Justiça K-pop

Hyunjoo divulga declaração sobre o bullying sofrido quando estava no April

A cantora Hyunjoo, ex-integrante April, se posicionou pela primeira vez acerca das alegações de que sofria bullying de suas colegas de banda. No início deste ano, uma pessoa dizendo ser o irmão mais novo de Hyunjoo postou em uma comunidade on-line alegando que a irmã deixou o grupo em 2016 por sofrer bullying das outras integrantes. Outro indivíduo que afirma ser colega de escola de Hyunjoo fez alegações semelhantes em outra postagem e deu mais detalhes sobre o bullying.



A DSP Media – empresa que gerencia o April e Hyunjoorespondeu com várias declarações negando as acusações. Depois que o irmão mais novo de Hyunjoo fez outra postagem contradizendo estas negativas, a agência anunciou que iria entrar com uma ação legal (criminal e civil) contra Hyunjoo e as pessoas que postaram as acusações.

Hoje (17), Hyunjoo compartilhou sua primeira declaração pessoal sobre a situação em seu Instagram.

A declaração na íntegra lê-se:

Olá, aqui é Lee Hyunjoo.

Ao longo das muitas situações que surgiram por coincidência, tive muito medo de divulgar o meu próprio depoimento.
Mesmo agora, estou com muito medo.


No momento, minha agência só divulgou declarações que são diferentes da verdade e processou meu irmão mais novo, que ainda é um jovem estudante, e meus conhecidos.
Os pais dos perpetradores também enviaram a mim e aos meus pais mensagens de texto me culpando.


É verdade que hesitei por um longo tempo porque estava com medo de como eles me fariam sofrer se eu fizesse uma declaração em minha própria voz.

No entanto, apesar disso, por causa das pessoas que mostraram coragem por mim e pelas pessoas que me apoiaram, eu senti que precisava finalmente reunir coragem agora pelo menos, é por isso que estou escrevendo isto.


O bullying começou em 2014, quando me preparava para a estreia e continuou até 2016, quando saí do grupo. Eu, que tinha 17 anos na época, tive que morar em um dormitório enquanto me preparava para estrear, então tinha que ficar 24 horas por dia com os perpetradores em um lugar onde não havia ninguém em quem eu pudesse me apoiar.


Incapaz de suportar por mais tempo, contei a meus pais sobre meu sofrimento e eles tentaram falar com o CEO [da minha agência]. No entanto, repetidamente me encontrei em uma situação em que, em vez de encontrar uma solução, fui tida como culpada. Depois que os perpetradores descobriram isso, eles me atormentaram ainda mais. Só pude ligar para meus pais brevemente e na frente de nosso gerente e, desse jeito, a situação piorou e eu continuei me sentindo cada vez menor.


O que se tornou de conhecimento público é apenas uma pequena fração do que aconteceu.
Durante aqueles três anos, fui forçada a sofrer por causa de ações e comportamentos violentos, ridículos, palavrões e ataques ao meu caráter, e foi especialmente doloroso suportar insultos infundados e ataques ao caráter de minha preciosa avó, mãe, pai, e irmão mais novo. A agência sabia disso, mas apenas olhava sem tomar nenhuma providência para responder.


Por causa disso, caí em uma escuridão da qual não conseguia ver o fim e tomei uma decisão extrema, mas não parecia que eles sentiam nada ou se sentiam nem um pouco arrependidos. Usando o motivo que minha agência unilateralmente preparou para mim, acabei deixando o grupo e, como resultado, tive que enfrentar repetidos comentários maliciosos, ridículos e até mesmo o estigma de ser uma traidora.


Como eu sentia que era minha culpa ter deixado cicatrizes impossíveis de apagar à minha família, tentei viver de maneira mais diligente, positiva e saudável.


No entanto, mesmo depois que o tempo passou, não foi fácil esquecer as memórias de minhas dificuldades.
As memórias sombrias daquela época permaneceram em um canto do meu coração e se tornaram um trauma que parecia que iria me engolir por completo.
Tive que passar por um momento difícil em que afetava negativamente não só a mim mesmo, mas as pessoas ao meu redor.


Enquanto eu passava por isso, as pessoas ao meu redor reuniram muita coragem em meu nome, e foi assim que chegamos à situação atual.

Agora também estou tentando reunir coragem para meu irmão mais novo e conhecidos.


Como resultado dessa experiência, aprendi que há muitas pessoas que estão torcendo por mim e pelas quais sou grata. Graças às pessoas que se preocupam comigo e me perguntam como estou indo a cada dia, fui capaz de ganhar força. Também aprendi que muitas pessoas sofrem de feridas emocionais semelhantes às minhas.


Parece que o bullying e a rejeição que sofremos quando somos jovens permanecem conosco como um trauma.
Acho que é impossível para todas as pessoas no mundo se darem bem comigo, e sentimentos de ódio podem se desenvolver naturalmente às vezes. No entanto, não acho que a violência ou o bullying podem ser justificados por qualquer motivo. Acredito que a rejeição e o bullying contra qualquer pessoa, em qualquer lugar, devem desaparecer, aconteça o que acontecer.


Embora ainda esteja lutando com o trauma e as memórias daquela época, depois de sete anos, acredito que não devo me resignar ao fato de que não posso me recuperar e viver minha vida infeliz. É por isso que quero mostrar às pessoas que passaram por dores semelhantes às minhas que as vítimas também podem se recuperar de suas feridas e viver com felicidade e saúde novamente. Também quero retribuir às pessoas que estão torcendo por mim, mostrando que superei essa situação.


Agradeço sinceramente por me darem muito apoio e força.

Vocês me deram muita coragem.

No momento, todas as minhas atividades por meio de minha agência foram interrompidas e qualquer novo trabalho que me foi oferecido foi rejeitado unilateralmente sem me consultar. A agência também declarou que não pode rescindir meu contrato exclusivo.


De agora em diante, não vou mais ficar parada sem tomar medidas para proteger a mim, minha família e meus conhecidos. Também responderei à ação criminal que minha agência moveu contra mim com a ajuda das pessoas que estão me apoiando.

Embora não seja fácil, tentarei mostrar a vocês que me recuperei por meio de uma ampla gama de atividades e de um lado novo, mais saudável e mais brilhante de mim mesma, depois de cobrir bem isso e deixar meu passado difícil para trás.


Para mim e para todas as pessoas que estão lendo estas palavras, espero que o resto do mês seja feliz e caloroso.


Obrigada.”

Ana Raíssa da Luz
Fonte: (1)
Imagem: (reprodução)
Não retirar sem os devidos créditos


Ana Raíssa Luz

22 anos, mineira, professora de música, neurocientista e army.
Vivo uma eterna paixão pela Coréia.

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