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A importância dos figurinos extravagantes de Ko Moon-Young

O drama da Netflix It’s Okay Not To Be Okay, além de ter um trabalho responsável e sensível ao retratar como vivem pessoas com transtornos mentais, teve talvez um dos mais belos e bem definidos figurinos de todos os tempos.




Sendo o figurino uma peça fundamental nos dramas – pois ajuda a revelar muito sobre o intimo de cada persona – é perceptível o esforço que a figurinista teve ao trabalhar os mínimos detalhes das roupas de seus personagens.

A diretora de figurino Jo Sang Gyeong soube retratar em cada peça seus estudos de personagem. Figurinista do k-drama que conta a história de Moon Gang Tae (Kim Soo Hyun), um auxiliar de enfermagem na ala psiquiátrica e Ko Moon-Young (Seo Ye Ji), uma famosa escritora de livros infantis, esclarece que cada figurino foi pensado para contar uma parte escondida dos sentimentos dos personagens.

Como é o caso de Ko Moon-Young, a diretora conta que a intenção por trás de suas escolhas era retratar o mecanismo de defesa da personagem. “Tem a intenção de contradizer a sua extrema vulnerabilidade por dentro”, comenta ela.


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O figurino que tem desde peças de maisons famosas como a francesa Chanel, ou grandes costureiros como o belga Dries van Noten ou a sul coreana Minju Kim, e vestidos que chegam a custar mais de dez mil dólares, tem principalmente inspiração gótica, mas também uma forte influência de outras décadas. Como uma representação do século passado com todo o toque moderno do século XXI, ajudando a manter a aura das fábulas infantis.


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Influências do Romantismo, como o comprimento de vestidos até a canela, silhuetas escondidas, mangas no estilo presunto; passando pelo inicio de 1900 e uma forte influência do New Look de 1947, com sua cintura bem marcada, vestidos em gola alta e mangas compridas ajudaram a dar o ar soberano e incomum da personagem.



E se por um lado temos toda a exuberância em cor, tecido e forma; a figurinista também nos apresenta um aspecto mais “sensível” ao retrata-la em momentos mais íntimos com vestidos em tecidos mais leves, com caimentos retos e em tons sóbrios ou pretos; peças que destacam uma fragilidade da personagem que se torna pequena em contraste com detalhes da cenografia.



Com o passar dos episódios e com o amadurecimento interno que Ko Moon-Young começa a ter – e com sua aproximação com Moon Gang Tae – suas roupas começam a se tornar mais leves, com tons mais candys, mostrando um desapego da armadura que até então ela vestia.



Sentimentos como angustia, efemeridade, pertencimento e sintonia são retratados nesse que foi um dos mais belos figurinos já trabalhados nos últimos tempos, tornado a experiência de assistir ao drama ainda mais interessante visualmente.

Isabela Ávila

 Formada em moda, apaixonada por livro, filme, música e café nessa ordem.

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