para tocar em clubes no Japão. Em 2015 Dongho se casou e no ano seguinte teve seu primeiro filho, Asher Shin, levando-o a ser o idol mais novo a se tornar pai, com apenas 22 anos na época.
Nos últimos meses ele tem voltado a aparecer na TV, incluindo uma aparição no Radio Star, da MBC, onde revelou que pretende voltar agora a indústria do entretenimento para poder sustentar sua nova família. No início desse ano ele chegou a fazer uma participação no programa The Return of Superman, junto com os atores Kim Tae Young e Park Kwang Hyun, ambos também pais, para um encontro entre pais e filhos.

A primeira mudança de integrantes do U-KISS aconteceu com o escândalo de quando a NH Media anunciou, em 2011, que trocaria 2 integrantes, Kibum e Alexander, por que os dois eram mais “fracos” em canto no grupo. Apesar do acontecimento, os dois não desistiram da música e continuaram carreira solo.
Kibum adotou o nome artístico de Allen Kibum e focou o começo da sua carreira solo no Japão, lançando lá seu primeiro single e participando de musicais, dramas e programas de variedade no país. Em 2013, ele voltou para a Coreia onde lançou seu primeiro single coreano, Longing. Após isso não houve muitas notícias dele no meio do entretenimento, mas em 2015 divulgou uma foto raspando o cabelo que sugeria que estar se alistando no exército.
Alexander seguiu rumo similar, iniciando a carreira de forma internacional. Ele começou lançando música no Japão, fez OSTs para dramas de Taiwan, China e Coreia, além de realizar showcases em Cingapura e Malásia. Também sem aparecer muito desde 2013, sua última atividade conhecida foi no drama Moorim School.

Quanto aos outros dois mais recentes: AJ saiu oficialmente ano passado, mas já estava passando por épocas de hiatus desde 2011, quando foi aprovado em uma universidade americana. Não existem muitas informações mais recentes sobre ele, mas o mais provável é que tenha decidido se focar no seu estudo em vez de continuar como idol. Já Kevin saiu apenas em março, quando seu contrato com a NH Media terminou, então ainda não é possível saber no que pretende seguir, mas em sua carta às KISSme (nome do fanclub) ele agradeceu pelo apoio dos fãs e falou que seguiria por um novo caminho agora.

 

MBLAQ

Em 2014, o quinteto criado pelo cantor Rain virou um trio quando Lee Joon e Thunder saíram do grupo para seguirem suas respectivas carreiras solo. Mais focado na atuação, o Joon hoje faz parte da Prain TPC, agência especializada em atores, e já estrelou em dramas e filmes. Sua performance em Heard It Through the Grapevine o rendeu 2 prêmios de atuação.
Thunder se equilibra entre a atuação (onde é creditado pelo seu nome real, Park Sanghyun) e a música. Ele chegou a fazer uma participação no drama Woman with a Suitcase, na qual Lee Joon era parte do elenco. Em dezembro de 2016, ele lançou sua primeira música depois da sua saída do MBLAQ. A faixa principal do mini-álbum, Sign, teve participação da cantora Goo Hara e no MV ainda contou com participação de sua irmã Sandara, ex-2NE1.

 

2AM

O grupo irmão do 2PM, 2AM, não teve seu fim decretado oficialmente pela JYP Entertainment, no entanto, 3 dos seus 4 integrantes saíram da JYP quando o contrato deles com a empresa expirou, apenas Jo Kwon continuou na agência, revelando que os demais integrantes decidiram seguir suas próprias carreiras.
Lim Seulong, que se juntou à agência SidusHQ, lançou sua própria música não muito depois disso, com dois singles ainda em 2015 e outro mais recente, em janeiro de 2017. Além disso, ele também fez OST de vários dramas, inclusive o mais recente, Uncontrollably Fond. Também seguindo a atuação, ele tem papéis frequentes tanto em dramas quanto em filmes.

Quem seguiu uma carreira similar foi Jeong Jinwoon, que hoje tem contrato com a Mystic Entertainment. De 2015 para cá ele participou de alguns dramas e programas de TV, lançou um single com versão tanto em coreano quanto em japonês e já tem comeback planejado para esse ano. Quando lançou seu single de 2016, intitulado Will, chocou um pouco seus fãs por causa da mudança do seu estilo. Na época ele falou que quando estava com a JYP ele quase não conseguia que suas músicas fossem aprovadas porque fugiam do estilo que a empresa queria para o grupo, predominantemente de músicas mais lentas e que podiam ser acompanhadas apenas de um violão. Agora, com nova agência, ele teve a liberdade de criar de fato a sua música no seu estilo próprio. Não a toa ele foi responsável pela produção e composição de todas as faixas do seu álbum.
E como um fato bônus, ele também namorou por mais de três anos a cantora Yeeun (conhecida também como Yenny ou Ha:tfelt), ex-integrante do Wonder Girls, mas o relacionamento teve fim em abril desse ano.

O caso de Lee Changmin é mais curioso. O 2AM, apesar de ter sido criado pela JYP, durante 4 anos foi responsabilidade da Big Hit Entertainment, já que eles tinham um contrato de co-produção do grupo. Em 2014, esse contrato se encerrou e a Big Hit ficou responsável apenas pelas atividades japonesas do grupo, enquanto a parte coreana ficou com a JYP, já que seus integrantes não renovaram com a Big Hit.
A exceção foi Changmin, que assinou novamente com a Big Hit para suas atividades solos, já que ele também fazia parte de um projeto chamado Homme junto do cantor Lee Hyun, ex-integrante do 8eight, grupo que era da Big Hit. Dessa forma ele havia continuado nas duas empresas, JYP e Big Hit, e nos dois grupos, o 2AM e Homme. Quando o contrato dele com a JYP expirou em 2015 junto com o dos outros, ele seguiu seus colegas e também não renovou com a empresa, ficando apenas com a Big Hit. Seguindo esse plano, a dupla Homme já lançou 3 músicas de 2015 até hoje – além das que já tinham desde que o projeto começou em 2010 – e Changmin também continuou com sua carreira de ator em musicais, ano passado estrelou a peça Romantic Muscle.

O único a permanecer na JYP, Jo Kwon seguiu estratégia similar. Em 2016 lançou um mini-álbum com músicas compostas por ele e estrelou no musical On a Starry Night. Além disso, desde cedo ele ganhou fama por se destacar nos programas de variedade, e continua bem ativo nesse campo, hoje sendo inclusive um dos quatro apresentadores do programa Golden Tambourine, que levou a diversão do karaokê para a TV.


Jo Kwon performando Born This Way da Lady Gaga no Golden Tambourine

 

SPEED

O antigo boygroup da MBK Entertainment, SPEED já surgiu de outro grupo, o CO-ED School, cuja outra parte formou o 5Dolls. Ambos os grupos também acabaram oficialmente no mesmo ano, em 2015. Por ser um grupo que já teve vários integrantes, e alguns ainda sem muitas informações depois do SPEED, vamos citar apenas aqueles que permanecem de alguma forma ativos na indústria do entretenimento coreano.
A maioria dos integrantes que continuaram ativos sairam da MBK, apenas Sejun anunciou que continuaria com a empresa, mas para seguir como ator em vez de cantor. Dentre os que saíram, Jungwoo mudou para a Maroo Entertainment, agência responsável por cantores e atores, abrindo mais oportunidades para sua carreira.

O rapper Sungmin também decidiu seguir como ator. Em junho do ano passado ele assinou com a agência Star Camp 202 e desde então já participou do drama Here Comes Love e também participou do especial de drama da KBS Legendary Shuttle, como um dos personagens principais. Recentemente participou de uma live da Star Camp 202 no V live, ao lado de companheiros da nova agência. Como curiosidade, ele continua bastante ativo no seu twitter, que ainda tem “speed” no seu nome de usuário (@speed_sm), ao contrário do que é mais comum dos idols trocarem o nome das redes sociais depois de sairem dos grupos.

Woo Jiseok, nome de nascença de Taewoon, foi o primeiro a sair do SPEED, quando o grupo ainda era ativo no início de 2015. Hoje faz parte da Million Market e atua tanto com o nome de Woo Taewoon, quanto com seu outro nome artístico ₩uNo. Irmão de Zico, do Block B, Taewoon continua gravando suas próprias músicas como rapper e participando de programas de variedade, chegando a competir nas temporadas 4 e 5 do reality show Show Me The Money, além de ter aparecido como convidado na terceira temporada de Unpreatty Rapstar. Hoje ele também atua como produtor musical de artistas de outras empresas. De 2015 até hoje ele foi co-compositor e co-letrista de músicas de grupos como Girl’s Day, Sonamoo, JJCC, 2EYES, MAP6 e Momoland.

Seguindo como cantor, Oh Sungjong, ou Taeha – como era conhecido no SPEED – saiu da MBK mas continuou fazendo a sua música, só que agora com novo nome artístico, IONE. No seu canal do youtube ele posta alguns covers feitos por ele e também suas músicas novas. Já lançou dois singles, Back e, o mais recente, Treasure.
Apesar dos caminhos diferentes não é de se surpreender que eles tenham mantido contato uns com os outros e apoiem suas carreiras. Pelas próprias redes sociais é possível ver a união, com uns seguindo aos outros e compartilhando postagens e projetos dos colegas.

Antigos integrantes do SPEED, Shin Jongkook e Woo Taewoon se divertindo juntos em março deste ano.

 

Por Paula Bastos Araripe
Fontes: koreaboo, allkpop, soompi, asianwiki, inspirekpop, amino, vingle, naver, mydramalist, melon, reddit, instagram, youtube, wiki.
Não retirar sem os devidos créditos.

06 casais de K-dramas que viraram namorados na vida real

A mídia e os fãs ainda está abalados, no melhor sentido, com a revelação do namoro entre Nam Joohyuk e Lee SungKyung, que foram o casal principal do k-drama Weightlifting Fairy Kim Bok Joo. Para a felicidade do casal, é possível ver inúmeros fãs dando seu apoio ao a eles por toda a internet (inclusive entre os brasileiros).
Mas a união real entre casais da ficção não é algo novo ou improvável. Listamos 06 casais que começaram o namoro durante as gravações de seus dramas e perpeturam a união.

Lee Chung Ah e Lee Ki Woo

Namorando desde 2013, o casal contracenou em Flower Boy Ramen Shop, onde se conheceram nos sets do k-drama em 2011. O ator levou 2 anos para chamar Lee Chung-ah para sair. O casal ainda está junto!

Goo Hye Sun e Ahn JaeHyun

A química entre o casal foi tão boa, que inclusive já se casaram em uma cerimônia privada, em 2016, cerca de 1 ano após começarem a namorar. Eles contracenaram em Blood (2015), e foi descoberto que namoraram por 1 anos após o k-drama estrear.

 

 

JiSung e Lee BoYoung

Após se conhecerem no set de gravação do k-drama Save The Last Dance For Me (2004), o casal apenas engatou um namoro 4 anos depois. A união se alongou para até 2013, quando se casaram e hoje cuidam de sua primeira criança, Kwak Ji Yoo.

 

Eugene e Ki TaeYoung

A cantora e atriz Eugene traçou seu destino com o ator Ki TaeYoung após co-atuarem em Creating Destiny (2009). Logo em julho de 2011 o casal oficializou os laços e tiveram o primeiro filho em 2015.

Lee ChunHee e Jun HaeJin

Indo contra qualquer crítica, o casal de 9 anos de diferença na idade, começou a namorar ainda em 2009, após estrearem o k-drama Smile. Casaram-se em 2011, mesmo ano que tiveram a primeira filha.

Han Ga In e Yun Jung Hoon

Talvez o casal mais antigo e duradouro desta lista. Se conheceram durante as gravações de Yelow Handkerchief, em 2003. Após 2 anos de namoro, se casaram em 2005 e nunca mais se separaram. O primeiro filho do casal nasceu apenas em 2016, após 11 anos de casados.

Bônus

Lee MinHo e Park Min Young

Durante as filmagens do famoso k-drama City Hunters (2011), as estrelas Lee MinHo e Park Min Young iniciaram um namoro após gastarem longas noites trabalhando juntos. Porém, cerca de 1 ano depois, eles preferiram terminar a relação devido à agenda ocupada de cada um. Desde 2015 Lee Min Ho é namorado da atriz e cantora Suzy (Miss A).

 

 

Por Naira Nunes
Fonte: Koreaboo
Não retirar sem os devidos créditos