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A Coréia do Sul encerra paralimpíadas 2016 em 11º lugar

Os Jogos Paralímpicos 2016, realizados no Rio de Janeiro se encerrou no último domingo (18/09/16), e a Coréia do Sul obteve um resultado satisfatório, alcançando 35 medalhas no maior torneio esportivo mundial.

E para você que não acompanhou todos os resultados sul-coreano, nós da KIN trazemos para você os destaques deste evento que reuniu tantos talentos do mundo.

 

Águas de ouro

A natação nas paralimpíadas é uma modalidade que sofre algumas adaptações em suas regras, como a posição de largada, sendo dentro da água, ao lado do bloco de partida ou sentado. Assim como os atletas que possuem algum membro amputado, não podem usar as próteses.

Com todas essas modificações, a natação paralímpica foi a que mais rendeu ouros para a Coréia do Sul, sendo 04 (quatro) no total e destacando o atleta sul-coreano Jo Gi-seong, que conquistou o pódio três vezes nesta paralimpíada 2016.

 

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Figura 1 – Jo Gi Seong, que conquistou três medalhas na Natação.

Tiro Esportivo

O tiro esportivo é um esporte paralímpico muito democrático, uma vez que ele possui um sistema de classificação que permite que diversos atletas consigam competir tanto no individual como em grupo.

Esta modalidade foi uma que não cansou de ver os sul-coreanos subirem no pódio. Foram ao todo 7 medalhas para o país. Entre os que se destacaram nesta categoria foram os atletas, Kim Geu-soo e Lee Ju-hee que ganharam duas medalhas cada. Mostrando que o time da Coréia do Sul veio com grandes competidores nesta categoria.

Figura 2 - O tiro esportivo rendeu seis medalhas para Coréia do Sul.
Figura 2 – O tiro esportivo rendeu seis medalhas para Coréia do Sul.

 

Bolinha Veloz

A Coréia do Sul mostrou desenvoltura e garra no Tênis de Mesa, que é uma das modalidades paralímpica que mais rendeu medalha no torneio. Apesar dos chineses dominarem a modalidade e sendo a principal potência, os atletas sul-coreanos subiram no pódio 9 vezes. O mais interessante não foram só as medalhas individuais que se destacaram, como da mesa-tenista Seo Su-Yeon, que ficou com a prata do individual feminino (classe 1-2), mas as medalhas por equipe, foram no total 4, que  fizeram o grupo sul-coreano se tornar exemplo na modalidade de mesa.

Além destas modalidades que destacamos, a Coréia do Sul ganhou medalhas em outras categorias, como de Tiro com Arco, que renderam três medalhas aos coreanos. Na Bocha os atletas paralímpicos subiram 3 vezes no pódio. Já no Judô e Atletismo foram 4 e 3 medalhas no total. Com Ciclismo de Estrada, que fizeram eles subirem ao menos uma vez no pódio e fechando com a Maratona, levando a medalha de bronze na categoria masculina.

Assim, a Coréia do Sul encerra sua participação nas paralimpíadas 2016, terminando em 11° lugar. E vamos esperar mais um grande desempenho dos atletas paralímpicos na Japão 2020.

Veja abaixo nosso infográfico da Coréia do Sul nestas paralimpíadas.

 

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Por Helô Oliveira
Fonte: Rio 2016; Smsprio2016
Não retirar sem os devidos créditos

Casa de Pyeongchang transporta cariocas e turistas do Rio de Janeiro para a Coreia do Sul

A Casa de Pyeongchang, ou simplesmente, Casa da Coreia, esteve presente na praia do Leme durante todas as Olimpíadas e agora também nas Paralimpíadas. Ela faz parte das cerca de 30 casas temáticas organizadas por diferentes países. Mas se você está no Rio de Janeiro e ainda não pode visita-la, não se preocupe que ainda da tempo! A Casa da Coreia vai estar aberta para visitação até o dia 18 de setembro, quando termina as Paralimpíadas.

Durante toda a Olimpíada a Casa de Pyeongchang contou com diversas atrações, algumas fixas e atrações convidadas. O objetivo era apresentar a atmosfera das próximas Olímpiadas de Inverno, que serão celebradas na Coreia do Sul no ano de 2018.

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Localizada próxima da Pedra do Leme, um palco externo foi montado, onde houveram shows internacionais como K-Tigers, Ongals, Korean Raphsody, entre outros. Além dessas, contou com apresentações de covers de k-pop, taekwondo, música tradicional e break-dancing.

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Entre as atrações fixas, os visitantes são capazes de experimentar esportes de Inverno com óculos de realidade virtual, em uma experiência fantástica. São 3 diferentes simuladores e alguns chegam a dar um frio na barriga!

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Para quem adora fotos, há um espacinho para você registrar sua visita, as fotos são enviadas para seu e-mail e se você postá-las nos instagram com a tag de Pyeongchang, pode até ganhar alguns brindes. Outro ponto de sucesso são os mascotes, dois grandes ursos do Bandabi e Soohorang fazem sucesso com crianças e adultos.

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Ficou com vontade? Pois, neste domingo as atrações vão continuar. É esperado um grande encontro de amantes da cultura coreana para o último dia da Casa da Coreia. Haverá grupos covers, sorteios de álbuns de k-pop e muita dança! Não deixem de prestigiar Pyeongchang e quem sabe sonhar em viajar em 2018.

 

Local: Quiosques QL03/ QL04 – Avenida Atlântica – Praia de Copacabana (Leme)
Data: Até 18 de setembro de 2016
Horário de Funcionamento: 10 as 19 horas

 

Por Amanda Soares
Imagens: KoreaIN
Não retirar sem devidos créditos

Os destaques da Coreia do Sul na história dos Jogos Paralímpicos

Dando seguimento a essa época da maior competição esportiva mundial, os Jogos Paralímpicos estão aí para mostrar que a festa não acabou em agosto. E para que você possa continuar torcendo pela Coreia do Sul, além do Brasil, trouxemos os detalhes, as curiosidades e as medalhas das participações do país asiático nas Paralimpíadas.

Enquanto os Jogos Olímpicos da modernidade existem desde 1896, tendo a Coreia participado pela primeira vez em 1948, levou mais de meio século para que fossem criados os jogos voltados para pessoas com deficiência. Tendo sua primeira edição em 1960, em Roma. A Coreia do Sul começou a enviar atletas para a competição já na terceira edição, em 1968, em Tel Aviv. De lá até hoje, já foram 13 Paralimpíadas de Verão em que o país esteve presente e assim como nas Olimpíadas, o desempenho dos Sul Coreanos impressiona. Entre cerca de 200 delegações que participam ou já participaram dos Jogos, a Coreia do Sul está em 15º no ranking de todos os Jogos Paralímpicos de Verão. São ao todo 306 medalhas, sendo 119 de ouro, 95 de prata e 92 de bronze.

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Símbolo e pictogramas das modalidades paralímpicas na Rio 2016

Apesar de um começo não muito prestigioso, sem conseguirem medalhas em suas primeiras Paralimpíadas em 1968, na edição seguinte, em Heidelberg 1972, os sul coreanos voltaram para casa com 7 medalhas, sendo 4 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. Naquele ano, haviam atletas do país apenas em 4 modalidades: atletismo, tiro com arco, tiro com dardo e tênis de mesa. Desses 4, apenas no atletismo não houveram medalhas. O destaque foi para Cho Keum-im, que não só participou de três modalidades, como subiu no pódio 3 vezes. Uma com ouro, no tiro com arco individual feminino, e 2 com prata, um no time misto de tiro com arco e outro no tiro com dardo. Ela chegou a participar também do tênis de mesa, mostrando sua incrível versatilidade como atleta. Outro atleta versátil foi Song Sin-nam, que participou de três categorias do atletismo e ainda pegou o ouro no tênis de mesa masculino, esporte responsável por 3 dos 4 ouros do país naquele ano.

Quatro anos depois, em Toronto 1976, a habilidade dos sul coreanos no tênis de mesa se manteve, com medalha de ouro, prata e bronze no masculino, individual e por equipe, além de outra prata no tiro com arco. Uma curiosidade é que foram apenas 9 atletas que participaram de 11 categorias no total, e mesmo com essa pequena delegação, eles voltaram para casa com 4 medalhas. O destaque aqui vai para Choi Tae-am, que defendeu o seu título no tênis de mesa conquistado em 1972, e repetiu o feito com outro ouro em 1976 (além de participar da equipe que conseguiu a prata). E não parou por aí, já que voltou em 1980, onde ficou com a prata e depois de 8 anos voltou para competir em casa na mesma categoria, mesmo que não tenha conseguido a medalha. Foram 4 participações em Paralimpíadas, com 16 anos de diferença entre a sua primeira e sua última participação.

Choi Tae-am não foi o único sul coreano a participar e ganhar medalhas em mais de uma edição do Jogos. Kim Yoon-bae, por exemplo, mostrou sua melhora ao, depois de falhar em conseguir a medalha no tiro com arco em 72, voltar com a prata em 76 e o ouro em 80. Já Kim So-boo participou de 12 categorias ao longo de 4 paralimpíadas, entre 1976 e 1992, sendo 1 categoria no atletismo em 76 e as demais em tênis de mesa. Nesse meio tempo, conseguiu 3 medalhas: 2 bronzes e 1 prata.

Em Arnhem 1980, novamente o país investiu no tênis de mesa, e não à toa, já que de 10 categorias participantes, 4 saíram medalhas para os coreanos. Um detalhe curioso é que em todas as disputas de medalhas em que o país participou, três finais e 1 bronze, foi contra um atleta de um país de idioma germânico.  Foram duas disputas contra austríacos (uma vitória e uma derrota para cada um) e duas contra alemães (novamente com vitória e derrota).

BEIJING - SEPTEMBER 11: Keum-Jong Jung of Korea wins Bronze in the Men's -56 kg during the Powerlifting at the Beijing University of Aeronautics & Astronautics Gymnasium during day five of the 2008 Paralympic Games on September 11, 2008 in Bejing, China. (Photo by Jamie McDonald/Getty Images)
Halterofilista Jung Keum-jong conquistando o bronze em Pequim 2008, a mesma cor de medalha que conseguiu 24 anos antes, em 1984. (Photo by Jamie McDonald/Getty Images)

Em 1984, a Coreia do Sul se diversificou mais, participando de novas categorias, como a natação, o tiro esportivo e o levantamento de peso. Esta última inclusive rendeu um bronze para o país, com Jung Keum-jong, atleta de grande importância na modalidade. Participou de Paralimpíadas até Pequim 2008, em um total de 7 olimpíadas e com medalhas em todas elas, sendo ouro em 88, 92, 96 e 2000, prata em 2004 e bronze em 84 e 2008. Por outro lado, o tiro com dardo deixou de ser modalidade paralímpica, diminuindo um pouco as chances de aparecerem mais medalhas para a Coreia. E não surpreendentemente, ainda em 1984, as demais medalhas, duas pratas, vieram no tiro com arco e no tênis de mesa.

Novamente, o “boom” que fez o país se tornar uma potência na competição foi nos Jogos Paralímpicos de Seul 1988. Até então, as Olimpíadas e as Paralimpíadas de Verão até aconteciam em datas próximas, mas sempre em países diferentes. Apenas em 1988 que passaram a ser realizadas no mesmo lugar, o que realmente ajudou os sul coreanos, aumentando o quadro de atletas participantes. Conseguiram ao todo 94 medalhas: 40 de ouro, 35 de prata e 19 de bronze, ficando em 7º lugar no quadro de medalhas. Para isso, o número de atletas participantes, como é comum, subiu, e não foi pouco. Em 1984, eram 18 coreanos na competição. Quatro anos depois eram 226 competindo.

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Símbolo das Paralimpíadas de Seul 1988

Pode ser também surpreendente, mas não foi nem o tênis de mesa e nem o tiro com arco a estrela do esporte sul coreano, mas o atletismo. O esporte, que passou por várias paralimpíadas sem ver um competidor sul coreano, foi responsável por 40% das medalhas da Coreia naquele ano, sendo 16 ouros, 11 pratas e 9 bronzes. O destaque aqui é de Son-hoon, que competiu em 4 categorias do atletismo e conseguiu ouro em todas elas. O país também medalhou em 12 das 18 categorias daquele ano, incluindo tiro com arco, judô, tiro esportivo, natação, esgrima em cadeira de rodas, levantamento de peso paralímpico, ciclismo, tênis de mesa, bocha, halterofilismo e lawn bowls. E, com exceção dessa última, todas as demais modalidades tiveram pelo menos um ouro para o país.

Foi também em Seul 1988 que Lee Hae-gon, atleta de tênis de mesa, competiu pela primeira vez. Ele é o atleta paralímpico da Coreia do Sul que mais conseguiu ouros até o momento. Ao longo de 5 edições dos Jogos Hae-gon conquistou 6 ouros, 1 prata e 2 bronzes. Para se ter uma noção, ele participou de 11 competições dos Jogos no total, o que significa que ele só não conseguiu medalha em 2 ocasiões, além de ter ido para uma final 7 vezes, subindo no lugar mais alto do pódio pelo menos uma vez a cada 4 anos.

Depois de competir em casa, diminuiu-se o número de classificados para participarem dos Jogos pelo país, como é de se esperar, mas sediar os Jogos fez com que mais atletas competissem nas edições seguintes do que antes de Seul 88, ficando uma média entre 60 e 90 atletas coreanos por Paralimpíada. Por isso, passaram a conseguir também mais medalhas. Em Barcelona 1992, foram 44, sendo 11 de ouro. Em Atlanta 1996, foram outras 30 medalhas, sendo quase a metade de ouro. Já em Sidney 2000, a maioria das 32 medalhas foram de ouro.

Nos anos seguintes, o país manteve sua média de 30 medalhas por Jogos, bem equilibrados entre ouro, prata e bronze. Nas últimas Paralimpíadas em Londres 2012, inclusive, foram 9 de cada. Em relação aos esportes, o país manteve conquistando medalhas naqueles que já mostraram seu valor antes. A modalidade em que eles mais conquistaram medalhas até agora é o Tênis de Mesa, com 76 medalhas no total. Por outro lado, o maior número de ouros veio com o Atletismo, 27 no total (2 a mais que no tênis de mesa). Depois deles, vem a natação, que rendeu aos coreanos 23 medalhas de ouro e 47 no total.

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Pódio do tiro esportivo em Pequim 2008, com as coreanas Lee Yun-ri em primeiro e Kim Im-yeon em segundo.

Foi um período também de multicampeões paralímpicos. Além dos já mencionados anteriormente, outros paratletas do país também participaram de mais de uma olimpíada e saíram premiados em várias delas. No tiro esportivo temos Kim Im-yeon, pentacampeã paraolímpica, que competiu 15 vezes entre 1992 e 2008, conseguindo 5 ouros, 3 pratas e 1 bronze, sendo a maior medalhista do país em eventos individuais. Kim Kyung-mook, do tênis de mesa, também foi outro atleta a competir muitas vezes, num total de 14 participações, só falhando em subir no pódio 2 vezes, ficando com 4 ouros, 2 pratas e 6 bronzes. Enquanto sua medalha mais antiga é de 1992, a mais recente é de 2012. Ele competirá sua 7ª olimpíada aqui no Rio, buscando mais uma medalha e, quem sabe, igualar o recorde de ouros de Lee Hae-gon. Ao lado dele, na conquista do ouro por equipes em 2004, estava Kim Young-gun, que também foi campeão no individual em 2004 e em 2012, e agora em 2016 retornará ao Rio para defender seu título. Outro tetracampeão, agora no tiro com arco, é Lee Hak-young, que começou a vencer em casa, e manteve o título até 2004.

Assim, a equipe sul coreana desse ano virá com vários campeões defendendo o título, além de novatos promissores que podem se tornar atletas consagrados em pleno solo brasileiro. O nível da disputa das Paralimpíadas está nas alturas, e os atletas merecem toda a nossa torcida. E você, vai ficar de fora ou entrará no clima desses Jogos?

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Kim Kyung Mook, medalhista em seis Paralimpíadas e classificado para a Rio 2016

 

Por Paula Bastos
Fontes: paralympic.org, International Paralympic Committee, ITTF, wikipedia
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