Teatro

[VLIVE] 3 espetáculos para conhecer os musicais coreanos e o canal V Musical

Antes mesmo de possuir qualquer acesso mais direto aos musicais, eles já me fascinavam. Com produções dignas da Broadway, o ramo de musicais vem crescendo na Coreia do Sul e ganhando o mercado. A inserção de k-idols impulsiona fãs a esgotarem em minutos temporadas inteiras, produtos são vendidos rapidamente e as premiações tem ganhado mais notoriedade.

Mas aos fãs estrangeiros restavam apenas os produtos e algumas apresentações vazados pelas plataformas de vídeo ou poucos trechos postados em sites oficiais. Eu mesma adquiri o álbum com canções completas do musical Elisabeth, o meu preferido. Porém, para aqueles que não conseguiram ir a Coreia do Sul e assistir um espetáculo ao vivo, desta que é a união de todas as artes, o Vapp veio mais uma vez acalentar nossos corações.

 

V Musical

Como o próprio nome diz, este é o canal dedicado aos musicais apresentados na Coreia do Sul. O streaming VLIVE se tornou mais uma mídia para o mercado musical, mas agora numa escala global. Entenda o aplicativo.

Depois de apresentadas ao vivo pelo streaming, os showcases podem ser repostadas pelo app (ou não), porém muitas voltam de forma compacta. Recomendo ativar as notificações e se manter logado.

Musicais estrangeiros

Se você gosta de musicais de qualquer modo, há musicais ocidentais sendo apresentados na Coreia do Sul. Muitos vem de temporadas longas e bem estabelecidas no exterior. Alguns disponíveis no Vapp são: Chicago (a cena do ventrículo é incrível!), Jekell & Hyde e Dream Girls, que já comentamos aqui.

As premiações são uma ótima forma de ficar por dentro do que foi apresentado na temporada. Os que fazem muito sucesso costumam voltar no próximo ano. Além disso, grupos musicais também são premiados.

EXO recebendo o prêmio no The 4th EDAILY Culture Awards
Na imagem, entrevista com o elenco de Death Note. O musical também disponibilizou outras lives, videoclipes e showcase.

Infelizmente um ponto ainda a se melhorar no aplicativo. Muitas legendas são inexistentes ou até mesmo mal traduzidas e atrasadas. Se você tem algum conhecimento de inglês, recomendo. Muitos musicais são versões de histórias estrangeiras e às vezes já conhecida, o que facilita o entendimento ou até a busca das traduções das canções na internet. De qualquer modo, a música pode conectar sentimentos por si só.

 

Se animou? Aqui vão algumas recomendações de 3 espetáculos para começar a utilizar o seu V Musical.

V.Musical x C-Jes Culture

Não se trata necessariamente de um musical, mas de uma série de apresentações de canções de musicais produzidos pela C-Jes Culture, uma das principais parceiras do VLIVE, e podem servir como um esquenta. “Loving You Keeps Me Alive”, do musical Drácula é cheia de sentimentos e as lágrimas brotam nos meus olhos toda a vez. Defying Gravity de Wicked, interpretado pela atriz Hye Na Park é de arrepiar e já “The Girl in 14G”, original de Jeanine Tesori e Dick Scanlan é mistura, horas doce, horas com toques de ópera e outras com um toque de jazz. São nove vídeos de apresentações individuais e um vídeo longo do show completo.

Showcase – Apresentações: 12345678 – 9

In the Heights

O musical In the Heights tem um elenco de estrelas, dê apenas uma olhada: Jang Dongwoo (INFINITE), Key (SHINee),  Luna (f(x)), entre outros. O musical tem um clima bem jovem e animado, com canções de rap e hip hop, além de apresentações de street dance no palco. A história trata de sonhos de imigrantes que vivem em Washington Heights, um bairro latino-americano da cidade de Nova Iorque. O musical foi a estreia do ator Seo Kyung Soo, Kim Sunggyu (INFINITE) e Chen (EXO). Você pode acessar o showcase aqui.

AIDA

Mais um musical adaptado da Broadway, com musicas de Elton John e letras de Tim Rice, tem todos os elementos de uma boa história, romance, aventura e um segredo. Quase um Romeu e Julieta centrado no Egito Antigo, a peça conta a história de Aida, princesa da Etiópia, capturada e salva por Radames, capitão do exército egípcio. Um amor que atravessa o tempo! As musicas são estilisticamente ecléticas, indo do reggae ao pop, com mistura de influências africanas e muita atenção a autenticidade histórica.

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Por Amanda Soares
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Estes artistas aumentaram a aceitação da Comunidade Gay na Coreia do Sul

O musical The Pride tem se tornando um bom caminho para a população coreana aceitar socialmente os gays. A mídia coreana tem o costume de se esquivar do tema homossexualidade, não apresentando situações, não discutindo. Esse tipo de abordagem contribuiria também com a desmistificação do termo “comunidade gay”, que para os coreanos é totalmente estrangeiro.

The Pride foi escrita por Alexi Kaye Campbell, em 2008, contando duas histórias de amor paralelas, entre 2 homens gays, Philip e Oliver. A primeira história acontece na Londres de 1958 e com um outro casal, de mesmo nome, em 2008. A estreia da peça na Broadway aconteceu apenas em 2010.

No dia 29 de março, em uma conferência de imprensa, o diretor Kim Dong Yeon falou um pouco sobre a produção.

"A história em 1958 é triste e dolorosa. Philip e Oliver perceberam com eles se identificavam, mas não podiam expressar isso honestamente. Agora, na Londres de 2017, os gays estão vivendo livremente e abertamente. O musical mostra como a história de Philips e Oliver navega por gerações completamente diferentes."

Kim Dong Yeon, diretor do musical The Pride

Segundo Kim Dong Yeon, The Pride quer poder educar os espectadores sobre como aceitarem suas diferenças ouvindo e crescendo com a história de outras pessoas, tornando o musical não apenas um retrato das dificuldades das minorias com diferentes orientações sexuais.

E este será o desafio entregue aos atores Lee Myung-haeng, no papel principal de Philip, Bae Soo-bin, Jeong Sang-yoon, Sung Doo-seop, Oh Jong-hyuk, que será Oliver, Jeong Dong-hwa, Park Sung-hoon, e Jang Yoo, que viverão as histórias.

É esperada uma resposta mais positiva do público para o musical, do que em relação à sua primeira temporada em 2014. A sociedade coreana tem se mostrado um pouco mais aberta em relação à comunidade LGBTQ. Um exemplo disto é a celebridade Hong SukChun, que foi a primeira a revelar abertamente ser gay, ainda em 2000. Como resultado, ele sofreu inúmeros ataques, principalmente online, e foi banido da indústria do entretenimento. Já em 2010, ele voltou à cena com um programa chamado “Coming Out”, que ajudava outros homens gays a se aproximarem daqueles que amavam. Uma prova de que o aceitamento, pelo menos midiático, tem crescido e a população aprendido e se tornado mais empática. Hoje SukChun faz aparições em diversos programas da TV coreana.

 

Por Naira Nunes
Fonte: Koreaboo
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Coreia do Sul recebe musical da Broadway com elenco 100% afro-americano

Os coreanos são grandes apreciadores dos musicais e que surpresa foi quando um musical com elenco totalmente afrodescendente estará em Seul este mês e nos dois próximos. Trata-se do espetáculo Dream Girls da Broadway.

O enredo é baseados nas aspirações e sucesso da música R&B como The Supremes, The Shirelles, James Brown, Jackie Wilson e outros; e segue a história de um jovem trio de contaras afro-americanas de Chicago, chamado “The Dreams”, que se tornam estrelas da musica.

Com elenco americano, a peça ficará em cartaz por três meses em Songpa-gu, na cidade Seul, Coreia do Sul. Em showcase transmitido para o V LIVE os vocais impressionaram tanto a apresentadora quanto o público. As canções foram apresentadas em inglês e assim devem se manter na temporada, devido à origem do elenco.

Cartaz da TOUR Korea do musical “Dream Girls”.

O elenco também se apresentou no programa musical I Can See Your Voice 4, na tradicional brincadeira de adivinhação os kidols tinham que adivinhar se as mulheres no palco eram membros originais do Dream Girls. No programa podemos ver o grupo Got7 tendo reações hilárias ao se impressionar quando elas começam a cantar. Somi (I.O.I),  Lee Sang Min, Jang Do Yeon, Jun (G.O.D),  Shindong e Leeteuk (Super Junior), entre outros artistas podem ser vistos no take.

É a primeira que o musical se apresentará na Coreia do Sul e desejamos muito sucesso!

Por Amanda Soares
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De Mozart à Dorian Gray: A consistente carreira de Kim Junsu nos musicais

Muitos k-idols tentam diversificar suas carreiras, sejam como modelos, apresentadores (MCs), atores de dramas, filmes e/ou musicais. Neste último caso, a procura de ídolos em musicais tem aumentado, e muitos produtores tem usado como um recurso para venda de ingressos. Entre os mais respeitados e populares não tem como não citar Kim Jun-su, cantor solo e parte do grupo JYJ e ex-TVXQ. Não apenas isso, mas ele foi um dos percussores nessa nova onda. Havia uma certa antipatia do público e do elenco por ídolos interpretando em musicais.

No dia 3 deste mês, aconteceu a estreia de seu sétimo musical pela produtora C-Jes Culture. Apesar de não termos acesso à peça por completo, já podemos notar um amadurecimento do cantor/ator no mundo dos musicais. E como se deu essa escalada? A KoreaIN conta para vocês.

 

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A leitura moderna de Mozart

Xia Junsu parecia a escolha perfeita para o papel – carismático e com uma voz poderosa, era o que essa interpretação de Mozart precisava. Apesar disso, ele havia recusado o papel duas vezes: “Eu não posso fazê-lo”, disse. Mas após insistência e ouvir a canção ‘Can’t Escape my Destiny’ ele se convenceu que deveria fazer o papel.

A peça traz a história da vida do compositor clássico Wolfgang Amadeus Mozart, da infância à morte, recriada em dois atos. As músicas misturavam estilos como pop, rock e clássico. A imagem de Mozart era despojada, com jeans rasgados e dreads.

É comum em musicais que possuem apresentações quase diárias existir a divisão dos personagens principais entre atores diferentes. Mozart também era interpretado pelo veterano Park Eun-tae, ambos se tornaram bons amigos e Park Eun-tae foi uma inspiração para Junsu.

Como seu primeiro musical, Junsu se concentrou nas emoções. Era tudo muito novo e pode-se perceber que ainda era algo que ele deveria se adaptar, se compararmos sua interpretação com Park Eun-tae. O cantor se deixava levar pelo “amor e dor”. Em ‘Golden Star’, por exemplo, ele vertia em lágrimas e com ele, o público. O musical foi um sucesso! Com estréia em 2010, os arranjos musicais são composições de Sylvester Levay, que ficou encantado com Junsu, e isso lhe rendeu o papel para a segunda temporada em 2011.

Não foram apenas os colegas e críticos que reconheceram Junsu, na premiação do The Musical Awards, Kim Junsu recebeu o prêmio de Ator Revelação, Melhor Ator Estreante e Estrela Popular. Mozart foi um papel importante na vida do cantor e lhe deu confiança para interpretar suas demais peças.

 

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Guerra e lágrimas em Tears of Heaven

Em dezembro de 2010, antes de estrelar Mozart! novamente, Kim Junsu participou da versão coreana do musical da Broadway: Tears of Heaven. A história se passa na Guerra do Vietnã e conta com um triângulo amoroso entre uma cantora vietnamita, uma empresário coreano, e um coronel americano durante a Ofensiva do Tet. Os cenários diversificam, indo de Seul para São Francisco.

Junsu interpreta Jung-Hyung, o jovem soldado coreano que se apaixona por Linh. As composições são de Frank Wildhorn (Drácula e Jekyll & Hyde, guarde essa informação). O musical também foi um sucesso, devido em parte claro por Kim Junsu e o elenco de ídolos pop, além de uma excelente publicidade. O cantor voltou a ganhar o prêmio de popularidade no Korea Musical Awards e The Musical Awards.

O crescimento de Junsu como ator em musicais era evidente, e ele foi muito elogiado por outros artistas, entre eles, a cantora Baek Ji Young, que declarou: “Eu acredito que eu vi um novo charme no Junsu, não como um dongseng, mas como um homem. Fiquei comovida com a sua capacidade de sempre exceder as minhas expectativas. O seu desempenho foi perfeito em todos os níveis, não só com a atuação, mas na música também.” Além disso, Tears of Heaven representa uma produção multicultural, que combina elenco local e equipe criativa estrangeira.

 

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Elisabeth, o beijo da morte e do sucesso

O ponto alto de sua carreira em musicais se consolidou na interpretação de Der Tod, a morte, no musical que conta a história de como ele se apaixonou por “Elisabeth, a Imperatriz da Áustria”. Nesta peça, uma das mais famosas do meio e que nunca foi interpretada na Broadway, a interpretação de Kim Junsu é única. Ele traz para sua personagem uma morte quase insana. O que mais louco poderia ser que a morte se apaixonando?

Sylvester Levay (Morzart) também fez as composições deste musical e mais um vez derramou elogios: “A capacidade de Kim Junsu para conduzir cada cena foi incrível, e sua interpretação de sua personagem era nada menos do que encantador. Ele é um ator que sabe o que significa a perfeição no palco.”

Logo na temporada de estréia, em 2012, era visível a entrega de Junsu ao papel. O famoso “beijo da morte”, em que Tod sela o destino do príncipe Rudolf com um beijo, mostrou o profissionalismo do ator e é uma das cenas preferidas das fãs. O cantor arrebatou alguns prêmios com sua atuação, no Korea Musical Awards foi escolhido como Melhor Ator e Ator mais Popular, este último prêmio se repetiu no The Musical Awards, sendo pela terceira vez seguida reconhecido pela sua popularidade.

O papel foi tão impactante para Junsu, que foi uma forte influência na criação visual de seu primeiro álbum solo, Tarantallegra. A popularidade do musical foi tanta que o cantor voltou a atuar no mesmo papel em 2013. Em sua nova versão Der Tod possuía cabelos pretos, como um pássaro da morte e sua interpretação foi ainda mais bestial. Com os ingressos esgotados em todos os dias, Junsu foi aplaudido de pé em cada uma das suas apresentações.

 

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December, frescor em dezembro

Um lado ainda não visto de Junsu, em December o cantor interpreta Ji-wook em uma esfera mais realística que permitia os espectadores se relacionarem com o personagem. Essa é uma história de amor que começa em 1992 e dura 20 anos, os personagens principais são dois estudantes que moram em casas de família.

Recheado de canções ao estilo ballad, December contou com uma curta temporada em 2013, o musical foi mais leve, mas não menos apaixonante.

 

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Drácula, revisitando a morte

Em território conhecido, Kim Junsu aceitou fazer o papel do famoso Conde Drácula. Esta adaptação para musical bebe mais na fonte do filme de 1992, que no livro original de Bram Stoker. A história retrata não apenas sua sede de sangue, como seu amor que dura centenas de anos, a dor da perda e o fardo da imortalidade.

Alguma familiaridade com Elisabeth?

Baseado num musical da Broadway, composto por Frank Wildhorn, o mesmo de Tears of Heaven. Nesta interpretação Junsu veio flamejante, adotou cabelos vermelhos para o personagem e a paixão à flor da pele, seus olhos vibravam de maneira quase sobrenatural. Ainda temos um Drácula sombrio, porém muito mais humano.

O musical foi a maior bilheteria do ano de 2014, e novamente o sucesso rendeu uma segunda temporada. Em 2016 Kim Junsu reviveu o Conde nos palcos. Neste ponto da carreira, Kim Junsu já é reconhecido como indispensável no mundo dos musicais, devido sua performance vibrante e grande vocal.

 

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Death Note e C-JeS Culture, novos desafios

A Coreia do Sul é um pólo de musicais, no ano são encenados mais de 180 peças do gênero, não contando musicais infantis ou educacionais. Com uma grande estrela nas mãos, a C-JeS Enterteniment enxergou um novo ramo para investimentos, abrindo a subsidiária C-Jes Culture, responsável por produções culturais.

Após Drácula, também da produtora, mais desafios, trazer o mundo dos animes aos musicais, uma prática já recorrente no Japão. Frank Wildhorn (lembram dele? Drácula e Tears of Heaven) ficou responsável por compor as músicas de Death Note, o musical do famoso mangá/anime homônimo. Kim Junsu trouxe uma interpretação peculiar do famoso detetive “L“. O clima do musical em si foi mais elegante que a versão japonesa, tendo menos preocupação com fidelidades estéticas.

Junsu como um bom fã da história pegou todos as manias do personagem, tendo ele mesmo pedido à sua agência para interpretar o papel. Hong Kwang-Ho, que no início ficou receoso por trabalhar com Xia, devido ele ser uma estrela de kpop, viu que as habilidades de Junsu provaram que ele estava mais que apto e seu preconceito desvaneceu.

 

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Dorian Gray

Com a recente estreia, ainda é cedo para se falar do Dorian Gray, musical baseado no romance de Oscar Wilde. Junsu retorna aos palcos do lado de Park Eun-tae, com quem esteve em Mozart e Elisabeth. A obra clássica conta a história de Dorian, que troca a juventude com seu retrato, onde a pintura que envelhece. Ao seu lado, Park Eun-tae atua como Lorde Henry Wotton, que ajuda Dorian a entrar num mundo de degeneração. Ambos representam o conflito entre a razão e a emoção.

Num cenário aristocrático, apesar de já visitado em outras peças, Dorian Gray traz uma narrativa densa e simbológica, o grande desafio para os atores será representar tantos conceitos e dualidades na peça. Mas com o sucesso descrito aqui por Kim Junsu, duvidam que ele seja capaz?

 

O amadurecimento e a escalada ao pleno sucesso foi algo em etapas, em Death Note ele ainda admitia ficar nervoso ao entrar no palco. Kim Junsu provou que se pode vencer o preconceito e acender as expectativas, abrindo caminhos para outros ídolos que desejam assim se tornar atores de musicais. Muitos colegas elogiam seu trabalho duro!

Apesar de não termos acesso às peças, parte dos musicais podem ser vistas em vídeos promocionais no youtube, e as musicas podem ser encontradas em álbuns dos próprios musicais, como Mozart!, Elisabeth e December, e em coletâneas do próprio cantor: Kim Jun Soo Musical Concert : Levay With Friends e Ballad & Musical Concert with Orchestra.

Por Amanda Soares
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Fontes: JYJ3, All Kpop, CrazyLoveTVXQ, Kpop Starz, C-Jes