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Sociedade

[LISTA] Conheças algumas personalidades sul-coreanas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+

Apesar da modernidade que carrega, a Coreia ainda é muito tradicional em certos aspectos, principalmente nos sociais. O preconceito ainda enraizado na sociedade faz com muitos de seus membros hesitem em se assumir como LGBTQIA+. A união homoafetiva ainda é um dos maiores tabus nos países do leste asiático, por ser uma região muito tradicional, muitos ainda rejeitam a relação entre pessoas do mesmo sexo.

Porém, apesar de não ser muito conhecida ou divulgada, existe representatividade LGBTQIA+ na Coreia do Sul. Montamos uma lista de personalidades que fazem parte desse grupo e lutam por mais respeito e direitos para estas minorias. Confira os nomes.



Kim Dan e Hana Lee

Fonte: Pride Wedding Korea

O casal Kim Dan e Hana Lee traz uma das maiores representatividades lésbicas na comunidade coreana. Elas usam suas redes sociais para acabar com a animosidade da comunidade LGBTQIA+ que existe no país em que vivem. Com o tempo e cada vez mais reconhecimento, as garotas começaram a receber apoio de alguns coreanos, entre eles, vários outros casais homoafetivos que acabaram agradecendo-as por serem tão representativas nas redes sociais. 

Hoje em dia, as duas possuem um canal no YouTube chamado DanHana, que tem mais de cem mil inscritos. Em um vídeo de perguntas e respostas postado no canal, as meninas esclareceram uma dúvida dos internautas que querem saber se elas são ou não casadas, pois as duas já fizeram umas sessão de fotos vestidas de noiva. Elas responderam que querem se casar, mas, infelizmente, não podem fazer isso pelas atuais leis coreanas.


Maman

Fonte: Stone Music Entertainment

Conhecida também como Magolpy, Maman foi trainee da SM Entertainment antes de migrar para a Jerry Entertainment, empresa na qual debutou em 2007. Magolpy assumiu-se lésbica pouco depois de seu debut e esse ato fez com que ela fosse demitida da sua empresa. 

Depois de anos sem lançar nada, em 2015 Maman assinou com uma nova empresa e voltou para o mundo da música com a canção Obvious Story. Em 2016, ela participou do programa Two Yoo Project Sugar Man, apresentado por Yoo Jaesuk, You Heeyeol, Kim Eana e Dara (2NE1).


Holland

Fonte: Elle Korean (Go Wontae)

Um dos nomes mais famosos desta lista, Holland causou muita repercussão por ser um dos primeiros artistas assumidos LGBTQIA+ na Coreia do Sul. Logo no seu videoclipe de estreia, em 2018, com a música Neverland, o cantor chocou todo mundo ao inserir no vídeo uma cena dele beijando o seu co-ator. Em uma entrevista para o programa Pop Asia, da SBS, ele disse que adicionou essa cena porque queria saber como a população reagiria. “Eu queria era que as pessoas realmente falassem sobre essa questão mais abertamente, assim eu adicionei essa cena.”

Neverland teve mais de dois milhões de visualizações em quarenta e oito horas e a reação dos fãs, principalmente os internacionais, foi positiva e a hashtag #HollandDebutDay conseguiu a primeira posição nos trending topics do Twitter. Ele é bastante ativo nas redes sociais e sempre interage com seus fãs.


Hong SeokChun

Fonte: Soompi

O apresentador Hong SeokChun se declarou gay publicamente em 2000, numa época onde a Coreia nem imaginava o que era a homossexualidade. Em entrevista para a ABC News, ele disse: “Era para ser uma brincadeira, mas, naquela época, eu não queria mais mentir“. Pode-se imaginar o choque que isso causou em todos na época, mas Hong já esperava as consequências de seus atos, ou seja, a sua demissão. 

Nos anos 2000, Hong era um artista muito famoso e comandava vários projetos na televisão e no rádio. Nas suas palabras: “Eles não pensavam sobre minha habilidade como ator ou artista. Apenas [porque] eu sou gay, essa foi a única razão“.

Depois de anos, as portas da TV coreana foram reabertas para ele e hoje ele é uma referência em programas de variedade e sempre faz aparições, além de ter uma rede de restaurantes bem conhecida pela Coreia. 



Kim Jho Kwangsoo

Fonte: Getty Images

Mesmo sem ser reconhecido pelas leis coreanas, o primeiro casamento homoafetivo na Coreia do Sul aconteceu no dia 7 de setembro de 2013 quando o cineasta Kim Jho KwangSoo casou-se com o seu parceiro Kim SeungHwan

KwangSoo sempre teve o sonho de se casar e o fato das leis atuais coreanas não reconhecerem o amor dele por seu parceiro, não o impediu de realizar o seu sonho de infância. Conforme escreveu ao HuffPost Korea: “Nosso casamento não vai mudar o mundo imediatamente. Mas ele provocou uma mudança na perspectiva dos coreanos. Heterossexuais começaram a perceber que casamentos gays também existem na Coreia, e os gays começaram a pensar: ‘Também podemos nos casar’”.


MRSHLL

Fonte: FeelGhoodMusic

Também conhecido como Marshall Bang, o norte-americano nasceu no Condado de Orange, na Califórnia e mudou-se para a Coreia do Sul para realizar o sonho de ser um idol. Assumiu-se gay publicamente em uma entrevista para a revista Time Out, em 2015. Em uma entrevista para a Billboard, ele comentou que nunca escondeu sua sexualidade, mas também não ficava dizendo o tempo todo. 

Em 2017, MRSHLL assinou com a FeelGhoodMusic – empresa de lendas do rap sul coreano como Tiger Jk, Yoon Mirae e Bizzy – e lá permaneceu até 2019 tendo lançado um mini-album e diversas colaborações. Hoje em dia, ele é um artista independente e seu último lançamento foi o mini-album ARCHIVES 1. Em entrevista para a Billboard, ele contou que, apesar do apoio do seu público, debutar não foi tão fácil quanto possa parecer: “Quero que as pessoas saibam que não há nada de errado comigo. Não estou psicologicamente prejudicado ou confuso. A única coisa que é diferente é que me sinto atraído pelo mesmo sexo. Todo o resto sou apenas eu e é uma coisa linda”.


Som Hyein

Fonte: Xportsnews

Em agosto de 2019, a ex-participante do programa Idol School, Som Hyein assumiu sua bissexualidade e apresentou sua namorada, Eunbin, em seu perfil no Instagram

Para evitar confusões entre sua sexualidade, Som também deixou claro que não era lésbica e sim bissexual. Além disso, também revelou que pretende adicionar uma música LGBTQIA+ em seu álbum que está em processo de produção. 


Harisu

Fonte: Cinema Online

Harisu é a primeira artista transgênero da Coreia e a segunda a conseguir trocar o seu sexo legalmente em documentos. Sendo mulher trans, ela conquistou seu espaço na indústria musical, lançando vários álbuns ao longo de sua carreira.

A cantora nunca escondeu que, apesar de ser uma artista com uma carreira consolidada, ainda sofreu vários preconceitos. As pessoas a criticavam tanto em seus trabalhos profissionais quanto da sua vida pessoal, no seu relacionamento com o rapper Mickey Jung

O divórcio do casal aconteceu em 2017, dez anos depois da cerimônia, mas ela revelou no programa Video Star que eles mantêm um bom relacionamento. Harisu também disse que Jung sofreu preconceito por decidir investir na relação: “Ele foi alvo de críticas porque me amava, mas sofreu todos os comentários maldosos. Ele é uma pessoa que suportou tudo apenas porque ele me amava“.



Choi Hanbit

Fonte: K Crush

Choi Hanbit participou de uma competição de modelos patrocinada pela emissora SBS em 2012, sendo muito criticada por vários internautas. A emissora, porém, declarou que seria uma violação dos direitos humanos retirá-la do concurso. 

Ela fez seu debut como cantora em 2015, com o álbum Not My Style e em 2016 foi anunciada como integrante do grupo Mercury, que estreou com a música Don’t Stop. Hanbit, nascida HanJin, passou pela cirurgia em 2006, sendo muito apoiada por seus pais para a maior mudança da sua vida e é legalmente reconhecida como mulher em seus documentos. 


Lady

Fonte: Starnews

O Lady – formado por Sinae, Sahara, Yoona e Binu – foi o primeiro grupo formado inteiramente por meninas trans. A estreia ocorreu em 2005, sob a Logi Entertainment, com o mini álbum Attention. Em uma entrevista, as meninas disseram “Mentalmente, éramos sempre mulheres, a única diferença é que mudamos algo físico, simplesmente somos mulheres com uma cicatriz extra“. Infelizmente, o grupo se desfez no começo do ano 2007.


Jo Kwon

Fonte: Xportsnews

Em 2020, Jo Kwon disse em uma entrevista para Newsis que se considera uma pessoa de gênero não-binário e como, hoje em dia, ele vê isso de forma positiva: “Sou capaz de me aceitar como sou. Esta é a minha arma de longa duração na futura era sem gênero”.

Kwon também comentou de como Bang Si Hyuk, o CO-CEO da Big Hit Entertainment o apoiou em sua carreira artística, lhe dando seu primeiro par de saltos altos que ele mantém em sua coleção até hoje. Ele ainda disse que pretende trabalhar em um novo álbum solo com inspiração no artista Troye Sivan, além de um possível reunião com o 2AM para esse ano. 


Navinci

Fonte: Koreaboo

Em 2017, Kim Minsung, mais conhecido hoje por seu nove artístico Navinci, assumiu a sua assexualidade em uma live no Instagram. Uma fã perguntou se eles poderiam se casar e, na resposta, além de negar o pedido, Minsung confessou que casamento não é uma vontade dele. O motivo é simples, ele disse não sente atração nem por mulheres e nem por homens.

Gabriela Oliveira
Fontes: (1), (2) (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10)
Não tirar sem os devidos créditos.

Gabriela Oliveira

Jornalista de 22 anos com um pé na hallyu e o outro na escuridão. Complicada, perfeitinha (sqn), sagitariana e com um grupo favorito diferente a cada dia que passa.

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