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Política

Secretário presidencial entrega o cargo após discurso de ódio contra homossexuais e mulheres de conforto

Yoon Sul-yeol tomou posse como novo presidente sul-coreano no último dia 10, mas somente nesta semana dois membros da sua equipe estão sendo alvos de críticas dos cidadãos do país. O primeiro caso envolve a filha do Ministro da Justiça Han Dong-hoon, acusada de cometer fraude em seu currículo escolar.

No mesmo período, o secretário presidencial Kim Seong-hoe também chamou atenção por um texto publicado em seu perfil no Facebook e acabou entregando voluntariamente o seu cargo na sexta (13). Da posse presidencial até sua saída, ele ficou um total de 3 dias no cargo.

Na quarta (11), Kim postou em seu perfil um pedido de desculpas por suas opiniões polêmicas: “Peço sinceras desculpas pelos comentários sobre escravidão sexual e homossexualidade no passado. Também sinto muito que alguns veículos de mídia tenham perdido seu equilíbrio e feito matérias inapropriadas“.

O pedido de desculpas foi referente, entre outros, a uma postagem feita em junho de 2019 no qual Kim dizia não apoiar a homossexualidade e que considerava “um tipo de doença mental”. Ele acabou banido do Facebook por desrespeitar a política da plataforma contra discursos de ódio.

Apesar do trecho citado acima, na mesma postagem feita na quarta Kim reforçou que não apoia a homossexualidade e que ainda acredita que possa ser “curada” por algum tipo de medicamento assim como os fumantes fazem terapia para largar o vício.

Nas palavras dele: “Respeito a diversidade em orientação sexual que os indivíduos possuem, mas sou pessoalmente contra a homossexualidade. E, enquanto existem aqueles com tendências homossexuais inatas, acho que em muitos casos as pessoas erroneamente pensam nisso como um instinto básico, mesmo tendo adquirido como um hábito“.

Em setembro também de 2019, Kim fez um comentário chamando as mulheres de conforto de prostitutas. Na época, a administração da então presidente Park Geun-hye estava comprometida a buscar uma compensação para as mulheres que foram vítimas de escravidão sexual na época em que o país estava sob o domínio do Japão. Kim comentou: “Você está dizendo que o governo tem que tomar uma atitude e coletar pagamentos para o devido serviço sexual?”. Ele acabou levando mais um mês de suspensão do Facebook.

Em março de 2021, um novo comentário polêmico. Desta vez, Kim afirmou que metade das mulheres durante a Dinastia Joseon eram essencialmente escravas sexuais e apontou que a Coreia deveria primeiro reconhecer sua própria história ao invés de criticar o Japão pelos seus crimes durante o período colonial.

Na quinta (12), Kim fez uma outra postagem defendendo seu ponto de vista e argumentando que não deveria ser criticado por pedir às pessoas que “refletissem sobre a história embaraçosa da Coreia”. Além disso, ainda disse que está sendo atacado por levantar críticas contra a “geração 586 e forças pró-Coreia do Norte”.

A geração 586 diz respeito aos cidadãos que nasceram na década de 1960 e participaram dos protestos contra a ditadura ocorridos na década de 1980. A maioria destes agora está na fase dos 50 anos e ocupa grande parte da liderança do Partido Democrático e da base eleitoral do país. A crítica de Kim, portanto, seria uma forma de demonstrar que ele é fiel ao partido conservador.

Fonte: (1), (2)
Imagem: reprodução via KBS
Não retirar sem os devidos créditos.

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