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T.O.P (BIGBANG) fala sobre fama, amor pela arte e saúde mental em entrevista

AVISO DE GATILHO: O texto a seguir contém termos que podem servir de gatilho. Recomendamos cautela ao prosseguir a leitura.

Semana passada, a Prestige Magazine revelou alguns detalhes da entrevista de T.O.P (BIGBANG). O rapper é capa da edição de março da publicação e esta foi sua primeira grande entrevista após a saída da YG Entertainment. Nesta quarta (09), a entrevista foi divulgada na íntegra pelo site da revista.


O texto se inicia falando sobre a grande paixão de T.O.P pela arte. Ele é colecionador de peças e carrega este amor até mesmo no seu DNA. Ele é sobrinho-neto de Kim Whanki, um dos grandes nomes da primeira geração de pintores abstratos da Coreia do Sul. Quase dois anos atrás, o quadro 05-IV-71 (Universe) – pintado por Kim – foi vendido em um leilão por mais de 11 milhões de dólares, tornando-se a obra sul-coreana mais cara do mundo.

A entrevista foi feita poucos dias depois da YG Entertainment confirmar o comeback do BIGBANG e anunciar a saída de T.O.P da empresa. Ele comentou: “É hora de saltar para a próxima etapa da minha carreira e vida“.

A última vez que o BIGBANG esteve diante do público foi em 2017. Desde então, seus membros deixaram os holofotes para cumprir seus alistamentos militares obrigatórios. Enquanto estava servindo na polícia, T.O.P foi envolvido em um escândalo por uso de maconha. O rapper descreveu o incidente como “o pior de sua vida“.

Logo após isso, T.O.P tentou tirar a própria vida. Ele conta: “Esta é a primeira vez que falarei isso publicamente, mas realmente tentei cometer suicídio cerca de cinco anos atrás. Me dei conta de quantas dores e memórias dolorosas eu tinha dado às pessoas ao meu redor, minha família e fãs. Na verdade, eu seriamente iria parar de fazer música e deixaria de ser músico. Mas, durante os momentos difíceis, minha motivação para seguir em frente foi a música. Escrevi mais de 100 músicas nos últimos cinco anos. Tem sido minha motivação. Como querer encher uma prateleira com meu trabalho. Esta tem sido minha paixão. Entendi o quão precioso é retornar o que recebi. Sinto como se tivesse renascido“.

O rapper também falou sobre sua saúde mental e contou que, apesar de lutar contra a depressão desde jovem, a arte tornou-se uma válvula de escape para ele. Porém, o prazer de apreciar artes não significa que ele tenha habilidade para produzi-la. Por isso, ele resolveu ir contra a influência da sua família e partir para a música: “Desde que eu tinha cinco anos, comecei a sonhar com a música e em ser músico. Este sonho nunca mudou“.

Mesmo assim, a arte ainda atua como uma fonte de inspiração para T.O.P. Por isso, ele acumula uma coleção de peças e também de amizades com os artistas. Um destes, é o escultor japonês Kohei Nawa, descrito pelo rapper como seu “irmão de alma”.

Sobre a fama, T.O.P comemorou o fato de ter passado pouco tempo como trainee na indústria do k-pop. Após sua estreia no BIGBANG, ele viu jovens serem submetidos a um sistema bastante duro. A esperança de causar uma mudança neste padrão fez com que o rapper começasse a planejar formar sua própria empresa e preparar um grupo que fuja do padrão de “robotização” os quais os outros selos submetem seus artistas.

Ele também revelou que tem estudado bastante sobre saúde mental para ajudar outras pessoas através da sua arte: “Não é apenas esta indústria de celebridades, mas quero compartilhar esta mensagem especialmente com os jovens. Quero começar diferentes tipos de atividades que passem mensagens positivas e esperançosas para as gerações mais novas“.

Sobre o comeback anunciado pouco antes da entrevista, T.O.P contou: “Desde o início, sempre falei para os fãs que estava completamente orgulhoso de dizer que sou o T.O.P do BIGBANG, mas nos últimos anos comecei a pensar que talvez este fosse o fim e talvez não fosse haver T.O.P do BIGBANG por um tempo“.

Segundo ele, os cinco anos que passaram afastados fez com que os gostos musicais e as atividades se diferenciaram e que, agora, a música do BIGBANG e do T.O.P são diferentes. Porém, apesar de estar iniciando uma nova etapa, ele deixa em aberto a possibilidade de se reunir com o grupo, destacando que ama seus companheiros e sente uma conexão com cada um deles.

O álbum solo de T.O.P ainda não tem previsão de lançamento, mas este será apenas um dos vários projetos que o artista está desenvolvendo e colocando todo seu coração em cada um. Ele finalizou a entrevista declarando: “Sinto como se fosse um novato agora e estou prestes a começar a coisa real como um artista“.

E como ele se sente sobre isso? Ele próprio responde: “Estou apenas feliz“.

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Fonte: (1)
Imagem: Ji Yong Yoon para Prestige Magazine
Não retirar sem os devidos créditos.

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  • Greyce Oliveira

    Cearense de Fortaleza, é metade uma humana normal professora de Inglês e metade ELF(a) precisando (talvez) de tratamento para parar de falar no Super Junior toda hora.

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