Cultura

[Xiah Pop] A dinastia Tang e suas exóticas sobrancelhas

O continente asiático sempre foi famoso por seus rituais de beleza e segredos ancestrais para decorar seus corpos com belíssimos tecidos e jóias. No entanto, raramente paramos para pensar sobre sua maquiagem. A maquiagem em algumas culturas era um símbolo de proteção, pertencente a uma determinada etnia, uniões conjugais e até mesmo roupas militares.
No caso da China, cada área do rosto tinha um ritual específico e minucioso; toda mulher de grande posição econômica deu um longo período de tempo do seu dia para acompanhar as tendências em termos de formas, cores, texturas e acabamentos. Esta arte foi reconhecida por artistas de todo o mundo a partir da modernidade. Hoje vamos falar da Dinastia Tang, conhecida por suas sobrancelhas incomuns.

 

Dinastia Tang

A dinastia Tang existiu entre 618 d.c. e 907 d.c., foi governada pela família Li, que tomou o império Sui quando o mesmo caiu. Durante estes anos de império houve um enorme crescimento da população, economia, política e cultura. Neste período da história chinesa notamos um grande respeito pelos direitos das mulheres e suas posições econômicas e políticas. No entanto, era reservado (como você pode imaginar) a mulheres da alta sociedade. Não era o caso das mulheres pobres, que geralmente trabalhavam em zonas rurais, provavelmente na confecção de seda chinesa e na criação dos bichos de seda.

 

Período Zhenguan

Vamos começar com o período Zhenguan (627-649). Sua maquiagem em relação a sobrancelha é semelhante ou idêntica a da moda atual de sobrancelhas (seguindo sua forma natural). A maquiagem facial era mantida o mais natural possível, destacando um pouco as bochechas com blush rosado. Nota-se que na maioria das antigas maquiagens, as bases para pele eram pós-compactos ou não, extraídas de vários componentes naturais (que podemos até ver na maquiagem asiática de hoje).

 

Primeiro ano do período Linde (664)

 

Aqui as sobrancelhas ficam muito mais proeminentes, mas respeitando a morfologia da própria. Não se sabe muito sobre a maquiagem desse ano. Talvez algum batom vermelho tenha acompanhado este olhar. Fica a critério do espectador.

 

Primeiro ano do período Zongzhang (668)

 

Aqui claramente percebemos o afinamento e alongamento da forma das sobrancelhas. A maquiagem nesse período começa a tornar-se complexa, para mais tarde converter-se em uma modificação drástica do rosto. Contudo, neste mesmo ano, as sobrancelhas mudam de estilo pela segunda vez. Ficam mais retas e se aproximam do cenho, onde acabam apontando para baixo.

Primeiro ano do período Ruyi (692)

Durante este tempo é quando as sobrancelhas cobram um significado expressivo e artístico, uma vez que não dependem da forma natural. As mulheres começam a decorar os seus rostos com mais pedras e desenhos por toda a área, e rosa é colocado em toda a totalidade das bochechas e olhos.

 

Primeiro ano do período Wansui Dengdui (696)


Aqui as sobrancelhas se abrem nas laterais, como palha, por assim dizer. O blush escurece e o batom vermelho escuro é usado para destacar os lábios.

 

Primeiro ano do período Chang’an (702)


Sobrancelhas semelhantes as do ano 696, no entanto mais refinadas. A maquiagem se mantém a mesma do período anterior, por vezes decorando a testa com desenhos orgânicos.

 

Segundo ano do período shenglong (706)

Aqui acontece o inverso ao último período mencionado: as sobrancelhas de Wansui engrossam, dando um olhar muito mais poderoso e autoritário. Este período é caracterizado por suas inúmeras representações de dragões, pode-se deduzir que foi um período de guerreiros e batalhas. Mulheres, neste caso, não ficaram para trás, acentuando as suas expressões com sobrancelhas grossas.

 

Primeiro ano do período Jingyun (710)


Aqui vemos as sobrancelhas desenhadas como se estivessem expressando preocupação. A maquiagem volta a ser sutil, no entanto, o batom vermelho já estava imposto à cultura chinesa.

Segundo ano do período XIantian e segundo do Kaiyuan (713-714)


Sobrancelhas alongadas e superiores nas extremidades externas. Maquiagem simples, rubor discreto e um pouco de sombra nas pálpebras.

 

Terceiro ano do período Tianbao (744)

Sobrancelha linha reta e semelhante à moda atual na Ásia. Blush vermelho aplicado a todo o rosto e os olhos sutilmente delineados.

No décimo primeiro ano deste período, essa tendência mudou para sobrancelhas finas e seguindo a forma natural delas.

 

Primeiro ano do período Tianbao Yuanhe (aproximadamente 748-806)

Sobrancelhas expressando preocupação, no entanto mais afinada que em Jingyun. Maquiagem facial semelhante ao período anterior.

 

Último ano do período Zhenyaun (803)

Aqui claramente o principal elemento são as sobrancelhas. Estas são desenhadas como ovais que se estendem ao longo da fronte. Pode ser engraçado, mas provavelmente foi uma revolução na beleza e todos queriam desenha-las desta forma. A maquiagem permaneceu com o blush vermelho ou rosa, os lábios vermelhos e delineador sutil.

 

Dinastia Tang mais tarde (828- 907)

Sobrancelhas encurtadas e direcionadas para cima. Maquiagem mais sutil, com menos uso de blush e lábios menores.

Por último, no mesmo período, são utilizadas sobrancelhas mais curvadas, em forma de meia lua e maquiagem facial se manteve sutil.

 

Não se esqueça de procurar sobre Chen Yen-Hui, uma Taiwanesa amante de maquiagem, e a que aparece nas fotos acima, ela passou várias semanas pesquisando sua cultura ancestral para alcançar esses belíssimos e artísticos looks.

 

Este artigo é uma tradução do site parceiro Xiah Pop, confira o original aqui.
Tradução por: Vanessa Ferreira 
Fonte das Imagens: Gatita.pixnet
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Saiba como é comemorado o Natal em vários países da Ásia

Família reunida, o cheirinho de chester invadindo a sala, os presentes embaixo da árvore e a troca dos mesmos à meia noite, a salada (com uva passa) e aquela prima gótica que abre mão do pretinho básico para usar um vestido vermelho…

Soa familiar? Apesar do clima tropical, o espírito natalino é uma tradição que toma conta das casas e ruas do Brasil. É o momento de reencontrar parentes distantes e voltar para casa quase rolando de tanto comer. Nos países ocidentais, a comemoração cristã do nascimento de Jesus é muito comum, mas como o dia 25 de dezembro é comemorado nos países asiáticos? Pensando em sanar a curiosidade dos nossos leitores, selecionamos alguns países com tradições bastante diferentes do Natal que conhecemos.
Confira abaixo:

TAILÂNDIA

As ruas são decoradas com estátuas gigantes de Papai Noel (e quanto mais luz, melhor!) e nem mesmo os elefantinhos escapam do gorro vermelho. A data em si não tem muito apego religioso e a temperatura nessa época gira em torno dos 20 graus, mas já que reproduz o estilo à la norte-americano, todas as lojas tocam músicas típicas natalinas. Por outro lado e por influência chinesa, o país também é decorado com enfeites do animal do ano, que represente o calendário chinês. O dia é considerado romântico, por isso mais aproveitado por casais de namorados.

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JAPÃO

O Natal nunca teve muita importância religiosa no Japão, país com pouquíssimos cristãos. É importado com valor comercial para impulsionar as vendas da época. As cidades são preenchidas com decorações natalinas e muitas, muitas luzes, principalmente em pontos turísticos e com grande circulação de pessoas. As famílias japonesas costumam celebrar o dia com frango do KFC e o tradicional bolo de creme com morango. A data também é considerada um Dia dos Namorados fora de época, com restaurantes lotados de casais trocando presentes.

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FILIPINAS

Oposto ao Japão, nas Filipinas, essa é a data mais esperada do ano. A temporada natalina chega a durar 4 meses (são os meses do ano que terminam em ‘ber’, no inglês: September, October, November e December). Apesar do comércio existente, o aspecto religioso é muito forte e impressiona qualquer um. A tradição mais comum do país é a Simbang Gabl, simba = igreja, gabi = noite, que começa no dia 16 de dezembro. São 9 dias de missa, realizadas até em shopping centers, já que a quantidade de fiéis muitas vezes não cabe nas igrejas. Em San Fernando, capital do Natal, é realizado o Festival das Lanternas Gigantes, onde 11 vilarejos disputam para ver quem constrói as lanternas mais criativas.

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ÍNDIA

São poucos os que realmente conhecem o significado do Natal. A grande maioria dos indianos enxerga o Natal como uma época em que os lugares são decorados para agradar os turistas. Quem celebra com bastante fervor o nascimento de Jesus são os cristãos, que costumam enfeitar suas casas com bananas e folhas de manga, além do clássico presépio. É um dia para servir a igreja e aos pobres, estar perto dos familiares e trocar presentes. Para os não cristãos, é apenas mais um dia de trabalho.

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INDONÉSIA

Até 2010, 87% da população indonésia era muçulmana. Sendo assim, o feriado só é atrativo para a parcela da população que é cristã. Para estes, existem diversas celebrações e cerimônias com comidas regionais. Pequenos espaços dentro de shoppings de classe alta são os únicos lugares onde é possível observar decorações natalinas como as que conhecemos. Infelizmente, essa época do ano desperta um pouco de preocupação e medo. Com a crescente ameaça de terroristas ligados a ISIS, uma grande quantidade de militares são enviados às igrejas para reforçar a segurança das mesmas.

 

CHINA

Com o país focado no Ano Novo Chinês, a data festiva ainda vem sendo incorporada nas grandes cidades aos poucos. Muitos ainda desconhecem o verdadeiro significado deste feriado, já que menos de 10% da população chinesa é cristã. Para estes, a comemoração segue normal: as famílias se reúnem para celebrar o nascimento de Jesus e partilhar de um delicioso jantar, com suas casas enfeitadas com flores, lâmpadas e outros enfeites de papel. Como em alguns outros países asiáticos, as decorações tomam conta das ruas, com intenção de alavancar as vendas, já que existe a troca de presentes entre pessoas próximas. O Natal para eles é uma mistura de Halloween (sim, há decoração de Halloween) e Dia das Mães/Pais/Crianças/Namorados.
Curiosidade: lá, o Papai Noel é chamado de Dun Lhe dao Ren, que significa “Velho Natal”.

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No próximo artigo traremos com o Natal é comemorado na Coreia do Sul e do Norte, aguardem!

E aí, ficou surpreso? Em qual desses países você quer passar o próximo Natal? Como é o Natal na sua família? Conte para a gente nos comentários abaixo!

 

Por Vanessa Ferreira
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Coreia: Por que os palitinhos de metal?

A Coreia é o único país no mundo a usar palitinhos de metal. Outros países, incluindo a China, Japão, Tailândia e Indonésia, usam os que são feitos de madeira ou bambu. Além do metal, eles também têm uma forma mais plana, quadrada e um comprimento médio se comparado com o que se pode encontrar em outros lugares.

Os palitinhos na Coreia são 젓가락, ou ‘Cheot-garak’. Em uma típica refeição coreana é utilizado um par de palitos de metal e uma colher larga, também de metal, eles sempre ficam ao lado da mão direita. Para tornar os alimentos mais fáceis de pegar usando os palitos, você pode encontrar em muitos restaurantes familiares onde intencionalmente os desgastam e riscam com a finalidade torná-los mais ásperos.

Muitas vezes, as extremidades são ricamente decoradas com esculturas coreanas tradicionais, como a de uma garça-real.

Fonte da imagem: http://blog.everythingchopsticks.com

 

Fonte da Imagem: http://seriouseats.com
Image source: http://seriouseats.com

 

Os palitinhos de metal atualmente são feitos de ferro. Em épocas passadas, este tipo era usado somente por famílias importantes ou em ocasiões especiais, eram fabricados com ouro, prata ou bronze. Então, se você for recebido para comer na casa de uma família coreana, com um par de palitinhos feitos de metal precioso, saiba que você deve ser um convidado muito especial!

 

Fonte da Imagem: http://koreasnbymalaysia.com
Image source: http://koreasnbymalaysia.com

 

Mas por que a Coreia desenvolveu uma tradição de usar palitinhos de metal? Uma das principais teorias é que a família real durante o período Baekje usavam palitinhos de prata como uma forma de proteção contra o envenenamento. Dessa maneira, a prata mudaria de cor quando em contato com veneno. É dito também que as pessoas comuns começaram a usa-los como um jeito de emular o Rei.

(Antigos palitinhos coreanos feitos de bronze) Image source: traveltoeat.com
(Antigos palitinhos coreanos feitos de bronze) Fonte da imagem: traveltoeat.com

Outras teorias afirmam que, por conta dos coreanos usarem a colher para comer o arroz (ao contrário de outros países asiáticos), não seria mais necessário o uso dos mais pegajosos, palitinhos de madeira. Acredita-se geralmente na Coreia, que os palitinhos de metal também são mais higiênicos do que os de madeira.

Nas tardes, os tradicionais restaurantes coreanos têm um “tempo livre” entre o almoço e o jantar. Durante este tempo, os palitinhos são postos em uma grande tigela com água fervente para que sejam esterilizados. Após isso, são colocados em pacotes individuais ou seguradores. Hoje em dia, muitos restaurantes preferem armazena-los em uma unidade de esterilização elétrica.

Image source: http://busan.for91days.com
Fonte da imagem: http://busan.for91days.com

Entretanto, palitinhos feitos de metal são mais pesados, e muitas vezes mais difíceis de manusear. Mas, são mais fáceis de limpar e muito melhor para o meio-ambiente do que as variedades descartáveis!

Eles também podem vir em, muito úteis, garrafas de Soju, que podem ser usados como duplas de instrumentos de percussão.

A CEO do Gastro Tour Seoul, Veronica Kang, é dona do blog que se chamava ‘Heavy Metal Chopstick’ –  um cumprimento à tradição única da Coreia! Aos que falam coreano, podem dar uma olhada no blog que agora se chama 편식주의자’ (ou ‘Uma ideologista viciada em comida’), aqui.

Por Giovanna Akioka
Fonte: GastroTourSeoul 
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Gaecheonjeol, o dia da Fundação da Coreia: mito ou realidade?

A fundação da Coreia (como um estado único) data de mais de 5 mil anos atrás, e ela é repassada aos seus descendentes por meio de um mito. A lenda conta que Dan-Gun (ou Tangun, dependendo da romanização) foi o fundador de Gojoseon, o primeiro reino coreano localizado na parte norte da Península Coreana.

 

A lenda

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O avô de Dangun, Hwan-In, também conhecido como “Senhor do Céu”, teve um filho Hwan-Ung. O filho desejava viver na terra entre as montanhas e assim com a benção de seu pai, Hwan-Ung, os Deuses do Vento, Chuva e Nuvem, junto com 3.000 seguidores fundaram Sinsi (a “Cidade de Deus”). Ele ensinou aos humanos as artes da medicina e da agricultura, se tornando um grande líder.

Um tigre e um urso procuraram o imperador e oraram para que se tornassem humanos, ao ouvir seus pedidos Hwan-Ung ordenou que se alimentassem de 20 dentes de alho e um pacote de artemísia. Caso se alimentassem somente destes alimentos sagrados por 100 dias, ele atenderia o desejo deles. O tigre cansou-se em 20 dias, mas o urso perseverou e ao fim do prazo foi transformado numa mulher.

Já notaram que nosso amado Kim (mascote da KoreaIN) é uma mistura de urso e tigre? Sua inspiração veio da lenda.
Já notaram que nosso amado Kim (mascote da KoreaIN) é uma mistura de urso e tigre? Sua inspiração veio da lenda.

O Ung-Yeo (urso-mulher, em tradução livre), estava agradecida e prestou oferendas para Hwan-Ung, mas sem marido logo se tornou triste e desejosa por uma filho. Ela então orou novamente, abaixo de um vidoeiro, pedindo para ser abençoada com uma criança. O filho do deus comovido com seu pedido transformou-se em humano e ambos tiveram um filho, Dan-Gun.

Dan-Gun ascendeu ao trono e construiu uma cidade murada perto de Pyongyang (a localização não é exata) e fundou a dinastia de Joseon governando a Coreia por 1.500 anos.

 

Coreia do Norte e o Mausoléu de Dangun

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O antigo líder da Coreia do Note, Kim II-Sung definiu que Dan-Gun não era apenas um mito, mas um personagem real nascido há cerca de 5012 anos. Um mausoléu foi construído no suposto local de seu sepultamento, na encosta de Montanha Taebaek, em Kangdong. Em 1993 arqueólogos norte-coreanos localizaram seus restos mortais, mas não há clara comprovação e não é reconhecido pela Coreia do Sul, considerando sítio controverso.

A sepultura de Dan-Gun tem o formato de uma pirâmide com 50 metros de altura.

 

Outras origens

A associação de Dan-Gun com a agricultura levou a se especular que o personagem lendário fosse na realidade um líder histórico que aprendeu sobre os segredos do solo nas cidades-estados de vale de Huang Ho.

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Há um altar na Ilha KangHwa que dizem ter sido construído pelo próprio Dan-Gun, é uma pequena estrutura de pedras localizada nas montanhas sagradas. Todo 3º dia do 10º mês, um grupo se reúne para fazer o serviço cerimonial.

 

O mito é importante para seu povo, pois liga a nação coreana a uma origem celeste. Como parte de sua cultura milenar, os coreanos abraçam sua história e continuam a propaga-la para os jovens o orgulho de descender de deuses e ursos.

 

Por Amanda Soares
Fontes: KoreaPost, Visit Korea, “Celestial lancets: a history and rationale of acupuncture and moxa” de Needham, “Korea: The Impossible Country: The Impossible Country” de Daniel Tudor.
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Casa de Pyeongchang transporta cariocas e turistas do Rio de Janeiro para a Coreia do Sul

A Casa de Pyeongchang, ou simplesmente, Casa da Coreia, esteve presente na praia do Leme durante todas as Olimpíadas e agora também nas Paralimpíadas. Ela faz parte das cerca de 30 casas temáticas organizadas por diferentes países. Mas se você está no Rio de Janeiro e ainda não pode visita-la, não se preocupe que ainda da tempo! A Casa da Coreia vai estar aberta para visitação até o dia 18 de setembro, quando termina as Paralimpíadas.

Durante toda a Olimpíada a Casa de Pyeongchang contou com diversas atrações, algumas fixas e atrações convidadas. O objetivo era apresentar a atmosfera das próximas Olímpiadas de Inverno, que serão celebradas na Coreia do Sul no ano de 2018.

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Localizada próxima da Pedra do Leme, um palco externo foi montado, onde houveram shows internacionais como K-Tigers, Ongals, Korean Raphsody, entre outros. Além dessas, contou com apresentações de covers de k-pop, taekwondo, música tradicional e break-dancing.

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Entre as atrações fixas, os visitantes são capazes de experimentar esportes de Inverno com óculos de realidade virtual, em uma experiência fantástica. São 3 diferentes simuladores e alguns chegam a dar um frio na barriga!

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Para quem adora fotos, há um espacinho para você registrar sua visita, as fotos são enviadas para seu e-mail e se você postá-las nos instagram com a tag de Pyeongchang, pode até ganhar alguns brindes. Outro ponto de sucesso são os mascotes, dois grandes ursos do Bandabi e Soohorang fazem sucesso com crianças e adultos.

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Ficou com vontade? Pois, neste domingo as atrações vão continuar. É esperado um grande encontro de amantes da cultura coreana para o último dia da Casa da Coreia. Haverá grupos covers, sorteios de álbuns de k-pop e muita dança! Não deixem de prestigiar Pyeongchang e quem sabe sonhar em viajar em 2018.

 

Local: Quiosques QL03/ QL04 – Avenida Atlântica – Praia de Copacabana (Leme)
Data: Até 18 de setembro de 2016
Horário de Funcionamento: 10 as 19 horas

 

Por Amanda Soares
Imagens: KoreaIN
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K-pop: Uma história – Pré-história, antes do tal kpop

Antes tudo era tradição, então Seo Taiji & Boys criou o K-pop e viu que era bom.

Apesar de ainda recente na história da humanidade, o K-pop já faz parte de nossas vidas. Por meio da música conhecemos outra cultura, outra língua, outros costumes e outras formas de entretenimento. Mas será que realmente sabemos de onde veio o K-pop? Ou somos mais uma criança achando que o leite vem da caixa e não da vaca? A mais nova série da KoreaIN tem o objetivo de -missionar- informar sobre essa história tão incrível da musica popular coreana.

A música como manifesto

Apesar da frase que abre essa postagem, a música popular coreana pode ser rastreada muito antes do Seo Taiji & os garotos. A influência? Estrangeira. As primeiras impressões da música “pop” vem com os missionários que ensinavam canções populares americanas e britânicas aos coreanos. Essa melodia ficou conhecida como changga.

A Coreia, antes um só país, sofreu uma ocupação cruel e violenta como parte da campanha de anexação japonesa. Não apenas seu território foi ocupado, como sua cultura foi subordinada à japonesa, sendo proibido até mesmo o ensino da língua coreana. A melodia então ensinada pelos americanos se tornou popular e uma fonte de resistência contra a ocupação. A canção mais popular foi “Huimangga” (희망가, A canção da esperança), fazendo com que os japoneses confiscassem as coletâneas e novamente subordinassem suas próprias músicas ao povo coreano.

As músicas eram traduzidas do japonês e interpretadas em coreano. O primeiro compositor coreano a realmente compor músicas pop foi Lee Jeong-suk, com o álbum “Nakhwayusu” (낙화 유수, Flores caindo na água corrente). Mas foi um compositor japonês o responsável por um estilo ainda presente na Coreia, o Trot “트로트”, que mistura a música coreana com o estilo de músicas evangélicas americanas.

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Capa do álbum “Nakhwayusu”

 

Coreias dividas, as portas se abrem para o Ocidente

Quando a Coreia se dividiu em Norte e Sul, as tropas americanas permaneceram no país para assegurar a proteção. O desenvolvimento dos chamados LPs só ajudou, e o que as tropas ouviam? Country, blues, jazz e rock & roll. E era isso o que muitos coreanos passaram a ouvir, o país estava florescendo e se desenvolvendo e no meio desse turbilhão estavam as mídias.

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Kim Sister com Dean Martin
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Patti Kim

Surgiram assim as primeiras bandas de rock e os primeiros cantores populares internacionalmente. Kim Sisters , Yoon Bok-hee e Patti Kim fizeram shows no Vietnã e Estados Unidos. Han Myeong-suk, em 1961, fez uma versão da música “The Boy in The Yellow Shirt”, da cantora francesa Yvette Giraud, que ficou muito popular, acredite… no Japão (bem antes de BoA e TVXQ). O trot também continuava muito popular.

 

 

 

Paz e Amor

Na década de 60 os coreanos, principalmente os jovens, eram muito influenciados pela cultura americana, e isto inclui o movimento hippie. Assim como os americanos, os coreanos se opunham a Guerra do Vietnã e o governo reprimiu músicas com letras muito liberais. O folk era uma forte influência.

Também foi uma época de surgimento de vários festivais que existem até hoje. O canal MBC promoveu um concurso de música para universitários em 1970. Um nome popular era Han Dae-soo, com performance ousadas e sendo censurado pelo governo muito antes de HyunA nascer.

https://www.youtube.com/watch?v=GP5ItmEWSA4

A balada. Mas não a festa, a música

Na década de 80 os DJs começaram a se popularizar e também caiu no gosto do povo as pop ballads, e quem não ama? Lee Gwang-jo lança em 1985 o álbum “Você está muito longe de chegar perto” (가까이 하기엔 너무 먼 당신, Gakkai Hagien Neomu Meon dangsin), bem nome de balada não é? E pasmem, vendeu 300.000 cópias. Outros cantores como Lee Moon-se e Byun Jin-seob ficaram conhecidos como “príncipes das Baladas”. Músicas do cantor Cho Yong-pil chegaram a Hong Kong, Japão e Nova York. Sendo ainda um grande sucesso na Coreia do Sul.

E claro que o ballad ainda tem muita influência no K-pop, sendo muito raro grupos que não tenham uma ou outra composição em seus álbuns.

Década de 90 se aproxima e no próximo post iremos falar do trio maravilha: Seo Taiji & Boys, os grandes precurssores do K-pop como conhecemos hoje. Um divisor de águas e vale ponto na carteirinha de kpopper, então acompanhe!

Por Amanda Carolina
Fonte: Rousee-Marquet, Jennifer. “K-pop : the story of the well-oiled industry of standardized catchy tunes”. Institut national de l’audiovisuel.
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Plataforma Online promove ensino da Língua Coreana

Como amantes da cultura coreana é normal querermos aprender mais sobre o país que nos cativou. Um desses interesses é pela língua, mas o coreano não é fácil de encontrar nas escolas de língua fora de São Paulo. Pensando nisso foi criado o portal Study Korean Online, com aulas online de coreano em português (e em inglês), sem barreiras ou fronteiras.

O site desenvolvido para os brasileiros, idealizado pelo programador Felipe Lima, trazendo a professora Cho Hena do Hey Unnie, é um site interativo que oferece conteúdo, interação, o alfabeto coreano, jogos, podcasts, teclado virtual e serviços de tradução – este último é pago. Até agora todo o serviço é gratuito, ótimo para quem quer experimentar e aprender o básico.

Conheça o SKO e a Hey Unnie

Para alguns serviços o site trabalha com o sistema de koins, uma espécie de compra de crédito que te dá acesso especial em algumas áreas do site. Por meio delas você acessa os melhores exercícios como: diálogos, questões interativas e vídeo-aulas desenvolvidas pelo time de professores coreanos.

Futuramente os fundadores pretendem implantar um dicionário, o que vai facilitar mais ainda seu aprendizado.

E K-pop tem? Tem sim senhor! Traduções e aprendizado de algumas músicas famosas do ritmo pop coreano já estão disponíveis, de forma intuitiva, para extrair o máximo de conhecimento dessa nova plataforma de maneira leve e divertida.

Agora não tem mais desculpa pra não iniciar suas aulas de coreano não é? Acesse https://www.studykoreanonline.com/ e língua à obra!

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Por Amanda Carolina
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