Homem sul-coreano é condenado à prisão por violar quarentena

Na última terça-feira (26) um homem sul-coreano de 27 anos foi condenado a 4 meses de prisão por violar quarentena de prevenção contra a Covid-19. É a primeira vez que uma pessoa é condenada por violar a Lei de Controle e Prevenção de Doenças Infecciosas relacionado ao novo coronavírus.



Embora a Coreia do Sul nunca tenha passado por um esquema de lockdown (fechamento completo) existem casos que obrigam a pessoa a passar por 14 dias de isolamento próprio para evitar contaminação. Tipicamente são pessoas que tiveram contato com algum contaminado ou entraram no país após o início da pandemia.

Foi o que aconteceu neste caso. Segundo informações do site de notícias New York Daily News, em abril o homem esteve no Uijeongbu St. Mary’s Hospital quando ocorreu um surto da doença no local. Por ter tido potencial contato com pessoas contaminadas, ele foi alertado no primeiro momento que precisaria passar 14 dias em isolamento dentro de casa, seguindo determinação da lei.

Apesar disso, ele desrespeitou a lei e furou a quarentena 2 vezes durante esse período. Depois da primeira vez, ele foi levado para um centro de quarentena oficial. Lá ele novamente violou a quarentena ao fugir do estabelecimento antes do tempo necessário. Por causa disso, ele foi julgado e condenado a quatro meses de prisão. Período até curto, considerando que a promotoria pediu 1 ano de prisão.

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Embora tenha sido a primeira condenação à prisão, este pode não ser o único caso. A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou em fevereiro – no pico da contaminação do país – uma lei que estabelecia pena máxima de 1 ano de prisão ou multa de 10 milhões de wons (cerca de 40 mil reais) para quem quebrar as leis de prevenção a Covid-19. Desde então pelo menos 30 pessoas já foram detidas por descumprir a determinação de isolamento e podem ser julgadas por esta lei.

A rigidez nas regras e nas punições possibilitou que o país reduzisse o número de novos casos rapidamente e permitisse que o país se preparasse para o retorno das atividades. No entanto, novos casos relacionados a reabertura de escolas e estabelecimentos como bares e boates têm preocupado o governo, que já está revertendo a decisão da reabertura de alguns lugares.

Fontes: (1), (2), (3), (4), (5), (6).
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