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Justiça

Líder do “Nth Room” é condenado a 42 anos de prisão

[AVISO DE GATILHO] O texto a seguir contem termos que podem servir de gatilho. Recomendamos cautela ao prosseguir a leitura.

Cho Ju-bin, o responsável pelo “Nth Room“, foi condenado a 42 anos de prisão nesta quinta (14). O veredito foi dado pela Suprema Corte sul-coreana e mantém a sentença dada pela Alta Corte de Seul em junho.

Cho foi indiciado em 14 crimes. A longa lista de delitos inclui operação de organização criminosa, violação de lei de proteção a menores contra abuso sexual, chantagem e fraude. Após o fim dos 42 anos em regime fechado, Cho também será proibido de conseguir cargos em instituições que cuidem de crianças, adolescentes ou pessoas deficientes por mais 10 anos. Durante esse período, suas informações pessoais serão públicas. Além disso, o réu também terá que usar uma tornozeleira eletrônica por 30 anos e pagar 100 milhões de wones (mais de R$460 mil).


Leia mais: Dossiê: “Nth Room” – O esquema de chantagem e exploração sexual de mulheres coreanas


Durante os 8 meses em que o Nth Room operou, 74 mulheres e meninas – 16 delas menores de idade – foram chantageadas por Cho e seus 38 parceiros. A promotoria argumentou que o grupo não apenas compartilhava conteúdos sexuais, mas também cometiam outros tipos de crime e mantinham uma hierarquia com diferentes cargos e regras.

Em novembro do ano passado, Cho foi condenado a 40 anos de prisão. Em fevereiro deste ano, mais 5 anos foram adicionados após investigações descobrirem que Cho escondeu um lucro de 108 milhões de wones (mais de R$ 500 mil) em criptomoedas.

A promotoria inicialmente havia pedido prisão perpétua para Cho, considerando a gravidade de seus crimes. Os advogados das vítimas chegaram a dizer para a imprensa que ele parecia não se arrepender do que fez. Apesar disso, os 45 anos aos quais fora condenado em fevereiro tiveram uma subtração de 3 anos após Cho entrar em acordo com algumas das vítimas. Outro fator que pesou na decisão foi o fato do réu não ter crimes anteriores.

Além de Cho, quatro cúmplices foram condenados a 13 anos de prisão. Dois membros do Baksabang, grupo no aplicativo Telegram para o qual os vídeos do Nth Room eram vendidos, também receberam condenações de até 8 anos.

Como este ainda não é o julgamento final, ainda existem chances de que a sentença de Cho seja estendida. Em abril, ele foi indiciado por trabalhar com outro cúmplice para chantagear outras 18 vítimas – 7 delas menores de idade – para produzirem conteúdos sexuais a serem vendidos no Baksabang.


O que mudou na lei após o escândalo

O Nth Room tornou-se o maior escândalo sexual da Coreia do Sul e exigiu que as autoridades investigativas e legislativas tomassem medidas para evitar que casos semelhantes voltassem a acontecer. As regras visam investigar envolvidos em crimes sexuais, independente de sua posição: produtores, distribuidores, compradores, anunciantes e qualquer um que tenha posse de conteúdos divulgados em grupos como o Baksabang.

Uma nova lei que passou a valer desde setembro permite que investigadores possam se infiltrar quando forem investigar crimes sexuais, desde que tenham um mandado. Desde então, 40 policiais foram destacados para investigar casos semelhantes e mais ainda devem ser nomeados.

Fonte: (1)
Imagem: Yonhap News
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Greyce Oliveira

Cearense de Fortaleza, é metade uma humana normal professora de Inglês e metade ELF(a) precisando (talvez) de tratamento para parar de falar no Super Junior toda hora.

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