Entretenimento

[Quiz] Você conhece os MVs do 24K? Descubra!

A boyband 24K fará uma turnê de fansign por diversas cidades brasileiras e um showcase em São Paulo. Em comemoração, criamos esse quiz para você testar todo o seu coração de 24U!

 

 

Por Naira Nunes
Fonte: 1theK
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Crítica: A Rede (Geumul) – 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

 

Novo filme do cultuado diretor Kim Ki-duk expõe as armadilhas ideológicas de uma Coreia dividida.

Helder Novaes (escritos, pesquisador e editor, formado em Letras, Artes e Cinema) nos traz mais uma crítica, desta vez o filme escolhido foi A Rede (Geumul), exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que trouxe mais de 300 filmes de diversos países. O filme nos encaminha para a questão: o que acontece quando um pescador norte-coreano fica a deriva e acaba no país do Sul? Confira a crítica logo abaixo.

 

Em A Rede, exibido na 40ª Mostra de São Paulo, Kim Ki-duk muda seu estilo para contar uma história política, violenta e angustiante. Os fãs do aclamado e premiado diretor coreano (especialmente aqueles que ainda se lembram do poético Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera) certamente vão se surpreender com o estilo seco e objetivo de agora. Na trama, Nam Chul-woo é um pescador norte coreano que leva uma vida simples com sua mulher e filha. Até que um dia, por um descuido, sua rede fica presa ao motor do barco, que quebra e o deixa a deriva. O fluxo do rio, que separa as duas Coreias, acaba o levando para o Sul.

Resgatado do outro lado da fronteira, ele pede desesperadamente que o ajudem a consertar o barco e o deixem voltar para sua terra. Mas apreendido pela polícia sul-coreana ele passa por um intenso e brutal interrogatório que visa averiguar se é ou não é um espião tentando se infiltrar no lado capitalista e enviar informações ao seu país. Sem provas concretas que o incriminem, devolvê-lo ao Norte soa como derrota. Assim, sob a alegação de lutar contra a tirania, a ditadura e a lavagem cerebral que a população da Coreia do Norte recebe, tentam de todas as formas forçar a sua deserção, cerceando a livre escolha em nome de um teórico bem maior.

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O filme estabelece então uma espécie de jogo de espelhos, em que diferenças entre Sul e Norte cedem lugar a uma simetria de comportamentos e paranoias, uma vez que para o Sul é inconcebível um cidadão do Norte viver sob o regime ditatorial e não querer ficar na bem sucedida economia capitalista sul-coreana.

Com a “missão” de salvar e libertar o maior número de pessoas da tirania da ditadura norte-coreana, o lado Sul tenta de todas as formas obrigar Nam a desertar – e utilizando meios pouco democráticos de convencimento. A tentativa de cativar o pescador, mostrando-lhe a imponência e grandiosidade de Seul acaba sendo em vão. Se por um lado o camarada do norte fica impressionado com a riqueza capitalista, por outro lhe chama a atenção a pobreza em que outros vivem, o desperdício de alimentos e materiais.

Kim Ki-duk não toma partido, nem tenta levar o espectador a escolher um lado entre o norte e o sul, e por vezes procura mostrar que ambos os lados possuem mais em comum do que imaginam. Seu objetivo está em revelar o quanto o fervor ideológico é prejudicial, cega o bom senso e prejudica a vida de terceiros.

Apesar de algumas obviedades no enredo e um ou outro deslize, fatores que tornam o filme um pouco óbvio demais, A rede tem o seu valor, especialmente para aqueles que se interessam pelo tema político e a Coreia de modo geral.

 

Por Helder Novaes
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[Análise/Teoria] Os MVs do BTS estão conectados e explicamos tudo pra você – Parte 1

Você acha muita loucura dizer que todos os MV’s do BTS estão, de alguma forma, conectados? Se sim, vamos te mostrar pistas que te deixarão com a “pulga atrás da orelha”. Se não acha loucura, bem vindo a turma!

A princípio, No More Dream, o MV de estreia do grupo, não parece ter ligação com Danger e muito menos com o mais recente Blood, Sweat & Tears. No entanto, estes videoclipes montam uma storyline que nos conta a história do grupo, baseada no livro icônico Demian (Hermman Hesse), recebendo apoio do clássico O Apanhador do Campo de Centeio (J.D. Salinger), feita em ciclos e que tem mais um deles possivelmente “encerrado”, na mais alta categoria, com o lançamento do 2º álbum de estúdio [WINGS].

O trabalho de BTS nos apresenta a música em uma das principais intenções que a cerca: questionar. Desde o debut BTS impactou, trazendo o conceito, que posteriormente se mostrou muito maior que apenas um conceito, de jovens questionadores, que já havia sido julgado quando na voz de Seo Tai Ji & Boys, e aceito, quando sutil na voz de DBSK e outros grupos da segunda geração.
Ainda que não inovando, BTS trouxe uma roupagem atual e os holofotes para as questões sociais da educação coreana, que envolvem as inúmeras horas de estudos impostas aos seus jovens, e a necessidade eterna de se obter sucesso material, pregada por toda a sociedade (a discussão é longa e poderá ser abordada em um momento futuro).

Forever Young, Run, For You, I need U e o Prologue de I need U, estes music videos foram alvo de inúmeras análises e teorias, que inclusive já publicamos aqui na KoreaIN, antes mesmo de pensarmos em fazer essa análise geral.

Os 5 mv’s são integrados e trazem a narrativa das memórias recentes dos 7 garotos. Podemos perceber que talvez Jin e V sejam os principais personagens, a princípio sem percebermos as motivações. Os outros garotos  parecem compor a história, preenchendo as lacunas necessárias. V se destaca em I Need U, o primeiro MV, por cometer um assassinato e de forma subjetiva sabemos que ele pede ajuda para um dos integrantes usando o telefone. Entraremos em detalhes sobre estes MVs na segunda parte desta análise.

No More Dream, N.O., Boys in Luv, Just One Day e Danger constroem o primeiro ciclo de vida da boyband. Os três primeiros singles trazem letras que afrontam o sistema escolar e social coreano, além de narrar as mudanças na vida de um jovem em plena adolescência. Os garotos afirmam e reafirmam suas capacidades, sua coragem em seguir seus sonhos e principalmente a persistência em torna-los realidade. Boys In Luv e Just One Day são bem mais tranquilas, apresentando uma certa aceitação, afinal aparentemente está se aproximando o termino do período de estudos e os garotos já podem decidir sobre seguirem seus sonhos, em detrimento das longas horas de estudo.
O videoclipe de Danger por sua vez, se torna o elo de ligação da última era e a linha de narrativa que se segue com I need U, até Blood, Sweat & Tears. Os garotos já finalizaram seu período de estudos no colégio, mas agora são obrigado a crescer e enfrentarem uma vida adulta. E é aí que eles entram na busca pela salvação ou recuperação da infância.

O que nos motiva a esta análise são os videoclipes, toda a obra de videografia do BTS e colaboradores. Com o lançamento de um após o outro não se é possível coloca-los como partes que se completam, mas com as eras se findando, os cíclos se fechando, podemos perceber essas conexões e aproximações.

 

O MV de No More Dream talvez seja um dos mais sutis, sendo a canção em si sua principal força. A cenas são bastante simples e de cara já nos são apresentadas as dicotomias que serão bastante trabalhadas nos demais videos: claro e escuro, preto e branco, luz e trevas. Além disso, diversas pistas foram espalhadas pelo clipe, e só agora podemos coleta-las e conecta-las, entendendo seus motivos.

 

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Dando sequência a proposta do MV de No More Dream, os garotos seguem em sua luta contra a repressão escolar e a chance de se expressarem livremente, assim como decidirem suas próprias vidas. Dentro da proposta do BTS, o videoclipe se encaixa como parte da fase que os jovens precisam enfrentar para atingirem o amadurecimento, que será aprofundada nas obras seguintes.

 

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NOTA 1

Em dada cena do filme Matrix, o personagem Neo (Keanu Reeves) é obrigado a escolher entre tomar um pílula azul ou vermelha. Escolhendo a azul, Neo voltará à sua ilusória e superficial vida; se for a pílula vermelha, conhecerá a verdade que está por detrás do mundo que julga ser real. Ainda surgindo aí uma referência ao clássico Alice no País das Maravilhas e sua entrada em um mundo fantasioso pela toca do coelho.

Neo arrisca e opta pela pílula vermelha, que lhe permite a liberdade mental, conhecendo verdade por trás das aparências.
No videoclipe, o BTS é exposto apenas à pílula vermelha. Esse enunciado é o “start” para a discussão das dicotomias que constroem o “mundo real” e o “mundo ilusório”, levantando-se os primeiros embates de muitas leituras filosóficas e religiosas, que serão abordados posteriormente em outros MV’s do BTS.

Além disso, somos apresentados a outra condição humana: viver de forma dogmática e aceitar passivamente o que é imposto ou libertar-se e experimentar a vida através de outros tipos de conhecimento.

Essa dualidade é apresentada em diversas obras, além de Matrix. Em Alice no País das Maravilhas, como já citado, Alice é obrigada a escolher entre beber o líquido azul ou vermelho para sair da casa que é aprisionada; em O Mito da Caverna, de Platão, os homens precisam escolher entre viver no mundo das sombras, rodeados do que já conhecem, ou arriscar sua liberdade visitando o mundo exterior à caverna.

 

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Esse MV foi ambientado em uma escola com aparente situação de abandono. Os garotos já não aparentam ser comandados ou limitados a apenas estudar, trazem na verdade um ar de Bad Boys, do tipo que não liga para o colégio. É possível interpretar que talvez eles tenham saído de um colégio particular, no caso o do MV N.O. E foram transferidos para um colégio público, que não recebe os mesmos investimentos que o anterior. Aqui podemos perceber uma das primeiras referências ao livro Demian, que será fortemente referenciado na sequência.

O personagem Sinclair era estudante de escola particular, mas por vezes se envolvia com os garotos de escola pública, com destaque para Franz Kromer, que praticava bullying contra ele.

 

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Todo o MV de Just One Day é um jogo de dicotomia e uma brincadeira de luz e sombras. Ele vem como um complemento e conexão entre BOYS IN LUV e DANGER.

 

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Quando Danger foi lançado, inúmeras pessoas o julgavam como desnecessário, forçado ou até mesmo o desespero para um comeback. Entretanto, Danger nos traz as primeiras pistas claras das referências usadas dos livros citados na construção de toda a história.

 

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NOTA 1

O livro O Apanhador do Campo de Centeio, em tradução para o Brasil, surge como um complemento para o livro Demian, abordando temas do universo adolescente como: confusão, angústia, alienação, linguagem, rebelião, identidade e pertencimento.
Ambas as personagens dos livros mostram explicitamente seus embates em abandonar a infância e encarar a vida adulta, levando a adolescência como o momento em buscar o auto-conhecimento.

NOTA 2

TaeHyun (V) se encarando no espelho e J-Hope enquanto dança, trás uma carga forte de alto julgamento, ainda nos lembrando no Mito de Narciso.

O dilema de narcisismo é resumido naquele que está condenado a permanecer prisioneiro do mundo das sombras ou libertar-se através do autoconhecimento e da capacidade de conhecer os outros, mas o preço é a morte simbólica do ego, para que possa nascer novamente para um novo Eu superior, profundo e sagrado, que em si oculta.

A sombra representa o que não conhecemos de nós mesmos mas que podemos ainda conhecer, tal como as nossas potencialidades que ainda não desenvolvemos. Também faz parte da nossa sombra o que mais detestamos em nós mesmos, e por isso tentamos esquecer ou reprimir de alguma forma. Para negar o que não gostamos em nós mesmos, projetamos nos outros. Quando refletimos no Narciso que vive em nós, nos confrontamos com algo sombrio, o medo da sombra, do diferente, do desconhecido, do que nos incomoda e que não queremos ver no outro.

 

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Com Danger, encerramos o primeiro grande ciclo dos MV’s do Bangtan Boys, assim como encerramos nossa primeira parte. Logo traremos a segunda parte desta análise com as teorias de MV’s, photoshoots, teasers e músicas.

Agora, queremos sua participação =D Qual o seu MV favorito do BTS? Pretende ler os livros utilizados como referência pelos garotos? Tem algo que você sabe sobre esses videoclipes que não viu aqui? Mostra pra gente!

Siga nossas redes sociais e aguarde pela nova parte: Facebook, Twitter,Instagram e Youtube.

 

Por Naira Nunes
Fontes: Demian por Herman Hesse, O Apanhandor do Campo de Centeio por J. D. Salinger, Unisalesiano, TeclaSap, De Frente Com os Livros
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Sabe como funciona os programas musicais coreanos? Entenda aqui

Transmitidos semanalmente, os music shows da Coreia do Sul são programas musicais nos quais cantores solo e grupos vão para promover seus lançamentos recentes e, através de uma série de critérios, concorrer a um título e troféu simbólicos a cada transmissão. Muitos destes shows também contam com estrelas do Kpop como apresentadores, colocando-os ainda mais próximos dos fãs, além de conceder a oportunidade aos fãs que estão na Coreia de ver os seus artistas favoritos performandovsuas novas músicas ao vivo.

Cada uma das grandes redes de transmissão coreanas tem seu próprio music show, sendo eles, atualmente: Music Bank, Inkigayo, M Countdown, Show! Music Core, Show Champion e The Show.

Logo oficial do Music Bank.
Logo oficial do Music Bank.

O Music Bank vai ao ar todas as sextas feiras a partir das 17 horas e é um dos primeiros programas musicais que trabalha com o formato dos music shows. O programa faz parte da grade de programação da KBS e é transmitido desde 1998. Os critérios para vitória no incluem a quantidade vendas nos charts digitais (65%), vendas físicas de álbuns (5%), número de vezes transmitido apenas na KBS (20%) e escolha dos telespectadores (10%). Dentre os maiores ganhadores da história do programa estão nomes como Girl’s Generation, BIG BANG, TVXQ e PSY.

Lembrando que o Music Bank teve, inclusive, uma de suas edições especiais sediadas aqui no Brasil, durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, e que contou com a presença de SHINee, CNBlue, INFINITE, MBLAQ, B.A.P, Ailee e M.I.B.

Edição do Music Bank sediada no Rio de Janeiro, Brasil

 

Nova logo do Inkigayo
Nova logo do Inkigayo

No ar desde 1991 e transmitido oficialmente pela SBS no domingo a partir das 12h10 , o Inkigayo foi primeiramente transmitido sob o nome de SBS Popular Song, passando por algumas entradas e saídas da grade de programação da SBS até adotar o nome e formato que existe hoje. O programa leva em consideração na composição da sua nota de premiação as vendas digitais (55%), visualizações nos canais oficiais (35%), vendas físicas de álbuns (5%), notas dos telespectadores (5%) e votos ao vivo (este último se aplica apenas àqueles que foram nominados ao primeiro lugar e constitui 10% da nota final).

Mesmo sendo o mais antigo dos programas musicais a se manter no ar até a atualidade, o Inkigayo também teve seus problemas e controvérsias, a exemplo as recentes críticas ao programa após o banimento por tempo indeterminado do grupo BIG BANG, ocasionado pelo não comparecimento de todos os integrantes (G-Dragon e TOP faltaram por conta de uma gravação de MV) na transmissão e no recebimento do prêmio de primeira colocação enquanto promoviam a faixa LOSER.

Dentre os maiores ganhadores do programa estão o próprio BIG BANG e os veteranos g.o.d e Shinhwa.

Última performance e vitória de Big Bang no Inkigayo

 

Atual logo do M! Countdown
Atual logo do M! Countdown

O M!Countdown é produzido pela parceria entre CJ&M e Mnet, indo ao ar todas as quintas-feiras a partir das 18h. O programa tem como critério o julgamento de notas baseado em vendas digitais (50%), vendas físicas de albuns (15%), nota de mídias sociais (15%), nota de popularidade (10%), nota da transmissão (10%) e votação em tempo real na transmissão (10%).

O music show tem o formato de chart desde a sua primeira transmissão, no ano de 2004, e traz sempre dois candidatos ao primeiro lugar, a ser apurado no fim do programa. Trilhas sonoras não podem concorrer ao primeiro lugar do programa e qualquer artista que tenha ganho três vezes consecutivas (ato conhecido como Triple Crown) será retirado da disputa da semana que se seguir, mesmo que tenha números suficientes para ganhar. Os grupos que mais ganharam no formato de triple crown do M!Countdown foram os colegas de gravadora EXO e TVXQ, com quatro músicas cada.

https://www.youtube.com/watch?v=gZ6R7RMAps

EXO registrando um triple crown ao promover Growl

 

 

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Transmitido desde 2005 pela rede MBC, o Show! Music Core vai ao ar todos os sábados, a partir das 15h30 e, assim como o Inkigayo, teve uma série de outros nomes e mudanças no formato até se tornar o Music Core, sendo Live Music Camp; seu último nome antes do atual.

O programa utliza como aspectos de avaliação para determinar o ganhador da semana as vendas digitais somadas às vendas físicas (60%), pré voto docomitê dos telespectadores (15%), visualizações dos clipes (10%) e voto ao vivo (15%). Até o momento, EXO, Beast e Apink são os maiores ganhadores da premiação.

Entre as controvérsias, o Show! Music Core já foi bastante criticado por confusões em seu sistema de votação, como ocorreu no ano de 2013, quando Infinite, Lee Hi, Davichi e K.Will eram candidatos ao primeiro lugar. Devido a um erro na apuração, K.Will foi erroneamente anunciado como vencedor e, quando estava prestes a fazer seus agradecimentos, foi anunciado o erro e o cantor teve de devolver o troféu, que foi concedido ao grupo Infinite.

Momento do Show! Music Core no qual ocorre o erro entre K.Will e Infinite

 

Show Champion

Transmitido pela MBC Music, um divisão da MBC, o Show Champion entra no ar toda quarta feira, a partir das 19h e não tem um formato muito diferente do Show! Music Core. Após algumas idas e vindas e reorganizações no sistema de eleição do primeiro lugar, o sistema adotado agora para definir o Champion Song considera as vendas digitais e streaming (50%), votação online (15%, calculado pela MelOn), vendas físicas (20%, calculado pela Hanteo) e avaliação de experts musicais da MBC (15%).

Desde a sua primeira transmissão, no ano de 2012, os maiores vitoriosos do music show foram EXO, SHNee, 4Minute e CNBLUE.

 

 

The Show

Quase tão novo quanto o Show Champion, o The Show estreou no ano de 2011 e tem sua transmissão feita através da SBS MTV todas as terças, a partir das 20h. O programa traz um modo de votação um pouco mais aberto do que o dos outros shows: o The Show baseia 70% da sua decisão do vencedor em vendas digitais, sendo que 35% ficam por conta de votação via SNS, vendas digitais e físicas na Coreia e outros 35% ficam por conta dos mesmos aspectos, só que na China. Os outros 30% também são divididos entre Coreia e China, só que através dos SMS e Tudou.

Outro aspecto que é um diferencial do programa é uso constante de idols que também sejam fluentes em Chinês, já que boa parte da interação também se dá com os fãs chineses. Já entre os nomes que mais ganharam na história do The Show estão VIXX, GOT7 e Red Velvet.

Red Velvet conquistando a primeira vitória no The Show, com Ice Cream Cake

 

Os programas musicais sul coreanos se confundem com a própria origem e disseminação do Kpop, sendo uma alternativa não apenas para que os fãs da Coreia vejam seus ídolos de perto, mas também para aqueles que não estão tão perto e desejam ver seus grupos preferidos performarem. Estes programas também são de grande importância para os fandoms, pois é através deles que os grupos e cantores solo podem conquistar a sua primeira vitória e reconhecimento por seu trabalho duro.

 

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Ah! Nada mais emocionante que a tão sonhada 1st WIN

 

Mas e pra você, qual o seu music show preferido? Seu grupo favorto já conquistou um primeiro lugar? Se sim, parabéns, se não, não se preocupe, logo logo ele virá! Enquanto isso, nós da K-IN desejamos que vocês continuem acompanhando toda essa maravilha conosco!

 

Por Jô Mesquita
Fontes: Soompi, KBSAllkpopSBS, SeoulbeatsKpopstarz, Tumblr
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K-Pop em 2016 é todo sobre os anos 90: SHINee, I.O.I., SechsKies e mais

Com o veludo voltando à moda, um Clinton na corrida pela presidência dos EUA e um presidente destituído no Brasil, isso se parece muito com o que estava acontecendo nos anos 1990 – mas a Coreia está levando a nostalgia dos anos 90 além. Enquanto os grupos de ídolos estão tentando colocar as suas mãos na recriação do som da era, para os artistas coreanos mais populares, o retrocesso é muito real.

Apesar do K-pop pegar um monte de inspiração das boybands e dos girl groups norte-americanos dos anos 90, a recente virada em direção à década passada começou em Agosto com o último single do girl group I.O.I. “Whatta Man (Good Man)”, era uma atualização do single de Salt-N Pepa e En Vogue nominado ao Grammy em 1993, que por sua vez foi um retrocesso à Linda Lyndell “What a Man” dos anos 60. O videoclipe do single de I.O.I. se tornou um dos mais assistidos do K-pop em agosto, os fãs ao redor do globo assistiram ao dom delas de evocar os anos 90 com gargantilhas e mini-saias de couro.

Mas I.O.I. não foi o único ato a fazer um empréstimo de 1993 em agosto. CL sampleou Wu-Tang Clan “Method Man”, do mesmo ano, em “Lifted” e até mesmo destaca Method Man no videoclipe. O primeiro single de CL lançado formalmente para o mercado da língua inglesa “Lifted” atraiu bastante atenção, incluindo uma aparição no programa The Late Show With James Corden e recentemente a desembarcou na Billboard Hot 100.

Setembro, um tempo surpreendentemente quieto para o K-pop em comparação a como o mês é tipicamente agitado, viu-se pouco movimento sobre o ressurgimento retrô, mas o SHINee rugiu em Outubro com o melhor estilo das boybands dos anos 90 desde que o mundo viu o relógio bater meia-noite em 31 de Dezembro de 1999. A era soa amplamente influenciada pelos grupos mais recentes que o álbum 1 of 1, especialmente os títulos das faixas com a moderna tomada em new jack sing e New Kids on the Block style. 1 of 1 continua afirmando o SHINee como um dos atos mais inspiradores do K-pop e levou o grupo ao número 2 no chart World Album na semana de lançamento.

Mas enquanto a inspiração na era é uma coisa maravilhosa, os antigos fãs de K-pop tiveram um deleite na última semana vindo de dois dos atos mais emblemáticos dos anos 90.

No dia 3 de Outubro, o primeiro girl group popular do K-pop S.E.S. anunciou que irá retornar no próximo ano com um álbum para celebrar o seu debut em 1997. Quatro dias depois, a boyband SechsKies retornou após 16 anos com um novo single, “Three Words”. Parte da primeira geração de ídolos K-pop, SechsKies alcançou a fama rapidamente depois de lançar o seu primeiro álbum School Song e tornou-se o maior concorrente a “primeira boyband do kpop”, H.O.T., depois surpreenderam os fãs com a separação da banda em 2000 no auge da sua popularidade. “Three Words”, uma balada mid-tempo que difere agudamente do som e dança hip hop pelo qual o grupo era conhecido, principalmente durante o seu auge, acabaram reacendendo ainda mais a nostalgia dos anos 90.

Veja no vídeo de como a primeira geração de grupos do K-pop está em 2016.

 

Tradução por Guilherme Rosa
Adaptação por Naira Nunes 
Fonte: Billboard
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24K desembarca no Brasil para turnê em dezembro

O natal chegou mais cedo para as fãs do 24K! Pela primeira vez o grupo sul-coreano 24K aterrissará em solo brasileiro para turnê nacional de fansign. As cidades presenteadas foram: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo.

A primeira sessão de autógrafos do grupo será no dia 8 de dezembro no Rio de Janeiro, seguindo dia 9 de dezembro para Belo Horizonte, 10 do mesmo mês para Curitiba e por fim, 11 de dezembro em São Paulo, onde os fãs paulistas também poderão desfrutar de um showcase com os hits dos meninos.

Foram disponibilizados somente 300 ingressos para cada sessão de autógrafos, no valor único de R$125,00. E segundo a página da produtora, Highway Star, os ingressos já estão praticamente esgotados. Para a apresentação de São Paulo os valores começam a partir de R$100,00, tendo o benefício de meia-entrada para aqueles que fizerem uma doação de 1kg de ração para cães ou gatos.

Os ingressos já começaram a ser vendidos pela internet no site Sympla. Para São Paulo, além de poder adquirir no site, os ingressos foram vendidos na loja Asian Mix Store, no bairro Liberdade.

A turnê é obra da parceria entre a produtora brasileira Highway Star com a gravadora Choeun Entertaiment, com o intuito de promover o 24K e de dar a oportunidade para que outras cidades brasileiras recebam ídolos do k-pop.

O 24K é composto por sete membros: Cory, Kisu, Jeunguk, Hui, Kinhong, Hongseob e Changsun e são conhecidos por misturarem ritmos do hip-hop, eletrônica e o pop como nos singles “U R So Cute”, “Super Fly” e “Still 24k”.

Confira abaixo onde será cada uma das sessões de autógrafos:

24K WORLD TOUR IN BRAZIL
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RIO DE JANEIRO – RJ
Data: 08 de dezembro de 2016
Horário: 18h às 21h (entrada às 17h)
Local: Hotel Royal Tulip (Av. Aquarela do Brasil, 75 – São Conrado)
Classificação: Até 12 anos – apenas acompanhado de pais ou responsáveis legais.
A partir de 13 anos – desacompanhados.
Link do evento: https://www.facebook.com/events/1811547745758233/

BELO HORIZONTE – MG
Data: 09 de dezembro de 2016
Horário: 18h às 21h (entrada às 17h)
Local: Auditório da Universidade FUMEC (R. Cobre, 200 – Cruzeiro, esquina com Av. Afonso Pena)
Classificação: Até 12 anos – apenas acompanhado de pais ou responsáveis legais.
A partir de 13 anos – desacompanhados.
Link do evento: https://www.facebook.com/events/320152978346883/

CURITIBA – PR
Data: 10 de dezembro de 2016
Horário: 18h às 21h (entrada às 17h)
Local: Teatro Paulo Autran (Shopping Novo Batel, Piso C, Alameda Dom Pedro II, 255 – Batel)
Classificação: Até 12 anos – apenas acompanhado de pais ou responsáveis legais.
A partir de 13 anos – desacompanhados.
Evento: https://www.facebook.com/events/665346793630911/

SÃO PAULO – SP
Data: 11 de dezembro de 2016
Horário da Fansign: 15h às 17h (entrada às 14h)
Horário do show: 19h (abertura dos portões às 18h)
Local: (Rua Barra Funda, 969 – Santa Cecília)
Classificação: Até 15 anos – apenas acompanhado de pais ou responsáveis legais.
A partir de 16 anos – desacompanhados.
Evento: https://www.facebook.com/events/210202589402686/?active_tab=discussion

Valores dos ingressos restantes:

Fansign:
Fansign + Pôster: R$125 (valor único, sem taxa de conveniência)
Fansign + Pôster + CD: R$220 (valor único, sem taxa de conveniência)

Showcase:

Pista: R$100 (meia-entrada) / R$200 (inteira) (sem taxa de conveniência)
Camarote: R$130 (meia-entrada) / R$260 (inteira) (sem taxa de conveniência)

Ponto de venda físico exclusivo para o showcase em São Paulo:

Asian Mix Store (Sogo Plaza Shopping – Rua Galvão Bueno, 40 – Loja 101 – 1º Andar – Liberdade – São Paulo/SP), de segunda a domingo, das 9h30 às 18h.

Agora, conta para a K-IN o quão ansioso você está?! Porque a gente tá assim ó:

 

Saiba mais sobre o 24K:

Fancafe – http://cafe.daum.net/official24K
Facebook – https://www.facebook.com/CHOEUNENT.24K/
Twitter – http://www.twitter.com/24K__OFFICIAL
YouTube – http://www.youtube.com/choeunentofficial

Produção por Highway Star:

Site oficial – http://www.hwstar.com.br
Facebook – https://www.facebook.com/hwsproducoes
Twitter – http://www.twitter.com/followhwstar
Instagram – http://instagram.com/followhwstar
YouTube – http://youtube.com/c/playhwstar

 

Por Giovanna Akioka
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[Festival do Rio] Crítica: A dama de Baco (Jug-yeo-ju-neun Yeo-ja)

Helder Novaes é escritor, pesquisador e editor, formado em Letras (USP), Artes (Senac) e Cinema (Escola São Paulo), nos traz mais uma crítica estruturada e historicamente ambientada, dessa vez sobre o filme “A Dama de Baco”, do diretor E J-Young, um drama corajoso que expõe graves problemas sociais da Coreia.

So-young é uma idosa que vende serviços sexuais a aposentados em um parque em Seul. Esse é o ponto de partida do filme, cujo título vem da tática utilizada para atrair os clientes: oferecer uma garrafa de Bacchus – bebida energética bastante popular na Coreia – é o código para convidar os interessados em um encontro rápido. Ela não é a única, mas para o desgosto de suas colegas de profissão, é a mais procurada pelos solitários velhinhos. Uma das maiores economias do mundo, a Coreia tem grandes dificuldades em lidar com o outro lado do seu desenvolvimento acelerado: uma imensa população de idosos vivendo na pobreza, com aposentadorias que mal cobrem os gastos mínimos de sobrevivência, abandonados pelos filhos bem sucedidos, e que passam seus últimos anos de vida sem perspectivas e mergulhados na solidão.

 

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Os dias de So-young (proposital trocadilho com “tão jovem”, em inglês) não andam muito tranquilos. Uma gonorreia atrapalha seus serviços, a polícia constantemente realiza batidas nos motéis contra a prostituição, e um insistente documentarista tenta de todas as formas convencê-la a participar de seu filme sobre as “damas de Baco” – aqui temos um recurso interessante de E J-young, especialmente pelas negativas de So-young ao jovem cineasta, argumentando que ninguém se interessa por esse tipo de história. E seus contratempos só aumentam depois que ela leva para casa um menino filipino, cuja mãe é presa após um confronto com o ex-parceiro, que não quer assumir o caso extraconjugal.

Ela encara o desafio como uma obrigação. Em sua casa o pequeno e assustado Min-ho convive com um vizinho de uma perna só e uma transexual, formando um temporário e inimaginável núcleo familiar. O garoto é para So-young um reencontro com o seu passado: de um relacionamento com um soldado negro norte-americano teve um filho que, por falta de recursos, entregou à adoção.

 

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Paralelamente, So-young vê seus melhores e mais recorrentes clientes começarem a rarear e aos poucos os problemas desses seus conhecidos começam a entrar em sua vida. De alguém capaz de proporcionar momentos de prazer ela é inesperadamente alçada à condição de anjo da morte. Ela reluta esse papel, mas sente-se de alguma forma compelida a ajudar os velhos amigos a terminar suas vidas de maneira menos deprimente.

A atuação excepcional da veterana atriz Youn Yuh-jung, com quem o diretor E J-young já havia trabalhado em outros filmes, é um dos pontos altos do impactante A dama de Baco, que aborda de maneira sóbria e cativante temas delicados da sociedade coreana contemporânea.

 

Texto colaborativo por Helder Novaes
Contato heldernovaes@gmail.com

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[Festival do Rio] Crítica: Você e os seus (Dangsinjasingwa dangsinui geot)

Hoje termina o Festival do Rio, que apresentou uma mostra de filmes de diversas parte do mundo, entre elas a Coreia do Sul. O escritor, pesquisador e editor Helder Novaes, formado em Letras (USP), Artes (Senac) e Cinema (Escola São Paulo), nos traz uma crítica clara e direta sobre o filme “Você e os Seus”, do diretor Hong Sang-soo.
O mais novo filme de Hong Sang-soo, exibido no Festival do Rio 2016, apresenta um inquietante romance disfuncional. Youngsoo é um pintor com problemas em seu relacionamento. Sua namorada, Minjung, tem fama de beber demais e andar com outros homens. Todos os seus amigos comentam. Youngsoo discorda, mas reconhece que ela gosta de beber e alega tentar controlar o quanto ela pode beber. Desse cenário um tanto quanto insólito se estabelece a tensão inicial da trama e, embora Youngsoo confie na namorada e no amor que sente por ela, a fofoca o coloca em dúvida. Após uma discussão, Minjung pede um tempo na relação. Fosse um filme qualquer teríamos uma sucessão mais ou menos previsível de fatos e eventos, mas o cinema de Sang-soo não opera dessa forma. Somos levados a um jogo em que a cada cena uma dúvida é lançada. Porque na prática o que se vê são diferentes versões de Minjung circulando pela cidade à procura de amor, ou a mesma Minjung se metamorfoseando em outras em busca de um companheiro ideal.
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“O álcool atua, portanto, como um elemento chave…”

Homens reconhecem Minjung, de bebedeiras passadas – é importante destacar que a bebida exerce sempre um papel importante nas histórias de Sang-soo, seja para aproximar as pessoas, expor seus pensamentos ou tumultuar as relações – e em resposta a cada reconhecimento ela nega sua identidade, confundindo-os ao mesmo tempo em que os instiga a querer conhecer a mulher que se parece exatamente com Minjung. O álcool atua, portanto, como um elemento chave ao embaralhar as percepções, de Minjung que se transforma em outras, dos homens que creem reconhecê-la, e do espectador que não já tem a certeza se pode confiar naquilo que lhe é apresentado.

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Figura recorrente nos principais festivais do mundo, Hong Sang-soo é um cineasta com um estilo único e bastante diferente do cinema contemporâneo, trabalhando à exaustão temas do cotidiano e brincando com as personagens como se fossem marionetes. Cenas longas, com diálogos prosaicos e sem cortes, extraindo o máximo de cada plano.

Embora não tenha a mesma força de outros trabalhos, Você e os outros é uma comédia bem construída, capaz de prender o interesse do espectador com suas ironias e paralelismos.

Texto colaborativo por Helder Novaes
Contato heldernovaes@gmail.com

Fonte de imagens:  Festival do Rio
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