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Casa de Pyeongchang transporta cariocas e turistas do Rio de Janeiro para a Coreia do Sul

A Casa de Pyeongchang, ou simplesmente, Casa da Coreia, esteve presente na praia do Leme durante todas as Olimpíadas e agora também nas Paralimpíadas. Ela faz parte das cerca de 30 casas temáticas organizadas por diferentes países. Mas se você está no Rio de Janeiro e ainda não pode visita-la, não se preocupe que ainda da tempo! A Casa da Coreia vai estar aberta para visitação até o dia 18 de setembro, quando termina as Paralimpíadas.

Durante toda a Olimpíada a Casa de Pyeongchang contou com diversas atrações, algumas fixas e atrações convidadas. O objetivo era apresentar a atmosfera das próximas Olímpiadas de Inverno, que serão celebradas na Coreia do Sul no ano de 2018.

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Localizada próxima da Pedra do Leme, um palco externo foi montado, onde houveram shows internacionais como K-Tigers, Ongals, Korean Raphsody, entre outros. Além dessas, contou com apresentações de covers de k-pop, taekwondo, música tradicional e break-dancing.

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Entre as atrações fixas, os visitantes são capazes de experimentar esportes de Inverno com óculos de realidade virtual, em uma experiência fantástica. São 3 diferentes simuladores e alguns chegam a dar um frio na barriga!

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Para quem adora fotos, há um espacinho para você registrar sua visita, as fotos são enviadas para seu e-mail e se você postá-las nos instagram com a tag de Pyeongchang, pode até ganhar alguns brindes. Outro ponto de sucesso são os mascotes, dois grandes ursos do Bandabi e Soohorang fazem sucesso com crianças e adultos.

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Ficou com vontade? Pois, neste domingo as atrações vão continuar. É esperado um grande encontro de amantes da cultura coreana para o último dia da Casa da Coreia. Haverá grupos covers, sorteios de álbuns de k-pop e muita dança! Não deixem de prestigiar Pyeongchang e quem sabe sonhar em viajar em 2018.

 

Local: Quiosques QL03/ QL04 – Avenida Atlântica – Praia de Copacabana (Leme)
Data: Até 18 de setembro de 2016
Horário de Funcionamento: 10 as 19 horas

 

Por Amanda Soares
Imagens: KoreaIN
Não retirar sem devidos créditos

A incrível participação da Coreia do Sul nas Olimpíadas Rio 2016

Hoje encerra a primeira olimpíada realizada na América do Sul. Local? Rio de Janeiro, na cidade maravilhosa. E que show olímpico, o país foi elogiado já com sua abertura e recebemos o mundo inteiro com aquela alegria e calor que só o brasileiro possui. Já estamos com saudades e esperamos que os sul-coreanos também sintam saudades desse período que passaram aqui.

A Coreia do Sul foi um show a parte, e a KoreaIN em seu compromisso de conectar culturas, mostra como foi a sua participação em nosso país.

 

Tudo começa com Judô

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A primeira medalha para a Coreia do Sul veio dessa competição, Jeong Bo-kyeong da categoria Peso ligeiro -48Kg, apenas não conseguiu vencer a argentina Paula Pareto. Apesar de tudo, Jeong queria o ouro, tanto que chegou a tingir os cabelos de loiros pensando no feito. Após a luta declarou: “Eu perdi dela (Pareto) no último mundial, e eu acho que eu baixei a um pouco a guarda nesse tempo também. Eu estava me sentindo muito melhor na final do que eu fiz no início do dia, e por isso eu esperava ganhar ouro.”

No peso médio-leve -66kg também teve prata, mas no masculino com o coreano An Baul. An é campeão mundial e era um favorito, mas foi atordoado por Fabio Basile, da Itália. E para fechar a participação da Coreia do Sul no judô, Gwak Dong-han ganhou o bronze no peso-médio -90Kg. “Eu treinei duro para ganhar a medalha de ouro, e depois de perder nas semifinais, eu não estava me sentindo tão bem comigo mesmo”, disse ele. “Estou me sentindo um pouco melhor agora. Eu estava em boa forma e eu percebi que as coisas iriam correr bem hoje. Não ia acontecer dessa forma.” Apesar de não ter ganhado o ouro acrescentou: “Eu sou grato por esta medalha de bronze”.

 

A invencibilidade do Tiro com Arco

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A fama já era conhecida e as medalhas esperadas. Não teve para ninguém nessa modalidade, o primeiro ouro para o país veio na competição masculina por equipes. Kim Woo-jin, Ku Bon-chan e Lee Seun-gyun já eram campeões mundiais e favoritos na prova, já chegaram atropelando nas primeiras fases e venceram os Estados Unidos na final. Foi o quinto título do país nessa modalidade, quarto das últimas cinco edições. Kim comentou que a conquista foi em grupo: “Estava esperando por este momento, para ganhar o ouro novamente, pelos últimos quatro anos. Confiamos um no outro e simplesmente aconteceu. Conversamos o tempo todo durante a prova e ganhamos essa medalha coletivamente”. Muito espírito olímpico não é?

Kim Woo-jin alias é responsável pelo primeiro recorde batido nas olimpíadas, na prova individual foram 700 pontos com 72 flechas na competição de tiro com arco, superando seu compatriota Im Dong-Hyun, das Olimpíadas de Londres. Quer mais? Bon-chan, seu colega de equipe, venceu a Prova Individual e comemorou com 2 medalhas de ouro no peito.

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As mulheres, que nunca perderam uma Olímpiada desde que competem na modalidade, não podiam fazer feio não é? E não fizeram! Choi Mi-sun, Chang Hye-jin e Ki Bo-bae venceram as russas e confirmaram que no Tiro com Arco elas permanecem no topo. E no individual teve dobradinha, Hyejin Chang superou sua compatriota, e favorita do ouro, Ki Bobae nas semifinais e disputou o ouro com a Alemanha, vencendo. Hyejin Chang, portanto, levou o ouro e Ki Bobae acabou ficando com o bronze. A campeã comentou: “Estou muito orgulhosa por conquistado mais um ouro para a República da Coreia. Pensei positivo durante toda a prova e tentei me manter confiante na final”.

Foram 5 medalhas para a Coreia do Sul no Tiro com Arco, sendo 4 douradas! Ou seja, a Coreia do Sul esteve em primeiro em todas as modalidades, hegemonicamente!

 

No Tiro Esportivo, a Coreia do Sul faz história

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Já podemos notar que é um país de atiradores, certo?  Nessa categoria a Coreia do Sul também tinha um favorito. E Jun Jong-Oh em sua prova preferida, pistola livre a 50 metros, não apenas ganhou a medalha dourada como se tornou o primeiro atirador a estar no topo do pódio em três edições consecutivas, em Pequim 2008, Londres 2012 e agora Rio 2016.

Também teve mais medalhas no Tiro Esportivo, mas dessa vez na categoria carabina deitado 50m, onde o sul-coreano Kim Jong-Hyun (não, não é do SHINee) conquistou a medalha de prata para a República da Coreia.

 

Ozo, ozo, ozo de virada é mais gostoso!

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narramos como Park Sang-Young não se contentou em perder, mas vale sempre lembrar. O sul-coreano estava perdendo de 10 a 14 pontos para o húngaro Géza Imre, mas surpreendeu por fazer uma série notável de cinco pontos e conquistou a vitória. Baixo no ranking mundial, ele contou como foi conseguir essa grande vitória: “Os Jogos Olímpicos são um dos maiores eventos esportivos do mundo inteiro e eu tentei dominar minhas fraquezas” e “Foi impressionante ganhar após ter estado em uma colocação baixa”.

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O esgrimista Kim Jung-Hwan também levou sua medalha para casa, na categoria sabre individual, ele derrotou Mojtaba Abedini do Irã, num ataque 15-8 na Arena Carioca. Kim já havia ganhado um ouro por equipes em Londres e queria provar seu valor no individual, para ele a medalha de bronze foi tão importante quanto a de ouro, declarou: “Eu fiz tudo isso por mim”.

 

No golfe, uma lição!

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E coreano sabe lá jogar golfe? Coreano eu não sei, mas Inbee Park provou que as coreanas sabem sim. A Coreia do Sul possui um domínio nos circuitos profissionais femininos de golfe, embora por tradição o mundo volte os olhos para americanos e europeus. A sul-coreana, que manteve a consistência durante toda a prova, e na última rodada garantiu cedo a vitória. Apesar de tudo, foi alvo de pressões para desistir dos Jogos Olímpicos, Inbee Park respondeu em ouro.

 

Aha, uhu, o Taekwondo é nosso!

O Taekwondo é modalidade olímpica recente e mais: COREANA. Era de se esperar que a Coreia do Sul ganhasse suas medalhas. Foram enviados 5 atletas para o Rio 2016 e todos voltaram com medalhas. As mulheres com ouro e homens com bronze.Y2016082005966-650

Oh Hye-ri que disputou a categoria -67kg, só confirmou outra hegemonia coreana, pois a Coreia do Sul não perde um pódio nessa modalidade desde que o esporte tornou-se olímpico em 2000, são 4 medalhas de ouro e uma de bronze na história. A campeã declara: “Eu gostaria de dizer que tudo foi perfeito hoje.” Kim So-hui  também faturou a medalha de ouro na categoria até 49 kg, num jogo duro contra a Tijana Bogdanović da Sérvia, que teve uma recuperação durante o jogo, mas por 1 ponto a coreana se garantiu em primeiro no pódio.

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As medalhas de bronze masculinas são de Kim Tae-hun (até 58kg), que conseguiu chegar as semifinais após a repescagem; Cha Dong-min (acima de 80kg) e Lee Dae-hoon (até 68kg), este último ganhando fãs brasileiras que ficaram apaixonadas não só pela sua luta, mas como sua beleza.

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Cenoura & bronze!

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Não é apenas com ouro que se premia vitórias. A dupla feminina de Badminton Jung Kyung-eun e Shin Seung-chan, num esporte dominado por asiáticos, ganharam na China e conquistaram o bronze. Medalhas também foram conquistadas no Levantamento de peso até 53kg com a coreana Yoon Jin-hee e na Luta Olímpica Greco-romana 75kg Masculino com Kim Hyeon-woo. Kim passou por uma controvérsia, que em sua primeira luta gerou uma derrota, onde alega ter feito um golpe de 4 pontos, mas tendo recebido apenas 2. O desafio foi negado, chegando a semifinal o sul-coreano venceu Croácia e trouxe o bronze para a República da Coreia.

 

Menções honrosas

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Brasília, DF, Brasil, 10/8/2016 Foto: Andre Borges/Agência Brasília Coreia do Sul e México jogam nesta quarta-feira (10), no Estádio Mané Garrincha, pelo grupo C do futebol masculino nas Olimpíadas 2016.
Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Brasília, DF, Brasil, 10/8/2016 Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Não podemos esquecer de mencionar o futebol coreano que surpreendeu nas Olímpiadas, apesar de ser eliminado por Honduras nas quartas de final. Seu crescimento foi há olhos vistos, empatando e ganhando de campeões. Pensar que essa é a próxima geração, teremos ai medalhas no futuro?

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As ginastas sul-coreana Lee Eun-ju e norte-coreana Hong Un-jon protagonizaram um momento cheio de espírito olímpico, onde tiraram uma selfie juntas, o ato se tornou um símbolo. “Eu a vi e pedi para tirar uma foto, queria ficar com uma recordação”, afirmou a ginasta ao canal sul-coreano KBS.

Também pudemos protagonizar momentos únicos, onde a população brasileira “adotava” a Coreia do Sul para torcer quando não era contra o Brasil em quadra, onde cantavam e torciam. Algumas pessoas ainda declararam para a KoreaIN: “Os coreanos são muito atenciosos, nos deram broches, bandeiras e balões.”

No Leme, a Coreia do Sul abriu as portas para os brasileiros, teve k-pop, apresentações diversas, comida, simulações na Casa Pyeongchang, que mostrava um pouco como seriam as Olímpiadas de Inverno no país do kimchi.

 

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Está não foi nem de longe a melhor participação da Coreia do Sul em termos numéricos, conquistando 21 medalhas (9 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze) e terminando em 8ª posição. Mas uma experiência pode ser medida apenas por números? Foi uma oportunidade enorme para nós amantes da cultura entrarmos em contato com a Coreia do Sul e mostrarmos a nossa cultura para os sul-coreanos. Esperamos que todos tenham se sentido bem-vindos e tenham ótimas memórias para recordar, porque em Pyeongchang 2018 queremos estar lá!

Lembrem-se, no próximo dia 07 terá a início as Paraolimpíadas, na Rio 2016. Vamos torcer muito pela Coreia e pelo Brasil.

 

Por Amanda Carolina
Fontes: Rio2016, Tabelas Google Rio 2016, Yonhap News, Korea Herald, Publico, Korea Times, DN, Terra
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Idols atletas: integrantes de grupos de kpop que já competiram em esportes

Conhecidos por terem rotinas exaustivas e trabalhosas, idols tem treinamentos diários dignos de atletas olímpicos. Não é de se surpreender então que alguns deles tenham sido, de verdade atletas, que talvez ainda não tivessem nível olímpico, mas que estavam nesse caminho.

Durante essa época de olimpíadas do Rio, a K-IN separou alguns integrantes de grupos de kpop que vão além da prática de esporte mais casual e poderiam estar conquistando medalhas ao invés de prêmios musicais hoje em dia.

Já pensou ver alguns deles competindo aqui no Brasil?

 

Nichkhun – 2PM

O integrante tailandês-americano do 2PM é habilidoso não só com a música, mas também com a raquete. Desde os 9 anos, quando morava nos Estados Unidos, ele joga badminton, e os anos de prática o levaram a um nível elevado. Quando terminou o ensino médio, ele virou treinador do time de badminton da Rosemead High School, na Califórnia, na mesma cidade onde foi descoberto por um agente da JYP Entertainment, no Los Angeles Korean Music Festival. Maníaco por se exercitar, ele ainda chama a atenção quando pratica o esporte em eventos e programas de variedade.
Em 2014, participou do especial de badminton do programa da KBS Cool Kids on the Block, em uma competição do esporte com idols e atletas. Participaram inclusive esportistas coreanos de renome do esporte, como Park Joo Bong, Kim Dong Mun e o número 1 do mundo, Lee Yongdae, que ficaram impressionados com a habilidade de Nichkhun. O cantor do 2PM também é modelo porta-voz do Yonex Korea, em especial da linha de badminton deles. A marca até o chamou em 2014 para o Yonex Badminton Competition for Multicultural Families, evento sobre o esporte e sobre famílias com origens culturais diversas, campo em que Nichkhun é um representante perfeito.

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Key – SHINee

Conhecido hoje por fazer parte do SHINee, Key poderia ser também uma referência no esqui aquático. Praticante da categoria de wakeboarding, ele ficou em primeiro em competições a nível nacional do esqui aquático entre estudantes do ensino fundamental e médio por 2 anos seguidos, em 2006 e 2007, enquanto estudava na escola Dae Gu Yeong Shin. A conquista dos títulos no esporte é contemporânea a sua busca por ser um idol, já que ele se tornou trainee da SM Entertainment também em 2006. Isso quer dizer que ele manteve as rotinas de atleta e trainee simultaneamente, e com sucesso, por 2 anos. No entanto, depois disso deixou os treinos esportivos para ficar com a música, quando debutou em 2008.

 

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Leo – Vixx

Vocalista principal do VIXX, Leo não praticava ativamente um único esporte, mas quatro bem diferentes: natação, boxe, taekwondo e futebol. Não foram poucas conquistas também. Ele venceu vários campeonatos de natação e boxe, chegou até a quarta faixa de taekwondo, e foi também membro de um grupo nacional de jovens jogadores de futebol, entre 2004 e 2007.
Seu interesse em virar cantor veio justamente enquanto estava se recuperando de uma lesão e ouviu a música “Walking in the sky”, do cantor Wheesung. Depois de virar um idol, suas habilidades atléticas não ficaram de lado, como é possível ver em diversos programas de variedades com competições esportivas. Ele participou inclusive de uma partida de futebol em um episódio de “Running Man” onde conheceu os ex-jogadores do time coreano Park Ji Sung e Seol Ki Hyon. A experiência foi ainda mais especial para Leo, já que Park Ji Sung era seu ídolo de infância. Ele chegou a tirar uma foto com o jogador e disse que foi incrível para ele poder conhecê-lo, apesar de ter ficado também um pouco nervoso a princípio, sentimento que muitos fãs hoje tem com o próprio cantor.

 

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Doojoon – Beast

Já bem conhecido por adorar futebol, Doojoon jogava em sua infância e desejava seguir a carreira do esporte até seu ensino médio, quando assistiu ao documentário do Big Bang e resolveu que queria ser um idol. Depois disso, mesmo virando cantor, não deixou seu esporte favorito de lado. Seus amigos já revelaram inclusive que ele carrega uma espécie de trave de gol dobrável e portátil consigo para, no tempo livre, jogar uma partida entre idols e managers.
Tanto tempo jogando o fez ganhar habilidades com a bola, recebendo elogios por conseguir competir inclusive com profissionais. No show Cool Kiz On The Block, ele teve a oportunidade de jogar contra o time de futebol feminino do Brasil. Lá, ele chegou a disputar a bola com a Formiga. A K-League, liga de futebol profissional da Coreia do Sul, apontou Doojoon como embaixador honorário deles.

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Jackson – Got7

Hoje encantando às fãs do Got7, Jackson podia estar hoje trazendo medalhas olímpicas para o seu país, já que ele é um ex-integrante do time nacional de esgrima, na categoria de sabre, de Hong Kong, onde nasceu. Seus pais eram ambos atletas chineses, o que o incentivou a começar aos 10 anos de idade os ensinamentos por treinadores profissionais, incluindo seu pai Wang Rui Ji, ex-treinador do time nacional de esgrima. Ao longo dos anos Jackson conquistou diversos prêmios, inclusive ficou em 11º nas Olimpíadas de Verão da Juventude, em 2010. Também ganhou o primeiro lugar no Campeonato Asiático Júnior e Cadete de Esgrima, em 2011. No mesmo ano ele expressou o interesse de virar cantor e conseguiu convencer seus pais em seguir seu novo sonho, e mudou-se para a Coreia do Sul para se juntar a JYP.

Jackson Wang durante uma competição em seus dias como esgrimista

 

Seungyoun – UNIQ

Integrante do UNIQ, que fez show em São Paulo em junho, essa não foi a primeira vez que Seungyoun veio ao Brasil. Hoje realizando o sonho de ser cantor, o idol antes queria ser um jogador de futebol. Foi com esse sonho que ele veio ao Brasil pela primeira vez, sozinho, aos 13 anos de idade. Ele morou aqui por 2 anos, e ficou conhecido entre amigos e colegas de turma pelo seu nome brasileiro “Luizinho”. Durante esse período, foi até jogador do time de base do Corinthians, provando que tinha habilidade para tentar seguir a carreira. Foi também aqui que aprendeu sobre vários tipos de música e surgiu o sonho de ser cantor. A princípio teve dificuldade em explicar para a mãe que comparado a jogar futebol, ele gostava ainda mais de cantar e, por isso, queria seguir esse novo sonho. Demorou um pouco para conseguir o seu apoio, mas quando fez 16 anos começou a perseguir esse sonho, que realizou depois ao debutar com o UNIQ.

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Casper – Cross Gene

O integrante chinês do Cross Gene sempre gostou de ouvir música, mas seu desejo original era ser um atleta. Ele treinou por 6 anos levantamento de peso, conseguindo prêmios relevantes em seu país, e ainda praticou por 1 ano corrida de curta distância. Assim como outros casos, Casper mudou do esporte para a música depois de um ferimento, no caso, uma contusão nas costas, o que o fez se aproximar da música e crescer a vontade de ser cantor, passando a participar de várias aquisições na China até ser chamado para ir para a Coreia, debutar com o Cross Gene.

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Dongjun – ZE.A

Quem não tem muito histórico pessoal de conquistas esportivas antes de virar idol, mas que merece uma menção honrosa, é Dongjun, que é conhecido por suas incríveis habilidades atléticas. Não à toa, ele tem um atleta correndo pelas veias. Sua mãe foi corredora e seu tio um jogador de basquete. Inicialmente, quando criança o cantor queria ser um ginasta, mas sua mãe não permitiu, então quando entrou no ensino médio resolveu jogar futebol, ao invés disso.
Entre os idols, Dongjun se destaca por ser um azarão e se sair bem em todas as atividades físicas que se propõe a fazer. Ele é conhecido como um dos melhores do Dream Team, no “Cool Kiz on the Block” e surpreendeu os membros do clube de badminton por uma habilidade a cima da média com apenas 7 dias de prática na modalidade. No 17º Jogos Asiáticos de Incheon em 2014, ele carregou a tocha da competição. Tendo o apelido de “idol-atlético”, em 2011, no especial de Chuseok de idols atletas ele conseguiu 2 ouros, nos 100 metros e 110 metros com barreira masculino.

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Por Paula Bastos
Revisado por: Naira Nunes
Fontes: Soompi, onehallyu, kpopstarz, daily kpop news, Xgenefans, loveindacube, kpopselca
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A história do Taekwondo, esporte olímpico e coreano

Não é todo mundo que pode dizer que um esporte que nasceu no próprio país se tornou mundialmente conhecido e praticado por pessoas de todo o mundo a ponto de virar esporte olímpico, um dos maiores méritos que uma modalidade esportiva pode ter, e objetivo final de muitos competidores de alto nível. O Taekwondo traz esse orgulho esportivo para os sul coreanos desde o ano 2000, quando o esporte nacional deles entrou para o grupo seleto de esportes concorridos nos Jogos Olímpicos de Verão.

O Taekwondo é uma modalidade olímpica recente, aparecendo pela primeira vez nos jogos de Seul, em 1988, como esporte de demonstração (é competido, mas não vale medalha olímpica), e retornando da mesma forma em Barcelona 1992. Duas edições depois, o Taekwondo voltou para os Jogos, entrando pela primeira vez como modalidade competitiva, tornando Rio 2016 apenas a quarta vez que o esporte é disputado.

Exibição de Taekwondo na abertura dos Jogos de Seul 1988

No entanto, existe muito mais de história até o esporte chegar nesse ponto. Como modalidade esportiva com esse nome, e do jeito que ele é conhecido hoje, o Taekwondo é bem recente, já que foi desenvolvido na década de 1950. Entretanto, suas raízes são bem mais antigas, com 2 mil anos de história.

 

  • Origem milenar

O registro mais antigo relacionado ao esporte é por volta dos anos de 50 A.C, época em que os três reinos coreanos foram formados: o Reino Goguryeo, que sozinho ocupava a maior parte da península coreana, o Reino Baekje, e o Reino Silla, o menor deles. Pela pequena extensão, o Reino Silla era muito atacado pelos vizinhos e por outras nações, sendo alvo principalmente de piratas japoneses.

Primeira pintura de registro de arte marcial coreana, com golpes usando apenas as mãos e os pés, característica do Taekwondo
Primeira pintura de registro de arte marcial coreana, com golpes usando apenas as mãos e os pés, característica do Taekwondo

Para tentar se defender, Silla pediu ajuda a Goguryeo, que concordou em ensinar uma série de golpes de artes marciais, na qual o mais famoso era o Taek Kyon, para um grupo seleto de guerreiros de Silla, que ficaram conhecidos como Hwarang ( que significa algo como “guerreiros em florescimento”). Esses guerreiros depois montaram uma academia para jovens nobres de Silla com o nome de “Hwarang Do”, onde ensinavam o Taek Kyon e também história, filosofia do confucionismo, moral, estratégia militar e habilidades sociais. O Hwarang Do tinha como princípios os cinco códigos de conduta humana de Won Gwang: lealdade, dever, confiabilidade, valor e justiça. Hoje, esse código se tornou base para os onze mandamentos do taekwondo moderno:

1. Lealdade com o seu país

2. Respeito aos seus pais

3. Fidelidade à sua esposa

4. Lealdade aos seus amigos

5. Respeito aos seus irmãos e irmãs

6. Respeito aos mais velhos

7. Respeito aos seus professores

8. Nunca tire uma vida injustamente

9. Espírito indomável

10. Lealdade a sua escola

11. Termine o que começou

 

Divisão dos Três Reinos Coreanos
Divisão dos Três Reinos Coreanos

O Hwarang Do se espalhou pela península porque seus praticantes viajavam pelo país para conhecer as diferentes regiões, pessoas e culturas, levando consigo o seu próprio conhecimento. Depois de séculos de batalhas entre os Reinos, em 668 DC, o Reino Silla se tornou vitorioso e unificou a península. Com o período de paz, a prática da arte marcial ensinada no Hwarang Do foi sendo esquecida, principalmente na Dinastia de Joseon (1392-1897), quando o Rei Taejo estabeleceu o Confucionismo no lugar do Budismo como religião, o que priorizava o ensinamento escolar intelectual. Mesmo assim, o Tae Kyon persistiu ao longo dessa Dinastia por ser ainda praticada pelos militares e também como forma de jogo folclórico no festival de May-Dano, e assim chegou ao século XX.

 

  • As artes marciais coreanas na modernidade

No século XX, com a invasão japonesa, eles levaram suas próprias artes marciais, suprimindo as formas de luta locais, e muitos dos praticantes daquela época fugiram para a China e outros países próximos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o país foi liberto, os coreanos retornaram ao país e as artes marciais coreanas retornaram, com apoio do governo, que patrocinou o ensinamento das lutas, atraindo novos alunos.

Particularmente, logo depois do fim da guerra, em 1945, a primeira escola de Taek Kyon, chamada de “Kwan”, foi inaugurada em Seul, seguida por várias outras pelos anos seguintes. Como haviam várias formas diferentes da arte, que foi se modificando principalmente pela influência das lutas japonesas, recebendo também outros nomes, como Soo Bahk Do, Kwon Bop, Kong Soo Do, Tae Soo Do and Kang Soo Do.

As forças militares coreanas foram formadas também em 1945, e no ano seguinte, a época, o vice capitão Choi Hong Hi começou a ensinar Taek Kyon na base de Kwang Ju. Em 1952, no meio da Guerra da Coreia, o Presidente Syngman Rhee assistiu a uma performance de mestres de artes marciais coreanas e, impressionado, falou com Choi Hong Hi e ordenou que todos os soldados recebessem treinamento na luta.

Em 11 de abril de 1955, um grupo de especialistas em artes marciais se reuniu na Coreia do Sul para unificar todas as lutas em um único sistema. Na época foi feita uma votação e o nome “Tae Soo Do” foi aceito pela maioria dos mestres. Dois anos depois o nome mudou para “Taekwondo”, como sugestão do general Choi Hong Hi, que é considerado o pai do Taekwondo. O novo nome foi escolhido por lembrar o “Taek Kyon” e pelo seu significado, já que descreve tanto as técnicas de mão quanto as de pés, já que “Tae” significa “chutar” ou “esmagar com os pés”, “Kwon” é “socar” ou “destruir com as mãos” e Do é “caminho”, “método”.

General Choi Hong Hi, pai do Taekwondo
General Choi Hong Hi, pai do Taekwondo

 

Mesmo com a criação do esporte oficial, os Kwans não se unificaram como um todo até 1961, quando o novo governo militar decretou que os Kwans se juntassem para formar uma organização chamada de Korea Taekwondo Association (KTA), cujo primeiro Presidente escolhido foi o General Choi Hong Hi. Em 62, o esporte já virou modalidade do Encontro Nacional de Atletas e também a KTA examinou todos os ranqueamentos de faixa preta para determinar o padrão. Nos anos seguintes, a KTA também enviou atletas para exibições pelo mundo para apresentar o esporte, em especial nos Estados Unidos, onde em 1967 já é criada a U.S. Taekwondo Association.

Em 1973, Kim Young-wun se torna presidente da KTA, depois da renúncia de Choi Hong Hi, que fundou o International Taekwondo Federation (ITF) no Canadá, onde trabalhava com foco na modalidade como metodologia de defesa pessoal, e não como esporte. Kim Young-wun define que uma organização mundial da modalidade deveria ser sediada no país que a criou, e funda a World Taekwondo Federation (WTF), que até hoje é o único órgão que o governo sul coreano aceita como órgão regulatório do esporte. E no mesmo ano aconteceu também o primeiro campeonato mundial de Taekwondo, em Seul, mesmo lugar em que uma década e meia depois o esporte dava o seu primeiro passo olímpico. Já hoje em dia, depois do nascimento do Taekwondo moderno em 55, mais de 30 milhões de pessoas de 156 países diferentes praticam a arte marcial coreana.

Nas Olimpíadas do Rio 2016, as competições acontecerão entre os dias 17 e 20 de agosto, da manhã até a noite. São duas categorias por dia, uma masculina e uma feminina, com as disputas de medalhas em todos os 4 dias de competição. A Coreia do Sul classificou 5 atletas (dos 8 possíveis, já que só é permitido um por país e por categoria) para essa competição: Kim Tae-hun, na categoria homens até 58kg, Lee Dae-hoon, entre homens até 68kg (ele foi prata em Londres 2012), Cha Dong-min, entre homens a cima de 80kg (ouro em Pequim 2008), Kim So-hui, entre as mulheres até 49kg e Oh Hye-ri, entre mulheres até 67kg.

Para quem se interessou em ver ao vivo, ainda tem tempo. Tem ingresso disponível para todos os dias e sessões na Arena Carioca 3, na Barra da Tijuca, com valores entre 70 e 420 reais. E para ver uma amostra do que está por vir, assista um trecho com os melhores momentos do Taekwondo nas últimas Olimpíadas:

https://www.youtube.com/watch?v=Ype8MavnJK8

Taekwondo em Londres 2012

Fontes: learnkoreanlanguage.com, worldtaekwondo.com, wikipedia, rio2016

[#KINRio2016] As Medalhas da Coreia do Sul em Olimpíadas de Verão

Faltam dois meses para o início das Olimpíadas do Rio, quando atletas brasileiros terão a primeira oportunidade de poder jogar em casa. Com eles, outros esportistas de mais de 150 países também competirão pelas medalhas. Um deles, como é de se esperar, é a Coreia do Sul.
O país está presente nos Jogos desde a edição de 1948, em Londres, apenas 3 anos depois da divisão da península coreana e do fim da segunda guerra mundial. A Coreia já participou de 16 olimpíadas de verão desde então e acumula 243 medalhas no total, sendo 81 de ouro, 82 de prata e 80 de bronze. O número é superior, inclusive, ao Brasil, que em 21 edições participantes, desde 1920, conseguiu 108 medalhas (23 de ouro, 30 de prata e 55 de bronze). No ranqueamento de todas as olimpíadas de verão, isso coloca o Brasil em 37º e a Coreia do Sul em 16º entre os 137 países que já conquistaram alguma medalha nos Jogos (além de quase 80 outros países que participam ou participaram da competição sem ficar nos 3 primeiros lugares).
O único ano em que eles não conseguiram nenhuma medalha foi em Roma 1960. Além disso, em 1980 eles foram um dos países a boicotar os Jogos por serem realizados na União Soviética. Muitos brasileiros fãs da cultura coreana podem querer torcer pelo país durante os Jogos e, por isso, a K-IN traz aqui um histórico da participação do país nos Jogos, com os principais esportes em que eles já conquistaram medalhas.
Delegação coreana em Londres 2012

Levantamento de Peso

Mesmo com poucas conquistas na modalidade, ela tem seu valor para a história do país nos Jogos. Foi nessa modalidade que surgiu a primeira medalha do país, logo na primeira olimpíada que participaram, com o bronze de Kim Seong-Jip, que inclusive faleceu recentemente, em 20 de fevereiro deste ano, aos 97 anos. Outras medalhas se repetiram nos anos de 1952, 1956, 1988, 1992, 2004 e 2008, com um total de 11 medalhas, sendo 3 ouros, 4 pratas e 4 bronzes. Pequim 2008 foi o melhor ano para eles, com um ouro e uma prata em categorias femininas, com Jang Mi-Ran e Yoon Jin-Hee, respectivamente, e outro ouro para uma categoria masculina, com Sa Jae-Hyouk.

Boxe

A modalidade também foi responsável pela introdução da Coreia dos Jogos, já que foi também em 1948 que Han Soo-Ann conseguiu o bronze para o país. Desde então, o país conquista medalhas em quase todas as edições, com exceções nos anos de 1972, 1976 e 2000. No total são 20, metade de bronze, e mais 7 de prata e 3 de ouro.

Handebol

Foi Los Angeles 1984, o primeiro em que a Coreia do Sul enviou seus times de handebol para competir, e desde então vem marcando sua presença nos Jogos. No masculino, isso significou uma medalha de prata em 88, quando jogavam em casa. Mas no feminino foi além. Desde 1984, em todos os anos a seleção sul coreana chega em alguma disputa de medalha, seja lutando pelo ouro ou pelo bronze, nunca ficando atrás o 4º lugar. Só para elas foram 2 ouros, 3 prata e 1 bronze. Não é o suficiente ainda para ficar em primeiro no esporte, já que a Dinamarca possui 3 ouros, mas em número total de medalhas, elas são as recordistas. Aliás, 2 das vitórias da Dinamarca foram em finais com a Coreia, ambas disputas acirradíssimas, que acabaram em empate no tempo normal. No primeiro confronto de ouro, em 96, o jogo foi decidido no tempo extra, enquanto no segundo, em 2004, elas precisaram decidir no tiro de 7 metros (já que nem no tempo extra foi possível determinar um vencedor), encerrado com um 4 a 2 nos arremessos.  No fim, mesmo que numericamente o Handebol não pareça ter importância no quadro de medalhas sul coreano, é inegável a potência que o país tem nessa modalidade.
Disputa pelo bronze entre Coreia do Sul e Hungria, em Pequim 2008

Tiro Esportivo

Um dos maiores medalhistas olímpicos do país de todos os tempos é Jin Jong-Oh, que tem 3 ouros e 2 pratas na modalidade. Competindo em duas categorias, ele conseguiu a prata em Atenas 2004, uma prata e um ouro em Pequim 2008 e, por fim, os dois ouros em Londres 2012. Ele inclusive já teve sua participação nesse ano confirmada e é o favorito para medalhar novamente.
Ele não é o único sul coreano a ter medalhas na modalidade. O primeiro a conseguir foi Cha Young-Chul, com a prata em Seul 1988. Depois disso, mais medalhas vieram, somando hoje 6 ouros, 7 pratas e 1 bronze.
Jin Jong-oh defendendo o título em Londres 2012

Luta Olímpica

Pode parecer um pouco surpreendente, mas a Luta Olímpica é o terceiro esporte que mais deu medalhas para a Coreia. A modalidade é um dos esportes mais antigos, presente até nos Jogos Olímpicos da antiguidade. Ela une duas categorias, a Luta Livre e a Luta Greco-romana. A Coreia entrou na disputa em 1964 e possui medalha nas duas formas do esporte, apesar de se sair melhor na luta greco-romana, onde conquistou 7 medalhas, contra 4 na Luta Livre, sendo inclusive uma em cada edição, já que o primeiro ouro da Greco-Romana veio em 1984 e desde então a única ocasião que saíram com apenas o bronze foi em Pequim 2008.

No entanto, em quantidade de medalha, a Luta Livre possui mais, sendo 20 medalhas no total (contra 15 da Greco-Romana). Em ambas as modalidades, no entanto, os melhores resultados foram em Los Angeles 1984, com 2 ouros, 1 prata e 4 bronze, e Seul 1988, com 2 ouros, 1 prata e 3 bronzes. Desde então, os resultados tem se decaído na Luta Livre, já que desde 92 não há um ouro, e nas últimas 2 olimpíadas não deu nenhuma medalhas para o país asiático. Um dos atletas de destaque da Luta Livre é Park Jang-Soon, que ganhou duas pratas, em 88 e em 96, e um ouro em 92. Mais recentemente, Moon Eui-Jae conquistou duas pratas, em 2000 e 2004. E na Luta Greco-Romana, Sim Kwon-Ho foi responsável por dois ouros, em 1996 e em 2000.


Sim Kwon-Ho (de vermelho) na semi-final em 2000, contra o norte-coreano Kong Yong-Gyun (de azul)

Judô
O esporte é olímpico desde 1964, na época com 4 categorias masculinas, e hoje tem 7 masculinas e 7 femininas (que competem desde 1992). A modalidade criada no Japão tem o país de origem como o mais vitorioso, com 70 medalhas. Não muito atrás, no entanto, dois países disputam o segundo lugar e a chance de se aproximar da seleção japonesa: a França, atualmente em segundo lugar com 44 medalhas, e a Coreia do Sul, em terceiro, com 40. Apesar do número total, como os ranks são organizados pela quantidade de ouros, o que realmente separam as seleções é apenas uma medalha, o que fará que cada vitória seja importante nessa disputa. Inclusive, o Judô é o segundo maior responsável pelas medalhas da Coreia. Quando tinham apenas categorias masculinas, o ano com melhor resultado foi 84, com 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze. Após a introdução das categorias femininas, o ano de sucesso foi 96, om 2 ouros, 4 pratas e 2 bronzes. Já os atletas de destaque são Kim Jae-yup e Kim Jae-bum, com 1 ouro e 1 prata cada.

Taekwondo

Era de se esperar que o Taekwondo, esporte originado na Coreia do Sul, fosse o que mais deu medalhas pro país. Mas esse não é o caso, já que o esporte é apenas o quarto lugar na lista. Mas isso se explica pela novidade da modalidade nas Olimpíadas, já que só começou a ser competida no ano 2000. Mesmo assim, a soberania sul coreana é inegável. Em primeiro lugar no rank do esporte com 14 medalhas, 10 delas são de ouro.
Um detalhe é que até então cada país poderia levar apenas 2 homens e 2 mulheres para competir, mas a partir desse ano os países podem levar um atleta por categoria, em um total de 8 atletas, dobrando a chance de medalhas. O que significa que o máximo de medalhas que um país podia ter até então era de 16, tornando o resultado da Coreia do Sul ainda mais impressionante. Inclusive, em 2000, 2004 e 2008 todos os atletas do país medalharam, apenas em 2012 que a proeza não foi repetida, e “só” dois dos quatro subiram no pódio.
O maior número de medalhas por atleta é de 2 ouros e 1 bronze, conquistados em três participações olímpicas (das 4 possíveis). Esse recorde é dividido por 3 atletas: um iraniano, um americano e uma sul coreana, a Hwang Kyung-Seon. Ela é inclusive a atual vencedora da sua categoria, já que os ouros vieram em 2008 e 2012, sendo a segunda coreana a defender o título e vencer (o primeiro foi Jin Jong-Oh, do Tiro Esportivo).
Hwang Kyung-Seon (de vermelho) na final de 2012 contra Nur Tatar da Turquia (de azul).

Tiro com Arco

Modalidade que mais deu medalha para os sul coreanos, e que o país reina como soberana é o Tiro com Arco, esporte nacional da Coreia. A modalidade começou com categorias individuais nos Jogos em 1900, mas nesse ano, assim como nas 3 aparições seguintes, em 1904, 1908 e 1920, a participação era pequena, com apenas os Estados Unidos e outras 2 seleções participando. Depois disso o Tiro com Arco ficou de fora das Olimpíadas por décadas, até seu retorno em Munique 1972. Mesmo com o retorno, a Coreia não entrou na disputa no mesmo momento, tendo começado a enviar atletas em Los Angeles 1984. A demora, porém, valeu a pena, já que logo na estreia já veio o ouro, com a jovem de 17 anos Seo Hyang-Soon, seguida pela Kim Jin-Ho, que ficou com o bronze.

Em 1988, competindo em Seul, foi introduzida à categoria por equipes, para estabelecer o domínio sul coreano. Isso porque desde então a equipe feminina está invicta, sem nunca perder nenhuma olimpíada. Já são 28 anos e 7 edições sem perder, com um total de 7 ouros apenas nesta categoria. No individual feminino a situação é similar: desde 1984, a única vez que elas saíram apenas com a prata, e não o ouro, foi em 2008, quando a chinesa Zhang Juanjuan venceu em casa a favorita Park Sung-hyun, que defendia seu título de 2004 (e presente nas duas equipes vitoriosas de 2004 e 2008).

Por outro lado, como cada país pode levar até 6 atletas, 3 homens e 3 mulheres (as equipes são formadas por 3 integrantes, e os mesmos também podem competir no individual), não é incomum um pódio formada por 3 coreanas carregando todas as medalha da categoria, como aconteceu em Seul 1988 e Sydney 2000. E isso sem contar ocasiões em que elas levaram 2 das 3 medalhas. Entre os homens, não há tanta invencibilidade, mas a quantidade de vitórias também é elevada: No individual são 1 ouro, 3 pratas e 1 bronze, e por equipes eles subiram ao pódio em 6 dos 7 Jogos até então, 4 vezes indo ao lugar mais alto.

Desempenho de Park Sung-hyun na final em 2004, contra a companheira de equipe Lee Sung-Jin
No total já são 34 medalhas, sendo 19 de ouro, 9 de prata e 6 de bronze. Detalhe que o país em segundo lugar no quadro é os Estados Unidos, mas com 20 medalhas a menos, apesar de ter participado de 3 olimpíadas a mais. Isso em um quadro que conta a partir de 1972, já que antes disso poucos competiam e haviam modalidades diferentes em cada ano, apesar que mesmo contando desde 1900, a Coreia ainda vence por ter 5 ouros a mais. Uma curiosidade: em relação aos recordes olímpicos, como é de se esperar, as sul coreanas tem todos os possíveis, estabelecidos entre 2000 e 2008. No masculino é similar, com 5 recordes coreanos, 1 australiano e 1 americano. E o maior número de medalhas é de Kim Soo-Nyung, considerada a atleta do século do Tiro com Arco, com uma medalha de cada cor no individual e 3 ouros por equipe, conseguidos entre 1988 e 2000, sendo o ouro individual conquistado em Seul quando tinha 17 anos.
Atleta do século Kim Soo-Nyung
Ao todo são 19 esportes em que a Coreia do Sul já ficou entre os 3 primeiros. Outros esportes de destaque são o Badminton e o Tênis de Mesa, já que o país está em segundo em ambos esportes, com 18 medalhas em cada, atrás da China, que domina essas modalidades.
Na realidade, apesar e um bom começo, a Coreia do Sul tinha vitórias tímidas e esporádicas nos primeiros anos. A participação só começou a melhorar ao competir em casa, em 1988, com o maior número de medalhas (33) e a melhor colocação (4°) que conseguiram até hoje. Depois disso vieram mais vitórias constantes e o número aumentou novamente recentemente, em 2008 e 2012, quando chegaram em 13 ouros em ambos Jogos, o que em Londres levou a ficarem em 5° lugar. Seguindo essa lógica, é de se esperar, primeiro, que o Brasil aumente seu número de medalhas, especialmente porque tem vaga garantida em todos os esportes e, segundo, que a Coreia do Sul mantenha seu desempenho recente e não deixe de conquistar suas devidas medalhas.
Por Paula Bastos Araripe
Fontes: Sports Reference, Olympic.org
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[CONVITE] 1º Encontro Viva Coreia

Ano que vem, pela primeira vez, as Olímpiadas serão sediadas no Brasil e o Centro Cultural Coreano preparou um evento para todos aqueles que desejam torcer pela Coreia do Sul.
O evento que irá acontecer dia 7 de novembro será gratuito, sendo necessária apenas a inscrição do evento. Entre as principais atividades do evento, haverá uma competição de dança para aqueles que querem liderar a torcida, apresentações, gincanas e pela primeira vez o TED abordará sobre assuntos Olímpicos.
Aquele que desejam participar deste evento tem até o dia 04/11 (Quarta-feira). A inscrição é feita por e-mail, mais informações aqui. Você também pode se inscrever para fazer parte da torcida, aqui.
Data e Horário:07 de novembro (Sábado) das 12 às 18 horas
Local: Centro Cultural Coreano no Brasil (Alameda Barros, 192, Santa Cecília)
Conteúdo do Evento:
○ Workshop(TED) sobre esportes olímpicos.
    – Arco e Flecha
    – Basquete
    – Taekwondo
○ Apresentações
    – Samulnori
    – Taekwondo
○ Eventos
    – Competição de dança (K-dance) da torcida Viva Coreia, “Venha liderar nossa torcida” – votação e premiação de grupo de cover que serão lideres de torcida do Viva Coreia.
○ Outras atividades (gincanas)