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Cotidiano

Adotada por suecos, sul-coreana reencontra sua família biológica após 46 anos

Adotada por um casal de suecos aos 4 meses de idade, Karin Jensen viajou à Coreia do Sul – seu país natal – em 2018 e começou uma busca pelas suas raízes. Em entrevista ao The Korea Herald, ela contou sobre sua história.

Jensen nasceu em Daegu e cresceu em Uppsala. Aos 47 anos, ela é policial e tem dois filhos, um menino de 13 anos e uma menina de 10. E foi justo a maternidade que despertou nela a curiosidade de conhecer sua família biológica: “Após me tornar mãe, comecei a imaginar como eles [meus pais biológicos] eram. Além disso, eu queria contar aos meus filhos sobre minha herança“.

Para iniciar sua busca, Jensen tinha como única pista o seu antigo passaporte, expedido em janeiro de 1976 para que pudesse ir à Suécia. No documento, haviam três dados: seu nome coreano, O Ok Hee; sua data de nascimento, 23 de setembro de 1975, e o endereço da agência de adoção.

Detalhes do passaporte de Jensen expedido para que pudesse viajar à Suécia.
Créditos: Karin Jensen

Ao viajar à Coreia do Sul em outubro de 2018 para participar de uma conferência, Jensen conheceu Suh Joon, um dos responsáveis pela divisão de assuntos exteriores da Agência Nacional de Polícia Coreana, que ofereceu ajuda na busca.

Após consultar jornais antigos e a internet, Suh encontrou o centro de bem-estar social que cuidou da adoção. Com a ajuda dos funcionários da instituição, ele conseguiu localizar a mãe biológica de Jensen. Em novembro, após um ano de análises e testes de DNA, Jensen pôde reencontrar sua mãe biológica e conhecer o irmão que não sabia que tinha.

Ela contou: “Assim que saí do portão de desembarque no aeroporto, minha mãe me encontrou e se jogou nos meus braços chorando. A primeira coisa que ela disse foi meu nome de nascença, O Ok Hee. Ela continuou repetindo meu nome e pedindo desculpas. Foi esmagador“.

Reunidas, mãe e filha puderam juntar as peças do quebra-cabeça das raízes de Jensen. Uma das revelações foi em relação ao seu sobrenome de nascença, que é Lee e não O, como consta no passaporte. Além disso, ela também descobriu que o pai faleceu quando seu irmão tinha apenas dois anos.

Sobre os motivos que a levaram a ser entregue para a adoção, Jensen contou: “Me falaram que minha avó materna decidiu me dar para a adoção porque minha mãe era muito nova quando nasci e ela e meu pai sequer eram casados na época. Cerca de um ano depois de eu ter sido adotada e ir para a Suécia, minha mãe deu à luz meu irmão caçula“.

Expressando sua gratidão por Suh ter ajudado na sua busca, Jensen se diz muito feliz por ter conhecido sua mãe biológica e agora planeja retornar à Coreia com a família que construiu na Suécia.

No ano de 1976, quando Jensen foi adotada, o total de crianças que seguiram para adoção por estrangeiros foi de quase 6600. O número representa uma alta considerável em comparação com as quase 5000 registradas em 1975.

Segundo dados do Ministério da Saúde e do Bem-estar, quase 170.000 crianças sul-coreanas foram adotadas por estrangeiros entre 1958 e 2021. Somente no ano passado, dentre as 415 adoções feitas no país, 189 foram feitas por estrangeiros, número correspondente a 45% do total.

Fonte: (1)
Imagens: Karin Jensen e Park Hae Mook (The Korea Herald)
Não retirar sem os devidos créditos.

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Greyce Oliveira

Cearense de Fortaleza, é metade uma humana normal professora de Inglês e metade ELF(a) precisando (talvez) de tratamento para parar de falar no Super Junior toda hora.

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