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Quais são as religiões com mais adeptos na Coreia do Sul?

A Coreia do Sul tem um conceito muito forte de espiritualidade em suas raízes. Já tendo sido dominado pelo budismo e pelo confucionismo, hoje o país não possui uma religião oficial e garante, por lei, a liberdade religiosa de todos aqueles que vivem em seu território. Mas que outras religiões também são praticadas pelos coreanos?

O último levantamento, feito em 2015, mostra que quase metade dos cidadãos sul-coreanos se declaram sem religião, enquanto a outra parcela se divide entre budistas, cristãos, xamanistas, muçulmanos, confucionistas e outras religiões menores.



Budismo

Créditos: www.traveldailynews.asia

Introduzido no país no ano de 372, o budismo é tido como uma das bases da herança cultural coreana, junto com o confucionismo. Durante toda a era dos Três Reinos o budismo foi tido como a religião oficial, já que seus princípios se encaixavam na estrutura e nos interesses políticos da época. Já na Dinastia Joseon sua prática foi motivo de perseguição, sendo tolerada pelo Governo apenas nas áreas mais remotas e montanhosas. Após a Segunda Guerra, com a busca por valores mais ocidentais, o budismo sofreu com uma nova queda de popularidade, sendo, atualmente, a segunda religião mais praticada na Coreia.


Confucionismo

Créditos: www.britannica.com

O confucionismo é tido mais como um código moral do que uma religião. Sem uma divindade principal, ele foi adotado pela Dinastia Joseon como religião oficial e seus princípios foram utilizados para criar um guia de conduta da sociedade. Praticado pelos mais velhos, seus principais ensinamentos envolvem a lealdade à família, o respeito aos mais velhos e a importância da educação.



Cristianismo

Créditos: www.bbc.com

O cristianismo é a religião mais praticada atualmente na Coreia do Sul, com seus adeptos sendo parte, principalmente, das comunidades protestante e católica. A entrada da religião no país se deu no século XVIII, quando os primeiros missionários católicos chegaram ao país, enfrentando grande represália dos confucionistas da época. Com o final da Segunda Guerra e a chegada dos missionários protestantes vindos dos Estados Unidos, a Igreja Protestante começou a ganhar fiéis, oferecendo não só um conforto religioso pós-guerra, mas também serviços médicos e fundando instituições educacionais.


Xamanismo

Créditos: www.fellowsblog.ted.com

Sem uma estrutura definida, o xamanismo permeia a vida da sociedade coreana através do culto a diversos espíritos que habitam as mais diversas formas (pedras, plantas, corpos celestiais etc.). Mesmo com a entrada de outras religiões na península, o xamanismo se mantém vivo no folclore e imaginário das pessoas, coexistindo pacificamente com outras crenças. Seus cultos e rituais são procurados, principalmente, para resolver problemas de saúde e financeiros ou para guiar familiares já falecidos até o mundo espiritual.

Também é possível encontrar adeptos de religiões menores e nativas da Coreia, como o Cheondogyo, que vem crescendo e tendo forte influência no processo de modernização do país com sua doutrina de “o Homem é o Paraíso”, o Won Budismo e o Daejonggyo, que é a adoração a Dangun, fundador do primeiro Estado coreano. Outra comunidade religiosa presente na Coreia do Sul é a islâmica, que surgiu durante a Guerra da Coreia (1950-1953) com a chegada dos militares turcos que faziam parte das forças da ONU. O crescente número de adeptos levou à criação da Federação Muçulmana Coreana, em 1967.

Fontes: (1), (2), (3), (4)
Imagens: Travel Daily News, Britannica, BBC, Fellows Blog
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  • Leticia Gonçalves

    Paulistana que sempre quis ser jornalista. Apaixonada por flores, chás, livros e bater papo.

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