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Sociedade

Taxa de fecundidade tem baixa histórica na Coreia do Sul

Dados revelados pelo Estatísticas Coreia nesta quarta (23) mostrou que taxa de fecundidade no país continua caindo.

A taxa registrada em 2021 foi de 0.81, sendo esta a marca mais baixa desde 1970. Este já é o quarto ano seguido em que o país registra quedas. Comparada com a taxa de 2020 que registrou 0.84, o ano passado diminuiu ainda 0.03.

A taxa de fecundidade é baseada no número total de bebês que uma mulher poderia ter caso engravidasse. É diferente, por exemplo, da taxa de natalidade que mede quantos bebês nasceram de fato em um país. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma taxa de 2.1 seria ideal para representar uma população estável.

Dentre os 38 países membros da OCDE, a Coreia do Sul foi o único país cuja taxa de fecundidade ficou abaixo de 1. A previsão é que em 2024 a taxa caia ainda mais e chegue a 0.7.

A queda vista na Coreia do Sul escancara ainda mais as expectativas demográficas que o país vem sofrendo nos últimos anos, com cada vez menos nascimentos registrados e envelhecimento da população.

Além disso, muitos jovens estão adiando seus planos de casar e ter filhos devido à crise financeira causada pela pandemia e o constante aumento dos preços para comprar ou alugar casas.

O número de bebês nascidos em 2021 foi de 260.500, registrando queda de 4,3% em comparação com 2020. Já o número de mortes registrados foi de 317.800, representando uma alta de 4,2% em relação ao ano anterior. No total, a diminuição na população foi de 57.300.

Em entrevista coletiva, Noh Hyung-joon, representante do Estatísticas Coreia, declarou: “Esta tendência é esperada já que o número de recém-nascidos continua caindo e o de mortes é provável que cresça em meio ao rápido envelhecimento“.

Outro fator que também contribuiu para a diminuição da população do país foi a queda do número de estrangeiros residentes no país, que caiu 3,9% em 2021.

Entre os efeitos da queda da taxa de fecundidade está também a diminuição do número da população com idade apta para o trabalho. Ou seja, aqueles entre 15 e 64 anos. Isto pode levar a uma diminuição da mão de obra disponível no país e, consequentemente, afetar o crescimento econômico do país.

Em 2020, o número de pessoas nessa faixa foi de 37.4 milhões, correspondendo a 72,1% do total da população. A previsão é que este número caia nos próximos anos e possa chegar à alarmante taxa de 17.4 milhões em 2070.

Fonte: (1), (2)
Imagem: Yonhap
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  • Greyce Oliveira

    Cearense de Fortaleza, é metade uma humana normal professora de Inglês e metade ELF(a) precisando (talvez) de tratamento para parar de falar no Super Junior toda hora.

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