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Justiça

Kim Jung Hoon, irmão de Jisoo (BLACKPINK), é implicado em caso de agressão sexual e acusado de violência doméstica

Segundo reportagem do Channel A, exibida na última quinta-feira (16), a Delegacia de Polícia de Gangnam, em Seul, recebeu uma denúncia de assédio sexual feita por uma streamer e prendeu no local um homem de 30 anos, não identificado oficialmente.

Após a prisão do homem, diversos veículos de comunicação noticiaram que ele era “irmão de uma integrante de um grupo feminino mundialmente famoso”. Com essa informação e após conectarem detalhes do caso a outras informações disponíveis publicamente, muitos internautas levantaram suspeitas de que o homem pudesse ser Kim Jung Hoon, o irmão mais velho de Jisoo, integrante do BLACKPINK.

O homem (supostamente Kim) é acusado de tentar contato sexual sem o consentimento de uma streamer. Ele teria comprado um “voucher para encontro” no valor aproximado de 3 milhões de wons para jantar com ela. Após os dois tomarem drinques juntos em um restaurante em Gangnam, ele a levou para casa, prometendo que não iniciaria nenhum contato sexual. No entanto, tentou agredi-la sexualmente.

Um “voucher para encontro” geralmente é a oportunidade de jantar com um streamer, normalmente oferecido como “prêmio” para pessoas que doam grandes quantias de dinheiro em uma transmissão ao vivo.

A streamer alegou que ele prometeu não tentar nada com ela ao convidá-la para sua casa, mas insistiu em ter contato físico, mesmo ela tendo o rejeitado várias vezes, e também tentou agredi-la sexualmente. Também foi alegado que ele dirigiu embriagado após o jantar. Diz-se que a polícia bateu à porta e ele a abriu.

Ele teria negado as acusações, alegando que seu contato físico com a mulher não foi coagido. A polícia planeja interrogá-lo e verificar os fatos.

Na sexta-feira (17), a Procuradoria de Seul rejeitou o mandado de prisão contra o homem (supostamente Kim), alegando insuficiência de provas.

Em meio a isso, surgiram novas alegações de que Kim e um conhecido, Sr. A, ameaçaram a vítima, dizendo que divulgariam fotos tiradas ilegalmente dela.

Também na sexta-feira a mesma vítima denunciou um agressor anônimo à polícia após receber uma mensagem no KakaoTalk dizendo: “Vou expor suas fotos íntimas on-line”.

O caso permanece sob investigação, juntamente com a denúncia de assédio registrada pela vítima.

Em meio a este caso, uma internauta que afirma ser esposa de Kim publicou declarações manuscritas on-line com alegações de violência doméstica, incluindo violência verbal e física. Ela alega que ele a agrediu fisicamente e também monitorava suas atividades on-line, restringia seu convívio social, a assediava sexualmente e muito mais.

As alegações de violência doméstica não estão relacionadas ao caso de agressão sexual.

As alegações foram inicialmente feitas por uma pessoa informante, que denunciou Kim Jung Hoon à polícia por violência doméstica em janeiro de 2026 em um depoimento.

Segundo a informante, ela soube que sua conhecida, a atual esposa de Kim Jung Hoon, estava sofrendo violência doméstica por volta de agosto de 2025. Nessa época, a esposa de Kim entrou em contato com a informante dizendo “me ajude” e apresentava hematomas por todo o rosto e corpo, a ponto de ser obrigada a usar roupas de manga comprida no auge do verão para escondê-los.

A informante continuou recebendo comunicações semelhantes da mulher de setembro a novembro, quando ela afirmava que “havia sido atingida com um telefone até que o telefone entortasse” ou que “havia sido atingida na cabeça repetidamente e sentia vontade de vomitar”.

Após o depoimento manuscrito, a informante revelou alegações adicionais, como as traduzidas abaixo.

“Aproximadamente duas semanas após o registro do casamento, o agressor agrediu e abusou verbalmente da vítima continuamente. Frequentemente, os episódios de abuso verbal e físico eram seguidos por relações sexuais forçadas e pela ingestão forçada da saliva misturada com catarro do agressor.”

“O agressor obrigou a vítima a tirar a roupa, ajoelhar-se e implorar por perdão. Se a vítima sequer mencionasse divórcio ou denunciasse o agressor à polícia, era violentamente agredida.”

“Quando o agressor percebeu que os hematomas no corpo estavam muito visíveis para estranhos, começou a atacar a cabeça da vítima, batendo-a contra o chão e arremessando-a contra a parede.”

“A vítima foi forçada a dizer ‘eu te amo’ para o agressor 30 vezes por dia.”

“O agressor monitorava as atividades da vítima por meio de câmeras de segurança e dispositivos de gravação de áudio instalados dentro da casa, forçando-a a se esconder em pontos cegos sempre que ousava ligar para seus conhecidos ou seus pais.”

“Quando a vítima afirmou que queria o divórcio, o agressor ameaçou: ‘Posso mandar você para a cadeia mesmo que você não tenha feito nada de errado. Posso inventar crimes do nada com dinheiro. Tenho os melhores advogados. Lido com processos judiciais há 3 anos. Lidar com gente como você é moleza’.”

“A ex-esposa do agressor também alegou violência doméstica.”

Na declaração escrita à mão e divulgada on-line, a suposta esposa detalha mais situações, como as traduzidas abaixo.

“Ele verificava meu celular frequentemente, às escondidas, enquanto eu dormia. Ele apagava e alterava coisas no meu celular sem minha permissão. Antes de 2025, ele apagou minhas fotos, mudou minhas fotos de perfil, mudou meus nomes no KakaoTalk, Danggeun Market e outros aplicativos, alterou minhas mensagens de status e verificou meus registros do Safari/iCloud, histórico de conversas, lista de contatos e lista de bloqueados. Ele me disse para não apagar nenhuma conversa com meus pais ou amigos porque ele iria verificá-las.”

“Ele me disse para não trocar mais do que algumas mensagens por dia com minhas amigas. Ele me obrigou a usar fotos de perfil com ele no KakaoTalk e me disse para postar pelo menos três fotos nossas juntos. Ele até me fez sair do KakaoTalk… Ele proibiu nail art e só permitia pedicure. Ele restringiu minhas roupas e maquiagem. Enquanto morávamos em Banpo, ele me ordenou que jogasse fora meus cosméticos, shorts e saias, e eu realmente tive que jogá-los fora. Ele disse que eu não poderia frequentar uma academia se o professor fosse homem, e ele mesmo foi lá para verificar. Ele impôs regras sobre como eu deveria usar minha bolsa e quais roupas eu poderia usar porque dizia que outros homens ficariam me olhando.”

“Ele restringia severamente os lugares a que eu podia ir, permitindo-me apenas locais como a área perto de casa, o supermercado, o consultório do ginecologista, o dermatologista e a faculdade. Sempre que eu me deslocava, tinha que ligar para ele e relatar o que estava fazendo a cada 10 a 30 minutos. Também tinha que dizer a ele o que eu estava vestindo sempre que saía. Ele exigiu que eu fizesse uma tatuagem com nossos nomes e a data do nosso aniversário, e me ameaçou com consequências caso eu me recusasse… Ele repetidamente me obrigou a fazer sexo à força. Ele exigia sexo mais de duas vezes por dia. Mesmo quando eu resistia e deixava claro que não queria, ele tirava minhas roupas à força e fazia sexo comigo. Como resultado, sofri repetidamente de vaginite e cistite, e mesmo depois de ir ao hospital, não consegui me recuperar porque o sexo forçado continuou. Ele também me obrigou a fazer sexo anal.”

Em um story recente no Instagram, a mulher pediu às pessoas que não descontassem suas frustrações em Jisoo, afirmando que foi o irmão dela quem errou e que sua família não deveria ser alvo de nenhuma reação negativa.

Créditos: TheQoo

Ele é quem errou, então espero que as pessoas não direcionem nada disso para a família dele…

Apesar das crescentes acusações contra ele, Kim ainda não divulgou nenhuma declaração oficial.

Em outro incidente aparentemente sem relação com os dois anteriores, uma publicação anônima apareceu na plataforma de comunidade corporativa Blind em maio de 2025 para acusar Kim Jung Hoon de “filmar relações sexuais sem consentimento e divulgar o conteúdo filmado para conhecidos”.

A pessoa alegava ter tido um relacionamento consensual com Kim, mas descobriu posteriormente que havia sido filmada secretamente sem o seu consentimento. A publicação alegava ainda que o indivíduo em questão mostrou as filmagens a conhecidos e possuía outras gravações ilícitas envolvendo outras mulheres. Na época, a autor da publicação afirmou na época que estava considerando entrar com uma ação judicial.

A equipe de Kim negou as alegações, descrevendo-as como “totalmente falsas”, e indicou que medidas legais seriam tomadas em consulta com seus representantes legais. A publicação foi posteriormente removida da plataforma.

Kim Jung Hoon, nascido em 1989, é o mais velho de três irmãos. A segunda irmã é Kim Ji Yoon, irmã mais velha de Jisoo, nascida em 1990, que já fez diversas aparições na televisão. Ele é CEO da empresa de suplementos e saúde infantil BIOMOM, que também é a empresa controladora da BLISSOO, empresa de gerenciamento artístico de Jisoo.

Fonte: (1), (2), (3), (4), (5)
Imagens: Channel A, TheQoo
Não retirar sem os devidos créditos.

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