Justiça

BTS e HYBE são processados por violação de direitos autorais nos EUA

O portal estadunidense Music Business Worldwide publicou ontem (28) uma história exclusiva e, no mínimo, bizarra. O grupo BTS e sua gravadora HYBE (outrora conhecida como Big Hit Entertainment) foram processados no Estados Unidos por violação de direitos autorais. O motivo foi ligado ao I-Land, reality produzido pela empresa e que formou o Enhypen. Além do BTS e da HYBE, a CJ E&M America – subsidiária da CJ E&M sul-coreana que ajudou a criar o programa – também é citada no processo.



O processo foi aberto na Califórnia em 14 de abril por um indivíduo chamado Bryan Kahn, que diz estar envolvido no ramo de criação e produção de séries televisivas e músicas. De acordo com ele, a ideia original de criação do I-Land era sua e teria sido “roubada” pela gravadora sul-coreana.

Kahn diz que teve a ideia de criar um reality chamado Island Hip Hopping e registrou o nome junto ao Writers Guild of America East, órgão que representa os roteiristas estadunidenses da costa leste do país. Isso teria acontecido em 15 de novembro de 2013. Após criar o conceito do show, ele teria se mudou para Manila, capital das Filipinas, e lá permaneceu de 2013 até 2020 para estudar a a cultura asiática.

Enquanto ainda morava nas Filipinas, Kahn teria compartilhado a ideia do show com Eric Aguilar, que seria o gerente da Risk Emergency Defense Security Solutions Inc. Aguilar afirma que Kahn confirmou, verbalmente e por mensagens, que teria passado o conceito da série para Rita Magnus, uma executiva da Netflix.

Nos autos do processo, consta: “No final de 2019, a Netflix entrou em uma parceria com a ré CJ E&M para produção e distribuição de conteúdo. Posteriormente, os réus criaram a série de YouTube I-Land, um reality televisivo na qual os competidores disputariam uma chance de produzir, apresentar e vender músicas originais, assim como uma chance de trabalhar com a ré Big Hit“.

O processo também inclui uma série de eventos que Kahn alega estarem ligados ao lançamento da série, como uma parceria entre a Netflix e a Samsung para oferecer conteúdos exclusivos para os consumidores da marca e o anúncio do projeto japonês da Big Hit, contando com 5 membros do I-Land.

Kahn alega que Aguilar teria sido o responsável por repassar suas ideias à Netflix. Nem mesmo uma outra ideia de abrir um café temático de cultura pop passou despercebida, ela foi posta em prática por Dianne Aguilar, que é prima de Eric, ao abrir Purple 7 Café na cidade de Quezon.

Ainda de acordo com os autos, a conduta dos réus causaram e ainda causam danos que não podem ser compensados ou mensurados em dinheiro. Kahn pede a quantia de $150 mil dólares (mais de R$800 mil na cotação de hoje) por cada uma das violações mencionadas nos autos. O processo foi disponibilizado na íntegra pela MBW e pode ser lido aqui. Já o andamento do processo pode ser acompanhado por este link aqui.

Primeira página do processo disponibilizado pela Music Business Worldwide mostrando o nome de Bryan Kahn como requerente e a CJ E&M America, o BTS e a Big Hit como réus.

Fontes: (1), (2)
Imagem: Big Hit Entertainment (divulgação) e Music Business Worldwide (reprodução)
Não retirar sem os devidos créditos.

Greyce Oliveira

Cearense de Fortaleza, é metade uma humana normal professora de Inglês e metade ELF(a) precisando (talvez) de tratamento para parar de falar no Super Junior toda hora.

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