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Conheça a artista Haegue Yang

Nascida em Seul em 1971, a artista Haegue Yang (양혜규) se especializou em arte abstrata contemporânea e buscou expandir sua carreira em Berlim, Alemanha, local onde atualmente trabalha como artista e professora. Em entrevista ao Museu de Arte Moderna de Nova York, nos Estados Unidos, ela afirmou que a abstração na arte não é um modo simples de pensar, mas um salto numa dimensão que não pode ser compreendida de outra forma.

Mas então qual é o estilo abstrato desta artista? Veja algumas obras abaixo.


Totens Robôs

Obras da direita para esquerda: (1) Totem Robots – Sidewise, (2) Totem Robot – Askew, (3) Totem Robot – Forward | Créditos: Beatriz Pollo, museu M+ em Hong Kong

Está obra acima foi criada em 2010 e exibida anteriormente no museu MCAD em Manila (Filipinas), antes de entrar para a coleção do museu M+ de Hong Kong. Nas obras há pás, perucas rosas, sinos metálicos cinza, várias lâmpadas ligadas, estruturas de metal, medidores plásticos para alimentos e mais. Yang é conhecida por usar em suas obras materiais industriais com materiais comuns de se comprar em lojas, além de itens cotidianos. A artista faz questão de incluir objetos inimagináveis, como aquecedores de palha artificial e cabides. Ela com frequência inclui objetos que remetem à tecelagem ou outras técnicas artesanais, como redes de pesca.

Para uma visão detalhada destas obras, assista o vídeo abaixo, do canal da artista no YouTube:


Quasi-Colloquial

Esta exposição foi exibida na Pinacoteca de São Paulo entre março e maio de 2023. A ênfase da vez foi em formas geométricas e cores, também trazendo elementos como olhos humanos, um formato em mapa do Brasil, correntes, mãos segurando objetos (até mesmo passaportes brasileiros), imagens do Brasil etc. As esculturas não pareciam ter uma relação direta com o Brasil, foram os painéis e quadros que abrasileiraram o ambiente.

De acordo com a artista, ao nomear a obra como “quase”, ela recusa a ideia de uma certeza, um todo absoluto. Já a palavra “coloquialidade” seria sua forma de expressar que ela está vendo o Brasil como uma pessoa que vem de fora do país, mas ao mesmo tempo busca uma maneira coletiva de se entender forma, funcionalidade e racionalidade. Um pouco metafórico, não? A exposição é complexa e usa cinco tipos de arte diferentes. Com tamanha diversidade, que cada um observe e interprete como bem entender.


Folhas de Papel e Germinação Sônica

Esta exposição feita na Bélgica misturava elementos como cortinas de miçanga, colagens com papel tradicional coreano (hanji) e outros projetos com forte presença de elementos feitos à mão. A artista se inspirou no shamanismo coreano e em padrões geométricos sumun (importantes para manter espíritos malignos longe), misturando-os com elementos modernos como figuras robóticas, imagens de guerreiros históricos, formas semelhantes à fauna e flora etc.

As suas composições buscam o tema central no caractere chinês 心 (심, shim, coração e mente), que é representado como florestas densas e oceanos profundos. Ou seja, o coração de alguém parece residir muito além do que a superfície mostra e, por isso, as obras da sua exposição moldam e remoldam conceitos e formas pré-existentes. Não apenas as formas e recortes de papel, mas a sonoridade da exposição também deve ser ressaltada. Não se esqueça de voltar no video acima e ver e ouvir, emergir um pouco no que foi esta exposição.


Terras Perdidas e Campos de Sunken

Ao nomear a exposição como terras perdidas, a artista cria vários cenários capazes de misturar natureza, elementos abstratos (com cenários que parecem vindos de ficção cientifica) e obras interativas, nas quais o publico toca e faz mover pequenas obras enquanto caminha por cada novo ambiente. Enquanto um ambiente pode fazer com que você se sinta em uma floresta, outro pode te trazer para um ambiente estilo filme espacial, e por ai vai.

Sunken é uma ilha na península coreana e sua fonte de inspiração tanto para os cenários mais naturais quanto para os vários elementos de pipa tradicional que foram pendurados ao teto. Esta exposição foi feita nos Estados Unidos entre fevereiro e abril de 2025, mostrando que atualmente o estilo da artista continua sendo misturar suas raízes coreanas, sua criatividade com composição e mistura de elementos e seu desejo incessante de conhecer outros mundos.

Fonte: (1), (2)
Imagens: Fondazione Furla, Beatriz Pollo
Não retirar sem os devidos créditos.

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