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Justiça

Seungri nega acusações em depoimento e promotoria pede 5 anos de prisão e multa

A 24ª audiência dos casos envolvendo Seungri ocorreu ontem (30) e deu foco nas declarações de defesa do réu. Antes do interrogatório, o advogado de defesa apresentou provas a favor de Seungri. O ex-integrante do BIGBANG está sendo levado a julgamento por 9 acusações. Até o momento, ele negou 8 das acusações e apenas admitiu ter violado as leis de sanitárias de seu antigo bar-restaurante Monkey Museum.



Dentre as evidências apresentadas, estavam: a cópia da escritura de uma casa em nome do pai de Seungri; uma carta de não-acusação; uma foto tirada com um casal japonês “A“; um artigo mostrando mensagens deste casal para Seungri, mesmo após as acusações; recibos de um hotel; uma foto com o japonês “B” e sua namorada; uma declaração de cerca de 900 milhões de wow, que Seungri teria depositado para a Burning Sun, pela compra de bebidas alcóolicas; e certificados de empréstimos.

Quando questionado sobre a acusação de consumir prostituição, Seungri disse:“Minha família mora na casa em frente a minha [por isso a escritura da casa] e eu frequentemente entro e saio. Eu não fiz isso e não preciso disso.”

Ele também negou as acusações de prostituição em uma festa de Natal, em 2015. Seungri é suspeito de fornecer favores sexuais a um empresário japonês. Sobre isto, afirmou: “Em vez de comemorar meu aniversário em cada país no final do ano, convidei o Aoyama Koji [empresário A] e outros amigos estrangeiros para organizarem uma grande festa de Natal. Eu só me preocupei com meus conhecidos e soube somente durante a investigação que essas mulheres (prostitutas) estiveram lá.” Ele ainda disse não ter ligado para prostitutas e que a investigação revelou que as mulheres que compareceram à festa, não seriam prostitutas. Foi dito que essas mulheres estavam na festa porque conheciam amigos de Seungri.

O cantor alegou não haver provas concretas de que ele tenha utilizado o serviço de prostituição: “Acho que estão me conectando por suposições. Mesmo que Yoo In-seok intermediasse serviços sexuais, me pergunto por que relacionaram que seriam para mim. Sou uma pessoa pública, não tenho motivos para cometer ilegalidades.”, diz.

Yoo In-seok, que foi julgado pelas mesmas acusações que Seungri, admitiu as acusações, incluindo a de mediar prostituição. Ele foi condenado a 1 ano e 8 meses de prisão e 3 anos de liberdade condicional.

O promotor militar questionou Seungri, alegando que “Há evidências de prostituição ilegal em salas de bate-papo do Kakao. Havia conteúdo mencionando provisão de entretenimento separado para seus clientes japoneses. Você sabia sobre isso?” Seungri respondeu: “As mensagens em grupos no Kakao não eram tudo que existia na minha vida. Estava em muitos grupos diferentes e usava outros 5 aplicativos de mensagens. Se eu me afastasse do celular por um minuto, 500 mensagens se acumulavam. Só porque há mensagens sendo enviadas e trocadas em grupos, não significa que eu realmente vi todas elas“.

Seungri diz ter se sentido injustiçado ao ser ligado pela acusação ao caso dos grupos de bate-papo administrados por Jung Joon-young (JJY), onde o ex-vocalista da banda Drug Restaurant enviava vídeos de mulheres que gravava ilegalmente. Joon-young foi condenado a 6 anos de prisão por estupro e assédio sexual, e já está cumprindo pena.

Seungri foi acusado de ter enviado um (1) “nude” de uma mulher. Ele admite que enviou uma foto de uma mulher em um grupo, porém, segundo ele, se trataria de um anúncio chinês, enviado junto com a foto. Ele diz que a mulher estaria usando lingerie, ao invés de estar nua, como nas alegações. Seungri nega que tenha sido ele a tirar a foto e que não havia enviado foto de uma mulher nua.

Havia sim um chat em grupo, mas ele foi criado para a abertura de um bar noturno. Houveram conversas inadequadas também, mas não havia nada relacionado aos fatos que levaram a prisão de ninguém“. Segundo Seungri, vários jornais haviam o associado ao “chat molka” de Jung Joon-Young numa sala de Kakao Talk, mas ele reafirma que não estava neste grupo.

Leia mais: Jung Joon Young e Choi Jong Hoon são condenados por estupro

Sobre a acusação de peculato, onde Seungri supostamente teria desviado fundos da Yuri Holdings para pagamento de honorários da assessoria do advogado ao chefe do Monkey Museum e a um DJ, Seungri disse: “Era um conselho jurídico para o clube Monkey Museum, achei que seria certo que o proprietário Yuri Holdings pagasse a taxa da consultoria.” Segundo a investigação, foram feitas retiradas de 528 milhões de won e 22 milhões de won da Yuri Holdings. Seungri alegou que “Se eu cobrar 200 milhões de won pela marca que desenvolvi, prefiro ser o modelo de publicidade. A taxa de cachê é correta, não é peculato”.

Dentre as 9 acusações de Seungri, também foi apontado participações em jogos e apostas, diversas vezes entre dezembro de 2013 e agosto de 2017, em hotéis e cassinos de Las Vegas. Segundo a acusação, ele teria usado cerca de 2,2 bilhões de won para apostas em jogos, sem declarar o uso do dinheiro no empréstimo de fichas no valor de US$ 1 milhão de dólares em créditos de jogo.

Pela Lei de Transações de Câmbio, as acusações são válidas pelas evidências, mas Seungri afirma que não teria usado o dinheiro. Ele alega que o empréstimo, de US$ 1 milhão de dólares no Hotel Cassino, teria sido feito por um grupo de japoneses que foram com ele aos Estado Unidos, sob o argumento que não seria justo que Seungri gastasse e, segundo ele, o empréstimo foi pago no Japão.

O promotor militar questionou Seungri também sobre a acusação de intimidação: “Um vídeo mostra você abraçando o homem, mas talvez tenha havido uma briga por conta da bebida com alguém que ele conhecia?” De acordo com a versão de Seungri, o homem bêbado dizia que trabalhava para outra grande agência e continuou a trazendo conhecidos para a sala onde estavam apenas Seungri e uma atriz, se gabando de sua proximidade. Seungri relatou: “Eu estava preocupado. Pedi a meus amigos que me tirassem de lá porque havia ido sem avisar ao meu manager e também a YG. Liguei para um amigo porque estava com medo que houvesse um escândalo de namoro com a atriz”, disse ele, negando ser o mandante da intimidação por um gângster ao homem do relato.

Ao final do interrogatório, Seungri fez um longo relato alegando que passou por uma série de humilhações durante as investigações: “Por favor me punam por erros que eu cometi, mas, como um cidadão comum, não fiz nada de errado. Foram quatro buscas e 6 celulares entregues ao tribunal, 160 pessoas me examinaram. Não consigo esquecer o medo que senti“.

A audiência do 24º julgamento de Seungri foi suspensa para averiguação das novas provas apresentadas pela defesa.

Hoje (1), foi relatado em nova audiência que a acusação pediu 5 anos de prisão para Seungri e pagamento de multa no valor de 20 milhões de won, sob alegação de que mesmo sendo o maior beneficiado pelos supostos crimes, Seungri estaria transferindo sua responsabilidade para outras pessoas e que “uma punição severa é necessária para ensinar sobre atitudes errôneas“. Quanto ao motivo da sentença, a acusação militar disse: “Os crimes ocorreram por anos e para seu próprio ganho econômico. Seungri usou mulheres coreanas para proporcionar entretenimento sexual e manteve amigos através de apostas em jogos. O clube Monkey Museum foi aberto ilegalmente e funcionou por dois anos, apesar da fiscalização policial. A natureza do crime não é boa, como prostituição e o jogo habitual, não são coisas boas. Isso vêm de uma falsa cerimônia de amadurecimento e Seungri se beneficiou com o crime. No entanto, ele diz que foi feito por outras pessoas e não os admite.

Desde o início do julgamento, em setembro do ano passado, 32 testemunhas foram convocadas a depor durante esses 9 meses, entre elas Jung Joon-young, Choi Jong-hoon e Yoo In-seok, mesmo o último tendo se recusado a comparecer no tribunal por três vezes.

Segundo a imprensa coreana, durante sua súplica final, Seungri novamente negou as acusações e disse enquanto chorava: “Eu prometo renascer. Sinto muito por meus amigos, ex-funcionários da agência e minha família que tiveram que passar um tempo difícil por minha causa.”

Por: Izabely Albuquerque
Fontes: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7)
Imagem: Reprodução
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Izabely Albuquerque

Recifense, jornalista com uma queda por design e ilustração, especialista em BIGBANG, crítica especializada em miojo com adoçante, justifico tudo com signo, viciada em músicas diferentonas e KPOP, admiradora da cultura asiática, VIP de carteirinha e dinossauro stan.

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