Transportadoras chinesas suspendem recebimento de produtos do BTS

No início da semana, as empresas YTO Express, ZTO Express e Yunda Express anunciaram que não aceitarão produtos do grupo BTS, do Serviço de Alfândega da Coréia. Outras três empresas patrocinadoras do grupo – Samsung, Hyundai e Fila – retiraram menções ao grupo de seus sites chineses. No caso da Samsumg o modelo de celular assinado pelo grupo sumiu das lojas.



Em resposta as perguntas de internautas chineses sobre o que vem acontecendo, a empresa ZTO declarou através do Weibo:

“Por conta da controvérsia com o BTS, a Administração Geral das Alfândegas da China anunciou seu plano de supervisionar os produtos impressos mais detalhadamente. Cada caixa suspeita pode ser aberta, uma vez que os regulamentos tornaram-se estritos. Espera-se que esse efeito afete outros produtos coreanos também”.

Acredita-se que toda essa polêmica tenha ocorrido por conta de um trecho do discurso do líder do grupo RM. Ao aceitar o prêmio General James A. Van Fleet, da Korea Society – ONG norte-americana que homenageou o grupo pelo incentivo das relações culturais entre os Estados Unidos e a Coréia do Sul – o líder do grupo teria feito uma referência a Guerra da Coréia (ocorrida entre os anos de 1950 e 1953).

“Nós sempre vamos nos lembrar da história de dor que nossas duas nações compartilham, e dos sacrifícios de incontáveis homens e mulheres”.

A declaração foi vista de forma polêmica na China, visto que as “duas nações” referem-se somente à Coreia do Sul e aos Estados Unidos. Usuários das redes sociais e jornalistas da mídia estatal acusaram o grupo de ignorar os soldados chineses que lutaram na Guerra ao lado da Coréia do Norte.

O tabloide Global Times criticou o discurso afirmando “a atitude parcial do grupo em relação a Guerra da Coréia machuca os sentimentos dos cidadãos chineses, e nega a história“.

Fonte: (1), (2)
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