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Saiba tudo sobre a passagem do DPR pelo Brasil com a “The Regime World Tour”


No domingo (16), o AUDIO CLUB recebeu um dos eventos mais aguardados do ano: o primeiro e único show do coletivo DPR no Brasil. Entre performances repletas de detalhes mínimos que as conectam com todo o repertório praticamente cinematográfico dos artistas, as interações tornaram aquela uma das noites mais marcantes para os fãs de K-hip hop.

O show, anunciado em abril, teve seus ingressos esgotados em menos de uma hora após a abertura das vendas. Durante seis meses, o público brasileiro esperou ansiosamente para ver os artistas no palco. E a espera foi muito bem compensada.

Confira a seguir tudo o que aconteceu na inesquecível noite.



A primavera paulista, imprevisível como sempre, estava abafada e ensolarada, como se até mesmo o dia estivesse sorrindo para os fãs na fila em frente ao AUDIO CLUB. O estabelecimento viu a fila de fãs animados para o evento começar a crescer, com as mais de 3 mil pessoas que estavam ali para ver de perto os artistas da crew DPR.

DPR CREAM, DPR LIVE e DPR IAN estavam a algumas horas de se apresentarem pela primeira vez no país. O show único foi anunciado em abril, poucos dias antes das vendas de ingresso abrirem e se esgotarem em menos de 1 hora.

Todos puderam entrar, pouco a pouco, quando os portões abriram às 18h. A casa de shows foi sendo preenchida, com lotação máxima. Lightsticks, cartazes, perucas cor de rosa, tiaras com chifrinhos, orelhas de gatinho, bandeiras do Brasil e da comunidade LGBTQIA+.

Conforme a iluminação e os sons de fundo mudaram, todos ficavam mais ansiosos pelo momento em que um dos eventos mais esperados do ano começaria.

Queridos leitores, o DPR chegou para começar o espetáculo tão sutil e notavelmente quanto a assinatura musical do crew. “Coming to you live”…

Pouco depois das 20h, DPR CREAM (nome artístico de Kim Kyung Mo) abriu o evento com o primeiro ato: atrás dos equipamentos de DJ, interagindo com o público e entregando um set de músicas que faziam o coração bater mais forte, colocando todos para dançarem e começarem o evento com as expectativas lá no alto.

O segundo ato da noite ficou por conta de Hong Dabin, ou DPR LIVE. O artista pisou no palco vestindo um traje de astronauta e cantando Legacy, tal qual no MV da música. Desbravador, Hong apareceu anunciando a todos que a arte é seu legado.

A primeira parte do set de músicas interpretadas por DPR LIVE incluíram S.O.S, NEON e DISCONNECT. A plateia perdeu o ar quando a reprodução holográfica de um astronauta gigante neon apareceu no palco.

Saindo e voltando do palco mudando de figurino, Hong apareceu para continuar, agora com TO WHOEVER, um mix com THIRST, KNOW ME e CHEESE & WINE, LAPUTA e partindo para outra mudança de figurino com “INTERLUDE”.

Com roupas mais formais e carregando um buquê de rosas, o artista cantou VENUS e entregou as flores aos fãs. Ele então interpretou KISS ME e JASMINE

JAM & BUTTERFLY conquistou ainda mais os fãs. Entre as músicas, a plateia gritava praticamente em uníssono “Uh papai chegou” para ele, que se divertiu dizendo que não entendia para então ouvir traduzir pro inglês como “Uh daddy’s here”.

Entre YELLOW CAB e SUMMER TIGHTS, Hong interrompeu a música para conversar mais um pouco com a plateia, desta vez interagindo especificamente com um dos membros na audiência chamado Augusto, do qual DPR LIVE disse ter achado “muito bonito”.

Antes do fim do segundo ato e do set de DPR LIVE, ele tirou mais um tempo para conversar com a plateia, mas num desabafo. O artista contou que teve ataques de pânico e crises de ansiedade nos shows anteriores, dos quais o fizeram duvidar se merecia estar ali. 

Emocionado, Hong Dabin finalizou concluindo que subir no palco, ouvir todos cantando juntos e se divertindo o fez ter certeza de que quer continuar trabalhando com música e fazendo shows.

Finalizando seu ato com chave de ouro, DPR LIVE cantou TEXT ME, HULA HOOPS (jogando boias na plateia), MARTINI BLUE e terminando com SET IT OFF, parceria com DPR Cline (ou Jimmy Cline) para o jogo League of Legends.

O terceiro e último ato do espetáculo foi DPR IAN

Teatral e marcante como suas músicas, Christian Yu apareceu diante de asas pretas gigantescas, uma máscara com chifres (parte de sua videografia) e uma introdução digna de um espetáculo, ao som de MITO.

Ainda sem fôlego, a plateia começou a ouvir a introdução de SO BEAUTIFUL, seguida de MOOD e DOPE LOVERS. Saindo do personagem por alguns minutos, IAN mostrou ter aprendido algo em português, perguntando “Oi, tudo bem?”. Alguém dá cidadania para esse homem, por favor?

DPR IAN se apresentou e agradeceu a todos por estarem ali e, assim, seguindo para as próximas faixas, MISS UNDERSTOOD e AVALON. Conversando com a plateia, elogiou e disse que todos são muito bonitos.

Como um convite, IAN introduziu a próxima música falando que os levaria a um lugar especial. A introdução de CALICO começou a tocar nas caixas de som e todos sabiam exatamente onde estávamos chegando: no momento em que Yu pegaria a guitarra e hipnotizaria a todos.

SOMETIMES I’M e 1SHOT foram cantadas e acompanhadas por uma plateia eufórica. IAN finalizou as últimas notas da faixa e falou, encantado, que São Paulo estava sendo o show mais alto e energético até então.

As canções, vídeos e conjunto artístico como um todo de Christian Yu tem base nas experiências do artista, principalmente a convivência diária com o transtorno bipolar. Isso fez surgir um personagem que abraça as crises de Ian, desde os momentos mais depressivos, até às crises de mania.

As músicas são desabafos e metáforas que confortam, mas nada nunca irá superar ouvir os desabafos honestos de Ian durante o espetáculo. Ele começou a contar que estava passando por um momento complicado psicologicamente, mas acreditava que está tudo bem não estar bem.

Num momento de pura sensibilidade, no qual a plateia conseguia observar o Christian Yu além da divindade artística no palco, o cantor continuou dizendo que estava se sentindo mais contente vendo a plateia. Aquele era um lugar seguro para chorar e sentir tudo que estivesse preso dentro de si.

Falando sobre receios, DPR IAN começou a cantar SCAREDY CAT, seguido de RIBBON e MR.INSANITY. Entre passos de dança, começou a introdução de WINTERFALL e IAN foi até o microfone no meio do palco e, durante a apresentação, fez nevar na plateia.

Ainda vendo os fãs extasiados com a sequência de músicas, IAN começou a falar de como se sentia em relação à bipolaridade e como isso o afetava, mas precisou parar o discurso para chamar os bombeiros para uma fã que passou mal.

Todo o discurso sobre saúde mental foi seguido de uma apresentação emocionante de NERVES, com uma bandeira LGBTQIA+ nos ombros.

Ele voltou para o meio do palco e apresentou BALLROOM EXTRAVAGANZA e finalizou com NO BLUEBERRIES. DPR IAN e DPR LIVE se uniram para cantar essa última e bolhas de sabão começaram a surgir dos cantos do palco.

Após agradecerem a todos pela presença, disseram que estavam indo embora, mas que voltariam ao Brasil, com certeza. Então toda a crew de DPR surgiu para finalizar com TO MYSELF.

A The Regime World Tour foi um verdadeiro espetáculo, com atos diferentes e que expressavam facetas artísticas distintas.

DPR CREAM, DPR LIVE e DPR IAN trouxeram ao palco características singulares do repertório musical e videográfico, referências sutis ou bastante explícitas, mas que podem ser aproveitadas por quem acompanha cada conceito, ou só curte as músicas.

Os fãs esperaram como Serafins pela oportunidade de presenciar esse espetáculo completo com música, dança e efeitos especiais, mas cada segundo passado nos últimos anos e meses foram recompensados.

Estaremos esperando pelas próximas turnês do DPR no Brasil, para ouvirmos o coro de “DPR WE GANG GANG” ao vivo de novo.

Imagens: Thainá Double
Não retirar sem os devidos créditos.

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  • Bárbara Contiero

    Maria-cafeína. Tenho mais livros do que amigos. Minhas roupas são 70% de brechós. Epik High me mantém acordada de manhã.

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