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Política

Quem é Kim Keon-hee, a futura primeira-dama da Coreia do Sul

Nesta semana, os sul-coreanos escolheram o seu novo presidente. Junto com a posse de Yoon Suk-yeol, o país também ganhará uma nova primeira-dama. Kim Keon-hee é empresária e fundadora de uma empresa de planejamento de arte. Desde a época da campanha, ela se manteve longe dos holofotes após ser ligada à uma série de rumores.

Mesmo assim, ela revelou em uma entrevista ao The Korea Herald que pretende ajudar seu marido dos bastidores assim que ele assumir seu novo cargo: “Acredito que o trabalho mais importante é criar um ambiente onde ele possa fazer seu melhor para gerenciar os assuntos de estado. Para que o presidente eleito se concentre nas pessoas, o ajudarei de forma silenciosa“.

Kim nasceu em 1972 e é graduada em pintura pela Universidade Kyonggi. Nos anos seguintes, fez mestrado em educação artística e doutorado em design de conteúdo digital. Antes de tornar-se empresária, ela ensinou em escolas e universidades até que, em 2007, fundou a Covana Contents.

A empresa nasceu por um desejo de Kim de espalhar o valor da arte e criar uma influência positiva no setor cultural. Desde então, a Covana Contents já organizou exposições de grandes nomes incluindo Alberto Giacometti, Marc Chagall e Mark Rothko.

A história com Yoon começou anos antes do casamento. Os dois se conheceram após um conhecido em comum sugerir que eles combinavam. Eles se casaram em 2012. Na época, Kim tinha 40 anos e Yoon 52. Em uma entrevista de 2018, ela brincou: “Ele não tinha dinheiro e acho que ele não seria capaz de se casar com ninguém se não fosse por mim“.

Como futura primeira-dama da Coreia do Sul, Kim disse que trabalharia ao lado do presidente para aumentar a conscientização de áreas da sociedade que o governo não consegue alcançar. Para tal, ela provavelmente terá que dar uma pausa das atividades com sua empresa, que não conseguiu nenhum projeto no ano passado devido à pandemia.

Isso, porém, não significa que o futuro presidente Yoon poderá contar com seu apoio de forma integral. Kim já demonstrou que poderá fazer projetos paralelos independente dos compromissos do marido. Em 2018, época em que Yoon era chefe dos promotores de Seul, ela disse em entrevista: “Não quero desistir da minha carreira para virar uma dona de casa só porque meu marido é um oficial de alto escalão“.

Durante a campanha presidencial, Kim viu-se envolvida em uma série de rumores para prejudicar sua imagem e, consequentemente, a de Yoon. Uma delas foi a acusação de que ela teria falsificado partes de seu currículo quando se candidatou para cargos em universidades nos anos de 2007 e 2013. A acusação fez com que Kim fizesse sua primeira aparição pública desde que o marido lançou sua candidatura para assumir e se desculpar pelos seus erros. Na ocasião, disse que tinha “exagerado” seu currículo para parecer mais capacitada ao cargo ao qual estava disputando.

Outra acusação mais grave foi a de que Kim teria obtido lucros após se envolver em um caso de manipulação de ações junto da empresa Deutsch Motors. O caso está atualmente sendo investigado pela promotoria.

Fonte: (1)
Imagem: AFP
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