Todo fim de ano, a KoreaIN reúne sua equipe para escolher os destaques do ano que passou. Hoje trazemos os melhores dos melhores entre os c-dramas e doramas lançados durante o ano passado.
Confira a nossa lista e veja as opiniões do nosso time (desta vez, todos os elencados aqui receberam um voto).
C-drama
The First Frost
Escolhido por: Alice Ramos Rodrigues da Silva (social media)
The First Frost se tornou tão especial para mim porque é um drama que entende profundamente o que significa carregar dores antigas e, ainda assim, tentar amar de novo. Ele fala sobre vulnerabilidade com uma sensibilidade rara, mostrando que a cura não vem de grandes acontecimentos, mas das pequenas delicadezas do dia a dia, do tipo de amor que não pressiona, só acolhe. É um drama que me fez refletir sobre como o passado molda nossas escolhas, sobre como é difícil se abrir quando tudo em nós aprendeu a se proteger, e sobre como alguns reencontros não chegam para reviver o que foi, mas para finalmente libertar o que ficou preso. The First Frost me marcou justamente porque trata trauma, afeto e amadurecimento com honestidade, sem romantizar, sem exagerar, e transforma tudo isso em uma história que abraça, dói e cura na mesma medida.
The Prisoner of Beauty
Escolhido por: Leticia Gonçalves (redatora)
Liu Yuning impecável, Song Zuer maravilhosa, elenco de apoio que sabe o que faz… O único defeito deste drama é que ele acaba, é uma obra de arte! Sem contar a trilha sonora que tem ele, Liu Yuning, e o Ayunga nos temas principais. Reis das OSTs!
The Best Thing
Escolhido por: Vitória Ferreira (revisora)
Este drama é um abraço. Calmo, delicado, sensível e completamente bonito, The Best Thing consegue mostrar que é possível se libertar daquela ansiedade que temos com o que nos cerca, como os relacionamentos e as escolhas que podem moldar nosso futuro profissional, e que vai nos corroendo por dentro aos poucos. Xu Ruo Han e Zhang Ling He ficaram perfeitos juntos e o relacionamento de seus personagens é simplesmente apaixonante entre flores, sorrisos e olhares transbordando emoção. Além disso, conhecer mais sobre a medicina tradicional chinesa foi extremamente interessante.
Dorama
Marry My Husband: Japan
Escolhido por: Alice Ramos Rodrigues da Silva (social media)
Watashi no Otto to Kekkon Shite me conquistou porque transforma a ideia de vingança em algo muito mais íntimo e poderoso, um reencontro doloroso com quem somos quando ninguém está olhando. O drama entende que recomeçar não é sobre punir o outro, mas sobre deixar de viver a partir da ferida e finalmente escolher a si mesma com coragem, mesmo que isso signifique desmontar as narrativas que antes serviam de proteção. Ele fala de amor-próprio com uma honestidade rara, mostrando que crescer dói, mas permanecer onde se sangra dói ainda mais. E é nessa delicadeza entre dor, cura e responsabilidade emocional que a história brilha, porque nos faz enxergar que superar o passado não é esquecer o que aconteceu, e sim aprender a viver sem se ajoelhar para ele. Watashi no Otto to Kekkon Shite me marcou justamente por isso, por lembrar que viver por si mesma é, às vezes, o ato de resistência mais bonito que alguém pode ter.
Just A Bit Espers
Escolhido por: Anna Mazzaro (redatora)
Just A Bit Espers me conquistou pela forma leve e diferente de contar uma história sobre pessoas comuns com habilidades especiais. O dorama mistura comédia, cotidiano e um toque sobrenatural de um jeito muito humano, fazendo tudo parecer próximo e fácil de se conectar. O que mais me marcou foi como a história não foca só nos poderes, mas nas relações entre os personagens, nas inseguranças e nos pequenos momentos do dia a dia. É aquele tipo de drama que diverte, emociona e ao mesmo tempo deixa uma sensação confortável, mostrando que até quem é “diferente” só quer viver normalmente. Um achado do ano para mim
Glass Heart
Escolhido por: Vitória Ferreira (revisora)
Ainda que Marry My Husband: Japan e Romantics Anonymous tenham sido simplesmente incríveis, eu não pude deixar de escolher este outro drama com o Satoh Takeru. De certa forma (e ainda que não tenha diversificado o meu repertório musical nos últimos meses), a música foi uma parte importante da minha vida ao longo do ano, por isso Glass Heart me conquistou desde o trailer. Ainda que o enredo seja bom e as atuações convençam, é a música que rouba a cena, é ela que cria a atmosfera de cada episódio e efetivamente se apropria da história. A música é, sem dúvida nenhuma, o coração do drama. É apenas através da música que muito do que o drama e os personagens não conseguem expressar diretamente é mostrado. E todas as emoções que sentimos são afloradas por causa dela. E é essa força na forma como mostrar a história que me pegou pela mão e não largou.
Gostou das escolhas?
Imagem: IQIYI, Amazon Prime
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